My New Everything - Dramione
15 Made for her
Notas iniciais
POV Hermione
Aquele natal, apesar de diferente, foi especial, eu parecia ter criado um tipo de ligação com Narcisa que nunca acreditei que ligaria, parecia que estávamos acostumando com a ideia de que vamos conviver mais agora.
Eu e Draco não ficamos lá muito tempo, apenas passamos a noite e o dia 25 de dezembro, indo embora após o final da tarde. Depois fomos para a casa de Harry, já que o Draco tinha prometido ir comigo.
Quando chegamos na porta do Largo Grimmauld, era perceptível como eu e Draco estávamos nervosos. Ele estava calado e minhas mãos suavam, eu torcia do fundo da minha alma que tudo desse certo.
Assim que bati a porta, prendi a respiração e só tornei a respirar quando Harry abriu a porta com um sorriso no rosto, enquanto o barulho no fundo da casa era alto e recheado de altas gargalhadas.
Assim que entramos, de mãos dadas, todos pararam de conversar e nos olharam. Sentados no sofá estavam o Sr. e a Sra. Weasley, Gina estava sentada no braço da poltrona com uma bebida nas mãos e Luna estava sentada na poltrona e Teddy sentado em seu colo, brincando com suas pulseiras de missangas. George estava em pé e Rony ao seu lado.
— Boa noite, pessoal. – eu disse, completamente sem graça.
Neste momento a Sra. Weasley pulou do sofá e veio, quase histérica, me abraçar e beijar o meu rosto, dizendo o quanto eu estava cada dia mais linda e parecendo uma mulher. Quando isso aconteceu, as conversas voltaram e o clima normalizou.
Draco foi, de forma séria e educada, cumprimentar cada um. Apesar de durante toda a vida termos conhecido o pior lado dos Malfoy, eles sabiam ter posturas nobres, educadas e sociais. Ainda sim, eu o conhecia e podia ver que apesar da autoestima alta, ele estava com medo, talvez de ser rejeitado. Todos o cumprimentaram de volta, alguns com sorrisos, outros não, como Rony e o Sr. Weasley.
A grande sala da casa de Harry estava toda enfeitada com detalhes no verde, vermelho e amarelo. As luzes amareladas deixavam o clima aconchegante e mágico, além da música que tocava e os tantos seres mágicos que rodopiavam entre nós que provavelmente foram comprados na loja de George. Era o completo oposto do Natal da Mansão. O clima era descontraído, alegre, alto e divertido. Assim que terminei de cumprimentar todos, fui correndo até Teddy e o carreguei no colo, quanta saudade estava dele, sentia como se fosse meu sobrinho. Quando o carreguei, seu cabelo mudou do azul para um verde-água e ele sorriu me abraçando. Eu amava tanto aquelas pessoas.
— Para você. – disse Draco trazendo uma taça de vinho para mim, com um sorriso no canto da boca. Então, não pude deixar de reparar em sua aparência tão elegante, os cabelos bem penteados, a mão segurando a taça de forma nobre e me entregando. Draco parecia um príncipe, sua feição firme, forte, cheia de uma postura que exalava realeza.
Penso que talvez não um príncipe como os que cresci ouvindo no mundo trouxa, tão gentis e amigáveis. Mas um príncipe bruxo, que era nobre, fino e refinado, mas poderia ser profundamente cruel se necessário. Isso faz sentido? Bem, foi a explicação que encontrei.
A noite foi extremamente divertida. Conversamos muito e Draco se apresentou muito educado, falou pouquíssimas vezes, mas não deixou de tentar sorrir das tantas piadas que soltavam. Mantinha uma postura rígida, em pé, com a taça na mão e a outra mão no bolso. Já eu, aproveitei para distrair, me divertir e conversar com todos ali presentes, em Hogwarts as coisas têm sido difíceis este ano, o clima do Natal fez parecer que tudo estava perfeito desde o início.
Quando fomos embora, Draco sugeriu que dormíssemos em um hotel perto dali, acho que ele entendia que seria melhor do que voltarmos para a Mansão, onde eu não me sentia tão confortável. Então ele me levou até um hotel próximo ao centro da cidade bruxa, um hotel muito luxuoso.
O quarto que Draco reservou continha um hall de entrada enorme, com tapetes persas, mesas de vidro com diversos tipos de bebida abaixo de um enorme lustre de cristais. Ao fundo, uma cama que caberia quatro pessoas, recheada de ornamentos dourados. E, no banheiro, uma banheira enorme.
A noite terminou tão mágica ali dentro que não existem palavras existentes que poderiam ser registradas aqui.
