Notas iniciais
Os comentários diminuíram muito gente ): Por favor não deixem de comentar, capítulo novo, espero que gostem! Boa leitura!

Ser levada por vários aurores para o ministério, entrar lá com olhares em cima de mim junto a dois comensais presos, não foi nada legal.

Nós fomos levados para uma sala, onde sentava Kingsley Shacklebolt, um auror que fazia parte da ordem da fenix e nos ajudou na batalha de Hogwarts. Depois de tudo, ele havia ganhado um grande cargo no ministério, e queria virar ministro.

— Hermione Jean Granger? – disse ele me olhando, confuso.

— Olá, – eu disse baixo – Kingsley.

— Por favor – ele se referiu aos aurores – levem-nos daqui, quando eu chamar os tragam de volta, deixem apenas ela. – ele apontou pra mim.

Quando levaram Draco, Lucio e Rodolfo, que estavam algemados e eu também, me sentei na cadeira em que eu fora convidada a sentar, e Draco não tirou os olhos de mim até a porta ser fechada.

— Pelas barbas de Merlin – ele me olhava assustado –, você estava sobre maldição imperius?

Eu comecei a chorar na hora. Eu sempre fui forte, orgulhosa e correta, mas ser levada dessa maneira pelo ministério, com pessoas que me admiravam me vendo passar algemada, e ainda ver a cara desapontada e assustada de Kingsley, me desabou.

Eu desesperada o contei tudo, desde quando comecei a namorar Draco, desde que tinha ajudado Narcisa e Lucio, contei tudo, sem exceções, pois eu imaginava ser a única maneira de salvar eu e Draco. Ele soube então, que eu sabia esse tempo todo dos pais de Draco, que eu os ajudei e resumindo, tudo.

— Srta. Granger, – ele dizia com pena, depois de me ouvir por volta de meia hora – como se meteu com gente desse tipo?

— Eu – solucei – eu amo Draco, e foi inevitável não ajudá-lo. – o olhei.

Ele se levantou, andou pela sala por um tempo e depois parou, me olhando profundamente.

— Eu prometi que nunca, nunca – repetiu – ser corrupto. Não vou facilitar pra você, mas você e Draco são casos especiais, é possível que sejam livres de todas as acusações. Mas já Narcisa e Lucio – ele olhou pro chão – estão destinados a prisão perpétua.

— Faça o que for correto – eu olhei pra baixo – eu aceito qualquer coisa, contando que não seja corrupto, o ministério precisa de pessoas como você.

— Vou abrir uma audiência, para decidir o destino dos quatro.

— Sobre Rodolfo – eu o olhei – ele queria ser livrado de tudo, entregando os comensais, ele será livre?

— Não, não será – ele riu de deboche – não mesmo. Ele nos ajudou entregando os comensais, mas ele fugia, apenas deixava uma carta contando que era ele quem prendera. Mas isso não o livrará de suas acusações, ele apenas perdeu tempo e as últimas pessoas que se importavam com ele.

xx

Nós não fomos para Azkaban até o outro dia, quando seria a audiência, nem ficamos no ministério presos, fomos levados para um pequeno hotel, dentro ministério. Nós eu me refiro a eu e Draco, já Lucio e Narcisa, sobre seus destinos eu nada sabia.
Quando chegamos no simples hotel, fomos separados cada um em seu quarto. Eu esperei, achando que Draco apareceria em meu quarto depois, mas ele não veio, então fui tomar um banho.

Com a cabeça a mil, o que mais me incomodava era Draco, no quarto ao lado provavelmente desesperado. Mas eu precisava de um tempo pra mim, para recapitular minha mente e descansar, eu estava exausta.

Quando saí, haviam algumas roupas em cima da cama, provavelmente era Kingsley com o intuito de cuidar de mim. Eu me vesti e deitei na cama de solteiro no meio do pequeno quarto, agarrando o travesseiro e respirando fundo, procurando me acalmar.

Acordei com o barulho da porta, e olhando no relógio ao lado, já eram onze horas da noite. Era Draco, pensei. Andando bamba até a porta, me surpreendi ao abrir e encontrar Harry, Rony e Gina parados do lado de fora me olhando assustados.

