Notas iniciais
Olá pessoinhas que eu amo tanto... Cá estou eu novamente (depois de tanto tempo, com a maior cara deslavada do mundo) lhes escrevendo... Hoje postarei dois capítulos (o.o) para a felicidade de vocês... Espero que consiga lhes agradar e também espero que me perdoem pela contínua ausência...
Beijos e aproveitem o capítulo...
*_* S2 *_*

Pov Narradora

Hermione andava que nem doida pelo quarto guardando objetos, roupas e tudo o que era seu e de seus filhos.

O dia da mudança aproximava-se e ela estava ansiosa para se mudar para a casa nova que havia comprado com Vítor, no vilarejo de Hogsmead.

A casa não era tão grande, tinha apenas quatro quartos, uma cozinha, uma sala de jantar, uma sala de estar, dois banheiros e uma área de serviço. Já o jardim frontal era enorme. Tinha até uma área de lazer onde um pequeno playground havia sido construído para as crianças que moravam ali anteriormente.

Logo de cara a castanha gostou da casa, pois se enquadrava no estilo de casas que sonhava um dia ter.

- Hermionini, onde está aquela minha blusa de algodão que você tinha lavado?... – perguntava Vítor enquanto adentrava o quarto e encontrava a morena enfiada em baixo da cama. – O que faz ai embaixo?

- Estou procurando o outro pé do sapato de Benjamin... Ele caiu embaixo da cama, mas eu não consigo alcançar... – dizia ela enquanto se esforçava para ir mais para baixo da cama.

- Hermionini?!? Você está bem? – indagou Vítor arqueando as sobrancelhas diante de tal imagem.

- Claro que estou bem. Por que... a... pergunta? – ela se esforçava ainda.

- Você está embaixo da cama por causa de um sapato? Tem certeza de que está bem?

- Ora, claro que tenho certeza que estou bem... Agora dá para parar de falar e vir me ajudar?

- Hermionini, você não está bem com toda a certeza do mundo... Esqueceu-se de que é uma bruxa? Esqueceu-se que poderia apenas dizer: Accio Sapato? – disse o búlgaro apontando a varinha em direção à cama.

Rapidamente o sapato, que estava perto da parede, voou para suas mãos.

- Ah, tinha e esquecido que poderia usar esse feitiço... Acho que estou ficando doida... – falou Hermione enquanto saia de debaixo da cama totalmente descabelada.

Vítor desatou a rir da imagem da castanha. Ria tanto que quase chorava.

- Por que está rindo de mim?

Ele tentou responder, mas a imagem era bizarra demais para fazê-lo parar de rir. Enquanto ria pegou um espelho de mão e deu-o para Hermione olhar-se. A castanha pegou o espelho e cuidadosamente virou-o. Quando o fez, olhou-se com espanto de início, mas depois desatou a rir junto com o búlgaro.

Lucy, que estava no quarto das crianças, trocando a fralda de Alice, ouviu as risadas e ficou curiosa sobre o porquê delas.

Terminou de colocar a fralda e pegando a netinha no colo, dirigiu-se ao quarto da filha e ao chegar ao batente da porta viu Hermione deitada na cama chorando de rir e Vítor apoiando-se na escrivaninha.

- Ai meu deus, como vocês estão parecendo duas crianças rindo desse jeito... O que deu em vocês? – perguntou Lucy.

- Mãe... O Vítor... Está... Me zoando... Por causa... Do meu... Cabelo... – respondeu Hermione rindo sem parar.

- Mas não há nada de errado com seu cabelo filha... – disse Lucy, que como estava vendo a filha deitada, não notara a bagunça que estava a cabeleira da mesma.

- Tem certeza Lucy? – perguntou Vítor. – Hermionini, sente-se para que sua mãe possa ver a beleza que está seu cabelo.

Hermione sentou-se e assim que Lucy viu o estado do cabelo da castanha, desatou a rir também.

