Notas iniciais
Eu sei que demorei lindezas, mas é que estou viajando. Aproveitem o capítulo e COMENTEM, eu tive poucos comentários no capítulo passado ): Boa leitura!

POV Draco

O sol batia forte na minha cara, o que me fez acordar um pouco desnorteado, mas assim que abri os olhos senti uma paz tão enorme lembrando e sentindo ela ali do meu lado de novo, sendo minha de novo. Sua cabeça ainda estava em meu peito e meu braço embaixo de sua cabeça, me levantei devagar para que não a acordasse e cobri seu corpo nu como uma arte deitada na minha cama sem antes apreciar um pouquinho, descendo logo depois para a cozinha para preparar o café-da-manhã. Aquele dia eu acordei inspirado, fiz umas panquecas em forma de coração sem tirar um sorriso do rosto, ela merecia um pouco de romantismo depois de me fazer gozar tão gostoso ontem, mas ok, não só por isso. Eu só simplesmente acordei com vontade de agrada-la, de faze-la feliz, eu a amava mais que tudo naquele mundo. Fiz uma panqueca com alguns morangos e chocolate com avelã e um suco, chegando no quarto bem devagar para não acorda-la. Graças a Merlin eu não trabalhava aquela manhã, não tinha nada melhor do que olhar ela dormindo, enquanto seu peito subia e descia com sua respiração e seus olhos mantinham fechados com uma feição de paz, de tranquilidade.
Minha vida inteira eu sempre fui um garoto perturbado e raivoso, eu tinha raiva de tudo, de Hogwarts, do meu pai, do Potter, de Voldemort, eu nunca pude respirar direito, era como se até na minha respiração eu cuspisse fogo, mas depois que eu a conheci de verdade e deixei de odiá-la também, eu encontrei a paz totalmente. Mesmo que eu não merecesse, o universo tinha me dado outra chance, mas não qualquer chance, tinha me dado Hermione.

— Bom dia. — disse ela calma, com a voz ainda rouca de sono.

— Bom dia! — eu disse um pouco assustado, já que estava viajando e ela do nada acordou. Mas logo eu sorri com sua carinha de sono

— Que isso? — ela disse olhando para trás de mim, onde estava um prato e um copo flutuando, eu havia esquecido das panquecas.

— Ah! Eu fiz pra você! — eu disse já apontando a varinha fazendo com que o prato fosse até seu colo e o suco até minha mão. — São panquecas.

— Panqueca em forma de coração? — ela me olhou com as sobrancelhas franzidas, como se eu fosse um louco por fazer em forma de coração.

— É. — franzi a testa — Por que?

Ela apenas sorriu e me olhou, arqueando as sobrancelhas e sorrindo com um pouco de deboche, qual o problema do coração? Ela se sentou e cobriu o corpo com o lençol um pouco tímida e começou a comer, me olhando e sorrindo várias vezes.

— Vai ficar me olhando comer? — ela disse finalmente, sorrindo e arqueando as sobrancelhas.

Na hora eu a olhei e disse que não, eu estava ficando meloso demais, por Merlin. Levantei e fui me trocar, deixando ela comer sossegada e matutando em minha cabeça o porquê de estar tão "menininha". Quando voltei do banheiro ela já tinha devorado todas as panquecas e estava deitada de novo, com os olhos fechados abraçada com um travesseiro. Será que nós iriamos ficar juntos dessa vez, ou será que isso só foi uma transa pra ela? Eu olhava aquilo assustado, será que amanhã ela não vai estar ali mais?

— Draco, o que foi? — ela havia aberto os olhos e eu não vi, então fingi que estava abotoando a camisa assim que ela chamou minha atenção e disse um "nada" quase inaudível.

— Temos que ir pro St Mungus, ainda faltam alguns exames pra você fazer. — eu disse sentando do seu lado. Eu precisava saber se ela ainda me queria, precisava sentir isso, mas eu estava nervoso.

— Tudo bem. — ela sorriu desanimada e se levantou arrastando o lençol, indo até sua bolsa e pegando algumas roupas para trocar no banheiro.

O que eu precisava fazer? Beija-la? Pedir em casamento de novo ou talvez mostrar a casa? Será que ela estava apaixonada pelo ruivo? Merda, eu nunca fiquei paranoico assim e não aguentava não saber as coisas, eu precisava saber se ela me queria de volta, se finalmente ela seria minha de novo.

