Notas iniciais
Feliz ano nooooovo leitores mais lindos do mundo! Que esse ano seja um ano de muitos sorrisos, gargalhadas, livros novos, criatividade, comentários, recomendações rsrs Então, Boa leitura pra vocês!

POV Draco

As aulas haviam voltado, e voltaram com tudo, trabalhos, provas e deveres. Eu custava a ver Hermione, já que nessas épocas ela ficava paranóica e cismava em estudar o tempo todo, apenas me vendo e falando "você deveria estar estudando". Eu achava isso fofo nela, mas às vezes era irritante.

Era de manhã e eu ia em direção ao salão principal.

— Dia – disse Pansy.

— Bom dia, Pansy.

— Preciso conversar com você. – disse me olhando temerosa

— O que foi? – eu olhei pra ela confuso enquanto andava.

— É sobre a sangue-ruim, – contrai meus lábios quando ela disse isso – sobre seu namoro com ela.

Foi uma ideia minha e de Hermione manter o noivado em segredo, já que no fundo nem nos dois havíamos nos acostumado com isso. Mas é claro que não dissemos isso para o outro, a desculpa foi "seria muito para os outros", mas a verdade era que estava sendo muito pra nós dois.

— Fala logo. – revirei os olhos.

— Você está muito diferente, Draco, não é o mesmo. Namorando uma sangue-ruim? Isso não é você.

Eu me mantive calado, não queria xingá-la, eu entendia sua mente fechada, eu era assim antes. Apenas a deixei falar.

— Devia estar comigo ainda – ela disse finalmente e eu parei de andar.

— Pansy, – a olhei com as sobrancelhas franzidas – somos amigos, sempre fomos.

— Aquilo não era amizade, era mais que isso. Eu te apoiava em tudo, continuei sua amiga quando você estava fechado daquele jeito no sexto ano, sem contar o resto... – ela abaixou a cabeça – Eu era como uma namorada.

— Não, não era. Era amiga – eu disse.

Ela estava doida? Nós nunca namoramos. Bom, não oficialmente, apesar de ter rolado bastante coisa entre a gente.

— Pansy, sinto muito, mas nós nunca tivemos nada sério.

— Se era só isso que eu era pra você, tudo bem, Draco. — disse ela cruzando os braços, claramente aborrecida.

— Tudo bem. – eu disse dando as costas para ela e continuando meu caminho, já que, na verdade, eu não me importava mesmo.

Continuei meu caminho enquanto ela ficava para trás, e eu ouvia seu chorinho. O que eu sabia que era bem falso, então não me preocupei.

Quando cheguei, eu me sentei na mesa e comecei a comer, me lembrando do meu passado com Pansy. A verdade é que ela sempre foi apaixonada por mim, e bom, ela é bonita então nunca recusei o que ela me oferecia. Eu sempre deixara claro que não namoraria com ela quando ficávamos, ela aceitava, triste, mas o problema é que eu adorava dar esperança pra ela, adorava vê-la assim, correndo atrás de mim.

E eu não me orgulho disso agora que eu mudei, ainda mais agora que isso veio a tona. Me lembrei do dia em que ficamos até de madrugada sozinhos na sala comunal no sexto ano, ela se jogou em cima de mim, e eu não pensei segundo nenhum em recusar. Depois disso ela ficou com raiva de mim algumas semanas, dizendo que deveríamos namorar já que fizemos sexo, mas eu nunca aceitei, pois nunca gostei dela desse jeito.

Mas isso tudo foi até eu sair de Hogwarts, então perdemos o contato e esse ano que voltei eu ainda andava com ela, mas nunca rolou nada. Pansy apareceu logo depois e se sentou do meu lado, bem colada em mim.

— Melhorou?

— Sim. – ela disse com o nariz empinado.

Enquanto eu comia, senti algo na minha perna, quando olhei era a mão de Pansy, e olhei logo depois me assustando com o rosto dela muito próximo ao meu. Eu a encarei e ela me veio dar um beijo, que parecia ser na bochecha, mas propositalmente ela beijou metade da minha boca.

