Notas iniciais
Capítulo novinho pra vocês, espero que gostem! Boa leitura e comentem!

Quando acordei Draco não estava mais ao meu lado, então me virei e olhei o relógio. Eram 9:15 da manhã, e a audiência seria 10 horas. Me levantei num pulo, correndo para o banho.

Ainda sonolenta, saí do banho e no mesmo lugar onde eu encontrara o pijama, estava uma roupa formal e uma carta, eram de Kingsley.

Cara Hermione,

Ontem tarde da noite o senhor Potter me visitou e contou todo o seu plano, perguntando se poderia ser posto em prática. Como eu já lhe disse, corrupção não é comigo, e para a sorte de vocês, é sim permitido algumas testemunhas de defesa. Te esperarei 9:50 no nível 10 do ministério. Esteja pronta com a roupa, pois você precisa estar apresentável para causar uma boa impressão, e acalme-se, tudo vai dar certo de acordo com o que é certo.

Atenciosamente,

Kingsley Secretário Sênior.

Se a intenção de Kingsley foi me acamar, ele não obteve sucesso. Ainda com o coração batendo forte, peguei a roupa e a vesti, me olhando no espelho e sorrindo. Eu sempre quis trabalhar assim, toda formal e no ministério. Com um pouco de mágica, passei maquiagem e pronta saí do quarto indo para o de Draco.

— Pronto? – perguntei o encontrando sentado todo arrumado formalmente e com uma carta na mão, provavelmente de Kingsley.

— Sim. – ele me olhou e veio até mim.

Draco pegou a minha mão e fomos juntos, atraindo vários olhares pelo ministério, entramos no elevador, subindo até o nível 10.

— Meus pais sempre nos dando trabalho, né? – ele me olhou, sorrindo forçado

— Sempre – concordei –, parece que os adolescentes são eles.

Ele não falou nada, apenas deu uma pequena gargalhada e seguimos nosso caminho calados, até encontrar Kingsley e Harry na porta da sala de tribunal.
Nós conversamos e depois Draco confuso, perguntou do que eles estavam falando.

— Não contaram pra ele ainda? – perguntei confusa.

— Achamos melhor assim – falou Kingsley sério.

Draco insistiu muito para contarmos, mas se Kingsley achou melhor não contar, fiquei com a boca fechada, então entramos na sala.

Nossa audiência não foi demorada, como disse Kingsley, nosso caso era especial. Foi tudo muita enrolação, primeiro ele disse as acusações, o segurança que Draco atacou deu depoimento e nos finalmentes, de acordo com o Juiz, fomos inocentados porquê Draco estava sobre autoridade dos pais, e eu "apaixonada", o que me fez revirar os olhos, discretamente claro. Estávamos livres, graças a Merlin.

xx

O lugar era grande, e haviam vários outros Juris atrás do Juiz, assim como na audiência do Harry, lembrou ele. Lucio e Narcisa estavam no canto da sala, algemados e com dois seguranças ao lado, Draco tentou, mas não fora permitido de se aproximar, então sentamos mais distante.

— Os réus Lucio Malfoy e Narcisa Malfoy foram acusados de serem comensais da morte, praticaram a maldição crucio e no caso de Lucio Malfoy, também Avada Kedavra. Fugitivos por um longo tempo enquanto o minitério os caçava, e também, Lucio Malfoy, por fugir da prisão de Azkaban. O que têm em sua defesa?

Quando a audiência começou, o nosso advogado, que foi escolhido por Kingsley, do ministério, começou a colocar o plano em prática. Ele lembrou a todos as atrocidades que o casal fizera, o que fez Draco resmungar "ele não está ajudando". Logo depois ele mostrou ao juiz, que as coisas poderiam mudar quando a lealdade é diferente. Com isso ele o lembrou de Snape, mas foi interrompido, quando o Juiz disse "Severus Snape era diferente".

— Bom – disse o homem – talvez não, Snape se revoltou contra Voldemort por amor a Lilian Potter, o que o fez ajudar a Dumbledore e a salvar o mundo bruxo no final.

— Então qual a semelhança entre Snape e Lucio e Narcisa Malfoy?

Infelizmente o Juri parecia querer prendê-los, provavelmente era alguém que sempre fora contra Voldemort, alguém que abominava os comensais, e isso não ajudaria.

— Por isso quero chamar a testemunha Harry Potter para o caso.

