Notas iniciais
Olá minhas queridas leitoras, desculpem a demora... Tive uns pequenos problemas, ams finalmente consegui terminar o capítulo para postá-lo para satisfazê-las. Espero que apreciem a leitura...
Beijos...

Acordei um pouco atrasada e por isso não consegui tomar café da manhã, então, tive que me contentar com uma maçã. Alcancei Harry e Rony quando eles estavam indo para a sala de Transfiguração e comecei a acompanhá-los.

- Oi Mione, por que não apareceu para tomar café? – perguntou Rony.

- Perdi a hora, cheguei muito tarde da detenção. – disse andando entre os dois. Então para ocupar minha mente em vez de começar a pensar nele, perguntei-lhes. – Ei, vocês têm algum trabalho que precisa ser corrigido antes de ser entregue?

- Sim, temos um monte, Mione! – disseram os dois rindo. – Bom, mas só lhe daremos se não for incomodo algum. – completou Harry.

Chegamos à sala e fomos nos sentar em nossos lugares.

- Não será incomodo algum. Uns trabalhos a mais me ajudarão a manter a cabeça ocupada.

- Ok, mas por que você está querendo ocupar sua mente tanto assim? – perguntou Rony.

Dei de ombros e respondi:

- Sei lá, estou um pouco estressada com a aproximação dos N.I.E.Ms. Se eu ficar só pensando neles acabarei tomando bomba nas provas finais.

Eles apenas sorriram e neste momento a professora McGonagall entrou na sala e todos se calaram esperando a professora falar.

- Bom, como vocês já sabem, na semana que vem ocorrerá o início das provas dos N.I.E.Ms e espero que vocês se deem bem na minha matéria. E na última semana de aulas, que será daqui a menos de três semanas, haverá um baile onde homenagearemos nossos amigos que morreram durante a Guerra e comemoraremos os formandos desse ano. Será permitida a presença de pais e familiares.

“Ai caramba, como fui me esquecer do baile? Ainda nem comprei um vestido nem nada... Se bem que não estou com a mínima vontade de comparecer à esse baile. Provavelmente haverão jornalistas de todas as partes querendo uma foto do Trio de Ouro. Isso me irritava. Odiava ser o centro das atenções. E ainda tinha a formatura... Como pude me esquecer de tudo isso?”

Então escutei as próximas palavras da professora, as quais que me deixaram com mais vontade ainda de não ir ao baile:

- Bem, arrumem um par todos vocês, pois haverá uma valsa especial para os mortos e quero que todos dancem principalmente Potter, Granger e Weasley.

- Como se já não tivesse bastado eu ter pagado um mico enorme no quarto ano, agora ela quer que eu repita a dose. – Harry sussurrou para mim e Rony e que rimos.

- Agora vamos à aula. Hoje revisaremos tudo, desde o conteúdo do primeiro ano, pois cairão nas provas coisas que vocês já estudaram a muito tempo. É um teste para saber se vocês se lembram do que aprenderam. – continuou a professora sem ouvir o comentário de Harry.

- Eu não consigo lembrar nem o que comi ontem, vou lembrar de feitiços do primeiro ano? – disse Rony. Todos riram, menos a professora.

- Ora, Weasley, é por isso que essa aula se chama revisão... É para podermos relembrar o que aprendemos. – disse McGonagall.

Rony afundou na cadeira com o rosto extremamente vermelho.

A aula correu bem, tirando o fato de que Pirraça invadiu a sala e começou a puxar o cabelo das meninas. McGonagall gritou com ele e este saiu resmungando de que ninguém tinha senso de humor e que ele iria “brincar” com outra sala. Minerva apenas revirou os olhos e voltou a dar aula.

Quando a aula acabou, pedi que Harry e Rony fossem à frente, pois queria falar com a professora.

- Professor? Posso lhe perguntar algo a respeito do baile? – indaguei, me aproximando de sua mesa.

- Sim, diga o que deseja Hermione.

- Bom, a senhora sabe que meus pais são trouxas e eu queria saber se eles poderiam comparecer ao baile. – disse-lhe com um pouco de receio.

Ela olhou-me por um momento e falou:

- Hum... Sabe que é proibido a presença de trouxas na escola... Mas no seu caso, abrirei uma exceção. Seus pais devem estar orgulhosos de ter uma filha extraordinária como você. – sorri-lhe e ela retribuiu por um instante, depois falou. – Agora vá para sua aula com a professora Sprout e no almoço envie uma coruja à seus pais avisando-lhes.

Com um sorriso enorme no rosto, não me contive e a abracei dizendo:

- Ah, professora, sentirei tanto a falta da senhora depois que terminar Hogwarts...

