Notas iniciais
Minhas queridas leitoras, escrevi este capítulo ouvindo Rammstein, sei que não é nada a ver mas as músicas deles estava me ajudando a ignorar as pessoas a minha volta para poder escrever algo que ficasse bom... Não sei se ficou bom, mas espero conseguir agradá-las...
Beijos...

Uma semana se passou desde o ocorrido. Continuei cumprindo minhas detenções mas me limitava a dar um breve oi quando chegava e durante o trabalho, fingia que estava muito concentrada no que estava fazendo só para não falar com ele.

Mal olhava em seu rosto, pois tinha medo de olhar naqueles olhos negros, falar que o amava e depois ser rejeitada. Tinha medo de sofrer... Mas de certo modo, eu estava, sofrendo um amor platônico.

Queria muito que ele soubesse de meus sentimentos, mas será que ele sentia algo por mim? “Deixe de ser boba, Hermione! É claro que ele não sente nada por você. Você é apenas uma aluna fútil dele...” minha consciência me dizia constantemente, eu apenas aceitava de bom grado, mas nesse dia não aguentei e gritei em minha mente “Cale a boca e pare de me deixar para baixo!” e após esse grito interno, ela se calou.

Estava preparando uma poção do envelhecimento e procurando não prestar atenção em sua presença, até que ele cortou o silêncio:

- Senhorita Granger, está me ignorando? Já faz algum tempo que não profere palavra alguma... Está doente?

- Não senhor. Só não estou com vontade de falar, prefiro pensar enquanto trabalho... Assim, faço as coisas com mais atenção... – menti.

- Hum... Sei... Só achei estranho que você não fez pergunta alguma até agora. Nas aulas a senhorita não para quieta de tanto quicar na cadeira querendo responder ou fazer alguma pergunta.

- É, apenas estou em uma má fase... – “Ah, sua idiota, agora é que ele vai desconfiar mesmo...” minha mente me disse.

- Entendo... – respondeu ele. Acho que ele estava atendendo ao meu pedido de que não era para ele entrar em minha mente, se não ele já saberia de algo. “Ótimo! Que continue assim.” Pensei comigo mesma.

Voltei a prestar atenção em meus afazeres, mas agora minha mente ficava me mandando imagens de seu rosto (eu estava de costas para ele, o que não permitia ter uma visualização de seu rosto, mas é claro que minha mente tinha que fazer com que eu desviasse minha atenção de meu trabalho), de seus olhos negros e cintilantes, os movimentos que sua boca fazia ao falar. Meu Merlim, como eu amava vê-lo e ouvi-lo falar.

Tantos eram os devaneios que nem prestei atenção quando estava indo colocar um ingrediente no caldeirão. Encostei minha mão na lateral quente e acabei por me queimar, o que resultou em um grito de dor e muito choro.

De repente as mãos de Snape se encontravam ali, amparando as minhas que estavam trêmulas e doendo. Finalmente pareceu que eu estava completa, o vazio que sentia em meu peito se preencheu com seu toque e me fez esquecer a dor.

Ficamos nos olhando ali por um momento, até que ele desviou os olhos para minha mão e eu também o fiz. É, a queimadura estava feia, mas por incrível que pareça, eu não sentia nada, seu toque amenizava a dor.

Ele me fez sentar em uma cadeira e soltou minha mão por um momento, neste instante senti a dor causticante e o vazio em meu peito voltou. Mas logo ele estava de volta e novamente a dor passou.

Enquanto cuidava de minha queimadura ele ia dizendo:

- Estou vendo o quanto atento a senhorita fica somente pensando. Imagine se estivesse de fato prestando atenção. Acho que o estrago poderia ter sido bem maior. – disse ele em seu tom sarcástico.

Ignorei seu comentário e fiquei fitando-o enquanto ele cuidava de mim. Depois de um momento Snape acabou e soltou minha mão, mas eu fui mais rápida e segurei sua mão pedindo:

- Por favor, não solte. Tenho medo que a dor retorne.

Ele olhou em meus olhos e com uma mão ele segurou as minhas e com a outra ele tocou meu rosto, secando as lágrimas que nem percebi que havia derramado. Fechei os olhos ao seu toque e suspirei. Libertei uma de minhas mãos da sua e repousei-a sobre a que estava, aquecendo-a.

Não sabia de onde uma coragem brotou, mas aproximei-me mais dele e o abracei. Ele retribuiu, cautelosamente no início, mas depois relaxando. Senti aquele cheiro amadeirado emanando de seu corpo; aquilo era inebriante, dava até vontade de ficar ali em seus braços sentindo seu cheiro para o resto da vida.

Ele segurou meu queixo suavemente e levantou meu rosto para que eu olhasse em seus olhos. Novamente não tive consciência de meus atos e ficando na ponta dos pés encostei meus lábios nos dele.

O beijo começou delicado e aos poucos foi aumentando e a intensidade era tanta que quando me dei conta estava prensada contra a mesa. Seu beijo tinha certa urgência, como se ele precisasse muito de mim. Eu sentia como se fosse explodir a qualquer momento de felicidade.

