My New Everything - Dramione
21 You're my party
Notas iniciais
POV Hermione
Eu passei o dia todo com Harry, pois Gina ainda estava arrumando a sala precisa com os últimos toques, Draco tinha treino de quadribol e Rony estava cuidando da loja. Sem nada para fazer fomos para Hogsmeade e tomamos algumas cervejas amanteigadas com álcool. Nós ríamos e contávamos histórias engraçadas, foi tudo muito simples, mas especial, tudo com ele era especial. Eu sentia falta da sua amizade, da presença, Harry sempre foi meu melhor amigo e eu nunca abriria mão da sua amizade por nada desse mundo.
— Ah, mas como eu queria ver a cara da Narcisa te pedindo ajuda! – ele dizia gargalhando e bebendo alguns goles de cerveja.
— Ah, esse foi o de menos! Melhor foi o Lucio... – na mesma hora parei, me lembrando que o pobre homem estava em Azkaban, e eu estava prestes a rir da cara dele.
— O que foi? – Harry parou de rir.
— Nada, eu só... ia falar uma coisa mas desisti – forcei um sorriso.
— O que tem Lucio?
— Nada demais. Mas me conta de novo, quando você e Rony bateram no salgueiro lutador!
— De novo? – ele gargalhou – Já contei duas vezes!
— Mas não perde a graça – eu sorri, tomando um gole.
Passamos a tarde toda assim, era incrível como mesmo todos esses anos juntos, tínhamos histórias para contar que o outro não conhecia. Quando decidimos voltar para o castelo, tiramos a conclusão que tínhamos exagerado na cerveja.
Gina quando nos viu, nos deu uma bronca, xingando por estar atrasados e depois de um beijo em Harry, por termos bebido.
Ela me puxou até o dormitório e me mostrou vários vestidos e blusas vermelhas, deixando em cima da cama pra escolher. Eu olhava para aquelas roupas indecisa e decidi experimentar cada uma, mostrando para Gina até ela escolher uma. Então eu já pronta, fui chamar Gina para descermos, que estava me esperando, já arrumada.
— Você nem está de vermelho direito! – eu disse indignada.
— Eu sou a organizadora da festa, posso ir com a roupa que eu quiser – disse ela fechando os olhos – aliás, meu cabelo já é vermelho.
Olhei para ela com a cara fechada e descemos, encontrando Harry e Rony nos esperando. Quando vi Rony eu lhe dei um grande abraço apertado, quase o jogando no chão o desejando parabéns. Depois nos dirigimos para o quadro, e quando saímos demos de cara com Draco, encostado na parede com a mão no bolso, sério.
— Decidiu ir? – eu disse animada.
— Não – ele falou me olhando, como se ninguém estivesse ali, apenas eu e ele.
Eu vi que tinha algo errado, então disse para eles irem sem mim, e que eu iria daqui a pouco. E eles foram, resmungando.
— Então... – eu disse cruzando os braços.
Ele fitava meus olhos, com o rosto sério e cruzou os braços também, me provocando. Continuou encostado na parede, e eu fiquei parada ali, desconfortável esperando.
— Draco? – eu falei, chamando sua atenção.
— Oi? – ele falou tão baixo que eu mal pude ouvir.
— Você vai ou não na festa? Eu já disse que não adianta, eu vou. É o aniversário do Rony – ele fez uma careta quando eu disse o nome – ele é meu amigo, e eu preciso ir! Não discuta ou, faça aquilo, você sabe... – eu disse corando.
Ele segurou riso, e eu revirei os olhos, desviando do seu olhar divertido.
— Só vim te desejar uma boa festa – ele disse abrindo um sorriso sem mostrar os dentes.
— Ah – eu fiquei um pouco sem graça – tudo bem, não vou demorar, ok?
Eu fui até ele e o abracei, e ele me abraçou de volta. Depois ficou me olhando e eu acenei com a cabeça, entrando nos corredores escuros, olhando pra trás e não o vendo ali mais.
Quando cheguei na festa, estavam todos dançando, menos Luna, que estava num canto lendo o Pasquim. Ela estava linda, do jeito dela. Sorri quando a vi, indo até ela.
