My Son, My Secret
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Assim que cheguei na sala de aula, Harry e Rony me encheram de perguntas querendo saber o que o Snape queria.
- Calma rapazes, ele só queria dizer que a minha detenção seria ajudá-lo a preparar poções para o professor Slughorn. – achei prudente não falar do agradecimento de Snape, além de que eles não acreditariam. – Ah, não poderei ajudá-los com seus deveres, pois minha detenção começa hoje às 8hs.
Harry me olhou com pena e disse:
- É, parece que aquele morcegão não mudará nunca... Mas Mione, não precisava ter nos defendido; depois de vários anos aguentando-o, eu já até me acostumei com o jeito carinhoso de Snape nos tratar...
Tive que rir com isso, mas Rony riu tão alto que chamou a atenção de todos a nossa volta. Imediatamente belisquei-o e ele ficou sério encarando os alunos e dizendo:
- O que foi? Encantaram-se com meu sorriso ou com minha beleza?
Harry e eu não conseguimos aguentar a voltamos a rir, acompanhados de alguns a nossa volta. O Rony é uma piada mesmo.
- Que modesto você é, hein Ronald? – eu disse.
- Claro, modesto é meu segundo nome. Eu sei que você e as garotas desta sala não se cansam de admirar meu jeito sexy de ser. – ele disse mandando beijinhos para as meninas.
- Eu achei que Bílius era seu segundo nome. – disse Harry, se acabando de rir.
-Ai meu Merlim, quem é você e o que fez com Ronald Weasley que era extremamente tímido? –perguntei sorrindo.
- Sei lá, acho que ele foi comido por um bicho papão. – respondeu Rony.
Nessa hora, Lilá chegou por trás dele e começou a tocar sua testa e suas bochechas.
- Bem, com febre ele não está. – e depois de dizer isso, ela beijou-lhe os lábios.
Ah, esqueci-me de lhes dizer, Lilá e Rony estão juntos e Harry e Gina também. Depois de muitas tentativas, o pequeno professor Flitwick conseguiu acalmar a sala e dar aula, mas ele mesmo estava rindo das palhaçadas de Rony. E assim, a aula transcorreu.
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Jantei rapidamente e depois me dirigi ao dormitório para tomar um banho. Cheguei ao quarto, separei uma calça jeans, uma camiseta preta e uma sapatilha e me dirigi ao banheiro onde tomei um banho rápido, quente e relaxante.
Sai do banheiro com uma toalha enrolada no corpo e me deparei com Gina sentada em sua cama me olhando curiosa.
- O que foi Gina? – perguntei ao terminar de vestir minhas roupas.
- Mi, é verdade que você enfrentou o Seboso hoje? – ela perguntou.
Olhei para ela através do espelho, onde estava penteando meu cabelo, e sorrindo respondi:
- Sim, eu o enfrentei porque ele falou mal de meus amigos, e você sabe que eu não admito isto.
Terminei de me arrumar e quando estava quase saindo, Gina perguntou:
- Aonde você vai, Mione?
- Tenho detenção com o Snape hoje por tê-lo enfrentado.
- Caramba, ele ainda tem coragem de te dar detenção? Você salvou a vida dele e ele nem sabe reconhecer? – ela disse.
Apenas dei de ombros e disse:
- Eu não ligo. Se for preciso, defenderei meus amigos todos os dias. Bom, agora deixe-me ir andando antes que eu pegue mais duas semanas de detenção por ter me atrasado. Tchau, Gina!
Fechei a porta e desci as escadas correndo acabando por esbarrar em alguém.
- Ah, me descu... – fui dizendo logo, mas ao ver que era Harry sorri. – Oi Harry, desculpe, mas não posso te dar atenção agora, pois já estou atrasada para a detenção do Snape.
Andei até o quadro da mulher gorda e assim que passei por ele, disparei pelos corredores procurando cortar caminho para chegar o mais rápido às masmorras.
Consegui finalmente chegar e dei duas batidas na porta. Ouvi Snape dizer entre e abri a porta devagar. Estava um minuto atrasada e isso já foi um motivo de repreensão.
- Está atrasada de novo, Granger! – disse ele em seu tom frio de sempre.
