My New Everything - Dramione
54 Transfigurations
Notas iniciais
POV Hermione
Era meu primeiro dia na nova casa, mas não sozinha. Eu não convidara Draco para dormir lá, mas ele simplesmente dormiu já que se sentia no direito de cuidar de mim, mesmo que eu estivesse perfeitamente saudável. Aquilo tudo estava me incomodando muito, mas eu me apaixonava a cada passo que dava naquela casa, era realmente perfeita pra mim, então eu disse para Draco que seria como um empréstimo, e que quando eu juntasse o dinheiro suficiente, iria pagar a casa (uma ideia que ele não aceitou muito) e acredito que não iria demorar tanto, já que eu ganhava razoavelmente bem no Ministério. Na verdade, aquele salário até me incomodava um pouco, era muito para uma pessoa só, que apenas trabalha para ajudar e que faz tudo com amor, portanto eu não aguentava ficar com aquilo tudo pra mim, eu sempre tentava enfiar aquele dinheiro em alguém. Como na ajuda da construção de algumas partes da Toca que estavam inacabadas, ou o conserto do carro do Sr Weasley, e até o aluguel da nova loja de George. E com certeza eu precisava comprar um bom presente para Harry e Gina, já que eu era a madrinha de casamento, e também para o bebê.
— Tenho que ir trabalhar, você podia aproveitar e ir lá fazer os exames de hoje!- dizia Draco depois do café-da-manhã que ele preparara, me olhando enquanto abotoava sua camisa, exalando um cheiro maravilhoso depois do seu banho.
— Não posso, também tenho que trabalhar. — eu disse comendo, como se nós dois ali, na mesma casa e tomando café fosse a coisa mais normal do mundo — Mas no meu intervalo eu vou.
Terminamos de nos aprontar juntos, então ele me olhou antes de sair e me puxou pela cintura me fazendo colar em seu corpo. Draco estava cheiroso e totalmente impecável, o que lembrava seu pai um pouco naquela postura adulta e séria, mas seu sorriso tirava toda aquela impressão, acho que eu nunca vi seu pai sorrir. Seus dentes brancos iluminavam seu rosto, e seus olhos cinzas não estavam nem um pouco frios, na verdade estavam bem calorosos olhando dentro dos meus, o que me fez sorrir também. Sua alegria estava irradiando todo o meu ser, ele parecia feliz e satisfeito, o que causava uma certa irritação, estava tudo do jeito que ele queria. E sei lá, acho que do jeito que eu queria também, eu estava com ele e ele estava sorrindo, não tinha nada melhor que isso.
— Você é tão linda, — me deu um selinho — gostosa, — disse pegando na minha bunda depois — e minha. — beijou meu pescoço.
— Quem disse que sou sua? — eu disse arqueando as sobrancelhas.
— Seus olhinhos. — ele sorriu com a boca fechada, me olhando com ternura e me segurando em seus braços.
Antes de ir trabalhar ele me segurou um bom tempo, me beijou e disse umas coisas lindas que não pareciam ser ele, toda aquela sinceridade era nova. Por isso eu fui trabalhar radiante igual uma boba, recebendo muitas perguntas sobre o que aconteceu comigo no St Mungus, mas nada tirava minha alegria.
Trabalhei duro aquela tarde, tinha muito trabalho e Kingsley não estava muito presente, o que ficava praticamente tudo pra mim, e bom, não é fácil resolver tudo da maior autoridade do ministério, não sendo o ministro da magia. Mas o que eu podia fazer? A confiança de Kinglsey no meu trabalho era um problema, já que ele abusava.
Quando fui até o St Mungus, tive que ir correndo já que meu dia estava super apertado, então primeiro fui a procura de Draco. Quando o encontrei, ele estava na ala de acidentes perigosos, trabalhando. Estava anotando algumas coisas num papel, super concentrado. Antes de falar com ele, fiquei um tempo apreciando, ele era tão lindo, alto, sério. Mas logo ele me viu, e sua expressão mudou totalmente.
