Notas iniciais
Está aí mais um capítulo lindos! Não esqueçam de comentar (: Boa leitura!

POV Hermione

Os dias foram se passando. Draco e eu não tínhamos nada sério, mas depois do dia no vestiário ficávamos juntos na maioria do tempo e pouca gente estava gostando disso. Rony não chegava mais perto de mim e Harry ainda não tinha tempo para me falar o que achava sobre isso, mas quando me via com Draco sua cara não era muito boa. Eu estava preocupada com isso, não queria perder meus amigos, mas Draco estava me fazendo bem e minha vontade de ficar com ele era maior que qualquer coisa.

Graças a Merlin hoje era sábado e tinha passeio em Hogsmeade. Me levantei cedo e fui me arrumar, estava um dia fresco e ensolarado, então decidi usar um vestido corset curto, com uma estampa azul estilo libety bem delicada. Enquanto me arrumava, Gina também se aprontava, vestindo seu all star vermelho favorito, um short jeans e uma camiseta verde, que destacava seus olhos e seus cabelos ruivos trançados.

Quando descemos, Harry esperava Gina e quando se aproximaram, Gina deu um longo selinho em Harry e saímos da sala comunal indo em direção a porta do castelo.

— Vai ficar com a gente, Hermione? – Perguntou Harry

— Hoje não, Harry.

— Draco?

— Sim.

— Você confia mesmo nele, Hermione? Tem certeza do que está fazendo?

— Sim, Harry, eu confio – só não tinha mais certeza de muita coisa sobre a minha vida.

Harry ficou calado e apenas seguimos o caminho. Na porta do castelo avistei Draco me esperando, encostado na parede. Terrivelmente lindo, mas aquele dia ensolarado não combinava com sua beleza sombria e fria, era como um vampiro à luz do dia.

— Rony ainda não está muito bem com isso – desabafou Harry, sussurrando. – Na verdade, nada bem. Ele não vem hoje para Hogsmeade e diz frequentemente que se odeia por ter perdido você.

— Eu sinto muito por ele Harry, mesmo. Mas, o que eu posso fazer? Ele não olha na minha cara, e infelizmente não posso voltar com ele, não quero. Estamos melhores assim.

— Tudo bem, só queria te pedir uma coisa, evite ficar com Draco perto de Rony, ok?

Apenas consenti com a cabeça. Meu coração estava doendo, eu não queria causar mal a Rony, mas estou seguindo a minha vida e ele devia fazer o mesmo. Chegamos perto de Draco e Harry e Gina seguiram o caminho, sem olhar para Draco, ou pra mim, e eu parei o abraçando.

— Você está linda. – ele sussurrou no meu ouvido.

— Obrigada – senti minhas bochechas se esquentando.

— Vamos?

— Vamos.

Ele pegou minha mão e fomos em direção a Hogsmeade. Draco estava com uma blusa de linho Off White, com os dois primeiros botões abertos, e uma bermuda de moletom da mesma cor. Em seu punho estava um chamativo relógio dourado, parecia de ouro, que combinava com uma fina corrente que estava em volta do seu pescoço por dentro da camisa. No caminho, Draco andava olhando para frente, calado, e eu o olhava discretamente. Às vezes, seu semblante se entristecia, parecia que por alguns momentos uma tristeza tomava conta e logo depois voltava ao normal. Eu estava intrigada, queria saber o que ele pensava e o que o deixava triste. Mas fiquei calada.

Chegamos em Hogsmeade e fomos direto ao três vassouras, Harry e Gina já estavam lá, com Luna, Drake e Neville. Senti uma enorme vontade de sentar com eles, eu sentia falta deles. Mas não sei se Draco gostaria.

— Quer se juntar a eles? – Perguntei a Draco, mas logo ele fez uma careta, negando.

Sentamos numa mesa mais afastada, pedimos duas cervejas e Draco me beijou logo depois do primeiro gole, com o gosto doce em sua boca. Seu beijo era profundo e intenso, com a mão firme em meu rosto, me deixando completamente desnorteada. Aos poucos, ele afastou nossos lábios, e quando nos afastamos totalmente, olhei para o lado e Draco estava com a varinha apontada para o teto, e de lá de cima desciam várias bolinhas brancas, como neve, e foram se juntando num só ponto da mesa, formando uma caixinha.

Quando a magia acabou, maravilhada eu peguei a caixinha e a abri, encontrando lá dentro dois anéis pratas, eu o olhei e ele estava com um sorriso no canto da boca.

— Namora comigo, Hermione?

Era uma das coisas mais lindas que alguém já havia feito pra mim, eu sorri e o abracei, sussurrando em seu ouvido "sim" e ele me abraçou mais forte quando ouviu essa palavra. Depois do abraço ele pegou o anel e colocou na minha mão, e eu pus o outro na dele, a expressão de Draco não demonstrava ânimo nem felicidade, mas ele sorria, ainda com olhos tristes.

— O que você tem? – perguntei, finalmente.

Ele me olhou por um tempo, no fundo dos meus olhos parecendo querer me decifrar e se decidindo se me respondia ou não. Desviei o olhar e depois voltei, mas ele ainda me encarava. Como se me avaliasse.