- Seu cabelo virou um ninho de ratos querida? – perguntou Lucy quando finalmente conseguiu se controlar.

- Haha, muito engraçado mesmo... Agora, além do padrinho de meus filhos, também tenho a minha mãe para rir da minha cara... Muito engraçado mesmo... – disse Hermione fingindo-se de brava.

Alice, que até o momento só assistia tudo calada, inclinou-se em direção, em um silencioso pedido de que queria descer, atendido prontamente pela avó. Assim que foi posta no chão, foi até sua mãe e esta lhe pegou no colo. Agora, sentada no colo de Hermione, pegou um cacho bagunçado da mãe e o puxou levemente, dizendo:

- Nio! – o que queria dizer ninho.

Hermione estava pasma. Era a primeira vez que Alice pronunciava alguma palavra. Ela estava com um ano e meio e não tinha dito nada até agora, pois era tímida. Já Benjamin, havia pronunciado suas primeiras palavras um pouco antes de completar um ano.

- Ahhh!!! – Hermione deu um pequeno gritinho, o que fez Alice olhar assustada para a mãe. – Você falou sua primeira palavra meu amor... – a castanha estava quase explodindo de felicidade. Seus olhos brilhavam e seu sorriso era tão grande que logo a menininha em seu colo começou a sorrir também. – Ai, mas bem que você poderia ter dito mamãe em vez de ninho... – Hermione fez uma cara tão engraçada de desapontamento que fez novamente Vítor e Lucy rirem.

- Pare de reclamar Hermione, o importante é que sua filha está começando a falar... Agora me pergunto se ela será uma faladeira como a mãe ou será quieta como... – ao perceber o que iria dizer, Lucy parou de falar abruptamente e ficou constrangida. – Bom acho que vou ir ver como August está se virando com Benjamin... – e saiu do quarto apressada.

Hermione deu um beijo na filha e levantando-se, disse para Vítor:

- Bom, vamos terminar de guardar as coisas nas caixas, seu chato.

- Tudo bem, assim que todas as coisas estiverem encaixotadas, começarei a aparatar para a casa nova com as caixas. – respondeu o búlgaro.

Hermione deu um beijo na bochecha dele e foi para o quarto das crianças para terminar de guardar as coisas, sendo seguida por Vítor que começou a cantarolar uma música trouxa que ouvira a algum tempo quando voltava do mercado com Hermione.

[N.A: a música era Heart Shaped Box, do Nirvana]

********************************

Três dias depois

- Onde devo colocar essa caixa? – perguntou Vítor entrando no quarto carregando uma caixa grande. Ele estava sem camisa, o que evidenciava um pouco seus músculos, mas isso não afetava Hermione, como provavelmente afetaria qualquer outra moça que visse tal imagem.

Hermione aproximou-se do rapaz e lendo o que havia escrito de caneta em um canto da caixa, respondeu:

- Essa é lá no meu quarto, no closet.... Todas que estiverem escritas “ROUPAS DA MIONE” você coloca no meu closet.

- Hum... Certo... Posso fazer uma pergunta? – quando a castanha balançou a cabeça afirmativamente, ele continuou: — Quando é que iremos comer?... Estou morrendo de fome e nesta casa não há nada para se preparar...

- Pare de ser tão esfomeado! Até está parecendo o Rony desse jeito..

- Haha, engraçadinha... – o búlgaro foi colocar a caixa onde Hermione tinha dito que deveria coloca-la e voltou instantes depois. – Que tal irmos almoçar em algum restaurante da vila? Aquele Três Vassouras serve refeições? – foi se aproximando vagarosamente da castanha que estava agachada de costas retirando o conteúdo de uma caixa.

Quando chegou perto o suficiente abaixou-se atrás da moça e colocando a mão na cintura da mesma, começou a fazer cócegas. Logo, Hermione estava rolando de tanto rir e tentando escapar das mãos de Vítor.

