Notas iniciais
Eu escrevi este capítulo ouvindo Save me (Hanson)sei que essa música é velha pra caramba, mas eu gosto dela e ela me inspirou muito... Agradeço aqueles que me mandaram reviews e saibam que eu quero mais, continuem lendo minha fic e dêem suas opiniões... Espero satisfazê-los com esse capítulo.
Beijos minhas amadas leitoras...

(http://www.youtube.com/watch?v=AKfCG9tn3J0&feature=related)

POV Snape

Assim que ela saiu da sala desabei em uma cadeira. Sentia-me estranho, não estava conseguindo raciocinar direito. Não acredito que acabei de baixar a guarda na frente da Granger.

Hermione Granger...

Meu coração batia loucamente quando pensava no nome dela.

“Maldito coração, ordeno-lhe que volte a ficar frio, calado e que não desperte sentimentos antigos” , pensei comigo mesmo. “Ótimo! Como se ele fosse me dar ouvidos”.

Às vezes o coração faz coisas por vontade própria e geralmente essas coisas nos trás uma dor imensa, um exemplo é a dor de um amor não correspondido. Já sofri por isso e daria tudo para não sofrer de novo.

O rosto de Hermione veio à minha mente e sem pensa, comecei a acariciar as costas da mão aonde ela havia tocado. Ainda sentia um estranho formigamento, não era um formigamento ruim, mas sim agradável de sentir.

Lembrei-me da sensação que tive quando ela tocou-me. Foi como se uma corrente elétrica passasse de seus dedos para o meu e aquilo percorria todo meu corpo. Lembrei-me que suas mãos eram macias, pequeninas e até pareciam frágeis. Aquelas mãos quentes que com apenas um toque, despertou um coração frio e desprovido de sentimentos.

Não acredito que estava pensando na Granger; ela é apenas uma garota (ao pensar isso, me lembrei de que ela já tinha dezenove anos), bom, não mais, agora ela já é uma mulher, mas ainda é nova demais, não viveu muito da vida (se bem que foi ela e seus dois amigos que conseguiram derrotar Lord Voldemort e que é por causa dela que estou vivo)... Acho que devo reformular meus pensamentos.

Bom, ela é uma mulher agora, uma jovem mulher bonita e extremamente inteligente, viveu coisas que nenhuma pessoa de sua idade não teria coragem de viver, lutou para salvar pessoas, que em minha opinião, não deveriam ser salvas e ainda por cima estava querendo tirar o coração do odiado professor de D.C.A.T. do gelo e coloca-lo num fogo chamado vida.

Não podia permitir isso, não mesmo. Ela não devia sentir mais nada além de repulsa por mim e eu não podia alimentar sentimentos. Ela era uma aluna e eu um professor.

“Mas ela é maior de idade” disse minha mente “você pode tê-la, apenas tem que querer mudar” meu lado irracional me enchia de pensamentos, mas então meu lado racional resolver vir ao meu auxílio “não se pode mudar uma pessoa desaprendeu a amar, uma pessoa que pode de uma hora para outra, tornar algo bom em algo ruim...”

É, acho que meu lado racional estava certo. Não posso baixar a guarda novamente. Mesmo ela sendo maior de idade, não achava certo me envolver com ninguém, pois se os Comensais da Morte soubessem de algum laço meu, poderiam usá-lo para me capturar.

Não posso colocar a vida de ninguém em risco, nem mesmo de Hermione, a mulher que havia conseguido vencer várias barreiras da vida.

Resolvi parar de pensar nela, o que foi inevitável, pois assim que deitei em minha cama, seu rosto veio à minha mente novamente e logo adormeci, sonhando com aquele doce rosto.

***********

POV Hermione

Eu tinha quase certeza de que ele pediu que eu o ajudasse a mudar, ou talvez, como ele mesmo disse, eu estava cansada demais e ouvindo coisas.

Cheguei em meu quarto, troquei de roupa e desabei na cama completamente exausta. Mesmo cansada, não conseguia parar de pensar ele, na pequena conversa que tivemos, até que acabei sendo puxada para a terra dos sonhos, sonhos estes em que se encontrava um Snape diferente, não fisicamente, mas de espírito...