Ela, pega de surpresa, riu e começou a me abraçar carinhosamente, como uma mãe abraça uma filha – se bem que de certo modo, eu a sentia como minha terceira mãe (a segunda é a Sra. Weasley) – dizendo:

- Oh, Hermione, sentirei sua falta também... Sentirei falta principalmente das vezes em que eu perguntava algo e você era a primeira a responder.

- Mas depois de mim outras Hermiones virão, talvez até mais espertas que eu... – disse-lhe.

- Esperta, gentil e fiel, eu duvido que apareça outra pessoa com esses adjetivos... Mas, se quiser vir me visitar, é só mandar uma coruja dizendo que virá, que eu corro para preparar o chá.

Abracei-a mais uma vez e soltei-a, pegando meu material e dizendo:

- Tenha um bom dia Professora Minerva.

- Para você também, minha querida Hermione.

“É, as coisas tinham mudado, e muito, aqui na escola” pensei comigo. Fui para minha aula de Herbologia e contei aos garotos (rapazes agora, nunca vou me acostumar com a ideia de que eles cresceram; de que eu cresci) o que tinha conversado com McGonagall. Eles ficaram felizes por mim, mas tivemos que deixar as conversas para depois, porque a professora Sprout iniciou a aula.

Durante o almoço, não ousei olhar para a mesa dos professores. Escrevi a carta para meus pais e nela dizia:

"Queridos pai e mãe,

Daqui a algumas semanas, haverá um baile em Hogwarts em homenagem aos mortos e os formandos. Conversei com a diretora McGonagall e esta permitiu a presença de ambos.

Espero que compareçam, pois é importante para mim.

Sinto falta de vocês e aguardo ansiosamente para vê-los.

Carinhosamente,

H. G.

P.S: Amo vocês."

Depois que terminei de escrever, almocei rapidamente e corri ao corujal para despachar a carta. Acabei encontrando com Rony, que também estava despachando uma coruja.

- Oi Rony. Está avisando seus pais? – perguntei.

- Sim, e também pedi à minha mãe que não mande as roupas da minha tia-avó Tessey. Não quero ser zoado novamente.

Ri e me dirigi à uma coruja-das-torres:

- Pode levar isso para o Sr. e Sra. Granger, por favor? – ele esticou a perna e eu amarrei o pergaminho nela. A coruja deu uma leve bicada em meu dedo e saiu voando. – Pronto Rony. Vamos?

Ele assentiu e fomos encontrar Harry para irmos para nossa próxima aula.

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Estava tomando banho, quando me dei conta de que conta de que eu não havia pensado muito em Snape durante o dia todo. Mas assim que pensei em seu nome, nosso beijo me veio à lembrança. Logo minha mente começou a me censurar falando que aquilo era errado.

Tinha vontade de faltar à detenção, só para não ter que vê-lo, mas se faltasse, seriam mais duas semanas e eu precisava estudar para os N.I.E.Ms.

Resolvi ir, mas prometi a mim mesma de que iria ignorá-lo. Fiz isso por uma semana, por que não poderia fazer por mais quatro dias? É fácil falar, o difícil é fazer.

Terminei meu banho, me vesti com uma calça jeans preta, uma blusa branca de mangas compridas com detalhes em vermelho, minha sapatilha de sempre e rumei para as masmorras.

Quando cheguei lá dei apenas uma boa noite sem olhar em seu rosto e fui para meu trabalho. Procurei colocar meu caldeirão em um lugar em que desse para eu ficar de costas para ele, sem poder olhá-lo.

Comecei o preparo de minha poção, medindo e cortando ingredientes. Nem reparei quando ele se aproximou de mim, apenas quando levantei um frasco à altura dos olhos foi que vi seu reflexo e me assustei deixando-o cair de minha mão.

Virei-me assustada e o olhei com os olhos semicerrados. Após um tempo encarando-o perguntei:

- O que quer?

Ele levantou as mãos em forma de rendição e disse:

- Desculpe-me, eu apenas vim ver se estava fazendo tudo corretamente e se precisava de minha ajuda...

- Não preciso de sua ajuda e você sabe que posso fazer todas essas poções com a mão nas costas. – respondi sendo um pouco grosseira.

Ele olhou-me por um instante, depois desviou sua atenção do meu rosto e apontou a varinha para o chão, limpando a sujeira causada pelo vidro quebrado.

Eu observava calada. Ele voltou sua atenção para mim e disse:

- Por que está sendo tão indócil assim? Por que me ignora?

Não disse nada por um momento, só fiquei fitando aqueles lindos olhos negros, mas resolvi dizer o que pensava:

- Não estou te ignorando porque quero, apenas o faço porque preciso. Sinto que essa aproximação é errada e por isso acho que não devemos ser mais do que professor e aluna...