— Curtindo a festa?
— Na verdade, muito — foi apenas o que ela disse
— Como? Lendo o pasquim?
— Sim! — ela disse animada — Sabia que os Leoneos se manifestam em festas? Está tudo aqui – ela sacudiu a revista – só estou esperando – ela fez cara de sonhadora olhando para a festa em sua frente.
Eu apenas sorri, já havia me acostumado com suas loucuras, elas me divertiam, mostravam o quanto Luna era diferente e especial.
Por algum motivo eu não queria dançar, comer, conversar. Apenas fiquei do lado de Luna enquanto ela lia a revista, desejando loucamente ter um livro para ler. Demorei uns vinte minutos para perceber que o que faltava ali, era Draco. O que era aquela festa sem ele?
Fiquei um pouco desconfortável primeiro para sair dali, mas de fininho fui andando colada nas paredes, com muito medo de alguém ver, a cena seria bem ridícula. Quando cheguei na porta, abri uma greta sai, apertando todo o meu corpo contra a porta.
Sai correndo até as masmorras, escorregando algumas vezes com o salto, mas sem cair. Eu não sabia o porquê do desespero, eu só o sentia. Queria correr e abraçar ele, me desculpar por esquecer que sem ele nada faz sentido, nada é divertido.
Quando cheguei na porta da sala comunal, fiquei totalmente frustrada. Como entraria ou o chamaria? Só veio em minha cabeça bater no quadro, eu nunca havia tentado, mas podia funcionar. Bati e esperei um tempinho, de repente o quadro se abriu, mostrando um aluno da sonserina também do sétimo ano, de pijama me olhando confuso.
— Hum, o Draco está aí?
— Quem? – ele dizia olhando para meus olhos, depois descendo o olhar para minha roupa, pernas, pés com um sorriso no rosto.
— Draco!
Ele me olhou, mas ainda sem responder. Então atras dele apareceu o loiro mais lindo do mundo, olhando confuso mas com um pequeno sorriso escondido no rosto.
— Pode sair agora, Ethan. – ele disse empurrando o menino devagar que saiu depois de alguns segundos.
Draco não falou nada, apenas me olhou divertido e encostou o ombro na abertura do quadro, cruzando as pernas e os braços.
— Então – eu pensava no que dizer – é aí a festa?
— Hãn? – ele apertou os olhos, confuso.
— Bom, pra mim a festa é onde você estiver.
Ele abriu um sorriso enorme, mostrando seus dentes brancos e rugas em seus olhos que brilhavam. Então ele se inclinou, pegando na minha cintura e me puxando para próxima a ele. Ele olhou nos meus olhos, ainda sorrindo e depois me beijou. Nesse beijo eu não pude acreditar que havia algo mais certo, real e verdadeiro do que isso. Enquanto nos beijávamos ele sussurrou dentro da minha boca, dizendo "eu te amo". Eu apenas sorri em meio ao beijo, o apertando mais contra mim.
Quando terminamos de nos beijar, ele me fitou profundamente com seus olhos cinzentos, depois me puxou pela mão para dentro da sala comunal. A primeiro eu hesitei, mas ele me lançou um olhar confortador, então eu entrei. Nos sentamos no sofá e ele colocou minha cabeça no seu peito, me envolvendo em seus braços. Eu amava quando ele fazia isso, me fazia sentir pequena, mas eu não tinha medo de ser pequena perto dele, porque eu sabia que ele não me faria inferior a ele, e sim me protegeria.
No mesmo segundo que estávamos abraçados, Draco estava subindo no dormitório, quase correndo. Eu olhei confusa e depois olhei para Ethan, que estava na poltrona ao lado olhando também confuso. Depois ele me olhou, e abriu um sorriso torto.
— Para uma sangue-ruim você não é nada mal, hein? – e sorriu mais.
Eu provavelmente fiquei da mesma cor do meu vestido e desviei o olhar, ficando em silêncio e esperando que Draco aparecesse rápido, explicando o que ele estava fazendo. Esperei alguns minutos e ele desceu, todo arrumado.
