My Son, My Secret
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Eu estou até agora tremendo de felicidade por dois motivos... Primeiro porque minha fic foi recomendada e segundo por causa desse e do próximo capítulo... Ç.Ç
Beijos e boa leitura...
*_* S2 *_*
POV Snape
Eu não estava acreditando que ela me deixou, me trocou por outro. Mas já devia ter adivinhado que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer, pois nenhuma mulher jovem iria querer ficar com um velho.
O problema era que eu a amava e entreguei tudo aquilo de bom que havia em mim para ela. Hermione Granger. Só de pensar em seu nome uma fúria me vinha e eu tinha vontade de quebrar tudo à minha volta.
Aparatei nos portões de Hogwarts e fui direto para as masmorras. Meu rosto era uma máscara de dor e ódio e por todos por quem passei pelo caminho e me cumprimentaram, eu os mandei ir para o inferno.
Cheguei em meus aposentos e a primeira coisa que vi, peguei-a e joguei contra a parede. Foi assim sucessivamente, até que toquei algo retangular e fino e ao ver o que era, meu coração se despedaçou mais ainda e a dor em meu peito era tanta que lágrimas involuntárias rolaram por minha face.
Eu segurava uma foto bruxa de Hermione, do dia do baile, o dia em que eu a pedi em casamento.
- Por que fez isso comigo sua ingrata? Eu não fui bom o suficiente para você? – gritei para a foto, mas sabia que não obteria respostas. Apertei a foto junto ao peito e deixei que as lágrimas se derramassem.
“Idiota! Viu o que dá amar? Parece que você não aprende mesmo com os erros, hein?” minha mente me condenava e me machucava ainda mais.
Fui até a estante aonde guardava as bebidas e enchi um copo de Whiskey de fogo, entornando-o de uma só vez. Tornei a enchê-lo, peguei a garrafa e me sentei em uma poltrona fitando o retrato daquela mulher que me nos últimos meses havia amado intensamente.
“Você não foi feito para amar, Severus Snape... Primeiro foi Lilly quem te abandonou, agora foi Hermione... Você vai viver sozinho o resto de sua vida...” mente maldita, por que não me deixa em paz? “Ora, se eu te deixar em paz, quem irá te condenar pelos seus erros?” “Cale-se e me deixe sofrer sozinho!” gritei mentalmente.
Fiquei assim, sentado em minha poltrona, bebericando o Whiskey de fogo e fitando a foto da ingrata.
***********************
“Severus... Severus acorde...”
Eu não queria acordar, pois temia que se abrisse os olhos e percebesse que a noite anterior fora real.
- Severus Snape! – acordei assustado e vi que McGonagall me observava com as sobrancelhas erguidas. – O que aconteceu aqui homem? Um furacão fez uma visita à seu quarto?
- Minerva, me responda uma coisa? – falei amargamente sem responder sua pergunta.
- Diga Severus! – disse a bruxa.
- Por um acaso na minha cara está escrito a palavra idiota? – perguntei melancólico.
- Não Severus, não está. Por que a pergunta? – McGonagall me olhou com preocupação.
- Aquela sabe-tudo irritante me fez de idiota esse tempo todo... Ela brincou com meus sentimentos... – eu fitava a parede sem vê-la realmente.
- Quem? Hermione? Acho que ela não seria capaz de fazer uma cois...
- MAS ELA FEZ! – gritei com raiva e atirei o retrato de Hermione no chão. Minerva se assustou. Depois de um longo tempo me controlei um pouco e continuei. – Ela disse na frente de todos, ontem durante o jantar, que não me queria mais e que nosso relacionamento não daria certo por eu ser mais velho... Ela devolveu o anel de noivado que lhe dei...
- Oh Severus, acho que Hermione deve ter tido algum motivo para fazer isso... Você disse algo que a magoou? – perguntou Minerva.
- Não, eu não disse para magoá-la. Pelo contrário, eu só vinha tentando fazê-la feliz, mas ela simplesmente se cansou de mim... Ou talvez tenha sido a presença daquele jogadorzinho de meia tigela...
- Quem Severus?
- Vítor Krum!... Ele está a uma semana hospedado na casa dela e desde que ele chegou ela andava diferente comigo... Agora sei o porquê...
- Não pode ser por causa disso que ela estava diferente contigo... Vocês precisam sentar e conversar... Sei que Hermione te amava muito. Vi isso nos olhos dela. – respondeu McGonagall soando maternal.
- Acho que você se enganou desta vez, Minerva. Ela não me amava! A Granger só brincou comigo, me enganou esse tempo todo!