- Desculpe professor, prometo que não acontecerá novamente.
- Chega de desculpas e vamos ao trabalho. – ele disse e me guiou até uma mesa onde estava dois caldeirões e alguns ingredientes. – Aqui está os ingredientes da poção de esquecimento que terá que fazer. O modo de preparo está na página 51 do meu livro de poções. Lave as mãos e pode começar.
Fui ao banheiro, lavei minhas mãos e comecei a fazer a poção. Snape fazia a dele no outro extremo da mesa.
Pode parecer estranho, mas eu estava feliz por estar cumprindo detenção ali com ele, pois mesmo estando à uma pequena distância de mim, meu coração batia forte e rapidamente só por ficar em sua presença.
De vez em quando eu o olhava de esguelha, mas quando ele percebia meu olhar eu desviava rapidamente, corando. Não queria que ele soubesse sobre meus sentimentos, pois achava que isso era errado, não poderia haver nada entre um professor e uma aluna. E que diferença faria se ele soubesse que eu gostava dele. Provavelmente ele me achava jovem, fútil e uma sabe-tudo irritante (o que ele fazia questão de dizer para a sala toda em suas aulas). Nunca que iria se envolver com uma mulher como eu (já tenho 19, sou legalmente maior de idade), pois além de tudo sou da Grifinória e ele parece odiar grifinórios.
Enquanto fazia a poção e pensava, não me aguentei de tanto silêncio e perguntei:
- Professor?
- Hum? – disse ele, levantando os olhos da poção que estava preparando.
- Posso lhe perguntar algo?
- Fora isso? – disse ele com sarcasmo. – Pergunte, Granger.
- Hum... Por que o senhor trata a Grifinória com tanto desprezo? Por que odeia tanto os alunos de minha casa? – perguntei. Ele demorou um pouco a responder.
- Bom, essa não foi uma pergunta, e sim duas, mas vou respondê-las. Primeiro, eu não odeio a Grifinória, apenas acho que os alunos de sua casa, com exceção a senhorita, são fúteis e cabeças ocas. E segundo eu só trato assim a sua casa porque é meu jeito de ser.
Voltei minha atenção para meu caldeirão e corei com o elogio; comecei a pensar em suas palavras. “Então quer dizer que ele pode ser uma pessoa melhor, só não quer tentar ser...”. Então, minha curiosidade falou mais alto e perguntei novamente:
- Professor?
- O que é Granger? – respondeu ele, levantando novamente seus olhos de sua poção. Ah como eu adorava fitar aqueles olhos negros...
- Porque o senhor não tenta ser uma pessoa melhor?...
Ele parou sua poção e me olhou dentro dos olhos ao dizer:
- Por quer ser bom só nos trás tristeza e dor! – “O que? Eu não estava ouvindo aquilo de Snape...” por um momento, vi em seus olhos uma imensa tristeza, e aquilo me deixou triste também, não sei por que, mas aquilo mexeu comigo.
Aproximei-me dele e afaguei sua mão, sentindo uma corrente elétrica passando de seus dedos para os meus.
- Professor, nem sempre ser bom trás dor e tristeza. Às vezes somos decepcionados por quem amamos, mas isso não significa que devamos nos esconder atrás de máscaras. O senhor pode mudar, é apenas questão de querer.
Ele não responde nada, dei um leve aperto em sua mão e me virei para voltar ao meu caldeirão, quando ouvi algo que me fez estacar.
- Me ajude a mudar... – aquilo não foi mais do que um sussurro e por isso me virei e perguntei para ter certeza:
- O que foi que disse professor?
Ele me olhou por um momento e respondeu:
- Eu não disse nada. Acho que já está ficando cansada, pois está até ouvindo coisas. É hora de voltar ao seu dormitório senhorita... Por hoje chega. Esteja aqui amanhã no mesmo horário.
Terminei de guardar minhas coisas e depois me dirigi à porta onde parei e disse:
- Boa noite, professor!
- Boa noite, srta. Granger! – ele me respondeu no mesmo tom cordial que usou de manhã.
Notas finais
Beijocas a todos que lerem minha fic.
Vocês são uns anjos...
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