My New Everything - Dramione
14 Christmas
Notas iniciais
POV Hermione
Já era véspera de Natal e eu e Draco ficaríamos em Hogwarts, já que foi só na véspera em que terminamos nosso castigo depois que McGonagall nos encontrou juntos no sofá da sala comunal, ótimo presente que ela nos deu de natal, não é? Várias semanas de detenção...
Flashback on
— Mas o que é isso? – era uma voz fina e alta que me acordou num susto.
Eu sem entender nada, olhei pra cima, limpando minha boca com um pouco de baba. Eu ainda estava na sala comunal, deitada em cima de Draco, com a MCGonagall do nosso lado, em pé, brava. Eu me levantei num pulo, e calada vi Draco se levantando também.
— Explicações! – exigiu McGonagall.
— Não rolou nada, McGonagall, fique tranquila. Nós só dormimos. – ele disse impaciente.
— A minha preocupação não é o que fizeram, Sr. Malfoy, e sim por qual motivo você está deitado no sofá da grifinória.
Ele apenas revirou os olhos, porque não tinha o que dizer e ele obviamente não tinha a intenção de arrumar alguma desculpa.
— Bom, é um história engraçada – eu disse finalmente, forçando um sorriso.
Eu a olhei, e mesmo com o meu sorriso ela continuava séria, me fuzilando com o olhar.
— Eu e Draco perdemos a hora ontem, e viemos correndo para a sala comunal, aí ele entrou comigo pra sala comunal pois já estava tarde, e ele estava muito cansando para ir para as masmorras, aí acabamos dormindo aqui – eu nunca havia contado algo tão rápido, e a olhei com medo de ela não ter entendido uma só palavra.
— Obviamente – disse ela balançando a cabeça negativamente – as explicações não bastam, detenção para os dois! Ainda decidirei de quantas semanas – disse ela saindo do quadro, depois parou – senhor Malfoy, quando eu sair daqui, quero você fora dessa sala imediatamente – e foi embora.
— Não foi tão ruim – eu disse suspirando
— Foi sim – ele olhou pra baixo e mexeu em sua camisa – você babou em mim.
Flashback off
Sobre o natal, já estava tudo combinado, até ele receber uma carta de sua mãe nos convidando – sim, eu disse "nos" convidando – para passar o natal com ela e seu pai, dizendo que era seguro, então ele aceitou imediatamente, sem me perguntar se eu aceitaria também.
— Não vai perguntar se eu quero ir?
— Sei que não vai conseguir ficar sem mim, então nem vou perder meu tempo. – ele me olhou e gargalhou depois.
— Engraçadinho.
— Não, realista – e me deu um selinho. – É melhor arrumar sua mala, já que a carta da minha mãe foi super antecipada – disse ele irônico.
Tudo bem, mas só se passarmos o outro dia com a minha família, Harry, Rony e Gina. E ele me olhou, continuou calado e vi que não gostou nada da ideia, mas se levantou e disse para arrumar minhas coisas, o que devia ser um sim.
xx
Pegamos o trem e ao chegar na estação desaparatamos para aquela sala que me da arrepios, que com passos rápidos saí de lá, indo a procura dos pais de Draco junto a ele.
Quando achamos Narcisa ela deu um longo e apertado abraço em Draco, e quando me viu eu esperava que ela apenas me desse um aperto de mão, mas ela me abraçou, um abraço curto e constrangedor. Sorri pra ela e radiante ela nos ajudou a levar as malas para o quarto de Draco e discutindo com ele, levou minhas malas para outro quarto.
— Vocês são namorados, não casados. – disse Narcisa.
O final de noite passamos apenas conversando, Draco contou as novidades e Narcisa contou suas poucas, contando sobre Lucio e Rodolfo que ficavam o dia todo fora caçando por comensais ainda fiéis a Voldemort, encontrando-os e os matando ou arrumando um jeito deles irem a Azkaban, antes que eles fizessem o contrário.
— Mãe, você não disse que aquele da cabana era o último?
— Achamos que era, mas infelizmente não, Draco. Mas eles não vem aqui. Os feitiços de proteção são muito fortes, estamos seguros.
— E o ministério?
