Notas iniciais
Hello, como combinado, o 14 está aqui... Aproveitem-no bem...
Beijos...
*_*

POV Snape

Enquanto dançávamos, meu coração ficava cada vez mais feliz, batendo tão forte que seria capaz de a qualquer momento pular para fora de meu peito. Era tão bom poder tê-la em meus braços ali, na frente de todos que nos olhavam com espanto.

Ela seguia meus passos perfeitamente, não tirando os olhos castanhos dos meus. Eu já estava perdido em seu olhar quando a música cessou que nem me importei com o sorriso que lancei à platéia, desmanchando a carranca de mal-humorado, em resposta aos aplausos.

Voltamos a nos sentar à mesa onde antes ela se encontrava e eu a olhava, apenas a olhava, me esquecendo de tudo a minha volta, até que ela quebrou o silêncio:

– Você dança bem.

– Obrigado. Para quem não sabia dançar a srta. saiu-se muito bem. – disse fazendo-a corar. Ela ficava tão linda assim.

– Hum... Acho que obrigado... – disse Hermione.

Sorri e não me contive tocando sua mão. Não me importava se alguém estava olhando. Já me sentia cansado de esconder coisas.

– Sentirei sua falta aqui na escola. – disse-lhe.

– Não seja por isso... Sabes que poderá me visitar quando quiser.

Sorri novamente, não conseguindo desviar meus olhos do dela.

– Não sentirei falta de ficarmos juntos, apenas sentirei da sabe-tudo que sempre me irritava nas aulas.

Ela sorriu e apertou minha mão, me deixando mais extasiado com o seu toque e o calor de seu corpo.

– Acho que também sentirei falta daquele morcegão das masmorras que vivia chamando meus amigos de cabeças ocas. – Hermione falou.

“Adolescentes... tsk, tsk!” disse minha mente.

– Ah... Então é disso que vocês me chamam em suas Salas Comunais? – arqueei as sobrancelhas.

– Ops... Falei demais. – brincou ela. – Vai me dizer que você não sabia que o chamávamos disso?

Respondi:

– Bom, sinceramente não. Eu já ficava bastante irritado por ouvir seus amigos me chamando mentalmente de Ranhoso e Seboso e por isso comecei a ignorar o que pensavam.

Ela me olhou, compreendendo.

– Hum... Mudando de assunto... A minha mão desconfia sobre nós. – ela disse.

Fiquei tão satisfeito com a informação que acabei dizendo:

– Tudo bem. – ela pareceu ter levado um choque.

– O-o que você disse? – Hermione parecia receosa da resposta.

Há alguns dias tinha começado a pensar sobre algo, que tinha a intanção de contar em uma ocasião especial, não ali no baile. Mas minha ansiedade falou mais alto.

– Eu disse que tudo bem ela saber. Pretendo pedir sua mão em breve.

Ela parecia estar sofrendo um conflito interno até que seu rosto foi perdendo a cor. Estava ficando preocupado.

– Hermione? Está tudo bem? Você está ficando pálida... Por favor, diga algo, pois está me deixando aflito.

Depois de um tempo ela disse:

– Estou louca, ou você Severus Snape acabou de dizer que vai me pedir em casamento? – ela abanava o rosto com as mãos.

– Não, você não está louca. Eu de fato proferi tais palavras... – então a verdade me veio “Ela não quer casar com você, seu velho e feio!” berrou minha mente. – A menos, é claro, que você não queira casar-se comigo, porque se não quiser eu entenderei... Quem quer um velho e feio para passar o resto da vida? – fiquei triste e ia me levantando para sair quando ela segurou minha mão dizendo:

– Sim! Eu quero me casar com você Severus... – abri um sorriso. – Mas pare de dizer que você é velho e blábláblá, porque esse papo de que “eu não a mereço” já está me cansando. Você sabe que é a pessoa que mais quero no mundo.

Eu estava quase explodindo de felicidade por dentro. Meu coração dava saltos enormes em meu peito. Não consegui guardar o sentimento para mim, então acabei falando.

– Farei o que você quiser minha Jean... Neste momento estou me sentindo o homem mais feliz da face da Terra... Bom, mas acho melhor isso ficar apenas entre nós, tudo bem? Pelo menos até eu falar com seus pais...

Não cabia em mim de tanta alegria. Tinha vontade de tomá-la em meus braços e beijá-la apaixonadamente para demonstrar todo o amor e contentamento que sentia.

