My New Everything - Dramione
26 Right way
Notas iniciais
POV Draco
Eu sabia que foi horrível tudo o que Hermione passou comigo. Já era a terceira vez que ela passa aperto por causa dos meus pais, e eu entendia, mas ela também tinha que me entender que eu não conseguiria ficar de mãos atadas.
Ir para Hogwarts e ver todas aquelas pessoas que me olhavam torto, olharem mais ainda? Não, eu realmente preferia ficar na minha casa, no meu quarto, e acima de tudo, com ela.
Ficamos a tarde toda sem nos ver, e quando troquei de roupa e finalmente saí do quarto, procurei o Potter no ministério, que felizmente ainda estava na sala de Kinsley conversando com ele.
— Boa tarde – eu disse sem graça.
— Boa tarde – disseram os dois em couro.
— A propósito – eu disse – obrigado Kinsley, pela ajuda, pelas roupas, advogado e tudo mais.
— Tudo bem – ele sorriu –, onde está Hermione?
— Ela está no quarto, descansando – abaixei a cabeça.
Os dois me encararam, percebendo algo estranho, o que deixou o Potter inquieto.
— Não se preocupe, Draco – disse Kinsley se levantando e colocando a mão em meu ombro – tudo vai dar certo, de acordo com o que é certo – ele sorriu e depois saiu da sala.
Eu fiquei parado no mesmo lugar, processando o que Kinsley havia dito. Ficou um silêncio constrangedor entre mim e Potter, eu estava parado na porta, e ele sentado na cadeira olhando para as mãos sobre sua perna.
Após um tempo ele se levantou, e eu vi que ele iria sair da sala, então o olhei e ele parou, sabendo que eu tinha algo a dizer.
— Eu só queria te agradecer – abaixei a cabeça – por tudo, você não precisava ter feito isso, era até demais pra você. – respirei fundo – Mesmo que talvez meus pais não sejam inocentados, sei que você salvou a vida deles. Obrigado
— Tudo bem. – ele abaixou a cabeça sem graça.
Aquele com certeza fora o momento mais constrangedor da minha vida. E eu sabia que teria que fazer muito mais que isso, um mero "obrigado" não era o bastante pelo o que ele fez.
— Só mantenha a Hermione fora disso, tudo bem? – ele me olhou – Ela é a única que não teve paz depois de tudo. Ela merece paz, portanto dê isso a ela Malfoy. Infelizmente você é o único que pode fazer isso agora.
Eu vi que ele tinha preocupação na voz e no olhar. Eu sabia que ele e o Weasley achavam que Hermione não era feliz comigo, o que na verdade eu não estranhava, ela em pouco tempo teve que passar por muitas coisas por mim. Eu ficara com uma pontinha de raiva por isso, mas entendia.
— Tudo bem – eu disse – eu farei.
— Você nunca vai achar alguém como ela – ele disse baixo – por isso, não a deixe passar por mais nada assim, talvez nem ela suporte mais.
Era o Potter, não tinha como eu não me irritar, ainda mais com ele falando dessa maneira. Eu sabia que quando ele disse "talvez nem ela", significava que ele não deixaria ela passar por mais nada. Mas mesmo assim eu me controlei, com um pouco de irritação sorri e o olhei, sendo o mais sincero possível.
— Farei o possível para deixá-la fora de problemas, Potter.
Por pouco não disse "diferente de você, que a meteu em várias".
Ele não disse nada, apenas sorriu e estendeu a mão, então eu apertei, e ele saiu com as mãos no bolso. Metido, pensei.
Parecia que o Potter tinha despertado em mim uma coisa que eu não sentia desde que fugimos de Azkaban. O medo de perder Hermione, por que é algo que eu sempre tive, pois nunca entendi o fato de ela estar comigo, ela sempre mereceu alguma coisa melhor. Por isso quando me despedi dele, fui até o hotel, no quarto dela.
— Aconteceu alguma coisa? – disse ela quando abriu a porta, me olhando preocupada.
— Não – eu olhei pra baixo – só queria te ver.
— Ah! – ela corou.
Devagar eu peguei sua mão e a apertei, então me inclinei e beijei sua bochecha.
— Você tem total liberdade de escolher o que for melhor pra você, não quero que pense em mim. Por que onde quer que você for Hermione, eu vou junto, o que quer que faça, eu farei junto, por quê o que importa pra mim é o que é melhor pra você.
Ela sorriu e me olhou, colocando a mão em meu rosto e acariciando.
— Nos estamos fazendo a coisa errada – ela riu – acho que temos que olhar o que é melhor pra nos dois, não separar isso. Não é assim que é casamento?
— Bom, o melhor pra mim é ficar com você, e pra você?
— O mesmo.
— Então, vamos pra onde?
Ela me puxou para dentro do quarto e fechou a porta, me levando até a cama e deitando do meu lado, colada e abraçada comigo. Era estranho como tudo nela me completava, até seu calor. Eu adorava tocar sua pele quente, pois eu me confortava totalmente nela. Amava beijar seus lábios doces, e acariciar seu cabelo cheio, tudo nela eu amava, ela era perfeita pra mim.
— Podemos ficar aqui por hora – ela disse finalmente – já que na mansão seria melhor pra você, e em Hogwarts seria melhor pra mim, aí não fazemos nenhum dos dois.
— Eu apoio.
— Mas temos que arrumar um quarto com uma cama maior – ela riu – colando mais em mim para não cair da cama.
— Eu gosto de ficar assim, colado com você.
— Ah! – ela revirou os olhos – Agora temos outra coisa pra resolver.
Ficamos gargalhando por um tempo.
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