— O que está fazendo? — ele disse sorrindo e vindo até mim, provavelmente se referindo á eu estar ali parada o olhando.
— Nada. — sorri também, recebendo um beijo seu na boca.
— Precisamos ir até a Mariann — disse ele se referindo aos exames, mas antes de falar de novo, foi interrompido.
— Draco! — disse uma voz feminina, que vinha apressada do fim do corredor, era ela, aquela loira.
Quando ela chegou, foi direto até ele, sequer percebendo minha presença. Seus olhos estavam focados nele de uma forma obsessiva e ela olhava pra ele firmemente, não parecia intimidada ou apaixonada, mas era um olhar penetrante e íntimo. Draco a olhava, esperando que ela dissesse o que queria não muito surpreso com sua aparição, eles deviam conviver muito.
— Tem um problema na ala 3, acho que só você poderia me ajudar. — disse ela abrindo um sorriso logo depois, o que me fez revirar os olhos mentalmente. O sorriso dela era branco como o dele, assim como sua postura de total segurança própria. Mas ela não tinha um ar de superioridade, só parecia muito segura de si mesma.
Draco entortou um pouco os lábios, como se fosse recusar, mas então me olhou chateado e eu dei um leve sorriso, o liberando. Então ele apenas disse onde Mariann estava pegando minha mão, então a seguiu até a ala 3. Posso dizer que fui quase me arrastando até ela, o ponto principal do meu dia estava no momento em que eu sabia que o veria, e que ele estaria do meu lado nos exames. Quem diria pra quem estava mandando ele ir embora no último exame, hein? Pensei comigo mesma.
— Oi Mione! — disse Mariann, ela já havia virado íntima — Estava te esperando, dei umas olhadas nos exames de ontem e seu cérebro comparado com os exames iniciais está bem melhor, mas ainda tem um pouco de magia atrapalhando, como se fosse um vírus, sabe? — ela explicou mostrando algumas imagens na varinha — Acredito que um pouco mais da poção resolva, Draco ainda tem que autentica-la para usarmos novamente, então vai demorar um pouco.
Eu apenas concordava com a cabeça, e olhava para o relógio no meu pulso, eu estava atrasada.
POV Draco
Assim que terminei de dar uma olhada num cara que havia acabado de sofrer obliviate (era como se eu tivesse virado um especialista para o povo do hospital), corri até o setor de Exames Mágicos para procurar Hermione, mas apenas encontrei Mariann já saindo de lá.
— Cadê ela? — eu disse com a voz falha, eu havia corrido.
— Ela já foi, faz uns cinco minutos. — disse ela me olhando com aqueles olhos bizarros.
— E como ela está?
— Bem, muito bem — ela sorriu — Aliás você precisa autenticar sua poção logo, sua namorada está precisando.
Ela disse já saindo, e aquele "namorada" me fez sentir uma ansiosidade. Será que Hermione falou que estávamos juntos? Ou ela percebeu pelo jeito que nós somos? Ah, mas que merda, eu queria ter ficado com ela!
Voltei cabisbaixo para terminar de ajudar Astoria, que deu um sorriso caloroso quando me viu, o que quase me fez revirar os olhos na cara dela.
— Você acha que sua poção adiantaria no caso dele?
— Não, a poção não retrocede a memória, apenas os danos que o feitiço quando destruído deixa. — eu disse indiferente.
Ela apenas concordou e fez algumas anotações, dizendo que eu estava liberado da ajuda, mas assim que virei as costas ela segurou minha mão, me parando.
— Você vai hoje, né? — disse ela com seus olhos azuis escuros penetrados nos meus.
— Onde?
— Ué, no bar com os estagiários! — ela disse e eu praguejei mentalmente. Realmente todo domingo a turma saía para beber algumas cervejas, e eu não fui na semana passada mas havia prometido ir hoje. — Você prometeu! — ela disse me desafiando.
— Bom, é que eu estou cuidando da Hermione e...
