My Robotic Love
5 The Question
Notas iniciais
Voltei o/
Senti saudades ;-;. Finalmente veio a inspiração para escrever. E nem sei como está o capítulo. Digam vocês.
Boa leitura o//
- Por que estamos aqui, mestre? – Erza 154 questionou. Jellal estirou a língua e continuou escrevendo.
- Eu já te expliquei, agora dê um tempo. Acho que fiz uma nova descoberta. – Jellal praticamente não sentia mais os dedos do tanto que escrevia. Deu de ombros. Não tinha importância.
- Você havia me dito que treinaríamos tiro. Então por que continua escrevendo? – Jellal poderia jurar que Erza estava fazendo bico. Mas, como era um robô, ele achou que fosse coisa de sua cabeça.
- Eu vou treinar tiro com você. Aliás, por que você precisa de mim? É inteligente o suficiente. Vá e treine sozinha. – resmungou.
Erza deu de ombros e ergueu o braço. Mirou no livro e atirou. Por pouco não pegou no Jellal.
- AH! – berrou Jellal. – O QUE ESTÁ FAZENDO?
- Viu como sou ruim? Eu tinha mirado em você. – Erza debochou.
- MINHA PESQUISA SUA... – Jellal respirou profundamente algumas vezes.
- Sua o quê?
- SUA METÁLICA SEM SENTIMENTOS! – berrou.
- Estou tão ofendida.
Jellal bufou. Aquela Erza era totalmente diferente da sua Erza. Ele se arrependia profundamente de tê-la criado.
- AH! QUE RAIVA! – gritou.
- Ficou tão bravo por que eu, acidentalmente, acabei com sua pesquisa?
- CLARO!
- Você é um nerd dramático. – Jellal fuzilou Erza com o olhar.
- Você é um nerd dramático. – Erza gritou.
- Cale a boca, Scarlet! Eu não aceito perder para uma garota. – O Jellal de quinze anos retrucou. Segurava um papel escrito noventa e nova. Erza exibia sua nota máxima. Fora a única que tirara cem. Porém, ela, Jellal e Levy passaram no teste.
- Deixe de ser um mal perdedor. – reclamou Erza, arrumando o cabelo escarlate. – Em vez de ficar reclamando, se esforce para tirar a nota máxima da próxima vez.
Jellal bufou.
- Você vai se arrepender de ter proferido estas palavras, Scarlet. – ameaçou Jellal.
Erza sorriu.
- É o que veremos.
- Não sou! – resmungou.
- Aham, tudo bem.
- Quer saber? Pelo menos eu sou real, e você? – Jellal se arrependeu de ter dito tais palavras. Ele aguardou a reação de Erza, que parecia nem ter ouvido. É claro que ela não tinha mesmo sentimentos, mas ainda assim.
- Tem razão, mestre. Nunca poderei substituir a sua pessoa querida. – respondeu Erza.
Jellal pegou a arma que estava do lado de seu caderno, agora queimado, e apontou para Erza.
- Vamos logo. – chamou.
Jellal havia espalhado nos arredores da mansão várias e várias madeiras com pingos vermelhos. Os alvos. Ele duvidava seriamente conseguir acertar algum deles. Erza olhou confiante.
- No três. – disse Jellal.
- Três. – murmurou Erza, e começou a correr, disparando raios e balas para todos os lados. Jellal a seguiu, contrariado.
- Você não contou até três. – resmungou. É, talvez, fosse um nerd dramático.
Erza correu em uma velocidade estupenda. Jellal tentou acompanhar seus passos, mas desistiu. Assistiu Erza desaparecer e se deitou na grama. O que era aquilo? Ele não queria se vingar, não queria matar alguém.
Estava se iludindo, assim como se iludiu criando Erza 154. Era um completo idiota.
Jellal fechou os olhos.
- Scarlet! – chamou Jellal. Erza estava empilhando os livros em seu armário. Desviou o olhar para Jellal. Ele segurava orgulhoso, sua nota. 100.
- Ora, ora, ora. Ele não é tão burro assim, não é mesmo? – Erza perguntou. – Parabéns, nerd.
Jellal se sentiu desapontado.
- Onde estão as gozações? As críticas? – perguntou. – Eu as quero de volta. Ou será que, ah, é mesmo, você não deve ter tirado cem!
Erza socou o armário. Respirou fundo algumas vezes e fechou os olhos.
- Sim, não tirei cem. Admito minha derrota. – Erza fechou o armário. – Está feliz agora?
Jellal não soube o que responder. Não estava feliz.
Erza começou a ir embora quando Jellal resolveu responder.
- Não. E você?
Erza não se virou.
- Sim. Estou feliz por você. – E continuou a andar.
Jellal observou sua silhueta desaparecer e olhou para os próprios pés. Viu um papel no chão. Jellal pegou o papel e observou uma nota cem. Erza Scarlet havia tirado cem novamente.
Jellal guardou o papel e começou a correr atrás dela. A alcançou perto de sua casa.
- Scarlet! Por que não me disse seu resultado? – questionou Jellal, exibindo a prova de Erza. Erza a pegou e o fuzilou com o olhar.
- Onde pegou isso?
Jellal quase ficou com medo do olhar de Erza, mas a raiva fez com que recobrasse a consciência.
- Você deixou cair a prova. Mas por que fez isso? – Jellal perguntou novamente. Erza desviou o olhar. Jellal começou a chacoalhá-la. – Erza.
Erza o parou.
- Não era isso que queria? Me vencer? – perguntou ela. Jellal assentiu. – Desejo realizado.
- Não te entendo, Scarlet. – murmurou.
- Não deveria entender.
Erza 154 acordou Jellal com um tapa. Estava furiosa.
- Por que não foi treinar tiro? – berrou a garota, assim que ele despertou.
- Você foi à frente, não queria a minha presença. – respondeu.
- É claro que queria. Foi por isso que fui à frente.
- Não te entendo.
Erza o encarou.
- Para não entender algo que criou, você deve ser meio burro. – Erza deu as costas.
- Ora sua! – gritou Jellal.
E então passaram a noite inteira discutindo sobre Jellal ser ou não ser burro. Ele é, ou não é burro? Eis a questão.
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