My Son, My Secret
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Bom, desculpem-me a demora para postar, mas é que estou tendo uns pequenos problemas com a minha net e estou resolvendo uns problemas com meu marido, pois nós estamos dando uma arrumada na casa, o que faz com que eu não tenha tempo de parar para postar aqui... Além do fato de que eu estava sofrendo por falta de inspiração para escrever.
Então, espero que me perdoem e deixando os bla bla blas de lado, vamos ao capítulo...
Nos vemos lá embaixo...
*_*
“- Professora Granger, — eu ainda não entendia o porquê dela não usar o nome do búlgaro asqueroso. – vim aqui porque preciso conversar contigo.”
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POV Hermione
Estava lendo um livro tranquilamente na sala, aproveitando que as crianças tinham adormecido depois de mamarem. Encontrava-me sozinha, já que Vítor havia saído para se encontrar com sua amiga que eu tinha certeza que futuramente se tornaria namorada. De repente ouço a campainha tocar.
- Ué, não estou esperando ninguém... Será que é a Minerva? – falei para mim mesma.
Fechei o livro e calçando os chinelos, fui até a porta. Ao abrir, levei um susto enorme, mas rapidamente me esqueci do susto quando pesei o perigo que ele poderia estar correndo e falei atônita:
- Prince, você ficou louco? Sabe que não deve andar por aqui sem a poção Pollisuco! Poderia ter sido morto! – peguei seu pulso e o puxei para dentro dando uma espiada no movimento antes de fechar a porta.
Assim que me virei para o Snape, ele tinha uma expressão esquisita no rosto. Parecia em choque ou algo do tipo.
- Senhor Snape? Snape? Severus? – vendo que ele parecia não estar me ouvindo, resolvi recorrer a algo que eu fazia direto com o Rony quando ele ficava babando em alguma garota e não prestava atenção no que eu estava falando. Eu o belisquei.
Surtiu efeito, pois logo ele estava piscando freneticamente para recuperar o foco.
- Então, está me escutando agora? – arqueei a sobrancelha.
Ele demorou um bom tempo para responder, estava pensando em belisca-lo novamente.
- Professora Granger, vim aqui porque preciso conversar contigo.
Olhei incrédula para ele.
- Hum... E para isso precisa ficar se expondo, correndo o risco de ser capturado por Comensais da Morte? É maluco... Poderia ter deixado para falar comigo amanhã na escola, afinal, somos colegas de trabalho, não? – meu sarcasmo era bem evidente.
- Se estou correndo perigo ou não, isto só diz respeito à mim, Granger... Eu vim aqui porque não quero conversar sobre este assunto em Hogwarts. – disse ele tentando esconder o nervosismo atrás de sua rudez. – E também já não me importa se Comensais estão querendo meu pescoço... Já perdi tudo mesmo, não há porque continuar me escondendo...
Seu rosto assumiu, por um breve segundo, uma expressão de dor, que logo foi substituída por indiferença ao perceber que eu o olhava fixamente.
Senti um imenso aperto no peito ao vê-lo daquela forma, sentindo dor por minha causa, porém, mais culpado ainda por tudo aquilo era ele, por ter dito aquelas palavras que me machucaram profundamente.
Resolvi fingir que não notei sua dor e indaguei:
- Então, por que veio à minha casa? – cruzei os braços em frente aos seios.
Ele olhou-me longamente e por fim respondeu:
- Hum... Vim aqui porque desejo obter respostas. – o moreno respirou profundamente enquanto eu me sentava em um sofá, sendo seguida por ele, que se sentou de frente a mim.
- E que respostas deseja? – sondei-o.
Fez-se um longo momento de silêncio antes que eu obtivesse uma resposta. Claramente ele estava desconfortável de estar em minha casa, mas como eu estava em meu território, não iria demonstrar a fraqueza que sentia ao vê-lo ali, sentado em meu sofá, parecendo escolher devidamente as palavras antes de iniciar a fala.