Assim que ela saiu, eu esperei algum olhar diferente, alguma coisa, mas ela parecia tímida e com vergonha de me olhar nos olhos. Então eu fui até ela e a puxei pela cintura para perto de mim, nossos olhos se encontraram e eu a olhei, tentando decifrar alguma coisa nos seus olhos, merda, como eu queria saber o que ela estava pensando. Mas para a minha surpresa ela me beijou, um beijo devagar e molhado, que estava me deixando excitado de novo, então apertei sua cintura e mordi seu lábio. Ela sorriu no meio do beijo e colou seu corpo no meu e devagar, então eu a empurrei até a parede a colando nela e beijando seu pescoço. Logo, ela já começou a ficar ofegante, então meu beijo desceu e foi até sua blusa que eu arranquei rapidamente, beijando seu peito tampado pelo sutiã e descendo até a barriga, dando leves beijinhos até chegar em sua intimidade. Ela vestia uma saia curta mas soltinha, então eu a levantei e beijei sua virilha, coxa, enquanto apertava sua bunda. Sua mão foi até minha cabeça e eu dei leves beijinhos por cima da calcinha, olhando sua reação que mantinha-se na boca entreaberta e olhos fechados, e naquela hora eu pedi que ela fosse minha.

— Você é minha Hermione, não é? — eu disse rouco e baixo, esperando sua resposta para continuar. Então ela me olhou, um pouco confusa e olhou para o lado, sem saber o que dizer.

Eu vi que ela estava indecisa, então a peguei no colo e joguei na cama ao lado, abrindo suas pernas e ficando entre elas a fuzilando com o olhar.

POV Hermione

Eu era toda dele, queria ser dele, mas eu não podia me entregar totalmente assim. Eu precisava saber, saber se valia a pena começar de novo, e ele sabia disso e estava botando pressão! Merlin, Draco sabia ser mandão!

— É só dizer Hermione. — ele disse baixo, me olhando, esperando para continuar.

Eu estava deitada, mas apoiava o corpo pelo cotovelo e seu rosto estava perto da minha intimidade, entre minhas pernas que ele abriu, e seus olhos cinza olhavam no fundo da minha alma, o que me deixava muito intimidada e com vontade empurra-lo dali por me deixar tão sem posição. Então foi isso que eu fiz, bom, não o empurrei, mas saí dali e me levantei da cama. Se ele iria botar pressão, ok, eu também iria ser teimosa! Peguei minha blusa do chão e a vesti, sabendo que ele estava me olhando, arrumei minha roupa e depois o olhei, decidida.

— Preciso ir fazer os exames.

Ele era esperto o bastante para saber o que eu estava fazendo, parecia chateado, mas logo arqueou as sobrancelhas e se levantou também, calado estendeu uma mão com um sorriso torto e desaparatamos para o St Mungus.

Ficamos aproximadamente três horas ali, eu tinha mandando ele ir embora umas 4 vezes, mas ou ele me ignorava ou revirava os olhos, como se fosse sua obrigação ficar ali comigo. Quando saí da sala do último exame que Mariann havia feito em meu cérebro, vi ele no fundo do corredor conversando com aquela mesma mulher loira que eu havia visto no outro dia, e na hora senti um enorme desânimo. Fiquei parada alguns segundos olhando, mas logo que ele me viu ele despediu rapidamente dela, quase a deixando falando sozinha e vindo até minha direção, sorrindo.

— Terminou?

— Uhum. — sorri, agora eu precisava ir para a minha casa.

— Tenho que ir, Draco.

— Pra onde? — ele disse confuso, como se eu estivesse falando grego.

— Pra casa.

Na hora ele olhou para o lado, puto, e voltou a me olhar nervoso. Então ele questionou "Pro caldeirão furado?" com um tom de deboche, o que me deixou ainda mais irritada.

— Você não vai voltar pra lá nunca mais Hermione, não mesmo. — suas sobrancelhas estavam franzidas — Aquilo não é lugar pra você ficar!

— Eu não vou ficar na sua casa Draco, eu preciso ter a minha independência e nós nem estamos juntos!

— Vai dizer então que não quer ficar comigo? Que não me quer de volta? — ele disse alto, lá vamos nós discutir de novo.

— Eu tenho que colocar meus pensamentos no lugar, resolver minha vida ok? — eu disse me virando, dando as costas pra ele, mas ele puxou meu braço logo depois.

— Hermione, você sempre foi teimosa mas nunca esteve tanto assim! Qual o problema? Eu estou aqui, eu quero você, eu preciso de você!

— Eu sei disso Draco, mas não posso simplesmente mudar pra sua casa!