— Parece que deram uma trégua.
Eu não queria ter esse pensamento, pelo contrário, queria me aliviar em relação a isso, mas foi inevitável me lembrar de como o ministério está e sempre foi inútil, nem achando comensais em suas próprias casas.
— E você, Hermione? – eu que estava presa em meus pensamentos fui pega de surpresa por Narcisa, que me incluiu na conversa e me chamara de "Hermione"
— Eu? Eu o que?
— Como estão suas notas em Hogwarts?
— Normais.
— Ou seja, ótimas. – disse Draco revirando os olhos.
Narcisa deu um sorriso torto e me olhou, me olhava de uma maneira diferente, piedosa, não parecia ela.
— Hermione, eu soube dos seus pais, e queria te contar uma coisa, duvidando um pouco que aceite.
— O que é? – me interessei quando soube que o assunto incluía meus pais.
— Bom, como você sabe, com magia negra consegue-se muitas coisas que outras magias não têm, inclusive curar Lucio. Eu estava lendo uns livros esses dias e, encontrei uma porção que reverte obliviate. – ela se calou e me olhou, esperando minha resposta.
Eu fiquei em choque, ela me pegou de surpresa e ao mesmo tempo que era uma ótima notícia, era decepcionante. Era obvio que eu nunca faria magia negra, de modo algum, mas por um momento eu duvidei um pouco disso.
— Co-co-como? – eu gaguejava – É mesmo magia negra, tem certeza? Talvez não seja, talvez leu o livro errado e seja uma magia em que eu possa fazer. Você tem certeza Narcisa? Onde está esse livro? – Não sabia de onde saiam essas milhares de perguntas, elas apenas saíram.
— Calma, Hermione – disse Draco indo até mim – vamos resolver isso.
— Sim Hermione, tenho certeza. – ela disse abaixando a cabeça. – Já é tarde, vão dormir, os dois devem estar cansados. Amanhã comemoraremos o natal, virão alguns convidados e quero vocês descansados e bem bonitos.
Eu e Draco subimos para nossos quartos, ele tentou entrar no meu quarto, insistindo, mas eu não deixei porque não queria ofender a Narcisa.
Parecia que tudo o que envolvia os Malfoy era gelado, a casa era completamente congelante, os cobertores, tudo o que tocava lá era assim, sem me esquecer de Draco que tinha a pele gélida. Por isso, eu não conseguia dormir, estava sem sentir os dedos dos pés e batia o queixo, lá fora pela janela eu via a neve branquinha descendo. O pior era que eu esperava dormir com Draco, e também esperava que houvesse uma lareira na casa que nos aquecesse, mas eu me enganei, sofrendo com o pijama curto que eu usava.
Já tinha passado das duas da manhã e eu estava congelando, levantei e procurei cobertores pelo quarto, sem sucesso. Fui direto na minha mala para trocar de roupa, mas parei para pensar e tomei um rumo diferente, rumando ao quarto de Draco.
Entrei com cuidado, nas pontas dos pés. Draco dormia pesadamente, com as pernas e braços abertos na cama, com pouco espaço para eu me deitar. Olhei em volta do quarto e vi que havia uma lareira, já que o quarto de Draco era enorme e bem mais luxuoso que o quarto de hóspedes. Fui direto para a lareira e me sentei em frente dela, sussurrando "Incendio" com a varinha na mão e fazendo as toras de madeira pegarem fogo. Instantaneamente meu corpo se aqueceu, eu esfregava as mãos e assoprava nelas. O quarto se aqueceu com o tempo, e eu sem sono comecei a andar por ele, olhando os enfeites do quarto de Draco. Toquei todas as relíquias e os posters, abri uma gaveta cheia de fotos dele. Eram fotos antigas, havia uma dele pequeno, sorrindo. Era um sorriso puro e lindo, eu sorria apreciando a foto.
— Hermione?
Num pulo me virei e com a mão no peito e os olhos arregalados, vi Draco sentado na cama me olhando, "Que susto!" exclamei.
— Você que me mata de susto! O que aconteceu?
— Eu não consigo dormir. Como conseguiu dormir nesse frio? — perguntei
— Com os cobertores.
