Notas iniciais
Poxa, vocês estão esquecendo das Reviews né? Vamo lá gente, é só um comentário, preciso saber se gostaram e também me motiva muito! Então, boa leitura! :D

POV Hermione

Acordei já era tarde, levantei desesperada, mas depois me lembrei que era domingo, o que me deu um grande alívio. Apesar de que o dormitório estava vazio, só havia eu ali, então decidi levantar, tomar um banho e fazer minha higiene matinal, indo depois para o salão principal. Quando cheguei, não vi Draco em lugar algum, então fui direto em Gina.

— Bom dia!

— Boa tarde, né dorminhoca? – disse Gina

— Cadê o Harry e o Rony?

— Estão treinando quadribol.

— Por que você não está lá?

— Porque preciso te dizer uma coisa.

— O que foi? – eu disse preocupada.

— Está rolando um boato de que o Draco sumiu, talvez você saiba onde ele está. Mas os amigos dele estão procurando desde de manhã, dizem que não o viram desde que ele voltou de Hogsmeade. MCGonagall está meio preocupada, fez um anúncio de manhã e pediu para que se soubessem de Draco, comunicassem a ela.

Eu estava em choque, onde ele poderia estar? Será que foi procurar os pais? Meu Merlin, será que Draco estava em perigo?

— Não sabe onde ele pode estar? – perguntou Gina, me olhando preocupada.

Ele só poderia ter ido procurar os pais. Será que o beijo que ele me dera ontem foi como uma despedida? Eu não ficaria aqui esperando ele voltar, iria procurá-lo.

— Não, eu preciso só... – me levantei e sai do salão principal, sem terminar minhas explicações a Gina.

Fui correndo para a sala comunal da grifinória e entrei no dormitório dos meninos, vasculhando toda a mala de Harry e procurando a capa de invisibilidade. Depois de alguns minutos a achei debaixo da cama, corri para a sala comunal da Sonserina, onde eu sabia que era abaixo do lago e nas masmorras. Cheguei lá e esperei até que alguém da casa entrasse.

Fiquei alguns minutos esperando, até que veio um garoto e citou a senha, que era "ambition", típico. Esperei que entrasse e logo depois citei a senha, entrando e procurando o dormitório masculino. A sala comunal era extremamente luxuosa. As cores verde e prata estampadas em tudo, objetos parecendo ouro, prata e várias relíquias. Subi para o dormitório e procurei uma mala com as iniciais de Draco, e achei. O dormitório, graças a Merlin, estava vazio, então abri a mala e procurei para todo o lado cartas de seus pais. Já haviam passando muitos minutos e eu parei para pensar, sentada no chão, eu já havia procurado em toda a mala, na escrivaninha, tudo. Até que tive a ideia de olhar em seu travesseiro, e eu não havia me enganado, estava dentro da fronha.

xx

Eu estava no meu dormitório, lendo todas as cartas procurando o que eu queria, até que achei uma em que Lucio Malfoy descreve a casa que estavam. Eles estavam no interior da cidade Liverpool, na Inglaterra, no mundo trouxa. No meio de uma pequena floresta próximo à um lago. Era fácil, eu só precisava desaparatar, achar Draco e convencê-lo a voltar, eu não via outra maneira, pra mim aquele era o único lugar que ele poderia estar, eu não tinha outra escolha.

Peguei a mesma bolsinha que usei com Harry e Rony com o feitiço de extensão e coloquei roupas, livros, a capa de Harry, dinheiro bruxo e trouxa e outras coisas. O problema era como eu iria desaparatar, minha unica saída era pedir autorização a Minerva, que se eu tivesse sorte me entenderia.

A procurei em todo canto e a achei na porta de sua sala, e a parei antes de entrar e citar a senha.

— Professora MCGonagoll, preciso falar com você – eu disse ofegante.

— O que devo a honra, senhorita Granger?