— Tudo bem, não precisa mudar pra minha casa, só preciso te levar até um lugar, ok?

Eu o olhei desconfiada, mas ele falava muito sério com a mão estendida, então devagar eu levei minha mão até a sua, e nós desaparatamos para um lugar muito ensolarado. Depois de me acostumar com a luz, me deparei com uma casa branca e enorme na minha frente dentro de um delicado cercadinho. Era uma casa mais parecida com casas trouxas, parecia ter uns dois andares mas era muito cumprida, e linda. Tinha uma porta grande de madeira, o que destacava assim como as flores azuis nas janelas, e quando o olhei, ele estava sorrindo e me olhando, então eu entendi.

— Você só pode estar brincando. — eu disse brava e surpresa.

— Tem um tempo que começaram a construir, mas foi bem rápido. E feita especialmente pra você. — ele disse feliz.

— Draco, — o olhei com as sobrancelhas franzidas — isso é uma casa.

— Eu sei, e você não tem uma, então eu fiz uma pra você!

Na hora eu dei uma pequena gargalhada, acho que ele não estava entendendo o que estava acontecendo. Aquilo era uma casa, e uma casa enorme, quanto aquilo deve ter custado? Eu não acredito!

— Antes de falar qualquer coisa, posso te levar lá dentro? — ele disse pegando minha mão e entrelaçando nossos dedos, com um sorriso irresistível que ele sabia que tinha.

Quando entramos ali, eu nunca havia visto uma casa tão linda. Não era uma mansão nem um palácio, mas era tudo tão simples, nada muito exagerado ou colorido, apenas simples mas maravilhoso. Os móveis eram chiques, mas todos em tons claros e com enfeites delicados por toda a casa, a cozinha era como na casa de Draco, aquelas cozinhas enormes de luxo que dão até eco, eu sabia que tinha mão dele ali, já que na sala de jantar também havia uma mesa enorme, e a sala alguns sofás que pareciam de realeza. Já no andar de cima havia um corredor com algumas portas, um quarto grande e vazio, um banheiro e no fim do corredor um quarto enorme, com uma cama branca com um véu, uma penteadeira, alguns livros numa prateleira que eram apenas meus livros preferidos e muitas fotos penduradas, fotos com Harry e Rony, no primeiro ano de Hogwarts, fotos com Gina, algumas com toda a família Weasley, e uma com ele, no jardim de Hogwarts. Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas, mas como eu poderia aceitar aquilo? Então antes que eu falasse, ele me puxou e me levou para o outro final do corredor, em que havia uma porta diferente, e quando ele abriu meu queixo caiu. Era uma biblioteca enorme, com mais de 10 prateleiras lotadas de livros do chão até o teto, tinha algumas poltronas e sofás no canto e uma mesa enorme no meio, como mesas de escritório, com uma plaquinha escrito "Hermione, Secretária Sênior".

— Draco — eu disse com a voz trêmula — eu...

— Por favor, por favor não recuse, — ele me virou para ele — eu não quero nada em troca, fiz isso pra você, se não aceitar eu vou demolir tudo isso aqui. Eu fiz quando ainda achava que você estava com o Weasley, eu só queria te dar um lugar só seu, pra você poder começar sua vida e ser feliz.

Na hora eu desabei, comecei a chorar pois nunca ninguém havia feito isso pra mim, não pelo preço ou por todo o luxo, mas ele fizera mesmo quando achava que eu estava com outro, mesmo quando achava que eu não seria mais dele. Eu nunca havia sentido um amor assim, ou sido tão cuidada, eu o abracei e chorei em seu peito, e ele me abracava forte de volta.

— Eu sei que você quer pensar e tudo mais, — ele me afastou delicadamente e me olhou — mas eu errei em não correr atras de você quando você disse que estava com ele, e não posso fazer isso de novo. Dessa vez eu vou lutar por você Hermione, eu quero você mais que tudo nesse mundo, quero te fazer feliz e me redimir, eu errei muito, sou um louco e idiota, mas você está me consertando aos poucos.

— Eu te amo Draco. — eu disse ainda chorando e o beijando logo depois, molhando nosso beijo com as minhas lágrimas, ele me beijou de volta e me apertou contra ele, eu havia me esquecido como me sentia tão protegida nos seus braços, no seu beijo. Draco era como um sonho que eu nunca sonhei, e o seu amor me fazia esquecer todos os seus erros passados, tudo o que ele fizera, eu sabia que era dele desde o dia que me lembrei dele de novo, eu sempre fui, parece que nasci para ser dele.

Notas finais
Comentem e recomendem!!