My Robotic Love
6 If
Notas iniciais
Eles adentraram a mansão bem tarde da noite. Jellal dormia profundamente em seu quarto e era observado por seu protótipo, Erza 154.
Erza sempre o observava escondida. Precisava manter seu mestre em segurança, se não o fizesse, por que existia?
Ela escutou passos no andar de baixo. Começou a se arrastar. Não fazia qualquer barulho para atrair sua atenção. Com seus “ouvidos” agudos, conseguia captar os sussurros do andar de baixo.
- Ei, ela não está aqui, certo? – perguntou uma garota.
- Não, Ul. – sussurrou outra. – Ela não irá atirar em você, ok?
- Diz isso porque não foi você que ficou internada, Meredy. – bufou a outra.
- Dá pra ficarem quietas? Nós viemos aqui para acabar com aquele robô. – sussurrou outra voz. Também garota.
- Eu tô empolgado. – gritou um garoto.
- Natsu! Qual é o seu problema? – gritou outro garoto em resposta.
- Cale a boca, Gray! – retrucou.
- Gray-sama! Juvia está com medo de ser descoberta! – murmurou uma garota.
- O que está acontecendo aqui? – gritou Jellal, descendo as escadas. Erza não percebera que Jellal tinha acordado. Ele desceu as escadas correndo e encontrou os outros embaixo. Erza foi atrás.
- O que vocês estão fazendo aqui? – gritou ele. Erza nunca havia o visto tão nervoso. Até ela estava um pouco receosa.
Natsu estirou a língua para Jellal.
- Nada. Por que acha que estamos fazendo alguma coisa? – perguntou.
Jellal revirou os olhos.
- Por que será? Será que é por que entraram na minha casa de madrugada? Ou por que a invadiram? – Jellal encarou todos.
- Erza. – chamou Juvia. Ela olhava Erza 154 impressionada.
- Não é a Erza de verdade, Juvia. É só uma imitação barata. – Gray respondeu, mas também não conseguia esconder a surpresa ao vê-la. Realmente era parecida com a Erza.
- Posso exterminá-los, senhor? – perguntou Erza.
- Não! – todos gritaram.
Erza abaixou o braço.
- Então, por que queriam vir aqui? – questionou Jellal, recobrando a história.
- Isso é loucura! Ela pode se parecer com a Erza, mas não é ela. Você não entende Jellal? Essa aí é só uma robô que você acredita que amará você como Erza fazia. – despejou Lucy.
Jellal se enfureceu.
- Pode exterminá-los. – mandou Jellal.
- Não farei isso. – retrucou Erza.
- Ah! Mas que cabeça dura você é! – Jellal reclamou.
- Tudo bem, talvez ela pareça um pouco com a Erza. – assumiu Gray. – Mas ainda assim está errado.
- Dá pra exterminá-los logo? – perguntou Jellal.
- Não. – concluiu Erza.
- AH! SUA INÚTIL! POR QUE NÃO QUER AGORA? – berrou.
- Porque você não quer que eu o faça. – retrucou.
Jellal suspirou. Ela tinha razão, como sempre.
- Jellal, é a última vez que eu te alerto. Você acabará se apaixonando por essa coisa e ela não retribuirá. Não tem sentimentos. Você sabe muito bem disso. A Erza não iria querer algo desse porte também. Parece que você deixou de amá-la Jellal. O que aconteceu com você? – perguntou Ultear.
- Não use o nome de Scarlet! Eu te proíbo. – gritou. – Eu proíbo todos vocês! Scarlet amava vocês! Ela acreditava em vocês! E vocês não fizeram nada a respeito da morte dela! Seus sujos! Eu odeio vocês!
- Não tô nem aí, entendeu? Não me importo com você. Mas você tá manchando a imagem da nossa Erza com essa coisa aí, entendeu? E eu não vou admitir que um engomadinho como você faça isso. Isso não é amar alguém. Isso é ser louco. Você é louco. – gritou Natsu.
- Vamos embora Natsu. – pediu Lucy, puxando-o. – Ele já deve gostar dela. Vamos embora.
Todos começaram a ir embora, mas Natsu permanecia.
- Você atura esse engomadinho? – perguntou para Erza. – Que azar o seu...
Natsu saiu junto com os outros e Jellal respirou fundo.
- É verdade, não é? – perguntou Erza.
- O quê?
- Que o senhor gosta de mim.
Jellal ficou em silêncio. Gostava de Erza 154? No máximo ele a aturava apesar de ela quebrar praticamente tudo pela casa.
- Não. Não desse jeito. Eu só gosto de uma pessoa. E ela está morta.
- Então por que continua comigo? Já deveria ter me desativado. Eu só sirvo para te atrapalhar. – disse Erza, fria como sempre.
- Eu não sei. – respondeu Jellal.
Apesar de ter recebido muitos prêmios por sua inteligência e suas descobertas, ele não sabia de muitas coisas.
Ele olhou para sua Erza mecânica. Talvez fosse melhor... talvez fosse melhor desativá-la... mas, por que não conseguia?
Será que... será que estava mesmo gostando de um robô?
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