— Vamos pra festa? – ele disse sorrindo.
Eu levantei num pulo, sorrindo e o abraçando depois.
— Você é lindo!
— Sou mesmo! – ele falou.
— Verde, Draco?
— Claro! – ele sorriu malicioso para sua blusa esverdeada.
Eu peguei sua mão e sai da sala, ouvindo Ethan no fundo falando "não vão me convidar?", mas já estávamos virando o corredor.
Quando chegamos algumas pessoas olharam, percebendo a diferença de Draco, de verde, e ele sorria de orelha a orelha.
— Tá adorando contrariar, né? – eu disse revirando os olhos.
— Viu como sonserina destaca? – ele riu.
Eu não respondi, apenas sorri. Eu estava tão feliz que ele estava ali, assim eu não ficava com consciência pesada de não estar na festa de Rony, nem com saudades de Draco.
Ele me guiou até a pista de dança, tocava música alta e nós dançamos. Dançamos, beijamos, conversamos. Parecia que havia só nos dois ali, até porquê não importava nossa volta, o que importava era nós dois juntos. Draco não estava nem um pouco desconfortável ou constrangido no lugar, pelo contrário, estava totalmente a vontade. Foi aí que eu conclui que ele não queria vir desde o começo por teimosia e ciúmes. Mas eu não falei nada, sabendo que o orgulhoso negaria.
Quando chegou a hora dos parabéns, Rony ficara vermelho como toda a decoração da festa. Depois quando foi induzido a fazer um discurso, ele levantou o copo e agradeceu por todos estarem ali.
— Queria agradecer também a minha irmãzinha, que organizou a festa. – ele sorriu pra ela – obrigado, chata.
Gina apenas sorriu, e segurou a mão de Harry satisfeita.
— Agradecer ao meu amigo, pela sua amizade todos esses anos em Hogwarts – ele olhou para Harry – e vamos continuar ela até o fim de nossas vidas.
Harry sorriu torto, erguendo seu copo também.
— E claro, sem esquecer a menina mais linda e inteligente dessa escola – ele me olhou – obrigada por tudo Hermione, também vamos continuar nossa amizade até o fim.
Eu sabia o que tinha naquele tudo, ele não agradecia apenas a amizade, mas tudo, mesmo. Eu sorri pra ele e segurei riso de Draco, que apertou minha mão mais forte quando Rony se dirigiu a mim.
— Babaca – ele sussurrou olhando pra frente, parado atras de mim.
Depois que ele agradeceu, a festa continuou. Mas foi se esvaziando aos poucos, e eu e Draco ficamos apenas no canto, conversando.
— Você está tão linda – ele disse num suspiro — mas é que estava de vermelho por causa da festa do Weasley, grifinória, então era questão de princípio não elogiar.
— Princípio? – eu falei gargalhando.
— É – ele disse conversando sério – era aniversário do seu ex e, grifinória... sabe? – ele deu de ombros.
Eu sorri, beijando sua bochecha e falando "entendo, você também está lindo, mas verde, sonserina..." fiz uma careta.
Já era muito tarde e eu e Draco estávamos sentados num puff enorme, eu no colo dele com a cabeça em seu peito e acabei adormecendo. Quando acordei eu estava sozinha no puff e do lado estava Gina também dormindo em um, com a cabeça encostada no ombro de Rony, que comia um pedaço de bolo. Eu olhei para a sala e Draco estava ajudando Harry a limpar a sujeira da sala. Eles conversavam e até riam, e eu voltei a dormir para não estragar aquilo.
Já fazia um tempo que eu não sentia isso, dormir num lugar e acordar na cama, sem os sapatos e com o cobertor em cima de mim. Já estava claro e eu levantei devagar, Gina se levantou também com a cara um pouco confusa, me olhando e quando foi falar alguma coisa fui interrompida pela nossa colega de dormitório da grifinória.
— Own! – ela exclamou – Foi tão fofo quando Harry e Draco trouxeram vocês duas no colo hoje de madrugada – disse sorrindo.
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