— Da Granger? — ela disse franzindo as sobrancelhas — Mas já estão todos dizendo que ela está ótima!
As notícias sobre a Hermione correm rápido, isso que é foda gostar de gente famosa. Mas eu apenas disse que ela estava ótima sim, mas que eu precisava vê-la, sendo um pouco grosso até. E fodas se ela entendesse que eu estava desesperado para vê-la, eu estava mesmo, então saí dali e fui terminar minhas coisas.
Faltando uma hora para o horário de trabalho terminar, fui até o Diretor para começar a preparar a poção, já que demorava cerca de quatro dias, enquanto ele observava e alguns medibruxos faziam algumas anotações, era engraçado ser observado como um rato de laboratório. Portanto quando terminei a primeira etapa da poção, fui buscar meus pertences pra finalmente vê-la.
Eu estava no corredor dos armários, estava escuro e meus pensamentos estavam longe, até que uma voz aguda me fez pular de susto.
— Você acha mesmo que a Granger vai ficar pra sempre com você? — disse a pessoa do meu lado, o que me fez quase pular um metro de altura de susto. Astoria estava mexendo no seu armário em que guardava seus pertences ao meu lado, me olhando com uma calmaria nos olhos que me fez até pensar se ela realmente havia dito aquilo. Portanto eu nem sequer respondi.
— Você é um Malfoy, Draco, — ela sorriu com a boca fechada — um sonserino, um ex-comensal...
— E...? — eu disse encostando o ombro no armário e a olhando no fundo dos olhos, onde ela queria chegar?
— Bom — ela riu, o que me deixou desconfortável, ela não havia ficado intimidada — se você acha que isso não tem nada a ver, deveria repensar. O relacionamento de vocês nunca será aceito.
— Obrigado pelo conselho, — fiz uma cara de confuso — qual seu nome mesmo?
Eu vi o ódio sendo estampado na cara dela naquela hora, ela sabia que eu sabia seu nome, mas ela entendeu o que eu quis dizer.
— Astoria, — ela se recompos e pegou minha mão, olhando no fundo dos meus olhos — você ainda vai ouvir muito esse nome. — disse já me deixando na ala de armários sozinho.
Fui pra casa perturbado, o que porra a Astoria queria dizer? E por que ela estava enchendo meu saco? Cheguei em casa sem nem perceber, já que meus pensamentos estavam longe, fui direto me trocar para ir visitar Hermione. Depois de terminar de me trocar, com os pensamentos ainda longe, ouvi um barulho alto de algo caindo no chão, então instantaneamente minha mão foi até meu bolso, onde pousava minha varilha. Depois de caminhar devagar pela Mansão, ouvi o barulho de novo, era o barulho de algo pesado caindo no chão, fazendo um barulho abafado.
POV Hermione
Eu já havia procurado na biblioteca do Ministério, na minha e estava com uma tentadora vontade de ir na biblioteca de Hogwarts, que não faltava nada, mas o único lugar que sobrou foi a biblioteca da Mansão. Entrei lá rapidamente, Draco ainda não havia chegado em casa, mas ainda faltavam duas horas para seu horário terminar, então comecei a procurar um livro a respeito da linha genealógica da família da Narcisa em que tinha Belatrix, dos Black, assim como da genealogia de Salazar Sonserina. Estavam rolando uns boatos perturbantes a respeito de Belatrix e Voldemort, e eu precisava pesquisar a respeito. Esses boatos eram um perigo, já que nunca sabemos se são verdadeiros ou não, e a pequena chance de poderem ser verdadeiros, nos fazem pensar naquilo o dia todo, e foi o que aconteceu. O problema é que eu mal podia falar com Kingsley, já que ele havia viajado e não dava as caras a algumas semanas, mas os boatos falavam sobre algum filho de Voldemort.