— Estou preocupado.

— Com o que?

— Com os meus pais – ele disse firme, como se estivesse na defensiva.

— Por que?

— Deixa isso pra lá, você acabou de aceitar meu pedido, isso é bem mais importante — ele se inclinou pra me beijar, mas afastei.

— Qual o problema com os seus pais? — Insisti.

— Não quero falar sobre isso. – ele disse virando o rosto, impaciente.

— Draco, se você quer que eu seja sua namorada, precisa confiar em mim.

Ele me olhou por alguns instantes, me avaliando novamente. Queria poder ler sua mente e saber o que o impedia tanto de me contar o que estava acontecendo, era medo ou vergonha?

— Depois da batalha eles vem sendo caçados por comensais que não foram presos e ainda são fiéis a Voldemort. Querem matar meus pais porque eles abandonaram Voldermort na batalha, não só meus pais mas muitos outros comensais que fizeram o mesmo. Muitos já foram mortos, meus pais são os poucos que sobraram.

Neste momento, fui incapaz de não me lembrar o quanto eles chamavam o Sr. Weasley de traidor de sangue e agora eles mesmos eram considerados traidores. Mas afastei o pensamento, não podia pensar assim que quisesse ajudar Draco.

— Que horrível, Draco! E como eles estão fazendo? Estão escondidos?

— Sim, estavam numa casa escondida em uma floresta e eu mandei uma carta pra eles há alguns dias, mas não responderam. Eles disseram numa carta que receberam "visitas" dos comensais lá, mas até a ultima carta estavam bem.

— Fique calmo, – eu disse apertando sua mão – tudo vai ficar bem, eles devem ter mudado de casa, mas logo entrarão em contato com você.

O rosto de Draco estava triste, seus olhos frios e eu gostaria poder fazer alguma coisa para ajudar, mas não sabia o quê, eu apenas o abracei e acariciei seu cabelo.

— Podia ter me contato antes, estou do seu lado, quero te ajudar, até porque agora sou sua namorada.

— Eu sei, mas acho que você teve muito com o que se preocupar na época, acredito que pra você eles estão tendo o que merecem.

— Draco! – o repreendi – é claro que não, eles são seus pais. Não vou falar que adoro eles, e que aprovo qualquer coisa que eles fizeram, mas não os desejo mal.

Eu não sabia se aquelas palavras eram sinceras, mas eu me negava pensar nisso, só queria me colocar no lugar dele e tentar ajudá-lo, não deve ser fácil o que ele está passando e o medo que possa estar sentindo.

Draco ficou calado, apenas olhando pra frente. Fiquei inquieta e constrangida, não sabia como ajudá-lo, ele estava frio e isso me chateava.

O resto do dia Draco ficou assim, apenas forçando sorrisos, tentei alegrá-lo de varias formas, mas parecia impossível. Eu tivera a ideia de oferecer ajudar a procurá-los, mas achei melhor não, poderia ser perigoso e talvez os pais dele estivessem bem. Estávamos andando pelas lojas de mãos dadas, em silêncio.

— Draco, quer voltar para o castelo? – era a terceira vez que eu perguntava isso no dia.

— Não, Hermione!

— Mas você aqui desse jeito, acho que...

— Hermione, eu disse não. — ele havia aumentado o tom de voz. E eu me encolhi instantaneamente e ele percebeu. – Me desculpe.

Apenas olhei para baixo, cansei de tentar melhorar as coisas.

O dia acabou por sendo todo assim, eu tentava puxar assunto mas ele não rendia, e já estava escurecendo e voltamos para o castelo, ele me deixou na porta do dormitório.

— Boa noite, e me desculpe por ter estragado o dia, eu sou complicado, Hermione. Não sei se te faria bem de verdade.

Senti dúvida em sua voz, seria arrependimento por ter me pedido em namoro?

— Não se preocupe, Draco. Só espero que fique tudo bem – minha voz saiu mais triste do que eu esperava.

Eu estava entrando e senti minha mão sendo puxada, e quando vi eu já estava colada em Draco, ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou atrás da minha orelha, me beijando em seguida.

Foi o beijo que eu estava esperando o dia todo, um beijo em que tudo em volta sumia, só éramos nós dois. Ele me apertava contra ele, e eu segurava seu cabelo, o bagunçando. Ele guiava o beijo, virando o rosto e me beijando intensamente. Sentia sua língua envolta da minha de forma voraz. Aos poucos o beijo foi de acalmando, depois Draco parou de me beijar e olhou em meus olhos, desviando o olhar em seguida.

— Até mais, Hermione. – e me soltou, seguindo o corredor e sumindo em meio a escuridão.

Fiquei ali, parada, ele havia me deixado de um jeito que eu não havia entendido. Eu ainda sentia e eletricidade do seu beijo, mas parecia que tinha levado um balde de água fria. Me recuperei e entrei no quadro, indo direto para o dormitório.

Deitei na cama pensativa e muito preocupada. Draco estava estranho e eu tinha medo de ele fazer alguma estupidez. Acabei adormecendo com a roupa de Hogsmeade mesmo.

Notas finais
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