— É um assunto muito, muito sério, e preciso que me entenda – eu disse a olhando séria. – Draco sumiu e eu sei para onde ele foi, sei onde encontrá-lo, mas quero ser eu mesma a fazer isso. Preciso desaparatar e sei que você consegue fazer isso mesmo aqui dentro de Hogwarts.

— Senhorita Granger, me desculpe, mas não posso permitir que isso aconteça. Você é minha aluna e não posso deixar que entre em perigo.

— Eu sou maior de idade e, além do mais, nem tenho pais para que você possa comunicar. Preciso que me deixe ir, não há perigo – menti.

Ela ficou parada um tempo me fitando, e depois consentiu com a cabeça e apontando a mão para as escadas para que eu subisse. Subi e chegando na sala ela apontou a varinha pra mim, pronunciando um feitiço em que eu não ouvi, parecia que ela havia falado, mas não saiu som audível, como se estivesse enfeitiçado para que eu não o entendesse.

— Cuidado, Granger, apesar de que acho que não precisa disso – ela sorriu.

— Obrigada professora – abri um sorriso pra ela e desaparatei dali mesmo.

Era óbvio que a confiança que ela me dava era, um pouco, supervalorizada. Sei de tudo o que fiz e que passamos todos juntos e sorri em pensar que serviu pelo menos para conquistar a confiança de MCGonagoll.

Eu já havia ido a Liverpool com meus pais, mas precisaria procurar a tal "floresta". Quando cheguei comecei a procurar pessoas na rua para pedir informações.

— Licença, senhor, você pode me informar onde é que fica uma pequena floresta aqui perto?

— Bom, ela fica um pouco longe daqui a pé, mas se pedir um taxi ele pode te levar até lá.

— Ah, obrigada. – Eu disse saindo e procurando pelas ruas um taxi.

No caminho dentro do taxi comecei a finalmente me acalmar. Desde a hora que recebi a notícia fiquei em pânico, principalmente pela culpa, eu devia ter oferecido procurá-los quando pensei. Como Draco poderia ter saído assim sem deixar nenhum bilhete, nenhum aviso? Eu não suportava aquelas indiferenças dele, me lembravam extremamente o antigo Draco. Comecei a sentir meu estômago roncando, eu não tinha comido nada. Já haviam passado vinte minutos, e comecei a ficar com ânsia de vômito e com ansiedade.

— Senhorita, é aqui a floresta. – ele disse com um tom meio desconfiado.

— Obrigada. – Eu o dei dinheiro trouxa e desci.

Fiquei parada em frente a floresta e depois entrei, passando por baixo de uns arames que separavam as árvores da estrada. Ela tinha árvores altas, mas pelo menos durante o dia não parecia assustadora. Estava claro, então não tive problema em enxergar as coisas. Fiquei andando por volta de uma hora, e sentei numa pedra para descansar. A floresta não era tão pequena como eu imaginava, e nela haviam árvores enormes que impediam um pouco que a luz entrasse, mas além disso era linda, com várias borboletas voando entre as flores, se não fosse pela minha preocupação eu adoraria deitar ali e apreciar a floresta e ler um livro de fantasia.

Meu coração palpitava, eu tinha medo de chegar tarde, então coloquei minha cabeça para funcionar. Pensa Hermione, pensa. Me concentrei na floresta, ouvi pássaros, o vento batendo nas árvores, barulho de um lago, LAGO? O LAGO! Levantei num pulo e corri em direção ao barulho do lago.

Quando cheguei perto, vi a casa e fui em direção a ela. Era uma casa de madeira pequena e com uma janela de vidro quebrado, tinha uma aparência muito antiga, com uns furos na madeira e um tom muito gasto. Imaginei como estava sendo para os Malfoy morar ali. Mas logo tirei aquele pensamento da cabeça e me aproximando da casa abri a porta devagar.

Quando eu entrei não vi nem ouvi ninguém, mas logo depois ouvi gritos, berros de dor e desespero.

Notas finais
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