Notas iniciais
É, eu sei, demorei. Mas olha a notícia boa, passei direto, FÉRIAS! Isso significa muitos capítulos, rapidinho :D Boa leitura!

POV Hermione

— Presta atenção na aula, Draco!

Ele sorriu maliciosamente e parou de me olhar, virou pra frente e ficou olhando pro professor. Mas suas mãos continuavam na minha coxa e tentavam constantemente invadir o interior da minha saia, mas eu tirava rapidamente.

Aquelas semanas estavam sendo as melhores, estávamos sempre juntos e Draco estava cada vez mais carinhoso, ele estava mais leve.

— Que horas essa aula acaba? – disse ele revirando os olhos.

— O que você tem pra fazer depois da aula, hein? – eu disse arqueando as sobrancelhas

— Você quer mesmo que eu fale? – ele disse arqueando as sobrancelhas, porque sabia que me deixava constrangida quando falava as coisas que queria fazer comigo.

Eu sorri, arqueando minhas sobrancelhas também e disse "se comporte", e virei para frente.

xx

Quando a aula acabou, Draco pegou minha mão e me guiou para fora do castelo, andando de mãos dadas pelos arredores do castelo, mesmo comigo insistindo que já estava escurecendo. Estava frio e as aulas estavam quase no fim, pois o natal estava chegando. Eu vestia um casaco enorme, e Draco vestia apenas um suéter.

— Você não sente frio? – eu disse indignada

— Com você perto? Difícil! – ele disse olhando pra frente, sorrindo.

Eu sorri e olhei pros nossos pés, andando em sincronia.

— Então...? – eu disse num suspiro.

Ele ficou calado, fazendo mistério.

Estar com ele era tão diferente do que com qualquer outra pessoa. A maneira como eu me sentia, como eu olhava, até como eu falava era diferente. Com ele eu conseguia ser mais eu, conseguia falar o que eu queria, pois eu sabia que ele não me julgaria, apenas me ouviria. E eu sabia que ele se sentia assim também, e isso me confortava imensamente.

— Às vezes parece que o temos é muito mais que um namoro – comentei pensativa.

— Sinto a mesma coisa – ele disse, também pensativo – acho que o que eu sinto por você é pouco para caber num namoro.

Eu sorri, criando imagens de eu e Draco casados, juntos numa casa, com nossas profissões e abraçadinhos na nossa cama, no nosso quarto. Eu não sabia se era isso o que ele queria dizer, mas foi o que veio na minha mente.

— Eu concordo – eu disse depois de um tempo.

— Ufa! – ele sorriu, mostrando seus dentes brancos.

Estávamos pensativos, apenas andávamos olhando pra frente, pisando na neve funda, às vezes abrindo pequenos sorrisos, por conta dos nossos pensamentos.

— Sei que é meio ridículo, mas quero passar minha vida inteira com você – ele disse sério.

— Não é ridículo – eu disse baixinho.

— Não consigo enxergar minha vida sem você daqui pra frente – ele me olhou finalmente – sinto muito Granger, você já faz parte de mim, não tem como ir embora. Vai ter que me aguentar pra sempre.

Eu gargalhei e o abracei num movimento precipitado, não pude me conter. Nas pontas dos pés, coloquei meu rosto em seu pescoço e fechei os olhos, sorrindo sentindo o cheiro do seu delicioso perfume, ainda com suas palavras ecoando em minha mente. Beijei seu pescoço e disse apenas "fico feliz que não posso ir embora".

Ele pegou minha mão e a apertou forte, continuando seu caminho com um sorriso no rosto. Escureceu, e Draco insistia em andar e apreciar a volta do castelo. Quando finalmente o convenci de voltarmos pra dentro, passamos pelo jardim e Draco parou, se deitando no mato e me puxando junto.

— Não quero voltar agora. – ele disse.