Quando eles entraram, perguntando repetidamente o que tinha acontecido, eu contei tudo, e depois de um bom tempo falando e eu os olhei, esperando alguma opinião.

— Eu não sei como não se controlou – disse Rony pensativo –, você é sempre tão controlada.

— Digo o mesmo – disse Harry, sem me olhar.

— Nada disso! – contestou Gina – eu te entendo Hermione, está apaixonada, faria qualquer coisa por Draco!

— Eu não estou mais apaixonada por ele a um tempo. – olhei para o chão.

— Como assim? – perguntaram os três em couro.

— Paixão? – dei de ombros – É muito maior que isso.

Gina sorriu de lado, Harry me olhou confuso e Rony emburrou.

— Como vieram aqui?

— McGonagall foi nos dar a notícia, então a convencemos de deixar que viessemos aqui te ver – disse Gina

— Ela deixou assim? Fácil?

— Sim, estranho né? – Gina sorriu – Acho que ela sabia que você precisava de nós.

Eu concordei com a cabeça, então Gina se sentou do meu lado e puxou minha cabeça, a colocando em seu colo, e eu deitei, fechando os olhos e pensando em Draco.

— Vai dar tudo certo. – disse Harry – Mas você precisa nos prometer que nunca mais fará isso, não entrará nas loucuras dos Malfoy.

— Sim, eu sei — eu disse — mas ainda me preocupo em pensar como Draco vai ficar em relação aos pais quando forem a Azkaban.

— Ninguém vai a Azkaban – disse Harry rindo – eu e Rony tivemos uma ideia no caminho pra cá. Vamos lutar para ela dar certo.

Harry começara a contar o plano, e eu ficava mais ansiosa cada vez que ouvia cada palavra. Quando ele terminou, nós combinados de fazer algumas coisas, mas depois fomos interrompidos por Draco, que entrou no quarto distraidamente, sem bater na porta.

— Ah! – exclamou – Oi.

— Oi

— Volto depois – ele disse se virando.

— Não! – falou Gina – Vamos embora, conversamos depois. Pode ficar Draco.

Quando ela disse isso, já foi puxando Harry e Rony, saindo apressada. Quando eles saíram, Draco olhou pra eles e depois se virou pra mim, entrando no quarto devagar.

— Como você está?

— Preocupada – admiti, e ele veio até mim e deitando na minha cama.

— Vai dar tudo certo. – ele disse, firmemente – Não deixarei que façam nada com você.

Nos ficamos alguns minutos calados, apenas deitados pensando, então Draco quebrou o silêncio.

— Sabe... – Ele falou pensativo – Eu nunca havia conseguido conjurar o patrono antes.

Eu apenas o olhei, me lembrando perfeitamente de quando ele afastou o dementador que estava sugando Lucio na mansão, e esperei ele terminar sua fala, pois eu sabia que tinha mais alguma coisa.

— Meu pensamento foi você, Hermione – ele me olhou, sorrindo torto.

O que eu senti foi inexplicável, algo como uma ansiedade encheu meu peito, e o sorriso abriu sozinho. Eu não tinha o que falar, até porque não havia o que falar, então eu o abracei apertado e ele me abraçou de volta, sabendo que eu estava extremamente feliz em ouvir aquilo.

Não achei que fosse hora para contar o plano, se não Draco iria ficar mais ansioso do que eu, e provavelmente não dormiria a noite, e acredite, ele precisava de uma noite de sono.

Enquanto ele estava deitado, olhando para o teto, me envolveu em seus braços mais ainda, e eu fiquei fitando seu rosto, suas olheiras estavam fundas abaixo do olho, que destacavam em sua pele clara. Me inclinei e dei um selinho nele, depois deitei em seu peito e cochilei.

Enquanto eu cochilava, já não sabendo o que se passava em minha volta, ouvi uma voz rouca sussurrar "me desculpe por te meter nisso" e depois adormeci.

Notas finais
Comentem e recomendem!