Notas iniciais
Yo minna o///////
Voltei o/
Senti saudades ;-;. Finalmente veio a inspiração para escrever. E nem sei como está o capítulo. Digam vocês.
Boa leitura o//

- Por que estamos aqui, mestre? – Erza 154 questionou. Jellal estirou a língua e continuou escrevendo.

- Eu já te expliquei, agora dê um tempo. Acho que fiz uma nova descoberta. – Jellal praticamente não sentia mais os dedos do tanto que escrevia. Deu de ombros. Não tinha importância.

- Você havia me dito que treinaríamos tiro. Então por que continua escrevendo? – Jellal poderia jurar que Erza estava fazendo bico. Mas, como era um robô, ele achou que fosse coisa de sua cabeça.

- Eu vou treinar tiro com você. Aliás, por que você precisa de mim? É inteligente o suficiente. Vá e treine sozinha. – resmungou.

Erza deu de ombros e ergueu o braço. Mirou no livro e atirou. Por pouco não pegou no Jellal.

- AH! – berrou Jellal. – O QUE ESTÁ FAZENDO?

- Viu como sou ruim? Eu tinha mirado em você. – Erza debochou.

- MINHA PESQUISA SUA... – Jellal respirou profundamente algumas vezes.

- Sua o quê?

- SUA METÁLICA SEM SENTIMENTOS! – berrou.

- Estou tão ofendida.

Jellal bufou. Aquela Erza era totalmente diferente da sua Erza. Ele se arrependia profundamente de tê-la criado.

- AH! QUE RAIVA! – gritou.

- Ficou tão bravo por que eu, acidentalmente, acabei com sua pesquisa?

- CLARO!

- Você é um nerd dramático. – Jellal fuzilou Erza com o olhar.

- Você é um nerd dramático. – Erza gritou.

- Cale a boca, Scarlet! Eu não aceito perder para uma garota. – O Jellal de quinze anos retrucou. Segurava um papel escrito noventa e nova. Erza exibia sua nota máxima. Fora a única que tirara cem. Porém, ela, Jellal e Levy passaram no teste.

- Deixe de ser um mal perdedor. – reclamou Erza, arrumando o cabelo escarlate. – Em vez de ficar reclamando, se esforce para tirar a nota máxima da próxima vez.

Jellal bufou.

- Você vai se arrepender de ter proferido estas palavras, Scarlet. – ameaçou Jellal.

Erza sorriu.

- É o que veremos.

- Não sou! – resmungou.

- Aham, tudo bem.

- Quer saber? Pelo menos eu sou real, e você? – Jellal se arrependeu de ter dito tais palavras. Ele aguardou a reação de Erza, que parecia nem ter ouvido. É claro que ela não tinha mesmo sentimentos, mas ainda assim.

- Tem razão, mestre. Nunca poderei substituir a sua pessoa querida. – respondeu Erza.

Jellal pegou a arma que estava do lado de seu caderno, agora queimado, e apontou para Erza.

- Vamos logo. – chamou.

Jellal havia espalhado nos arredores da mansão várias e várias madeiras com pingos vermelhos. Os alvos. Ele duvidava seriamente conseguir acertar algum deles. Erza olhou confiante.

- No três. – disse Jellal.

- Três. – murmurou Erza, e começou a correr, disparando raios e balas para todos os lados. Jellal a seguiu, contrariado.

- Você não contou até três. – resmungou. É, talvez, fosse um nerd dramático.

Erza correu em uma velocidade estupenda. Jellal tentou acompanhar seus passos, mas desistiu. Assistiu Erza desaparecer e se deitou na grama. O que era aquilo? Ele não queria se vingar, não queria matar alguém.

Estava se iludindo, assim como se iludiu criando Erza 154. Era um completo idiota.

Jellal fechou os olhos.

- Scarlet! – chamou Jellal. Erza estava empilhando os livros em seu armário. Desviou o olhar para Jellal. Ele segurava orgulhoso, sua nota. 100.

- Ora, ora, ora. Ele não é tão burro assim, não é mesmo? – Erza perguntou. – Parabéns, nerd.

Jellal se sentiu desapontado.

- Onde estão as gozações? As críticas? – perguntou. – Eu as quero de volta. Ou será que, ah, é mesmo, você não deve ter tirado cem!

Erza socou o armário. Respirou fundo algumas vezes e fechou os olhos.

- Sim, não tirei cem. Admito minha derrota. – Erza fechou o armário. – Está feliz agora?

Jellal não soube o que responder. Não estava feliz.

Erza começou a ir embora quando Jellal resolveu responder.

- Não. E você?

Erza não se virou.

- Sim. Estou feliz por você. – E continuou a andar.

Jellal observou sua silhueta desaparecer e olhou para os próprios pés. Viu um papel no chão. Jellal pegou o papel e observou uma nota cem. Erza Scarlet havia tirado cem novamente.

Jellal guardou o papel e começou a correr atrás dela. A alcançou perto de sua casa.

- Scarlet! Por que não me disse seu resultado? – questionou Jellal, exibindo a prova de Erza. Erza a pegou e o fuzilou com o olhar.

- Onde pegou isso?

Jellal quase ficou com medo do olhar de Erza, mas a raiva fez com que recobrasse a consciência.

- Você deixou cair a prova. Mas por que fez isso? – Jellal perguntou novamente. Erza desviou o olhar. Jellal começou a chacoalhá-la. – Erza.

Erza o parou.

- Não era isso que queria? Me vencer? – perguntou ela. Jellal assentiu. – Desejo realizado.

- Não te entendo, Scarlet. – murmurou.

- Não deveria entender.

Erza 154 acordou Jellal com um tapa. Estava furiosa.

- Por que não foi treinar tiro? – berrou a garota, assim que ele despertou.

- Você foi à frente, não queria a minha presença. – respondeu.

- É claro que queria. Foi por isso que fui à frente.

- Não te entendo.

Erza o encarou.

- Para não entender algo que criou, você deve ser meio burro. – Erza deu as costas.

- Ora sua! – gritou Jellal.

E então passaram a noite inteira discutindo sobre Jellal ser ou não ser burro. Ele é, ou não é burro? Eis a questão.