***********

Acordei mais cedo do que deveria me sentindo um lixo pela noite mal dormida. Resolvi tomar um banho e depois que o fiz me senti mais desperta. Coloquei as vestes de Hogwarts e fui ler um pouco em frente à lareira da Sala Comunal da Grifinória, pois ainda era muito cedo para poder tomar café da manhã.

Andei até uma poltrona e me sentei abrindo um livro e começando a lê-lo, sem prestar a menor atenção nas palavras ali escrita. Snape não saía de minha cabeça.

Aos poucos, os alunos foram acordando e descendo. Rumei para o Salão Principal para tomar meu café, não sem antes verificar se não estava esquecendo nada.

Cheguei ao Salão Principal e me dirigi à mesa da Grifinória que se encontrava extremamente vazia. Sentei-me e me servi de um pouco de torta de maçã e um copo de suco de abóbora.

Enquanto comia, olhei furtivamente para a mesa dos professores e me deparei com aqueles olhos negros, me fitando com interesse. Corei e virei o rosto, voltando a comer minha torta, não ousando sequer dar uma espiada na mesa dos professores.

Os alunos foram chegando e logo Harry e Rony se juntaram à mim.

- Oi, Mione! – disseram os dois ao mesmo tempo.

- Oi! – respondi sem ânimo.

- O que foi Mione? O Snape te tratou mal ontem? – perguntou Harry preocupado.

- Não, ele não me tratou mal, apenas cansada de tanto estudar. – respondi pontuando minha frase com um bocejo.

- Eu que o diga... – disse Rony. – Temos um trabalho enorme de transfiguração e nem conseguimos sair do primeiro parágrafo, né Harry?

- É Rony. – ele virou-se para mim. – Hum... Mione, você pode nos ajudar com nosso dever? Entenderemos se não puder fazer isso...

- Tudo bem Harry, me espere voltar da detenção que eu lhe ajudarei.

- Ai, Hermione, não sei o que faríamos sem você... – disse Rony me apertando em um abraço de urso.

- Ok, ok, já chega Rony. Sei que você é grato por ter uma amiga como eu, mas tente se lembrar de que eu não sou de ferro, pois você está esmagando meus ossos. – disse, com um pouco de dor pelo abraço dele.

Ele me soltou e olhou para baixo ficando vermelho feito um tomate.

- Desculpe, me empolguei. – respondeu ele baixinho.

Com essa tivemos que rir. Rony era tão fofinho quando ficava corado, e ultimamente isto acontecia com frequência quando Lilá o beijava ardentemente na frente dos outros.

Terminei meu café e disse-lhes:

- Bem, vou-me indo... Quero chegar cedo na aula para poder revisar a matéria. Até o almoço. – dito isso levantei-me, dei um beijo em cada em e sai do Salão Principal.

Hoje só iria ter aula junto com eles após o almoço, pois minhas aulas da manhã seriam Runas e Aritmância, depois do almoço seria Poções com o Slughorn, Trato das Criaturas Mágicas e uma vaga, a qual eu usaria para adiantar os trabalhos dos professores.

Meu dia transcorreu normal, sem surpresas.

Quando faltavam dez minutos para às 20hs eu fui em direção as masmorras. Chagando lá, bati duas vezes e a voz monotonamente fria de Snape respondeu um “Entre!” abafado pela porta fechada.

Entrei, dei uma breve saudação ao professor (ao qual, para meu espanto, ele respondeu sem seu tom gélido) e comecei o preparo de minha poção.

Passei um bom tempo calada, até que não consegui mais aguentar aquele silêncio sepulcral e comecei a cantar baixinho uma música trouxa que conhecia.

Ele pareceu não se importar com o som e por isso continuei cantando e fazendo minha poção.

**********

POV Snape

Aquela voz me ludibriava, me fazia micar em êxtase. Ela penetrava por minha alma e esta se alegrava. Ela cantava bem, não como uma profissional, mas mesmo assim cantava bem. Sua voz era calma, baixa e aveludada. Sua voz me deixava calmo.

Ela deve ter pensado que eu iria manda-la parar, pois por um momento ela deu uma pausa, mas então vendo que não falei nada, continuou. Eu não queria que ela parasse de cantar, acho que queria que ela cantasse assim para sempre.

Estava tão absorto em sua canção que acabei cortando o dedo com a faca afiadíssima.

