My Son, My Secret
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Bom, para a satisfação de vocês, aqui está mais um capítulo. Já estou escrevendo os outros dois que complementará esse e acho que segunda eu já posto os dois de uma vez...
Beijos e nos vemos lá embaixo...
Boa leitura...^^
*_*S2*_*
POV Hermione
Abri os olhos devagar achando que o que havia acontecido na noite anterior não passava de um sonho maluco.
Tateei o lado esquerdo da minha cama e constatei que este se encontrava vazio, exatamente como tem estado por muito tempo. Comecei a suspirar de alívio quando a porta do banheiro se abriu e de dentro dele saiu um Vítor enrolado em uma toalha e com outra secando os cabelos.
Arregalei os olhos e quando ele viu que eu tinha acordado, sorriu e falou:
- Bom dia Moyata lyubov! – aproximou-se e ia dar um beijo em minha boca, quando me levantei bruscamente fazendo com que o lençol que cobria meu corpo escorregasse para o chão, deixando-me completamente exposto. Havia me esquecido que estava nua.
Abaixei-me rapidamente, peguei o lençol e me enrolei nele para que não pudesse mostrar mais nada. Vítor estava achando estranha minha atitude.
- O que houve Hermionini? Por que está agindo assim depois do que houve ontem? – indagou o búlgaro, se pondo de pé e estendendo a mão para tocar meu rosto.
Esquivei-me dele e este fez uma cara de desentendimento.
- Vítor, eu... Nós... Você entendeu tudo errado... – disse por fim.
- Como assim?
- Ontem à noite... Não era para ter acontecido nada daquilo... Eu estava triste, carente e cansada, por isso acabei cedendo... – ele encarou-me com tristeza no olhar, o que me fez ficar com dó do rapaz, mas ele precisava entender que eu não o queria como ele me queria.
- Está querendo dizer que apenas me usou ontem para hoje me jogar fora? – havia dor em sua voz, o que fazia com que suas palavras cortassem como facas.
- Não! Não é isso... Eu não te usei. Primeiramente, foi você quem me beijou e do jeito que eu estava só correspondi... Mas foi um erro. Não devíamos ter feito aquilo. – eu argumentava.
Ele suspirou e sentou-se novamente na cama.
- Eu achei que você finalmente estava começando a me amar... Não devia ter tido esperanças com você...
- Eu lhe avisei que não tivesse esperanças, mas você pareceu não me escutar... – disse-lhe. – Eu não o quero como meu namorado, marido ou algo do tipo. Eu gosto de você apenas como amigo... Não consigo pensar em você de outra forma...
- Mas eu não a quero como minha amiga! – seu tom de voz deu uma alterada, mas logo voltou ao normal. – Você ainda o ama, não é?
Demorei um segundo para entender do que ele falava e quando entendi, arregalei os olhos novamente.
- Eu... Eu... Eu na- não gosto dele ma-mais... – minha voz me traía, de forma que ficou claro que minha resposta era uma completa mentira.
Ele olhou em meus olhos e falou com sarcasmo:
- Não minta para mim Hermionini! Está estampado em seu rosto que você ainda o ama. Só eu que fingia não ver, que não queria ver... Fui um completo idiota... – ele baixou a cabeça e dando um longo suspiro, continuou:- Acho que você nunca deixará de amá-lo, nem que se passem mil anos... E jamais será minha...
Eu ia argumentar, mas ele levantou-se bruscamente e saiu do quarto me deixando com uma cara de espanto pelas verdades ditas.
Tinha que ir atrás dele, fazê-lo ver que era melhor assim, mas minhas pernas não me obedeciam, mantinham-se firmemente presas ao chão, impossibilitando-me de locomover-me.
Após algum tempo, ouvi o barulho da porta de entrada se fechando com um estrondo. Minhas pernas finalmente obedeceram-me e quando me aproximei da janela do quarto, vi Vítor saindo pelo portão.
“Oh meu Merlin,” pensei comigo “o que eu fiz?”
“Ora, Hermione, você apenas falou a verdade e destruiu o coração do rapaz...” meu maldito subconsciente estava lá (como sempre) para me alfinetar, mas meu lado sensato veio ao meu socorro.