– Ok. Hum... Que tal comemorarmos hoje após o baile? – propôs ela.

Pensei na vontade que tinha de possuí-la, de abraçar seu corpo nu, de beijá-la e respondi:

– Está certo, mas não é perigoso? Eles provavelmente sentirão a sua falta...

– Eles não mandam em mim. – disse ela repentinamente brava. – Sou legalmente maior de idade, portanto, posso fazer o que bem entender e dormir onde e com quem quiser.

– Se você diz, não irei contrariá-la, minha Jean.

Ela sorriu e entrelaçou seus dedos aos meus, admirando-os.

Não sabia como, mas cada vez mais eu estava amando aquela mulher de belos olhos castanhos que despertou meu coração. A cada dia meu amor somente aumentava por ela.

McGonagall tirou-me de meus devaneios chamando a atenção de todos dizendo para os alunos do 7° ano se juntar em frente ao palco.

Hermione parecia meio relutante em ir, mas então apertei sua mão gentilmente encorajando-a e isso a ajudou, pois no instante seguinte ela se levantou e juntou-se aos demais alunos.

Resolvi sair despercebido, sabendo que Minerva chamaria os professores para o palco, e eu não estava com a mínima vontade de enfrentar uma platéia.

Quando havia me posto de pé e virado para sair, ouvi-a dizer algo que me fez estacar:

– ... Inclusive você Severus... – “Droga, meu plano foi por água a baixo.”

Virei lentamente para o palco e fui meio à contra gosto para meu lugar, fazendo uma careta terrível de desagrado. E então Minerva começou seu discurso.

***********

POV Hermione

Depois que Minerva conseguiu instaurar o silêncio, disse:

– Bom, assim como os trouxas, nós também entregamos um tipo de certificado aos nossos formandos. Mas os nossos são um pouco diferente do deles, pois contém o ano em que vocês iniciaram e terminaram a escola, a assinatura de todos os professores e ainda seus melhores feitos durante os anos de estudo em Hogwarts.

Fez uma pausa para ir até à uma mesa ao canto do palco para pegar um pergaminho.

– Agora irei chamar o nome de cada aluno e este se dirija ao professor que eu indicar, para que possa receber seu certificado... – ela desenrolou o pergaminho, limpou a garganta e começou. – Abbott, Ana.

A garota chamada subiu ao palco e McGonagall para a professora Sprout, a quem a menina se dirigiu. Após pegar o certificado, ela recebeu muitos aplausos e totalmente vermelha de vergonha ela desceu do palco.

– Bones, Susana.

A menina também fez o mesmo só que dessa vez foi direcionada para o professor Flitwick. E assim se repetiu até que chegou minha vez.

– Granger, Hermione.

Muito nervosa, subi vacilante ao palco e quando cheguei perto da professora, esperando que ela mesma me entregasse meu certificado, ela sorriu e apontou para Severus. “Ela só pode estar de brincadeira!”

Meu coração disparou e eu comecei a tremer um pouco. Andei lentamente até ele e este deu um sorriso discreto para mim, me entregando o certificado e tocando minha mão com as pontas do seu dedo, disse:

– Parabéns Granger!

Quando me virei para descer, fui recebida por aplausos e ao olhar para a pequena escadinha do palco, vi que meus pais estavam ali me esperando; minha mãe com lágrimas nos olhos.

Assim que desci o último degrau me atirei nos braços deles chorando de felicidade.

– Parabéns, meu anjo. Você conseguiu vencer mais uma etapa de sua vida. – disse meu pai.

– É filha, estamos muito orgulhosos de você. – minha mãe completou.

– E eu tenho orgulho de ter pais tão maravilhosos, compreensivos e amorosos como vocês. – respondi com sinceridade.

– Oh, filha. Nós te amamos tanto... – disse mamãe e os dois voltaram a me abraçar ternamente. Eu os amava muito e sentia a falta deles para ligar para as pessoas que nos olhavam divertidas com a cena.

Parei de abraçá-los somente para ver Harry e Rony (que tropeçou num degrau da escadinha) receberem seu certificado. Harry recebeu das mãos de Hagrid e Rony foi das mãos de Minerva.

Abracei-os quando eles desceram do palco e disse:

– É, eu duvidei que um dia vocês fossem se formar...

– Tudo isso foi graças a você Mione. – e os dois me abraçaram e beijaram ao mesmo tempo a minha bochecha me deixando corada. Nesse momento, um flash disparou e nos assustamos com a luz, mas ao ver quem era, sorrimos.