- Ai!... – disse apertando o dedo. A música parou e num instante Hermione estava do meu lado, segurando minha mão delicadamente e falando:

- Tome cuidado, se não da próxima vez vai acabar cortando o dedo fora. – ela disse sorrindo. Não me contive e dei um fraco sorriso. – Venha, vamos lavar isso para que não infeccione. – e puxou-me para o banheiro, onde abriu a torneira e começou a lavar meu ferimento.

Seu toque era tão leve, sutil e delicado e era muito bom. Sem conseguir me refrear, entrelacei nossos dedos; minha mão áspera apertava com todo o cuidado sua mão macia.

Eu olhava para nossas mãos e via que aquilo era belo, que pareciam se encaixar perfeitamente. Por um momento me senti completo como não me sentia a anos, ou talvez, nunca tenha me sentido na verdade. Sua mão enviava ondas de calor para meus dedos frios e era uma sensação ótima.

Mas, de repente ela soltou meus dedos e o vazio voltou a tomar conta do meu interior. Parecia que eu tinha acabado de acordar de um sonho.

Sequei minhas mãos e ela fez o mesmo, voltando para seu trabalho. Fiquei ainda por um tempo no banheiro, refletindo o que havia acontecido. Foi real? A sensação que tive foi real? Ela me completava mesmo? Ai meu Merlim, por que me deixa com tantas dúvidas?

Depois de muito tempo, resolvi voltar à minha poção e quando voltei à sala, ela estava de costas para mim, atenta em seu trabalho.

Após o que pareceu algumas horas, disse-lhe:

- Pode guardar as suas coisas e voltar para seu dormitório, está tarde e não quero que fique encrencada.

Ela apenas assentiu e guardou suas coisas dirigindo-se para a porta, mas antes que ela saísse, disse:

- Boa noite, Hermione Granger!

- Boa noite, professor Snape! – e saiu, levando consigo aquilo que parecia me completar... Seu coração.

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POV Hermione

Eu estava desnorteada, não sabia direito o que estava acontecendo. Snape entrelaçara nossos dedos e no momento que ele o fez me senti nas nuvens e sem reação. Olhava para nossas mãos e achava aquilo maravilhoso; aquela mesma onda de eletricidade do dia anterior voltou, causando arrepios em meu corpo.

Era bom, mas ao mesmo tempo em que pensei que era bom, outro pensamento me veio a cabeça “Hermione, você não pode fazer isso, ele é um professor e você uma aluna... Isto é errado” minha consciência me disse. Achei que ela deveria estar certa e então soltei a mão de Snape.

Quando o fiz, me senti vazia, como se algo tivesse sido roubado de mim, mas sabia que aquilo era errado e não poderia ir adiante. Aliás, acho que ele não gostava de mim; devia sentir repulsa por uma chata sabe-tudo como eu.

Sequei minhas mãos e voltei para meu caldeirão. Ele demorou um pouco para sair do banheiro e enquanto ele não estava presente, dei um leve sorriso ao me lembrar de seu toque e de como eu estava louca para tocar mais do que sua mão, queria poder passar meus dedos por seus cabelos negros, acariciar seu rosto e até beijá-lo. Mas como sempre, minha mente estava lá para me lembrar de que isto era errado.

Depois de um tempo que pareceu enorme, ele saiu do banheiro, e como eu estava de costas, não deu para ver a expressão de seu rosto.

Continuei meu trabalho até que ele quebrou o silêncio:

- Pode guardar as suas coisas e voltar para seu dormitório, está tarde e não quero que fique encrencada.

Apenas assenti, com medo de que se abrisse a boca, proferisse palavras que não queria. Quando já tinha aberto a porta e estava quase saindo, ele me surpreende dizendo:

- Boa noite, Hermione Granger!

Não! Definitivamente eu não estava ouvindo aquilo... Ele falou meu nome mesmo? É com certeza devo estar ficando louca...

Apenas respondi um:

- Boa noite, professor Snape!

Assim que sai da sala, foi como se uma parte de mim ficasse para trás, me deixando com um peso enorme no coração.

Notas finais
E ai? O que acharam deste capítulo? Estou anciosa pelos reviews com o que vocês acharam... Por favor, não hesitem em dizer se precisa mudar algo ou não, quero sinceridade da parte de vocês.
Amo a todos e esperam que tenham apreciado muito o capítulo...
Beijos!