Quem visse aquela cena de longe e não soubessem que eles eram apenas amigos, poderia pensar que tratava-se de uma brincadeira de um jovem casal apaixonado.

Vítor gostava de Hermione mais do que uma amiga, mas sabia respeitar as vontades da castanha. Ele esperava que aos poucos ela começasse a gostar dele, pois era mais do que certo que o narigudo não voltaria para ela.

Mal sabia ele que estava errado sobre este pensamento.

Quando eram duas da tarde, resolveram parar um pouco com a arrumação e saíram para ir ao Três Vassouras comer algo.

Enquanto comiam, conversaram sobre coisas banais e Hermione riu de algumas palhaçadas que Vítor fez.

Ele gostava de fazê-la rir, coisa que ela tinha ficado sem fazer por um bom tempo e voltara quando os gêmeos estavam com uns seis meses.

Vítor achava o sorriso dela lindo, mas guardava esse pensamento para si, pois sabia o que ela diria se falasse o que pensava. Ela diria que suas chantagens emocionais não iriam fazê-la amá-lo.

Terminaram de comer e voltaram para casa pra continuar com a organização.

*****************************

POV Snape

Estava tudo organizado para a minha volta.

Minhas malas já estavam feitas, a conta do hotel já estava fechada e com alguns dias pagos a mais, pois pretendia voltar no terceiro dia de aula.

Sentado em frente à janela do quarto do hotel comecei a revisar a pauta das aulas que Minerva havia me mandado e em poucos minutos já tinha me enchido de todas aquelas folhas. Voltei meus olhos para o Lago Michigan e prestei atenção nos barcos que navegavam pelo mesmo.

A vista era linda, mas meu humor estragava a beleza que nela havia.

Lembrei-me da primeira vez que vi aquele lago. A vontade que tinha de, em uma noite qualquer, me jogar naquelas águas e deixar que elas entrassem em meus pulmões, levando-me à inconsciência e matar-me aos poucos de tanta era a tristeza que me afligia.

Agora esse pensamento não me atormentava mais, mas ainda continuava em minha mente a possibilidade de que se eu voltasse a sofrer mais, voltaria a esse lago e me atiraria de imediato nele, pois viver as mesmas dores novamente, seria desgastante demais, sufocante demais e eu não suportaria aquilo uma terceira vez.

Passei tanto tempo observando os barcos que nem me dei conta do quanto o tempo havia passado. Estava começando a escurecer e eu precisava me alimentar, pois meu estômago já doía de tanta fome. Peguei a poção polissuco e após bebê-la, saí para a recém noite e fui para um restaurante que havia perto do hotel.

Os funcionários do restaurante não me reconheciam, porque a cada dia eu ia com um rosto diferente, mas eu já sabia o nome de todos e o modo como serviam.

Jantei rapidamente, paguei e voltei para meu quarto.

Tomei um banho demorado e deitei-me na cama para tentar dormir, mas a falta de sono me atormentava, fazendo com que eu rolasse na cama por horas sem pregar os olhos.

Como não tinha sono, acabava pensando nela e todas as noites era a mesma coisa, pensava, pensava e pensava até que por fim conseguia dormir e hoje não era diferente. Pensei em tudo o que Claire havia dito, na possibilidade de ela ter se afastado de mim por um erro meu, de podermos conversar, tentar mudar isso e quem sabe, ser feliz.

Tais pensamentos me ajudaram a fazer com que o sono viesse logo e eu acabasse entrando na terra do sono sem sonhos...

Notas finais
E ae, gostaram do capítulo minhas fofuxas???
Bom se gostaram ou não, me digam nos reviews ok? Quero muita sinceridade da parte de vocês para que eu possa sempre estar melhorando meu modo de escrita...
Aguardo reviews, recomendações e tudo o mais ok?
Bjos flores lindas do meu jardim, saibam que eu sempre sinto falta de vocês quando fico muito tempo sem lhes escrever...
*_* S2 *_*