My Robotic Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Sim, eu sei, sou imprestável até pra fazer um último capítulo decente, mas, ah... Eu já sabia que essa história seria pequena. Sentirei falta de vocês!! Obrigada por tudo! TT^TT!!!
Não me matem no final, ok?
Pela última vez:
Boa leitura.
Os jornais anunciaram a morte de Erza Scarlet. Uma mulher que morrera, pois estava no lugar errado, na hora errada.
Ela foi assassinada a tiros por cinco homens que vinham fugindo da polícia. Por incrível que pareça era até comum morrer assim. Basta encontrar, por acaso, homens que estão encurralados para que você morra.
Pois foi assim que ela morreu.
Jellal passara o resto de sua vida se perguntando por que não morrera também. Ora, se haviam matado sua mulher, por que não o mataram também? Não tinha uma justificativa. Era tudo anormal demais para ele. Doloroso demais.
Depois de atirarem nela, eles fugiram desesperados.
Malditos.
Ele dedicou sua vida à ciência. Era isso que ela queria fazer. E se ela não pudesse realizar aquele desejo, ele o realizaria.
No final acabou ganhando muito dinheiro e muita fama, mas não gostava de nada daquilo. Jellal Fernandes sabia muito bem que não podia comprar uma Erza para ele.
Não podia.
Ou será que sim?
Então, em um dia qualquer, se lembrou de sua promessa. E começou a se fechar, se afastar de todos. Ele começou a tentar criar robôs. Seus cinquenta primeiros protótipos explodiram assim que ele os ativou.
Jellal ficara frustrado, mas não desistiu. Precisava prosseguir. Por ela.
Continuou. E conforme os fazia, eles iam explodindo, um por um, para o desespero de Jellal. Todos sabiam de suas tentativas. O mundo sabia. Ficou conhecido como o cientista louco. Talvez fosse louco mesmo.
Quando estava perto de desistir, o protótipo 123 deu certo. Mais ou menos. Pelo menos, se iniciou. Reconheceu a voz. Depois, tentou explodir tudo.
Jellal continuou tentando até chegar à Erza 154. A perfeição imperfeita. Ela funcionava muito bem, mas era tão diferente de sua Erza. Scarlet nunca agiria daquele jeito imaturo e irracional.
Ele a conhecia bem demais e sabia que ela não o fazia.
Não fazia mais nada agora.
Porém, ele foi aprendendo a lidar com aquele jeito rebelde. Foi até apreciando aos poucos, contra sua vontade. Afinal, precisava reagir bem com sua invenção.
Mas a noite era quando a culpa o consumia. Estaria ele trocando sua Scarlet por uma que nem mesmo sabia como era amar? Estaria ele insano?
Ele parara de amar Scarlet?
Não, isso nunca.
Porém, agora, sempre sonhava com ela. Ela aparecia morta em seus sonhos. Fria. E irritada. Irritada pela traição de Jellal.
E isso o sufocava. Muito.
Ainda assim não podia desativar Erza 154. Seria uma forma traíra. E ele podia ser muitas coisas, menos traíra. Isso ele nunca fora, nem seria.
Jellal despertou no meio da noite. Novamente, Scarlet aparecera. Os buracos de tiros na sua roupa. Os cabelos voando. O olhar irritado e odioso.
O azulado sentou na cama e puxou os cabelos. Que raiva sentia dele mesmo!
Uma luz vermelha piscava. Vinha do telefone. Jellal se arrastou até lá e o pegou. Uma mensagem de voz. Ele apertou o botão e começou a ouvir.
- Mestre, aqui é a Erza. – dizia a voz do outro lado da linha. – Quando o senhor acordar, eu não estarei mais aí. Eu fui atrás deles. Sozinha. Eu sei direito onde eles estão e quem são. Portanto, não se sinta culpado. Fiz isso por vontade própria. – Ela parou por um momento. – Eu não voltarei. Eu sei que o senhor me fez pensando nela, mas eu não sou ela. Sou apenas um robô. Sem sentimentos ou emoções. E não quero que o senhor se iluda, se é que já não fez isso. Eu vou me destruir. Não deixarei vestígios. Adeus, mestre.
Jellal deixou o telefone cair. Ele começou a gritar, insanamente.
Mas, novamente, ninguém conseguia ouvi-lo.
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