Na mesma hora, os outros juris, que ficavam atrás do Juiz, começaram a conversar entre si, o que causou um pequeno tumulto na sala. Quando Harry sentou na cadeira ao lado, todos se calaram, e a atenção se voltou totalmente pra ele.

— Temos aqui como testemunha o senhor Harry James Potter – apontou o advogado – também conhecido como o menino que sobreviveu, o eleito, e claro – ele sorriu – aquele que derrotou Voldemort.

— Prossiga – disse o Juiz o ouvindo atentamente, deixando clara sua curiosidade.

— Na noite em que o senhor Potter sobreviveu pela segunda vez da maldição da morte, a senhora Narcisa Black Malfoy salvou sua vida, mentindo para seu senhor, Voldemort, dizendo que Harry realmente estava morto, sabendo que não estava. – ele parou e olhou para o juiz – Narcisa Malfoy traiu Voldemort, ajudando Harry Potter a chegar até o castelo e concretizar seu plano. Se não fosse por ela, podemos dizer que, o senhor Potter não estaria aqui essa noite, nem nenhum de nós.

Quando ele terminou sua fala, o tumulto voltou, mas após o Juiz pedir silêncio, o advogado continuou.

— Assim como Snape, Narcisa traiu Voldemort, em vantagem a nós. O traiu por amor, amor ao seu filho Draco Malfoy, que fora inocentado algumas horas atras pelo mesmo motivo, amor. – depois se voltou para Harry – Senhor Potter, você que sofreu muitas mortes de amigos próximos, causadas por comensais da morte, nega essas afirmações?

— Não – disse Harry abaixando a cabeça – Narcisa traiu Voldemort, ela me ajudou.

Eu vi como aquilo estava sendo difícil pra ele. E meu coração doeu e se encheu de agradecimentos por Harry, ele estava fazendo muito, por pessoas que não mereciam.

— Está dispensado, senhor Potter – sorriu o advogado para Harry – agora quero chamar Draco Malfoy.

Confuso, Draco se dirigiu até a cadeira a frente, e então começou a ouvir o advogado.

— Senhor Malfoy, o senhor é testemunha viva de que seu pai, assim como você, foram forçados a continuar como comensais, ou se não seriam mortos, não foram assim as ameaças?

— Sim – disse Draco, baixo.

— Você gostaria de nos contar em poucas palavras?

— Não nego que inicialmente meu pai fora seguidor de Voldermort, mas quando o Lorde das Trevas começou a ganhar influência e crescer, era nítido que apenas psicopatas podiam concordar com o que estava fazendo. Porém, já era tarde, Voldermort nos forçou a oferecer nossa casa como local de encontro, mortes e torturas. Ele tirou tudo do meu pai, inclusive sua varinha, e o obrigava a fazer coisas terríveis e ameaçava matar a mim e minha mãe. Assim como fez comigo, para que matasse Dumbledore.

— Lucio Malfoy não salvou Harry Potter, ou ajudou o mundo bruxo. Mas ele fora forçado, com toda a sua família nas mãos de Voldemort, a continuar o seguindo. Tendo que suportar ver seu filho sendo mandado pra uma missão suicida de matar Dumbledore, que se não a fizesse, morreria. Todos nós sabemos como essa família sofreu, e todos nós sabemos que eles abandonaram Voldemort na batalha de Hogwarts quando tiveram sua chance.

— Abandonaram Voldemort pois viram que ele estava perdendo – contestou o Juiz.

— Não, excelência, eles não viram, pois não sabiam sobre as Horcruxes, não sabiam que ele estava sendo destruído, e, mesmo assim, foram.

Os juris não pareciam convencidos, nem o Juiz, mas eu sei que ambos foram surpreendidos. Eu tinha medo de apenas Narcisa ser inocentada, mas seria melhor que nada. A audiência não passou disso, nós não tínhamos mais argumentos e nem o Juiz. Sua ultima fala fora "enviaremos corujas o mais rápido possível, até lá Narcisa e Lucio ficarão em Azkaban, até decidirmos seus destinos. Esta sessão está encerrada."

Narcisa e Lucio, que o tempo todo ficaram do outro lado da sala, com seguranças em seu lado, se despediram de Draco quando ele foi lá. Eles choraram juntos, e depois foram levados. E Draco veio até mim, cabisbaixo, indo comigo até o hotel.

Ele fora comigo até meu quarto, deitou na minha cama e ficou lá, calado. Minha cabeça estava explodindo, e agora que eu estava mais calma, eu olhava para Draco e sentia pena, mas ele não olhava pra mim e sentia o mesmo, apenas se importava com seus pais e si mesmo, e isso estava me cansando.