Enquanto o beijava, acariciava seus cabelos macios, arranhava levemente suas costas por cima das vestes e às vezes descia até seu pescoço e o mordiscava, provocando arrepios em seu corpo.

Ele estava um pouco contido em seus atos, mas me apertava cada vez mais de encontro com seu corpo. Aquilo era bom, eu me sentia protegida em seus braços. Eu estava ansiando por cada vez mais dele, mas meu lado racional voltou a encher minha cabeça dizendo “Você não deveria estar fazendo isso, lembre-se: ele é um professor e você uma aluna!”

Estava tentando ignorar esses pensamentos, mas eles se tronaram cada vez mais fortes, fazendo com que eu me sentisse culpada e afastasse minha boca da de Severus.

Respirei um pouco tentando recuperar o fôlego e enquanto ele fazia o mesmo, eu disse:

- Severus, acho que não deveríamos ter feito isso... — “Ah! Agora já estão tratando-o pelo primeiro nome? Que feio Hermione...” Ignorei o comentário de minha mente e esperei uma resposta dele.

Ele respirou fundo mais uma vez e respondeu:

- Sim, acho que você tem razão. Não deveríamos ter nos beijado... Me desculpe Hermione. Prometo que não voltará a acontecer... – ele sentou na cadeira que momentos antes eu me encontrava e começou a fitar o nada.

- Severus, acho que vou voltar para meu dormitório e não precisa se desculpar porque fui eu quem tomou iniciativa... Me desculpe... – e dizendo isso, peguei minhas coisas e sai de sua sala.

Vaguei de volta para meu quarto e chegando lá, desabei a chorar, pensando no que havia feito.

“Mas espere ai, eu não fiz nada de errado...” disse comigo mesma, mas como sempre, minha mente estava lá para me atormentar.

“Não fez nada de errado, né? E aquele beijo que você deu nele? Você sabe que é errado, já lhe disse isso um milhão de vezes...”

“Eu sou maior de idade e ele também, não há nada que nos impeça...”

“Tirando o fato de ele ser seu professor e ter quase o dobro da sua idade?” Caramba, que mente chata que eu tenho. Se pudesse deligava ela.

“Ele não é tão velho assim, e mesmo se fosse eu não me importo, eu o amo!”

“Tudo bem, você pode amá-lo, mas será que ele te ama?” Neste ponto ela me atingiu e logo várias coisas passaram rápidas em minha cabeça.

“Será que ele me ama?... Droga, acabei expondo meus sentimentos e agora ele sabe o que eu sinto... E se ele não me amar?...

A dúvida me corroía e me deixava aflita. Acabei adormecendo de tanto cansaço depois de tanto pensar. Foi uma noite sem sonhos.

****************

POV Snape

Eu a havia beijado.

Aquilo estava bom, mas meu lado racional teve que estragar o momento me lembrando de que aquilo era errado.

“Mas não é errado, somos maiores de idade e podemos tomar nossas próprias decisões.”

“Então está querendo colocá-la em perigo por ser egoísta e querê-la para si? Quer que os malditos Comensais a peguem como a isca que lhe conduzirá a morte? Pense bem em seus atos Snape...”

“É claro que não quero coloca-la em perigo, mas ela despertou algo em mim que a muito eu não sentia... Acho que a amo...”

“Está vendo? Não está pensando direito nos seus atos. Pare de pensar que nem um adolescente e venha para a realidade... Primeiro, talvez ela nem o ame. Segundo, você está sendo precipitado ao falar que a ama e terceiro, vai colocá-la em perigo se envolver-se com ela.”

Resolvi ignorar minha mente. Peguei uma garrafa de Whisky de Fogo, coloquei um pouco em uma copo e comecei a bebericar, me lembrando de Hermione, de seu rosto, de seus olhos, de seu beijo, de seu toque e de seu cheiro — que era uma mistura de flores que me embriagava mais do que a bebida que agora degustava.

Eu tinha certeza de que ela me completava, mas achava tudo aquilo errado... Ao mesmo tempo que a queria, tinha medo de expô-la ao perigo. Meu coração, que à muito tempo estava adormecido e havia se esquecido de como era amar, tinha certeza de que aquilo que sentia por ela era amor.

A sensação de seu beijo ainda descansava sobre meus lábios. Eu a queria e disso tinha convicção, mas agora me perguntava, será que eu era tão egoísta a ponto de deixar a vida dela correr riscos só porque eu a amava?

Uma dor de cabeça infernal começou a surgir. Fui para meus aposentos e deitei-me na cama, sem vontade de trocar de roupa. Acabei dormindo depois de tanto pensar naquela sabe-tudo irritante que acordou meu coração.

Notas finais
E então? O que acharam? Sei que está péssimo né? pOdem falar sem receios, estou um pouco aflita por saber qual vai ser os comentários deste capítulo...
Me mandem reviews com o que vocês acharam...
Beijos minhas queridas... Espero tê-las satisfeito...