Eu me deitei, sabendo que não conseguiria convencê-lo dessa vez, Draco era teimoso. E tudo bem, no fundo eu queria ficar ali, já que quando voltássemos, eu teria que me separar dele.

— O céu está lindo hoje – eu disse olhando para as estrelas.

Ele apenas concordou com a cabeça e olhou melhor, como se apenas as tivesse reparado quando eu disse.

— Olha só, aquela parece a constelação "O Arado" – eu disse apontando e apreciando um grupo de estrelas razoavelmente espeças e brilhantes.

Draco olhou pra onde eu apontava, mas ficou calado.

— Seu nome era Ursa Maior para os antigos gregos e os nativos da América do Norte. A mitologia grega explica a formação da Ursa Maior como um castigo de Zeus sobre Calisto – expliquei.

— Muito interessante – ele disse, sarcástico.

— É mesmo interessante! – eu o olhei, com as sobrancelhas arqueadas – mitologia é muito interessante.

Ele continuava rindo.

— Você me faz deitar nesse chão super gelado, por sorte sem neve – acrescentei – e ainda zomba de mitologia? – eu o olhei brava.

Ele não falou nada, apenas riu e me puxou, colocando minha cabeça em seu peito.

— Você continua sendo uma sabe-tudo irritante. — ele disse rindo – A diferença é que agora eu amo isso em você.

Eu sorri sem que ele visse, e continuei deitada em seu peito, sentindo seu cheiro delicioso e imaginando como seria nossa vida dali pra frente.

xx

— Hermione! – era a voz de Draco, próxima ao meu ouvido.

— Que foi? — resmunguei

— A gente dormiu – ele alertou – que horas são?

Eu levantei num pulo, olhando em volta e arrumando meu cabelo.

— Já é tarde! – eu disse – olha o que você faz!

— Você dormiu primeiro! – ele contestou, rindo enquanto levantava

Eu fui o confrontar, mas realmente, eu havia dormido primeiro, então fiquei calada e entrei no castelo com ele atrás de mim.

Eu andava rápido, seguindo o caminho para o dormitório, e Draco vinha atrás, com a mão no bolso e andando calmamente. Todo o castelo estava escuro e vazio, totalmente silencioso e sombrio. Nós tínhamos perdido o jantar e ninguém sentira nossa falta? Eu estranhei, mas apenas ia rápido para o dormitório.

— Anda logo Draco! Se formos pegos o Filch vai nos matar! – sussurrei.

— Caaaalma, Hermione – disse ele num suspiro.

Eu estava quase correndo, e Draco vinha atrás andando tranquilamente, e ainda sim ele conseguia me alcançar, com suas pernas longas. Quando cheguei no quadro da sala comunal, fui me despedir dele mas ele já estava entrando, logo depois de eu citar a senha.

— O que você está fazendo? – sussurrei o olhando confusa.

— Estou com preguiça de andar até as masmorras – ele disse ainda entrando, indo até o sofá da sala comunal – vou ficar por aqui mesmo.

— Draco, – sorri sarcástica – meu amor, – continuei – não vai dar muito certo se alguém da grifinória acordar e te encontrar aqui.

— Não vejo nada de mal nisso – disse ele deitando no sofá, ficando com os pés pra fora por ser maior – vem aqui!

Eu fui até ele e parei do lado do sofá, o olhando com os braços cruzados, batendo o pé. Até ser puxada pelas suas mãos gélidas, me fazendo cair em cima dele, e me apertando para eu não sair. Depois de me debater eu desisti, sabendo que era inútil, então descansei em seu peito, e de novo dormi, pensando como Draco tinha total controle sobre mim. Apenas sendo acordada pela professora McGonagall.

Notas finais
Ok, esse capítulo ficou uma bosta, eu estava meio sem criatividade. Mas os próximos vão melhorar, ainda como eu disse, eu estou infiltrando no romance entre os dois. Então, comentem por favor? Beijoss