XX
Hogwarts se tornara ainda mais incrível com a companhia de Draco. Neste final de ano e férias ficávamos juntos o dia inteiro, passeando e conversando, ambos sem nenhum de nossos amigos, já que todos foram para suas casas para o Natal e o Ano Novo.
A virada do ano foi ainda mais especial, Draco havia sussurrado pra mim no almoço para eu me aprontar e que ás 23 horas era para eu esperar ele no jardim de Hogwarts.
A tarde fui me aprontar. Coloquei um vestido longo de seda branco, justo com minhas curvas realçadas e um decote elegante. Usei a pulseira que Narcisa me deu, coloquei um lindo colar e brincos prateados e deixei meu cabelo solto, caindo em meus ombros e costas nuas do vestido. com alguns acessórios azuis. Fiquei pronta com vinte minutos de atraso.
Cheguei na porta e Draco me esperava, sentado na escada da porta do castelo. Assim que ele me viu, acho que foi uma das poucas vezes que o vi perder sua feição minimamente calculada. Ele me olhou de forma penetrante e parecia não ter o que dizer.
— Meu Merlin, você está simplesmente deslumbrante.
Eu sorri, sem graça, e fui até ele devagar, já que usava saltos altos e não estava tão acostumada com eles. Quando o alcancei, me senti enfeitiçada pelos seus olhos e seu cheiro, Draco era o homem mais lindo que eu já havia visto. Sua beleza era única, seus traços eram fortes e seu olhar hipnotizante.
— Como consegue ficar cada dia mais linda? – ele disse seriamente, como se fosse uma dúvida pertinente e eu precisava explicar como fazia aquilo.
— Você que é o homem mais maravilhoso do mundo bruxo.
Ele apenas sorriu de lado, não soube decifrar se ele simplesmente já sabia daquilo ou se não levava muito a sério. Apenas tirou uma mecha do meu rosto e me beijou lentamente, pousando uma das mãos em minhas costas nuas e a outra em meu rosto.
Eu o amava com todo o meu ser. Eu nunca senti aquele amor tão ardente e quase sufocante, nem por Krum ou por Rony. O que tínhamos era como fogo, seu toque invadia todo o meu corpo e a minha razão, Draco não tinha a menor noção do quanto ele me tinha.
Assim que Draco terminou de me beijar, ele pegou minha mão e me direcionou até o jardim.
Quando cheguei havia uma enorme toalha de mesa branca no chão entre várias rosas de todas as cores, acredito que Draco havia conjurado elas, com algumas velas flutuando em volta da toalha, iluminando tudo em volta. Em cima da toalha havia uma grande variedade de comida, doces e frutas. Também tinham almofadas e mantas de crochê brancas. Estava tudo lindo, rústico e romântico. Não era a cara de Draco, mas era a minha cara, ele montou pensando em mim. Quando vi fiquei parada, boquiaberta.
— Está perfeito, Draco – eu disse me virando pra ele e o abraçando forte. – Você é perfeito.
— Você merece muito mais. – ele disse em meu ouvido.
Nos sentamos, comemos e ficamos conversando. A lua estava enorme e iluminava todo o jardim, junto com o céu estrelado. Depois deitamos na toalha e ficamos olhando para as estrelas, abraçados. Foi mágico. Nós nos beijávamos, fazíamos carinho, nos olhávamos no fundo dos olhos por longos minutos, sem dizer nada.
— Sabe, – ele disse – eu dei uma passadinha na loja Weasley essa semana.
— E... – eu disse olhando pra ele desconfiada. Nada que viesse daquela loja poderia ser confiável.
Seu olhar que estava em mim se desviou, olhando para o céu e eu ouvi barulhos altos, quando virei o céu estava repleto de fogos de artifício, explodindo em todos os cantos. Olhei para aquilo maravilhada e me sentei para ver melhor. Draco se sentou do meu lado e ria, enquanto eu exclamava "Que lindo!".
— Eu estou tendo uma visão melhor – ele disse.
Me virei pra ele, e ele me olhava, com um sorriso torto. E eu pulei em seus braços, o fazendo cair e ficando em cima dele, o beijando intensamente.
— Eu te amo, Hermione – era incrível como Draco sempre sabia a hora certa em dizer isso.
— Eu te amo mais.
— Quando sairmos de Hogwarts, quero que venha morar comigo.
Eu o olhei surpresa, era um pedido muito sério e inesperado. Então voltei a me sentar e o olhei com as sobrancelhas franzidas.
— Morar com você?
— Sim, não tem porque ficar na Toca, ou na casa do Potter, você tem que ficar comigo.
— "Tenho" que ficar com você? – eu ri da sua fala possessiva.
— Sim – ele gargalhou – você é toda minha! – e me abraçou, apertado.