Era apenas Dênis Creevey, o irmão caçula de Colin, que após sua morte, resolvera retomar o hobby do irmão, numa tentativa de sentir menos falta dele.

Fiquei tão triste por ele que num impulso acabei puxando-o para um abraço e depois que o larguei ele saiu correndo feliz em direção aos amigos. Harry e Rony me olhavam confusos.

– O que foi isso, Mione? – perguntou Rony.

– Sei lá, apenas deu vontade de abraçá-lo e então o fiz. Acho que fiquei triste por ele ter perdido o irmão tão cedo. – respondi. Eu estava tão emotiva ultimamente que até dava medo.

Fomos nos sentar juntamente com meus pais e ficamos conversando até que Gina começou a reclamar que estava com sono. Já eram 3hs da manhã, então Harry, Rony e Gina resolveram ir dormir. Eu falei para eles que iria ficar mais um pouco com meus pais e eles apenas acenaram e foram embora.

Alguns minutos depois que eles saíram, Severus se aproximou:

– Sr. E Sra. Granger, — disse ele. – posso roubar sua filha um instante?

– Oh, claro Sr. Snape. – disse meu pai.

Olhei-o interrogativa, mas ele não disse nada. Levantei-me e o segui até o lago negro, onde a Lua era lindamente refletida.

– O que quer Severus? – perguntei docemente.

Ele chegou mais perto de mim e disse olhando em meus olhos:

– Eu lhe trouxe aqui porque quero fazer o pedido corretamente... Não era para eu fazê-lo agora, pois acho que é um pouco cedo, mas como não tinha conseguido segurar minha língua e acabado com a surpresa, resolvi falar hoje mesmo. – ele procurou algo nos bolsos e por fim tirou uma caixinha preta de um deles. Ajoelhou-se segurando minha mãe direita. – Hermione Jean Granger, minha Jean... Você quer se casar comigo?

Ele abriu a caixinha e em seu interior havia um anel lindo. Parecia um tipo de coração, mas ao olhar atentamente vi que eram duas serpentes com pequenas esmeraldas nos lugares dos olhos. Estava quase sem fala, por isso disse em um sussurro:

– Sim Severus Snape, eu aceito me casar com você.

Ele tirou o anel da caixinha e o colocou delicadamente em meu dedo, beijando minha mão após colocá-lo. Assim que se pôs de pé, ele segurou meu queixo e curvou-se um pouco para pousar seus lábios nos meus.

Soltei minha mão da sua e segurei sua nuca, querendo que aquele momento durasse para sempre. Mas ele separou nossos lábios dizendo:

– Acho que devemos voltar, pois se não daqui a pouco virão aqui para saber o porquê da demora...

Eu não queria ir, queria ficar ali com ele vendo a Lua. Dei-lhe mais um beijo e comecei a admirar meu anel. Ele era realmente lindo, com as duas serpentes rodeando meu dedo e por fim encontrando-se perto da dobra do mesmo onde suas cabeças se encostavam dando a impressão de ser um coração.

– Hermione, venha, vamos voltar. – disse Severus tirando-me de minha adoração e puxando-me carinhosamente de volta para o local do baile, mas antes de chegar lá ele soltou minha mão, andando somente ao meu lado.

Chegamos à mesa de meus pais e eu disse:

– Papai, mamãe, se importam se eu for dormir?

– Pode ir, minha querida. Eu e seu pai já estamos indo embora também. – mamãe levantou-se para me abraçar, mas papai continuou sentado. Abracei-a e depois abracei papai dando um beijo em seu rosto.

– Boa noite, filha. Durma bem e sonhe com os anjos. – disse ele.

– Sonharei papai. – sorri.

– Nos vemos no domingo à noite, filha. – disse mamãe e completou olhando para Severus. – E o senhor cuide bem da minha menina até lá, hein professor Snape?

– Fique tranqüila, Sra. Granger, sua filha é muito bem cuidada aqui na escola. Agora, se me dão licença, tenho que acompanhar uma Grifinória até sua Sala Comunal e também me recolherei a meus aposentos. – disse ele. – Tenham uma boa noite.

Ele virou-se e se afastou um pouco.

– Tchau mamãe, papai. Até domingo. – disse-lhes.

Minha mãe veio para me dar um último abraço e sussurrou e meu ouvido:

– Você vai me contar direitinho tudo o que está acontecendo e vai me dizer também a origem do anel que está em seu dedo. – “Nossa, parece que não dá para esconder nada de minha mãe.”