— O que você tem? – ele me olhou.

Eu não percebera que estava parada na porta, ainda o olhando pois meus pensamentos me fizeram viajar.

— Eu só acho que nós devíamos ter resolvido tudo isso de uma maneira diferente. – eu disse abaixando a cabeça, sem coragem de ir até ele.

— Como assim, "diferente"?

— Se parássemos para pensar, ainda haveria uma audiência para Narcisa, chamaríamos Harry e tudo estaria bem, até arrumaríamos uma audiência para Lucio. Mas não precisávamos fugir de Azkaban e passar por tudo aquilo – eu sabia que as coisas não seriam exatamente assim, mas ainda achei desnecessária a fuga de Azkaban e tudo aquilo.

— Me desculpa se tudo não foi do jeito que você quis, Hermione – ele se sentou na cama, me olhando confuso e nervoso.

— Não é isso que eu quero dizer – andei até ele – mas às vezes precisamos pensar antes de fazer as coisas, se não acontece isso!

— Duvido que tenha pensado antes de ir acampar com o Potter pra caçar horcruxes, ou pensado antes de ajudá-lo invadindo o ministério! – ele estava bravo – com eles, você não pensou.

— Eu pensei sim, Draco, antes de fazer tudo, eu sabia que teria que me sacrificar muito para – aumentei o tom de voz – salvar todos nós, eu não estava fazendo nada ilegal!

— Tudo bem. Hermione – ele levantou – devia ter pensado antes de aceitar meu pedido de noivado, porque foi por isso que está nessa comigo, por que somos noivos, e noivos apoiam um ao outro.

— O que você está falando? – franzi a testa – Não tem nada a ver uma coisa com a outra, eu só cansei de passar por esse tipo de coisa, já que você não tem controle próprio.

— Controle próprio? – ele parou na minha frente – Meu PAI estava numa cela totalmente fora de si, dizendo que minha mãe estava sendo traída e que viria para Azkaban, como queria que eu me controlasse?

— Resolvendo as coisas do jeito certo! Conversando, bolando planos!

— Pra você é fácil dizer, não era seu pai que estava atras da cela como um louco!

Eu estava cansada, não queria discutir, sabendo que Draco não sairia da defensiva. Estava totalmente exausta, não fisicamente, mas psicologicamente. Eu sabia que Draco estava certo, mas fugir de Azkaban? Atacar um segurança? Isso tudo pra mim foi desnecessário, e ele nem pensou em mim por um segundo, só nos pais.

— Ok Draco, não vou discutir – abaixei a cabeça – até porquê você não pensa em nós dois, só pensa em você e sua família.

— Eu não penso em nós dois? – ele franziu a testa, parecia nervoso, mas também triste – Hermione, você é tudo pra mim, só que eu não posso abandonar meus pais!

— Eu vou dormir – me sentei na cama – a gente conversa no jantar.

— Não vou ficar aqui – ele foi até a porta – vou para a Mansão, esperar a carta dizendo a sentença dos meus pais.

— Por que não vai voltar para Hogwarts?

— Por que eu quero ir para a Mansão, não quero ir pra Hogwarts e suportar todas aquelas pessoas, aulas e... – ele não terminou – eu só quero ir embora, ficar longe de tudo.

— Por que sempre tem que complicar as coisas?

— Pelo contrário, eu estou facilitando, pra nós. Quero ficar em paz, em Hogwarts eu não ficaria. – ele me olhou com tristeza – Será melhor para você também, ficar longe de mim.

Quando ele saiu do quarto, eu respirei fundo e comecei a tirar também a roupa, vestindo a antiga, que mesmo suja, era a única que eu tinha. Então comecei a realmente pensar, em o que eu faria, mesmo sabendo que esse "pensar" era desnecessário, já que todas as vezes que pensei em fazer alguma coisa com Draco antes de fazê-la, eu fiz tudo o que era bom pra ele.

Notas finais
Geeente, um dia desses eu estava mexendo no face, e vi uma foto da Emma watson com uma roupa muuuito parecida a que eu fiz nesse capítulo, então na mesma hora eu salvei, pra poder compartilhar com vocês nesse capítulo! Fiquei super feliz, pq mesmo que seja só uma roupa, senti como uma parte (bem pequena) da minha história sendo real - https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/t1.0-9/155982_621758321212274_859442945_n.png - comentem!