“Acalme-se mulher, o deixe esfriar a cabeça... Logo ele vai ver que você está certa e voltará...”
Quase parei com meu conflito interno quando ouvi o choro de Benjamin, mas ai me lembrei de que Vítor havia saído e não haveria ninguém para ficar com meus filhos.
“Ai Merlin, o que farei agora???”
Coloquei uma roupa confortável e fui até o quarto das crianças, peguei Benjy no colo e constatei que ele chorava pelo fato de estar com a fralda suja.
Troquei sua fralda e vendo que Alice ainda não tinha acordado, desci rapidamente com meu filho nos braços para fazer a mamadeira de ambos.
Coloquei Benjy na cadeirinha enquanto fazia as mamadeiras e assim que terminei, voltei para o quarto, vendo que Alice finalmente havia despertado e brincava quietinha no berço.
Entre os dois ela era a mais sossegada, enquanto Benjamin era agitado e hiperativo.
Coloquei o pequeno no berço e entreguei a mamadeira à ele, seguindo até o berço de Alice, vendo se ela estava com as fraldas sujas e ao observar que sim, a troquei e sentei na poltrona para amamenta-la.
Enquanto eles mamavam, eu pensava em meus problemas e no que faria com as crianças se Vítor ficasse desaparecido por muitos dias, até que me lembrei que Minerva havia dito que quando ele estivesse na temporada de quadribol, eu poderia levar as crianças para ficarem comigo na escola.
Suspirando aliviada com essa solução, terminei de amamenta-los, arrumei-os e deixei-os brincando em seus berços enquanto eu ia para meu quarto e me arrumava rapidamente. Assim que terminei, mandei um patrono para Minerva pedindo para que me esperasse no Saguão de Entrada, pois eu estaria levando as crianças comigo.
Peguei minha bolsinha de contas (que eu ainda tinha comigo para me lembrar dos bons momentos com os garotos), fui ao quarto das crianças, agasalhei-as e desci um de cada vez na escada, com medo de descer com os dois ao mesmo tempo e acabar deixando algum cair.
Desci primeiro Benjamin e deixei-o sentado no banquinho que havia no hall de entrada enquanto ia pegar Alice.
Subi novamente, peguei minha filha, voltei para o hall e com Alice ainda no colo, abri a porta. Peguei Benjy pela mão e saímos rumo à escola.
Andei devagar acompanhando pacientemente meu pequeno filho com seus passinhos infantis. Assustei-me ao pensar o quão rápido meus filhos estavam crescendo e o quanto espertos eles eram.
Após algum tempinho andando, finalmente chegamos à Hogwarts e encontramos Minerva nos esperando na porta sorrindo levemente.
- Olá Hermione! Oi meus pequeninos! – saudou-nos. Ela abaixou-se um pouco e estendeu os braços para Benjamin, que para meu espanto, soltou minha mão e correu para a suposta avó.
Minerva o pegou no colo e sorrindo disse:
- Nossa, como você está pesado. Ou acho que estou ficando velha demais para pegar bebês no colo...
- Que isso Minnie? Para mim você está em boa forma... – falei solidariamente para a bruxa.
- Obrigada querida!... Agora vamos? – assenti e adentramos o castelo. – Está com fome Hermione?
- Um pouco... Me esqueci de tomar café antes de sair de casa...
- Minha filha, você não pode ficar sem se alimentar. – repreendeu a mulher. – Afinal, por que você teve que trazer as crianças? Ainda não é temporada de quadribol... – indagou ela.
Fiquei triste ao lembrar do que ocorrera e falei:
- Eu e Vítor brigamos... Ele estava nervoso e saiu. Não sei para onde foi...
- Oh, querida, espere que ele logo voltará... Deixe-o esfriar a cabeça...
Assenti e continuamos a andar. De repente, me dei conta de que estávamos indo direto para o Salão Principal e parei de súbito.
Minerva, vendo que eu não a acompanhava mais, parou também e perguntou:
- O que há? Por que parou?
- É que estamos indo para o Salão Principal...
- E o que há de errado nisso?