— Está me esmagando! – eu falei com dificuldade.
— Essa é a intensão, só solto quando você falar que vai morar comigo.
— Não vou morar com seus pais Draco – eu ri, quase debochando daquela ideia loucas.
— Não! – ele me soltou – não com eles, comigo, numa nova casa.
— Sério? – agora a conversa estava séria.
— Eu nunca brincaria com isso. – ele disse parecendo meio chateado – Na verdade, eu queria mesmo era te pedir outra coisa, mas tenho medo de te assustar – ele riu e abaixou a cabeça.
— O que é? Vou ter que salvar a vida dos seus pais de novo? – eu disse tentando quebrar o clima.
Ele gargalhou e logo colocou a mão no bolso, tirando um anel dourado com uma pedra pequena verde em cima. Eu o olhei, com os olhos arregalados.
— Sei que estamos juntos há pouco tempo, mas o que eu sinto por você eu nunca senti por ninguém. O que mais me preocupa ao sair de Hogwarts não é minha profissão, ou onde vou morar, mas é você, tenho medo de você ir embora da minha vida. Quando eu disse que queria você naquela fonte Hermione, me referi pra sempre.
Eu ouvi tudo o que ele disse como se estivesse distante, apenas olhava para aquele anel e fiquei sem reação. Draco Malfoy estava com um anel de noivado nas mãos e queria morar comigo? Como isso era possível?
A sensação era de um sonho e que eu precisava me beliscar para acordar, não podia ser real. Então instintivamente levei a mão até o meu braço e o belisquei sutilmente, Draco não viu porque ele olhava para o meu rosto, quase apavorado, com a minha falta de resposta.
Meus olhos encheram de lágrimas, eu olhava para a aliança em sua mão e para seus olhos, que penetravam os meus.
— Você – ele abaixou os olhos e depois voltou a me olhar – casa comigo?
Eu o olhei, em choque. Eu realmente não sabia o que falar, um parte de mim gritava "sim" e a outra "você está louco?". Era mesmo, muito cedo, estávamos juntos há pouco tempo, mas também era tudo o que poderia querer. No meio daquilo, muita coisa fazia sentido, outras não.
— Tudo bem – ele abaixou a cabeça guardando o anel no bolço – você está certa. Eu estou louco.
— Não! – eu disse precipitadamente, segurando sua mão.
Ele me olhou, esperançoso. Draco sempre foi meio descontrolado impulsivo. Aquele foi só mais um ataque dele, mas eu não queria dizer não, queria dizer sim, mesmo sabendo que era algo irracional.
Eu simplesmente respirei fundo, e pensei, "pra que ser a Hermione certinha de sempre? Eu mereço umas loucuras depois de tudo o que passei". Então eu o olhei, e o beijei, levando minha mão devagar até a sua, encaixando meu dedo na aliança. Eu o beijei e não vi o tempo passar, até porque não me importava, eu só queria beijá-lo.
POV Draco
Quando eu estava na casa dos meus pais, vi minha mãe mexendo em algumas relíquias da família, foi quando ela pegou a pulseira para dar para Hermione. Lá, eu vi um anel, dourado com uma pedra verde e minha mãe me viu o olhando. Me lembrei que aquele anel estava em uma das mãos da minha avó num quadro pintado dela na biblioteca da Mansão, era uma joia da família. Após ela me olhar, ela se virou e apenas o pegou, me entregando sem dizer uma palavra. Ela havia entendido o que eu pensara.
Eu sabia, sabia mesmo que era precipitado e que eu, Draco, nunca havia me visto pedindo alguém em casamento. Mas isso foi até namorar Hermione. Portanto tive que fazer alguma coisa especial, mesmo que não seja muito, tinha que ser algo.
Quando ela me beijou, aceitei isso como um sim, até ela colocar o dedo no anel enquanto me beijava, foi quando tive certeza que ela aceitara. Minha vontade era carregá-la e sair procurando uma casa pra morar e me casar com ela neste segundo, eu a amava e queria passar o resto da minha vida com ela, e pra mim isso era o casamento.
Eu tinha consciência do que estava fazendo, e sabia que Hermione, sendo Hermione também tinha. E pelo fato de ser ela, me deu um grande medo de ouvir um "não", por ela ser tão correta e preocupada. Mas mesmo que tivesse um não, eu não desistiria dela, nunca.
Depois daquele beijo não falamos nada, apenas ficamos abraçados, processando o que havia acontecido. Eu estava sorrindo, e quando olhei pra ela, ela não estava apenas sorrindo, estava radiante, acariciando o anel no dedo. O anel em seu dedo estava lindo, a pedra verde destacava em sua pele branca, era como se fosse feito pra ela.
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