- Também sinto isso, mas não consigo ficar longe de você, Hermione. Sei que somos maiores de idade e podemos fazer nossas próprias escolhas, mas acho isso errado. Não quero colocá-la em perigo, mas sou egoísta demais para querê-la afastada de mim. Você conseguiu trazer de volta um coração que a muito havia morrido. Conseguiu despertar um sentimento que estava adormecido.

Fiquei chocada com esta revelação e não consegui pronunciar palavra alguma. Ele continuou dizendo:

- Desde de que me salvou do veneno daquela maldita cobra, comecei a vê-la de outra forma, mas até pouco tempo atrás não sabia o que era isto que sentia. Sei que não podemos ficar juntos pelo fato de eu estar sendo caçado pelos Comensais e eles poderem fazer mal a você... Não quero isso, a quero sã e salva, nem que para isso tenha que ficar longe de você. Me machucará profundamente me distanciar de ti, mas sei que é o certo a se fazer...

- Xixixi... – falei colocando a mão em sua boca. — Não fale mais nada, deixe-me dizer uma coisa agora. – ele olhava atentamente para mim. – Quem disse que me importo de correr riscos, ou você se esqueceu de que é por minha causa e de meus amigos que o Lord das Trevas não vive mais? Não tenho medo do perigo, só tenho medo de ser magoada. Não quero ter meu coração machucado... Não sabe por quanto tempo eu guardei meus sentimentos por você... Tinha medo de lhe falar e ser ignorada, de expor o que sentia e você me machucar dizendo que não me quer, que não me ama, que me acha fútil e uma sabe-tudo irritante...

Não pude concluir o que falava, pois ele grudou seus lábios nos meus em um beijo ardente. Ele me beijava como se precisasse fazê-lo com urgência, sentir-me, como se sua vida dependesse deste beijo, de mim. Acariciei seus cabelos enquanto o beijo aumentava de proporção deixando-me sem fôlego, mas eu não queria parar, não podia parar.

Queria que ele soubesse todo o amor que sentia por ele e por isso grudei meu corpo mais ao dele o que fez com que me empurrasse até uma parede e me prensasse na mesma, descendo sua boca para meu pescoço, mordiscando-o, fazendo-me gemer. Do meu pescoço ele foi para meu ombro onde deu uma leve mordida que me arrepiou, depois voltou para minha boca e aquele beijo intenso voltou.

Aquilo era tão bom. Nunca ninguém me beijara assim, na verdade só fora beijada por duas pessoas e em uma delas não gostei — que foi o meu primeiro beijo, quando eu tinha doze anos – mas aquele beijo era diferente; havia um misto de amor e desejo nele.

Enquanto me beijava, ia acariciando minhas costas e de repente senti sua mão subir por baixo de minha blusa e começar a apalpar meu seio direito por cima do sutiã de renda. Ele o tocava delicadamente, até que não aguentei isso e o fiz apertá-lo com vontade, me fazendo gemer muito de prazer.

E quando ele percebeu que eu não gostava de delicadezas, começou a apalpar-me com mais força; seu corpo pressionado contra o meu, fazendo-me sentir sua ereção, estava me deixando louca.

Arranquei sua capa e a joguei em qualquer canto; ele tirou minha blusa, e eu comecei a desabotoar sua camisa, me atrapalhando com os botões que me deixaram com raiva e eu acabei rasgando-a de vez, expondo seu tórax.

Quando rasguei sua camisa, ele parou de me beijar e a meu ver parecia que estava com vergonha de seu corpo. Olhei para ele com paixão e perguntei-lhe:

- O que foi, Severus?

Ele olhou para baixo e respondeu:

- Eu não a mereço. Você é muito linda e merecia estar com alguém jovem e bonito como o Krum. Eu sou apenas um homem velho e desprovido de beleza.

Segurei seu queixo e ergui seu rosto para que ele olhasse em meus olhos.

- E quem disse que eu quero alguém como o Vítor? Eu não ligo para a aparência, apenas ligo para o que tem aqui dentro. – disse colocando a mão em seu coração. – Não entende que eu só quero a você e a mais ninguém? Pra mim, você é o homem mais bonito da face da Terra. Nada é mais bonito aos meus olhos do que você, Severus... – e após dizer isso voltei a lhe beijar com amor.

Notas finais
E aí? O que acharam? Ficaram curiosas, né? Tentarei postar o próximo capítulo ainda hoje minhas queridas... Podem mandar Avadas e Crucios, pois eu mereço... Mas pensem numa coisa, se vocês me matarem não haverá o sexto...
Bom, espero os reviews anciosamente.
Beijos minhas fofas!!! ;-)