Depois do beijo rápido, ela se virou, como se nada tivesse acontecido, e eu a olhava incrédulo e irritado.

— Eu vi isso – disse Josh gargalhando, que estava a minha frente.

Eu olhei pra ele irritado e o ignorei. Pansy nunca tinha me beijado em público, foi totalmente inesperado. Continuei comendo enquanto isso, pois achei melhor não falar sobre isso aquela hora, e olhei pra frente, avistando Hermione me olhando de longe. Droga! Olhei pra ela preocupado, e quando ela viu que eu a vira, virou o rosto e continuou a comer. O rosto dela estava absurdamente vermelho.

Deu a hora de ir para as aulas e ela foi direto pra sua, sem me desejar "boa aula" como sempre. Eu estava muito ferrado.

— Você viu o que você fez, Pansy? – eu disse a puxando pelo braço quando passou por mim.

— Na verdade, vi sim. Ela teve o que merece.

— Qual o seu problema, sua idiota? – eu disse soltando o seu braço – Eu namoro Hermione e quero que continue assim, então fique longe de mim. Você não vai querer me ter como inimigo.

— Vai fazer o que? – disse ela arqueando as sobrancelhas. – Tenho certeza que em alguns meses você vai estar entediado com a Granger, ela não pode te dar o que você gosta.

Ela disse "o que você gosta" com um tom que me enojou, eu sabia o que ela queria dizer e sabia que com ela eu era completamente diferente, ela só conhecia esse lado meu. Sem reação, ela mordeu os lábios para mim e acho que estava me convencendo.

— Acha mesmo que vai me conseguir algo comigo assim? – levantei as sobrancelhas – Fique longe de mim.

— Não vai ficar assim, Draco. Você não pode simplesmente me usar todos esses anos e fingir que não foi nada.

Eu não disse nada, apenas a olhei furioso e ela se intimidou, abaixando a cabeça. Ela sempre foi assim, se mostrava superior mas tinha medo de mim, por isso eu não me preocupei muito com ela, me preocupei com Hermione, que não tinha nenhum medo de mim e era um pouquinho cabeça dura.

Em todas as aulas do dia eu fiquei preocupado, afastei os pensamentos da minha cabeça algumas vezes, mas ele insistia em voltar. Me preocupava com o que eu falaria na aula com ela, até que a aula de defesa contra as artes das trevas chegou.

— Hermione? – eu disse me sentando do seu lado, preocupado.

— Shh, a aula já vai começar – disse sem me olhar.

— Hermione?

— Shh, Draco!

— Hermione!

— O que foi? – ela me olhou, seu olhar estava furioso.

— Eu tenho uma explicação para aquilo.

— Não quero ouvir. Apenas me deixe, ok?

Eu fiz o que ela pediu, no resto da aula ficamos calados, e todos na sala olhavam, sabiam que estávamos meio "brigados", e isso me incomodava, eu olhava pra cada um com um olhar "vira pra frente se não..." e eles viravam. Às vezes o fato de eu ter sido comensal era bom, todo mundo tinha medo de mim, menos Weasley e Potter.

A aula acabou e Hermione foi pra sala comunal, e eu fui a caminho da minha, ouvindo Weasley e Potter passando por mim e falando "espero que não tenha sido nada demais hein, Malfoy?", e eu apenas os olhei no canto do olho, sem dizer nada e fui pra sala.

O dia estava passando rápido, já que minha preocupação ocupava minha mente. Tomei um banho e me arrumei, indo para o jantar no salão principal. Quando cheguei lá fiz questão em sentar longe de Pansy, e em um lugar onde eu pudesse avistar Hermione.

Eu sabia que em momentos de raiva como esse era melhor ficar calado, mas aquilo estava me matando. Eu não aguentava ficar um minuto sequer pensando que Hermione estava chateada comigo, ou brava. Eu queria consertar aquilo desesperadamente, eu precisava dela, não podia perdê-la.