- Você não está pensando racionalmente, Severus. Por favor, tome um banho e descanse um pouco. Depois que estiver descansado, vá até minha sala para conversarmos melhor... Ah! E pare de beber! – ela veio até mim e tocou de leve meu rosto, logo após virou-se para sair.
- Tenha um bom dia Severus!
Assim que ela saiu, apoiei minha cabeça nas mãos e comecei a me martirizar.
“Por que Merlin me deu uma segunda chance? Para me fazer sofrer por uma mulher novamente? Para me tirar a mulher que mais amo de novo?... Só pode ser castigo por todos os meus erros...”
Peguei a garrafa de Whiskey de fogo e enchi o copo. Me refugiei na bebida, tentando assim, esquecer aquela sabe-tudo irritante, mas sabia que seria impossível...
********************
POV Hermione
Tudo estava preparado para irmos embora. Meus pais haviam contatado alguns amigos de Paris que os ajudariam a montar um novo consultório. Vítor passaria algum tempo conosco e já tinha mandado uma carta à sua mãe avisando sobre a viagem que faria para a França e explicando o motivo (é claro que ele não falou que eu estava grávida, ele apenas contou à ela que eu estava me mudando e ele iria passar um tempo comigo). Eu já havia pedido transferência para o Ministério de Paris, à qual foi cedida de má vontade por Kingsley, pois todos já tinham começado a se afeiçoar a mim.
O mais difícil foi ter que mentir para Harry e Rony dizendo à eles que os franceses me queriam em seu Ministério, mas com uma pequena ajuda de Kingsley, minha mentira foi convincente.
Eles me fizeram prometer que escreveria todas as semanas para dizer como estava. Aceitei, mesmo querendo ficar, mas eu não podia, tinha me afastar de Londres.
Partiríamos no dia seguinte e nesse momento eu tinha uma Gina chorosa em meu pé.
- Por favor, Mione, por que você não desiste de vez disso tudo e conta para o Snape que ele vai ser pai? Por que tem que ir embora para tão longe? – perguntou a ruiva.
- Porque ele vai querer fazer mal à meu filho. E eu vou embora para longe porque vai ser melhor para mim e para o bebê. – respondi. – Você pode ir nos visitar quando quiser.
- Se é o que você quer, quem sou eu para te contrariar... Mas me prometa que você irá me mandar cartas contando cada chute, cada exame, tudo a respeito de sua gravidez, tá? Até quando chegar o dia do parto eu quero saber!
“Ai meu Merlin, mais uma promessa que vou ter que fazer...”
- Está bem, Ginevra! Eu te enviarei cartas falando sobre o bebê, mas você também terá que me manter atualizada sobre os acontecimentos daqui, ok? – disse para a ruiva largar do meu pé.
- Não me chame de Ginevra!... Mas tá te atualizarei também. – ela bocejou e falou esfregando os olhos. – Hum... Vamos dormir? Estou um pouco cansada de tanto empacotar roupas... – ela dormiria em minha casa hoje, pois tinha vindo para me ajudar a empacotar minhas coisas.
- Vamos! Deixa-me só escovar meus dentes que já apago a luz...
Ela assentiu e eu fui ao banheiro cuidar de minha higiene bucal e depois que o fiz, apaguei as luzes e deitei ao lado da ruiva na cama.
Não consegui dormir, assim como nas cinco noites anteriores desde que terminei com Severus... Só de pensar em seu nome o meu coração apertava.
Nesses últimos dias, além de organizar tudo para a minha partida, tinha me trancado no quarto para chorar. Não aguentava ouvir o nome dele sendo proferido em alto e bom tom e sempre que isso acontecia, eu começava a chorar repentinamente.
Estava sendo difícil ficar sem ele, sem seus beijos, abraços e afagos. Vítor tentava fazer com que eu me sentisse melhor, mas suas tentaivas eram em vão, já que todas as noites antes de dormir eu sempre me martirizava por ter despedaçado o coração do homem que amava.
“Do que adianta você amá-lo e ele amá-la se ele não ama o fruto desse amor?” minha mente cruel me torturou novamente. Parecia que ela adorava fazer isso. “Hey! Eu não adoro fazer isso, só estou querendo que você encare a realidade...” Mas a realidade tem que ser tão ruim assim?
Lágrimas começaram a rolar por minha face e eu não conseguia detê-las. Na verdade, nem queria detê-las, por isso deixei que elas caíssem.
Abracei o travesseiro e fiquei chorando e pensando, até que o cansaço acabou vencendo a tristeza e eu adormeci não tendo sonho algum.
Notas finais
Beijos e espero meus reviews e se não for pedir muito, mais uma recomendação...
Beijos e até o próximo...
*_* S2 *_*
Fale com o autor