Notas iniciais
Eu sei, eu sumi, estou a muuuito tempo sem postar, mas apesar disso saibam que não esqueci da fic e muito menos de vocês! Enfim, FÉRIAS, ou seja, MUITOS capítulos, mas pra isso preciso de REVIEWS E RECOMENDAÇÕES

Eu e Draco ficamos a noite passada toda no quarto, apenas abraçados conversando, fora único. Eu não o deixei ir dormir em seu quarto, então dormimos juntos no meu, apertadinhos.

Já era de manhã e ele dormia profundamente. Quando acordei, fiquei um tempo abraçada com ele, apenas apreciando seu rosto. Era tamanha perfeição que eu nem sabia como explicar, aquele rosto com o maxilar quadrado, pálido, magro e loiro. Eu amava tudo nele, cada pequena ruga, não havia nada de errado ali.

Quando me levantei – com cuidado para não acorda-lo – fui até o banheiro e tomei um banho, logo depois de conjurar algumas roupas, deixei um bilhete e sai do quarto. Naquele dia eu percorrera todo o ministério, conhecendo cada sala de cada andar. Cada vez eu tinha mais certeza que queria trabalhar ali. Eu só tinha minhas dúvidas em que área trabalhar, no quinto nível, onde havia o escritório internacional de Direito em magia, o nono nível, onde eu e a Armada visitamos no quinto ano, sofrendo com as diversas salas paralelas algo que sempre me chamou a atenção por minha curiosidade, principalmente a sala de cérebros, ou o primeiro nível, em que fica o gabinete do ministro, pois desde que sofremos aquele trauma com a Umbridge, eu sempre pensei em trabalhar ali, la era como o cérebro de todo o ministério, onde eu conseguiria fazer mais a diferença.
Enquanto eu caminhava, fui pega de surpresa por Kinsley, que me cutucou e levei um susto por estar tão concentrada com o lugar. Após ele rir, nós começamos a passear, e ele me mostrava pequenos detalhes do ministério que eu não havia percebido.

— Quero muito isso. – sussurrei pra mim mesma.

— Só correr atras. – disse ele sorrindo pra mim.

Com certeza eu estava corada, pois havia dito aquilo só pra mim e não sabia que ele ouviria. Mas eu sorri, agradecendo.

— Sabe, pra você nem vai precisar correr, só andar mais rápido – ele sorriu, e me fez sorrir também com o elogio.

— Obrigada – abaixei a cabeça.

Ele andava formalmente, como um grande homem de negócios. Tinha a expressão rígida, mas quando sorria, conseguia irradiar alegria.

— Aliás, quando você disse que o ministério precisava de pessoas como eu, ainda mais que eu, precisam de pessoas como você — ele ficou sério — você não é só a mais inteligente das meninas da sua idade e da minha – riu – mas também é sábia e um símbolo, o que seria melhor que isso?

— Símbolo? — franzi minha testa

— Sim! — disse ele animado — Você salvou o mundo bruxo junto com o Sr. Potter, quem melhor para trabalhar aqui no ministério? Num cargo alto em que tenha bastante influência?

— Você acha mesmo? – eu disse sorrindo, como uma boba.

— Como pode alguém não achar? – ele olhou em meus olhos – Seu lugar é aqui Hermione, basta ganhar o diploma, você entra no primeiro nível rapidinho.

Quando ele disse isso, meu peito se encheu, eu nunca havia ficado tão esperançosa com algo como agora, o sorriso saiu sozinho, então eu o agradeci com a cabeça, ainda com o sorriso no rosto.

Ficamos o resto da tarde juntos, ele me pagou um almoço e me levou até sua sala depois, mostrando a maioria dos problemas que tinha que resolver, tudo o que não era confidencial, é claro. Por incrível que pareça, ou não, eu consegui entender muita coisa, já que eu já havia lido muitos livros sobre isso. Aquilo me fascinava cada vez mais.

Ele explicara tudo sobre o nível um, e como o nível um quase tinha poder sobre todos os outros demais, era como o chefe. Ele falou que no nível um, tínhamos grande influência no dois, que era o Departamento de Execução das Leis da Magia. Era quase o pacote todo pra mim.

— Bom Kisley, já está tarde e Draco deve estar me procurando por aí — me levantei da cadeira — eu agradeço imensamente, você foi como uma resposta pra mim.

— Essa foi minha intenção – ele se levantou e apertou minha mão – te convencer a trabalhar comigo – ele gargalhou.

— Seria um grande prazer – sorri.

— Quem sabe até lá eu não viro ministro da Magia, que é minha meta, e você não toma meu cargo? – ele levantou as sobrancelhas

— Quem sabe?! – sorri e logo depois saí da sala.

Como eu explico? Eu estava flutuando, como nas nuvens, eu realmente tinha me decidido, e sabia, tinha certeza de que escolhera certo e nunca me arrependeria. Eu nem soube como havia chegado no Hotel, já que meus pensamentos estavam voltados para o futuro, então quando cheguei, encontrei um Draco preocupado no quarto.

— Como passa o dia todo fora assim deixando só um bilhetinho?

— Desculpa – sorri – perdi a hora, estava com Kinsley.

— O que foi? – ele franziu a testa.

— O que?