POV Hermione

Eu estava com muita raiva, eu havia visto tudo, sabia que Draco fora pego de surpresa, mas quem sabe o que eles faziam entre quatro paredes? Meu coração palpitava de ciúmes, e minha cabeça doía pelos meus pensamentos de ódio.

Começamos a comer e depois de um tempo várias corujas apareceram, soltando cartas e caixinhas para as pessoas. Como sempre não esperei nada, apenas voltei a comer, mas uma carta caíra em minha cabeça e eu a peguei, quando fui abrir para ler, ouvi Gina dizendo:

— Ah, meu Merlin, a Fleuma está grávida, eu vou ser tia! – disse ela radiante olhando para uma carta em suas mãos.

— Sério? – disse Harry e Rony.

— Não acredito! – eu disse forçando um sorriso. Simplesmente nada poderia mudar meu humor naquele momento.

Enquanto estavam todos conversando sobre isso, vi Draco lá em seu banco se levantando, com a mão no rosto e saindo do salão, vi também Pansy indo em sua direção e Josh, o amigo de Draco, estava na mesa, com a mão na boca incrédulo. O que tinha acontecido? Me levantei num ato precipitado, esquecendo meu orgulho e guardei minha carta no bolso indo até lá. Virei o primeiro corredor em direção a sala comunal da Sonserina e encontrei ele no chão encostado na parede, com a cabeça entre as pernas chorando, e Pansy ajoelhada do seu lado, acariciando sua cabeça.

— Sai, Pansy. – eu disse quando cheguei ao lado dos dois, olhando pra ela.

— Eu não vou sair, eu estou aqui para ajud...

— Sai agora! – aumentei a voz a interrompendo.

Ela se levantou e saiu, com o nariz empinado. Me ajoelhei e puxei devagar a cabeça de Draco, ele estava com os olhos vermelhos e lágrimas escapavam de seus olhos.

— O que aconteceu? – eu disse baixinho.

— Meu pai – ele dizia com os olhos cheios de raiva – foi levado para Azkaban.

— Ah não, Draco! – Eu disse o abraçando, apertado. Ele me abraçou de volta, desabando.

Eu o levantei devagar e o levei até a sala precisa, foi o único lugar que veio em minha mente. Eu não precisei passar em frente dezenas de vezes, ou ao menos pensar que precisava dela, a porta apareceu quando pisei no corredor. Nós entramos e a sala estava toda enfeitada com posters da Sonserina, era do tamanho de um quarto, e tinha móveis de um quarto normal. Foi aí que percebi que era como quarto de Draco, a sala recriara o quarto dele.

Ele foi direto pra cama, deitou e chorou um pouco, eu o abraçava e fazia carinho em sua cabeça.

— Ele vai morrer lá, Hermione.

Eu não sabia o que dizer, não tinha como o consolar. Eu não podia dizer que ele não morreria, porque eu não sabia, não podia dizer que tudo ia ficar bem, porque não iria, ele estava condenado a prisão perpétua em Azkaban. Apenas fiquei calada e o abracei mais forte, minha blusa de uniforme estava toda molhada das suas lágrimas, eu não aguentava o ver assim. Eu queria muito chorar, mas precisava ser forte, por ele.

— Ainda está brava comigo? – ele parou de chorar por um momento, e me olhou com os olhos vermelhos em volta de seu olho cinza

— Não – eu forcei um sorriso, a verdade era que eu não estava mesmo, não sabia se era porque eu estava muito preocupada, ou se realmente passara, mas eu só me importava em cuidar dele. Mas claro, depois perguntaria sobre o assunto.

Ele chorou por um bom tempo e acabou adormecendo. Eu o arrumei depois, tirando seu tênis e o cobrindo, depois me sentei na cama, abrindo a carta que eu havia recebido e não pude olhar na hora.

Comecei a ler com muita atenção e de toda a leitura, meus olhos encheram de lágrimas e meu coração batia rápido.

Notas finais
Então, depois eu vou deixar mais claro a história do Draco e da Pansy. Comentem e recomendem!