Fiquei horas ali, procurando livro que davam mais informações, livros de magia negra, qualquer coisa, mas nada poderia comprovar algum tipo de boato. Voldermort não poderia ter filhos, acredito eu, ele não era humano, pelo menos não depois que renasceu. Como aquilo sequer podia acontecer? Como que Voldermort sequer se relacionaria com alguém? A não ser que ele criasse outro como ele, e aquilo apertava meu peito só de pensar.
Comecei a procurar alguns livros, os fazendo vir até mim com Accio quando sabia seu nome, ou com Wingardium Leviosa, os deixando cair até mim lá de cima da prateleira. Era o último livro que eu tentava, quem sabe amanhã eu não poderia visitar Hogwarts e sua biblioteca? Mas era difícil uma biblioteca que tinha mais livros sobre Voldemort, magia negra e genealogias do que na biblioteca dos Malfoy.
Eu havia achado o ultimo livro que me interessara, então o coloquei debaixo do braço e saí da biblioteca andando tranquilamente até as escadas, mas antes que eu começasse a desce-las, eu ouvi a madeira rangindo no fim da escada, o que me vez voltar instantaneamente. Será que havia alguém ali? Aquela Mansão já havia sido moradia de Comensais e de Voldermort, era muito provável que alguns voltem achando que seriam bem recebidos. Portanto devagar eu coloquei o livro no chão e saquei a varinha que pousava em minha cintura, Merlin, eu respirava forte.
A madeira rangiu de novo, com o som um pouco mais próximo, parecia se aproximar. Tentei controlar minha respiração da melhor forma e tentar me concentrar em minha audição, qualquer rugido eu queria ouvir enquanto apontava a varinha para a passagem da escada. Que horas seriam? Eu havia saído mais cedo do Ministério para pesquisar, mas não é possível que eu havia ficado ali 3 horas e que Draco já havia chegado, não podia ser ele, e bom, eu não podia perguntar. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ouvi outro rangido, só que extremamente próximo ao fim da escada, Merlin, estava escuro e eu não podia enxergar quase nada. Eu não podia estuporar a pessoa, e se fosse Draco? Então eu tomei uma decisão, antes que a pessoa chegasse e fizesse algo comigo, sem pensar mais, com a varinha na mão eu pulei para dentro da escada e conjurei minha azaração, sem conseguir ver quem era.
— Corpus Duo! — gritei rapidamente, mas sem antes ouvir uma aração de volta.
— Humanis Animalesco!
Quando senti aquele feitiço me atingir, meu tamanho foi diminuindo e minha visão ficando turva, era como se eu estivesse caindo, mas eu não estava, apenas diminuindo de tamanho, assim que parei de sentir todo o meu corpo estremecer, eu conseguia ver os pés de alguém no escuro, já que a altura da minha cabeça era da altura do chão, o que ele havia falado? Eu estava confusa, era como se meu corpo tivesse toda uma forma diferente, então assim que olhei para as minhas "mãos" eu entendi tudo, não eram mãos mais, eram patas, e a pessoa havia dito "Humanis Animalesco", eu havia sido transformada em um animal. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, desci totalmente sem jeito as escadas para chegar na pessoa, provavelmente ela estava presa já que não havia usado nenhum feitiço de proteção, então quando cheguei, um loiro com cara de idiota estava sentado num dos degraus, com as mãos atadas, me deu uma enorme vontade de morde-lo.
— Merda Hermione! — ele disse me olhando, rindo mas com uma certa feição de desespero — Quando eu ouvi sua voz já havia conjurado o feitiço!
Eu tentei falar, mas saiu um latido, então aí que eu tive vontade de morde-lo mesmo! Ele não tinha nem como desfazer o feitiço, estava com as mãos presas!
— Cadê minha varinha? — ele disse depois de gargalhar alto do meu latido, e depois tentar se conter — Precisamos acha-la para desfazer o feitiço.