— Que cara é essa?

— Que cara? – eu disse caminhando até a cama e me deitando.

— Esse sorrisinho escondido, o que aconteceu? – disse ele deitando do meu lado.

— Bom — sorri –, finalmente decidi, vou trabalhar no nível um do ministério.

— Nível um? – ele levantou as sobrancelhas – Que responsabilidade.

Eu apenas ri e o abracei, sentira sua falta. E ele disse o mesmo, me abraçando também.

— Fiquei o dia todo aqui, enfurnado nesse quarto mofando – ele fez cara de choro –, você me deixou aqui sozinho.

— Ahh – sorri –, me desculpe meu amor – o beijei.

Fora um beijo rápido, eu apenas queria sentir seus lábios, já que ficara o dia todo sem eles. Depois ele me abraçou apertado, me envolvendo em seus braços longos e colocando minha cabeça em seu peito.

— A sentença acho que chega hoje a noite, ou amanhã de manhã – disse ele.

Eu percebera que ele queria me dizer isso desde que entrei no quarto, pois foi como um desabafo.

— Vamos sair daqui então, para distrair – me sentei na cama –, se ficamos aqui esperando essa carta, vamos enlouquecer de ansiedade.

Ele apenas sorriu, mostrando seus dentes branquinhos e fazendo seus olhos cinzas elétricos brilharem. Então se levantou e colocou uma camisa, estendendo a mão pra mim em seguida. Nós percorremos todo o pátio do ministério e saímos dele, indo a procura de algo para fazer em meio ás ruas bruxas.

— Nós nunca fomos a um jantar romântico! – disse ele animado.

Eu sorri pra ele, com um sorriso de coringa, e fui guiada por ele até um restaurante no final de uma rua. O restaurante era lindo, com paredes de vidro, podendo ver seu interior todo iluminado. As mesas de dois lugares, continham flores e velas, era tudo muito lindo, enfeitado e romântico, onde tocava uma musica lenta e agradável. Quando fui em direção a minha cadeira, Draco me seguiu, a puxando para eu sentar. "Que cavalheiro" eu disse sorrindo, então ele foi até seu acento e pegou o cardápio sorrindo.
Eu não sabia nada de comidas chiques, boas ou caras, eu nunca me preocupei com isso. Mas Draco sabia, e por isso disse que havia pedido o que havia de melhor no cardápio, sorrindo em seguida.

Antes da comida chegar, ele pedira um vinho chamado Shiraz da Austrália, e eu nunca havia bebido outro para comparar, mas era um ótimo vinho.

Naquela noite, ele estava tentando ser o mais cavalheiro, romântico e chique possível, o que me fazia rir as vezes, mas ele não ficava sem graça, apenas ria comigo.

Nós conversamos sobre muitas coisas, sobre a sua vida e a minha, antes de namorarmos. Já fora a época em que não tínhamos assunto, e ficávamos sem graça às vezes perto um do outro. Nós dois já tínhamos total intimidade, e o assunto nunca acabava, as vezes era até assunto demais.
Quando os pratos chegaram, minha boca encheu de água pois a cara era ótima. Ele dissera que pedira frutos do mar e frango tailandês, e comemos até não aguentar mais.
Quando terminamos de comer, ele ainda pediu uma Torta holandesa de sobremesa, o que comi empurrando, já que estava totalmente satisfeita, mas eu não queria chateia-lo.
Aquele jantar a luz de velas foi perfeito, e nunca me esqueceria daquele dia, então quando ele pagou a conta, e nos levantamos pra voltar para o hotel, nos assustamos com a chuva forte, que não ouvimos pois o lugar usava o feitiço abaffiato, para ter um clima totalmente sossegado.

— Vamos esperar passar.

— Não — ele disse -, é só a gente correr — então ele pegou minha mão e me puxou junto com ele, me molhando toda.

Ele me puxava forte, e eu o xingava rindo, correndo na chuva. Então ele me pegou no colo e continuou correndo, e eu gargalhava alto. Então teve uma hora que ele parou, no meio da chuva comigo no colo, e me desceu, aproximando seu rosto do meu. Seu lábios molhados tocaram os meus, e nossos corpos se colaram. Eu senti um enorme arrepio, que não era do frio ou da chuva, mas era o corpo dele próximo ao meu. O beijo foi intenso, ele tinha a mão em meu rosto e cintura, e eu em seu cabelo molhado. Eu nem me lembrava mais da chuva ou de onde estávamos, tudo em nossa volta havia sumido.

— Eu te amo — ele sussurrou dentro da minha boca.

Eu olhei em seus olhos cinzas e sorri, sussurrando "eu amo mais", o fazendo sorrir. Não ligando mais pra chuva, nós demos as mãos e caminhamos até o ministério calados, apenas com um sorriso no rosto.
Ao entrar no quarto, nosso destino de ir ao banheiro foi impedido por uma coruja, que carregava no bico uma carta branca, com o símbolo do nível 10 nela. Eu e Draco caminhamos lentamente até ela, então tenso ele pegou a carta e a leu em voz alta.

Notas finais
Comeeentem por favor, e estou a muuuuito tempo sem recomendação, uma pessoa prometeu e não cumpriu ): Beijos lindos, morri de saudades!