- Bem, eu não queria vir à casa de uma mulher promíscua que me largou para ficar outro, que fica se atracando com outras por ai, mas já que estou aqui, quero respostas concretas e verdadeiras... Quero saber quais foram os motivos que a levaram a me abandonar.
“Ah, mas é um desaforado mesmo! Além de vir à minha casa, ainda quer me caluniar profanando meu nome?”
“Acalme-se Hermione, respire fundo e finja que ele não te atingiu...”
“Difícil hein?”
“Pense nas Crianças”
Depois disso eu me acalmei, não gostaria de assustar os meus filhos por estar gritando com esse insolente.
- Senhor Snape, por favor não me tome como uma qualquer, se você ainda não notou continuo sendo uma senhorita e nunca fiz nada para merecer ser insultada na minha própria casa por você ou qualquer outra pessoa. E quanto ao fato de que Vitor está me traindo, é mentira, pois ele nunca me trairia! Ele me entende como você jamais me entenderá. Já em relação aos motivos que me levaram a deixa-lo, eles só dizem respeito a mim e a mais ninguém.
-Está enganada,SenhoritaGranger.
- Sobre o que? – não entendi o que ele quis dizer.
- Eu vi com meus próprios olhos o seu querido Búlgaro se agarrando om outra moça qualquer há alguns minutos atrás... E os motivos que a levaram a me deixar diz respeito a mim também. Estávamos quase ao ponto de nos casar e você além de me trair, teve filhos dele e nem se casou ainda por cima... Então, o que você é se não uma meretriz?
Depois dessa eu não medi esforços, me levantei do meu lugar e fui até ele lhe dando um tapa tão forte e tão estralado que o barulho do mesmo ressoou pela sala. Ficamos nos olhando por um longo momento, respirando descompassadamente. Ele me olhava com visível descrença do que eu havia acabado de fazer e eu o fitava com um ódio profundo de suas palavras. Após alguns segundos do mais profundo silêncio ele começou a se mover em direção à porta e só então, quando ele já estava próximo à mesma, foi que eu disse de forma quase inaudível e com a voz carregada com um misto de raiva e um sentimento que não compreendi de início:
- Severus Snape, nunca mais ouse me chamar de qualquer nome que possa me desrespeitar! – e antes que eu pudesse segurar minhas palavras, continuei: — E se você quer saber, Vítor não é o pai de meus filhos...
Rapidamente coloquei as mãos sobre a boca, como se tentando fazer tais palavras retornarem à mesma.
Ele virou-se e olhou-me com evidente curiosidade.
- Se não são deles, então de quem são? – além de curiosidade, havia descrença em sua voz. Não respondi, pois temia que se dissesse a verdade, ele pudesse fazer mal aos meus pequenos. Resolvi me manter calada, ao que ele completou com a voz carregada de sarcasmo: — E ainda não quer que eu a chame de meretriz, quando, além de ter se deitado com o Búlgaro, se deitou com outro qualquer por ai também... Provavelmente apenas o usou e jogou fora, assim como fez comigo... Talvez nem o amasse...
E após dizer isso, abriu a porta e começou a sair, deixando-a aberta. Indignada com suas palavras, corri até a porta e falei alto o suficiente para que ele ouvisse:
- Está enganado Severus! Eu ainda amo, e muito, o pai de meus filhos, mesmo ele sendo um cego, cabeça dura e idiota que só me fez, e ainda me faz, sofrer... – não esperei por sua reação, rapidamente fechei a porta e encostei as costas na mesma, escorregando vagarosamente até o chão.
- Acho que acabei de fazer uma burrada...
“Relaxa, do jeito que ele é obtuso, não notará que você falava dele.” Disse minha mente, tentando me tranquilizar.
“Mas e se ele notar? O que farei?... Oh céus, estou ferrada...”
Porém, minha consciência nada respondeu, deixando-me totalmente às escuras e sem saber o que fazer. Respirei fundo e levantando-me devagar, fui ver como meus filhos estavam.
Notas finais
Beijos e até mais...
*_*
P.S: Será que alguém poderia recomendar minha fic?
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