- É que ninguém sabe que eu tenho filhos, e se eu aparecer com eles lá, todos ficarão sabendo e logo o mundo bruxo em peso saberá... – comecei a me desesperar, pensando em todo esse tempo que escondi de todos, principalmente de meus amigos, pensando no quanto eles ficariam decepcionados ao saber que eu havia escondido isso deles, que havia me envolvido com...
- Acalme-se! Vamos para minha sala então. Vou pedir para um elfo levar o café lá.
Recomeçamos a andar, mas desta vez indo em outra direção e tomando atalhos pelo caminho para não encontrar com alunos.
Chegamos à sala da diretora e após esta dizer a senha, entramos e sentamo-nos. Logo Minerva chamou Monstro e pediu para que ele trouxesse o café da manhã.
Rapidamente ele trouxe e tomamos nosso café conversando e vendo as crianças brincarem fascinadas com Fawkes.
Terminamos de comer e olhei o relógio notando que já era tarde e eu deveria ir para a sala, pois a aula começaria em quinze minutos.
- Preciso ir Minerva...
- Pode ir querida, deixe-os comigo, que cuidarei bem deles. Caso precise fazer algo, os deixarei com Madame Pomfrey. Dê suas aulas e não se preocupe com eles... – disse a bruxa. – Ah, você trouxe a bolsa deles?
- Ah, claro! Está em algum lugar aqui dentro... – falei, enquanto abria a bolsinha de contas e procurava a bolsa que havia colocado lá dentro antes de sair. Peguei a varinha e pronunciei: — Accio bolsa! – a bolsa branca com fraldas, roupas e mamadeiras voou para minha mão e verificando se não havia esquecido nada, a entreguei para ela. – Tudo está aqui...
Minerva assentiu. Dei um beijo em meus filhos, um abraço na mulher que eu mais admirava e fui para a minha primeira aula que seria com alunos do segundo ano da Grifinória e Sonserina juntas.
Cheguei à sala e vi que a maioria dos alunos já se encontrava em seus respectivos lugares. Sentei-me na mesa do professor, que agora me pertencia, e esperei que o sinal batesse e os alunos atrasados chegassem.
Minutos depois o sinal soou e os alunos que se encontravam fora da sala, logo foram postos para dentro por Filch que resmungava muito (como sempre). Quando o último entrou, fechei a porta e me dirigi à frente da sala.
- Bom dia! Sou a nova professora de Transfiguração de vocês e estarei fazendo o possível para que nossa aula seja dinâmica e interessante. Espero que sejamos bons amigos e que vocês aprendam bastante comigo, assim como aprenderam com a professora McGonagall... – falei dando um leve sorriso para que eles soubessem que eu queria ser amiga deles mais do que professora. – Agora, quero que vocês me digam seus nomes, suas casas e o que gostam de fazer nos tempos livres.
Apontei para um garoto moreno sentado perto da porta e falei:
- Começando por você.
Ele pareceu um pouco assustado, mas se recompôs e disse:
- Meu nome é Michael Readford, sou da Sonserina e gosto de ouvir música nos tempos livres.
Assenti e pedi para que ele apontasse para outra pessoa. O danadinho apontou logo para uma menina bonitinha que estava sentada três cadeiras depois dele. Ela corou, mas disse:
- Meu nome é Sarah Wood, sou da Grifinória e gosto de jogar xadrez bruxo nas horas vagas.
Ela ia apontar para outra pessoa, mas interrompi:
- Você é parente do Olívio Wood?
- Sim, sou irmã dele... – Sarah corou novamente.
- Oh sim... Será que você pertencerá ao time de quadribol como ele? – brinquei.
- Desculpe-me decepcioná-la professora, mas acho que não tenho vocação para isso... — ela deu uma levantada de ombros meio que se desculpando.
- Tudo bem querida, creio que se sairá bem em algo... Agora aponte para o próximo.
Ela sorriu levemente e apontou para uma menina que estava próxima à ela.
Assim a aula prosseguiu, com todos harmonizando e pela primeira vez, Grifinória e Sonserina vivendo em uma mesma sala sem conflitos.
Notas finais
Será que eu posso pedir uma coisa à vocês? Será que dá para alguém recomendar minha fic???
Bom, beijos e até o próximo capítulo...
Tchau flores lindas...
*_* S2 *_*
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