– Tudo bem, dona Lucy. Agora me deixe ir.

Soltei-me de seus braços e fui em direção à Severus que me esperava com um sorriso no rosto.

– O que foi? – perguntei.

– Nada... Só estou espantado com o quão observadora sua mãe é. – respondeu ele.

– Você tem um ouvido supersônico?

– Não, apenas li a mente dela. – disse Severus.

Parei e olhei-o brava.

– Já disse para você parar de fazer isso!

– Isso o quê? – perguntou ele, fingindo-se de inocente.

– entrar na mente das pessoas sem permissão. É invasão de privacidade sabia?

Ele parecia divertido com a minha raiva.

– Está certo, não farei mais. Prometo! – disse ele.

“Sei!... Provavelmente deve estar fazendo figa mental.”

Quando chegamos ao saguão de entrada, pensei que ele se dirigiria às escadas que levavam às masmorras, mas ele foi em direção às escadas que iam para os andares superiores.

– Prince, onde você está indo?

– Estou te levando para a torre da Grifinória, por quê?

– Achei que iríamos para seu quarto... – respondi tristemente.

– Ora, e vamos, mas primeiro você precisa trocar de roupa.

Assenti e então subimos as escadas para a minha Sala Comunal.

Enquanto eu ia até meu quarto para tirar o vestido, ele ficou me esperando em um corredor próximo ao quadro da mulher gorda, para que esta não saísse por ai espalhando que eu havia chegado de madrugada e saído novamente acompanhada do Snape.

Gina já dormia profundamente, assim como Parvati e Lilá. Troquei de roupa rapidamente, tirei a maquiagem e escovei os dentes. Desci e sai pelo retrato da mulher gorda indo para o corredor em que Severus estava encontrando-o no mesmo lugar.

Fomos para seus aposentos e lá chegando ele fechou a porta e já foi me agarrando, me beijando e tirando minhas roupas. Beijávamos-nos e ao mesmo tempo andávamos até a cama, onde ele me jogou e disse com um olhar malicioso no rosto:

– Agora você é minha!

Ri e ajudei-o a despir suas roupas. Assim que tirou a última peça, ele prendeu meus pulsos acima de minha cabeça com uma de suas mãos e com a outra ele segurava minha coxa enquanto me penetrava com força.

Aquilo não doía mais, apenas se me dava prazer e por isso gemi alto, fazendo-o gemer também. Ele apertava com força, aumentando cada vez mais a intensidade de suas estocadas, me fazendo gemer mais e mais.

Depois de um tempo ele saiu de dentro de mim e começou a descer com beijos no pescoço, seios, barriga e finalmente chegando a meu sexo. Começou a passar a língua e a mordiscar levemente. Gritei de prazer e isso só o incitou a continuar. Ele já estava me deixando louca de desejo, fazendo com que no momento em que tive meu orgasmo, puxasse seus cabelos com força.

Severus voltou a subir com os beijos e quando chegou a minha boca, penetrou-me novamente com vontade. Meus gritos eram reprimidos por seu beijo.

Continuamos a noite assim, nos amando com intensidade, mudando constantemente de posição e dando prazer um ao outro. Chegamos ao ápice várias vezes, sempre querendo mais, até que houve uma hora em que já estávamos cansados e ofegantes.

Ele desabou exausto na cama e eu deitei de bruços ao seu lado, apoiando a cabeça nas mãos e apreciando a beleza que era seu rosto. Severus estava de olhos fechados e respirava suavemente.

Por um instante achei que estivesse dormindo, mas então ele falou:

– Mulher, você sugou todas as minhas energias! – abriu os olhos e sorriu. Sorri de volta e me movi para dar-lhe um rápido beijo em seus lábios.

– Eu te amo, meu Prince.

Depois que disse isso, deitei em seu peito e ele abraçou-me.

– Pode ter certeza de que eu te amo mais, minha Jean... – ele disse.

Era a primeira vez que ele dizia que me amava e isso me deixou feliz. Acabei adormecendo ali mesmo em seu peito, ouvindo seu coração ritmado ao meu.

Notas finais
E então? O que acharam? Espero seus reviews, e ah, quem quiser saber como é o anel da Mione, me manda uma mensagem que eu mando a foto do desenho (é isso mesmo, eu desenhei o anel)... Beijos minha lindas...
*_* S2 *_*