— Isso não é um cobertor, não esquenta nada! – apontei para o cobertor em cima da cama de Draco – Eu estava congelando naquele quarto e vim aqui ver se você podia me ajudar, mas você já estava apagado. Ai eu vi a lareira, e a acendi.
— Venha aqui – ele sorriu e estendeu a mão.
Fui até ele sorrindo e me entrelacei em seus braços, me arrepiando com seu corpo gelado, ele estava apenas de calça. Fiquei de costas pra ele, e ele me abraçou, passando os braços em minha volta.
— Você é mais gelado que essa casa! – o repreendi.
— Para de reclamar – e murmurou – a propósito, adorei seu pijama – ele disse em meu ouvido e eu sorri.
Ficamos em silêncio um bom tempo, então eu desabafei.
— Draco?
— Oi, meu amor?
— Não sei o que eu faço em relação aos meus pais – eu disse me virando pra ele e me deparando com seus olhos cinzas eletrizantes que brilhavam no escuro.
— Hermione, está em dúvida em relação a isso? Claro que não pode, é magia negra. Vai voltar a memória de seus pai e ir para Azkaban?
— É, tem razão – e eu o abracei, ficando com o rosto em seu pescoço.
Aos poucos eu só ouvia o barulho da lareira e a respiração de Draco, que estava ficando cada vez mais acelerada, e quando fui perguntar o que era, ele me beijou. Foi um beijo calmo e sensual, aos poucos ele subiu em cima de mim e pude sentir seu membro duro. Draco em meio ao beijo pousou a mão em minha blusa, a puxando devagar, o que me causou arrepios por causa de sua mão gelada tocando minha pele. Quando ele estava quase tirando toda a blusa eu o interrompi, segurando sua mão.
— Na casa dos seus pais não – sussurrei.
— Mas nós já fizemos antes! – ele me olhou confuso.
— É, mas agora é diferente.
— Não, – ele me olhou franzindo as sobrancelhas – não é diferente.
— É sim Draco – eu o empurrei devagar de cima de mim – vamos respeitar sua mãe, ok? Eu nem podia estar no seu quarto.
— Ah, deixa de ser certinha Hermione – disse ele subindo em cima de mim de novo – sei que você também quer – ele sussurrou no meu ouvido galanteador, me fazendo arrepiar.
— Para, Draco – eu segurei o riso – agora é sério! – eu disse aumentando o tom de voz.
— Deixa então eu só testar uma coisa e você me diz depois se quer ou não, tudo bem? – ele disse seriamente, como se fosse algo importante.
Então ele me beijou e depois foi descendo os beijos, para o meu pescoço, ombros, seios, barriga e desceu o short do meu pijama junto com a calcinha. Neste momento eu já não tinha controle do meu corpo, estava perdida nos beijos que ainda marcavam a minha pele com sensações quentes.
Depois de me despir completamente, Draco segurou minhas coxas firmemente e as abriu devagar, invadindo minha privacidade com a boca em beijos calmos usando a língua. Levei minha mão até minha boca para conter os gemidos, todo o meu corpo reagia ao seu toque.
Aos poucos, começou a usar apenas a língua que percorria nela toda, vezes pousando no clitóris e o chupando devagar. Levou seus dedos e os colocou devagar, sorrindo e me olhando como se fosse me devorar e dizendo "você tá muito molhada". Então ele estocou os dedos dentro de mim rapidamente e passava a língua no meu clitóris freneticamente. Segurei com força seu cabelo e de tanto tesão fechava os olhos com força e subia instintivamente o meu quadril o levando para ainda mais perto da sua boca. Naquela hora eu cheguei ao ápice e todas as partes do meu corpo sentiram sensações que eu nunca havia sentido antes, gemi alto sem me conter e o orgasmo durou mais do que o normal. E, quando terminou, eu só queria repetir aquilo a noite inteira.
xx
A mãe de Draco não reclamou quando me viu deitada com ele, apenas me mandou pro meu quarto trocar de roupa, para tomar um "café da manhã natalino", quando a vi, ela estava toda arrumada e elegante, então tratei de ficar bonita também. Indo para o meu quarto, ouvi vozes lá embaixo, tínhamos visitas.