Nessa hora ele levantou e desceu as escadas pulando, já que seus pés também estavam presos, procurando com os olhos a varinha que devia estar no chão. Na verdade eu nem sabia o que fazer, não sabia nem como andar sendo uma merda de um cachorro! Como alguém no meio de uma batalha solta um feitiço desses? Sem pensar muito desci as escadas com cuidado, aquelas perninhas eram duras e se mexiam numa forma que meu cérebro estava totalmente desacostumado, mas ao me concentrar eu pensei que só precisava pensar em andar de quatro, que aquilo daria certo. Quando cheguei no fim da escada, Draco estava tentando pegar a varinha no chão com as mãos, mas para fazer isso ele estava deitado no chão, de costas para a varinha tentando pega-la com as mãos presas nas costas, o que me deu vontade de rir também. Assim que ele conseguiu pegar, levantou com dificuldade, apoiando-se no joelho, cotovelo e cabeça, ele era enorme e magro, aquela cena estava ridícula. Logo então ele se levantou e mandou eu ficar parada, então virou de costas para mim e com a varinha nas mãos, fez o feitiço para desfazer a transfiguração, mas o feitiço mirou na parede ao meu lado. Já vi que isso iria demorar.
— Vai mais pra direita! — ele disse depois de me mandar ir para a esquerda 5 vezes, e eu apenas ia, já que se o xingasse, iria sair um latido e eu não queria ver ele rindo de novo, se não eu iria mata-lo.
Assim que ele conseguiu mirar em mim, eu senti toda aquela sensação de novo, meu corpo estremeceu e formigou e eu parecia crescer, vendo as coisas mais por cima, então após minha visão voltar, eu estava normal. Apalpei meu corpo todo, procurando por orelhas peludas, rabos e pelos, mas não havia nada, eu estava normal. Quando terminei, o olhei com raiva e dei um soco no seu peito.
— Em que universo uma pessoa no meio de uma batalha faz uma transfiguração dessas com seu oponente? — eu gritei com ele, enquanto ele ainda me olhava de forma divertida.
— Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça quando você brotou no fim da escada! — ele disse depois de uma gargalhada — Mas adiantou, não é? Como você iria me azarar de novo com aquelas patinhas?
Eu apenas revirei os olhos e peguei sua varinha antes de procurar a minha, então apontei para ele e desfiz o feitiço, soltando suas mãos e seus pés. Logo depois ele veio até mim e levou sua mão até meu cabelo, encostando sua testa na minha.
— O que você estava fazendo aqui, hein?
— Estava atras de alguns livros. — eu disse ainda irritada.
— E quem deixou você ir entrando na minha casa assim e usufruindo dos meus livros? — ele arqueou as sobrancelhas, divertido, o que me deu vontade de beija-lo.
Eu não respondi, mas ele sorriu e me beijou, fechando os olhos logo depois. Ele me beijou rapidamente, invadindo minha boca com sua língua e mordendo meus lábios, percorrendo sua mão aos poucos em meu corpo, ele parecia com saudades.
— Senti saudade. — sorriu, soltando meus lábios e me olhando nos olhos.
— Percebi. — eu disse sorrindo também, com a boca fechada. Seus olhos penetravam os meus, como sempre, cinzas e intimidadores. Mas não estavam frios, nem um pouco.
— Queria ter ficado com você, mas ultimamente eu tenho trabalhado muito no St Mungus, acho que depois da poção eu posso subir de cargo.
Eu senti uma enorme felicidade por saber que ele estava indo bem no trabalho, então dei um sorriso de coringa e o beijei de novo, o abraçando depois.
— Nunca mais me transforme num cachorro! — eu disse o xingando, mas divertida.
Ele riu, então me olhou e falou "Nem tem como eu pedir que você não me prenda mais, já que estou preso em você faz tempo". E bom, eu não soube reagir, Draco nunca era romântico ou dizia coisas fofas, então eu apenas sorri envergonhada e pus minha mão em seu maxilar, selando nossos lábios logo depois. Então Draco me carregou e me levou até sua cama enorme em seu quarto, e ali passamos a noite toda juntos, do jeito que eu queria que todas as noites da minha vida fossem.
Fale com o autor