Eu estava terminando de me arrumar e Draco bateu na porta, entrando logo depois. Ele vinha trazendo uma caixinha, e me beijou, dando a caixinha logo depois.
— Draco! Eu não comprei nada pra você! – eu estava envergonhada
— Não quero nada, e é só uma lembrancinha.
Quando eu abri era um colar, com uma caveira de pingente. Quando eu vi sorri na mesma hora e o abracei.
— Obrigada Sr. Comensal da morte.
— De nada. Você está linda.
Ele me girou e colocou o colar, então descemos juntos.
— Quem são as pessoas que estão aqui?
— Na verdade, alguns comensais que ainda estão vivos, que não são mais fiéis a Voldemort. Está tudo bem pra você?
Eu travei na escada na hora e o olhei preocupada. "É sério?" eu disse.
— Eu juro que não sabia. Mas não tem como fugir, o ciclo de amigos são todos assim, se você quiser podemos ir embora.
Eu não conseguiria fazer com que Draco simplesmente fugisse do Natal com sua família, então respirei junto, conferi minha varinha no bolso e fomos.
Quando chegamos lá todos os olhos ficaram vidrados em mim. Ninguém sorriu, xingou, me cumprimentou ou virou as costas, ficaram apenas me encarando enquanto Draco me levava até seu pai. Encarei todos de volta.
— Olá, Granger – disse Lucio me dando uma aperto de mão.
— Como vai, Lucio? – eu não sorria, nem ele. Apenas fomos formais e depois de um longo abraço entre ele e Draco, e então nos sentamos mais afastados.
— Como consegue encará-los? Nem eu consigo. – Disse Draco no caminho.
— Não tenho medo deles.
Ele sorriu de lado.
— Você está tão linda.
— Você também – dei um selinho nele.
A tarde se passou rapidamente, os convidados foram saindo e ficaram poucos. Eu e Draco não saímos daquele canto, ficamos conversando e nos beijando. Foi um natal bem diferente do que eu passava normalmente, não houve trocas de presentes, comemorações ou até sorrisos, a não ser meus e de Draco. Estavam todos muito arrumados e elegantes, mas eram todos muito sérios, aquilo nem parecia natal, e sim uma reunião de negócios. Todos ficavam no canto, conversando com Lucio, com taças de champanhe na mão e Narcisa as vezes se infiltrava na conversa.
— Como sobraram tantos comensais?
— O ministério focou nos que mantiveram fiéis, os outros eles meio que esqueceram depois de um tempo.
— Como sabem que eles não são mais fiéis? – eu disse apontando para o outro lado da sala.
— Porque estão todos quietos, escondidos. Os fiéis estão vingando Voldemort, mesmo que isso custe suas vidas e os últimos comensais.
— Hermione? – era Narcisa – posso falar com você?
— Sim – me levantei e ela me levou até a cozinha.
Quando chegamos na cozinha eu me encostei no balcão, nervosa, e Narcisa pegou uma pequena lembrancinha que estava em cima da mesinha.
— Isso é para você, é uma relíquia de família. Não me importa se você e Draco podem ou não se dar bem no futuro, se isso pode durar ou não. O que importa é que você fez muito pela nossa família, o que eu duvido que qualquer outra namorada ou mulher de Draco faria. É minha maneira de te agradecer.
Era uma pulseira prata, com pingentes verdes. Haviam três pingentes, um era uma cobra, o outro era um S e o outro um M. Apreciei o pingente, era lindo e brilhante, mas eu não podia aceitar.
— Narcisa, não posso aceitar. Além do mais, só de você me aceitar aqui na sua casa do natal já está ótimo pra mim.
— Por favor, aceite. Sei que você é da grifinória e que não tem a ver com você. Mas esse é uma pulseira de longa linhagem e muito especial, como você.
Fiquei sem fala, eu estava com vergonha e não sabia nem como agradecer, além do mais Narcisa acabara de me fazer um elogio.
— Como pode ver é um S de sonserina e M de Malfoy – ela tocou cada pingente
— Narcisa, muito obrigada. — e eu a abracei apertado, sendo retribuída segundos depois.
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