Notas iniciais
Sim, eu sei, demorei muito! Mas tenho explicações ok? 3 ano é muito apertado gente, prova toda semana e tals, aí tava meio difícil. Mas enfim, aí está um capítulo pra vocês, pequeno, mas irei recompensa-los depois! E só mais uma coisa, tem um bom tempo que eu não recebo uma recomendação hein, não estou merecendo? ): Boa leitura!

Eu acordei deitada no colo de Draco, totalmente molhada com Lucio remando ao lado. Quando o vi remando me levantei rapidamente, sentando e ficando tonta por levantar tão rápido. Nós estávamos numa canoa de madeira no meio de um mar muito agitado e escuro, em que as ondas batiam na lateral do barco e jorravam água para dentro, nos acertando em cheio. Quando olhei pra trás, eu tinha a vista de uma construção enorme e negra, Azkaban.

— O que vocês fizeram? – gritei desesperada.

— Calma Hermione, tudo vai ficar bem! – disse Draco me abraçando, também desesperado mas tentando parecer confiante.

— BEM? – o afastei e gritei – BEM? Vamos todos morar ali ó – apontei para Azkaban –, tudo vai ficar ótimo.

Draco não falou nada, apenas abaixou a cabeça e ficou calado, enquanto Lucio apenas remava, olhando para frente concentradíssimo.

— E por que estamos no meio do mar, afinal? – continuei gritando.

— Temos que ultrapassar a linha de proteção de Azkaban – apontou Lucio para uma pedra logo a frente – depois dela podemos desaparatar – disse como se tivesse gravado aquilo.

Eu quase perguntara como conseguimos sair de lá, já que a prisão de Azkaban é a mais protegida do mundo bruxo, mas me lembrei que Lucio já havia fugido, então sabia como fazê-lo.

— Pai! – gritou Draco – rápido! — ele disse olhando pra trás.

Assustada olhei também, tendo visão de um multidão de dementadores vindo em nossa direção, ainda longe, mas vindo numa rapidez desesperadora. Os braços de Lucio trabalhavam incansavelmente, e Draco colocou a mão fora da canoa, remando com as mãos, o que me levou a pensar se ele achava que aquilo realmente funcionaria.

Parada sem fazer nada, repeti a ação dele, ainda achando que não adiantaria nada. Nós gritávamos "rápido" repetidamente, e os dementadores estavam cada vez mais perto, o que me fez ver que eram por volta de cinquenta dementadores. Estávamos chegando próximo a pedra, o que era um alívio enorme, mas ainda sim a rapidez dos dementadores era o triplo da nossa pequena canoa.

— Preparem para aparatar! – gritou Lucio.

Sem parar remávamos, e os dementadores estavam poucos metros de nós. Quando ultrapassamos a enorme pedra que parecia mais um iceberg, sentimos o lençol passando por nós, como na cela. Logo Lucio parou de remar, pegou minha mão e de Draco e tentou aparatar mas não conseguiu, ficamos parados no mesmo lugar.

— Ainda estou com o feitiço de Rodolfo, aparatem vocês! – ele dizia gritando, lutando contra o barulho das ondas –Para o jardim da mansão!

Aqueles poucos segundos que atrasamos foi o bastante para os dementadores nos alcançarem, e foram direto em Lucio, o puxando pelo pescoço. Desesperado, Draco pegou o pé dele, que estava logo a cima de nossas cabeças, já ele que estava levantado no ar por um dementador. Quando ele pegou o pé dele nós desaparatamos, aparecendo no jardim escuro da mansão.

Olhando em minha volta, assustei com uma figura encapuzada, ainda presa em Lucio. O dementador aparatara conosco.

— Expecto Patronum! – gritou Draco e ficando estupefato com seu próprio feitiço, como se nunca o fizera.

Na mesma hora, quando o feitiço atingiu o dementador, ele fugiu fazendo um ruido, e Lucio estava no chão respirando rapidamente, assustado.

— Vamos! – levantou Draco.

Quando ele levantou, estendeu a mão pra mim e me ajudou a levantar, já que eu estava no chão, depois entrou na mansão que estava escura, pois já era tarde e o céu estava escurecendo. Draco corria pela mansão chamando pela mãe, até eu ouvir no andar de baixo gritos e barulhos de feitiço.

Eu que estava na biblioteca a procurando, corri para a cozinha, encontrando Draco e Rodolfo duelando. Peguei minha varinha e com o feitiço "expelliarmus" tirei a varinha de Rodolfo, e ele foi jogado para o outro lado da sala com o feitiço de Draco.

— Onde está minha mãe, seu desgraçado? – gritava Draco como um louco, apontando a varinha pra ele.

— No mesmo lugar que esse loiro oxigenado devia estar! – apontou Rodolfo para Lucio, que estava atrás de mim em choque.

Quando Draco ouviu essas palavras, a fúria percorreu todo o seu corpo e ele esqueceu da varinha, apenas fechou seu punho e levou a mão direita direto no rosto de Rodolfo, que cuspiu sangue depois, gargalhando.

— Ela foi levada pelo ministério? – perguntei.

Rodolfo não falou nada, apenas consentiu com a cabeça, ainda rindo e com sangue escorrendo pela boca.

— Tem quanto tempo? E o que está fazendo aqui? – perguntei.

Quando ele foi abrir a boca para falar, Draco o acertou de novo, o que me deixou irritada, já que precisávamos de informações e com mais um soco desses, Rodolfo não conseguiria nem falar mais.

— Draco, acalme-se! – o repreendi – Fale, Rodolfo.

— Ela foi levada – ele cuspiu sangue – ontem, eu a mandaria antes, mas essas semanas ela não deixava ninguém entrar na mansão, já que estava temerosa depois que Lucio foi pego.

— Porque ela não estava em Azkaban hoje?

— Isso eu não sei, sangue-ruim – ele fechou a cara – agora pare de falar comigo, não se dirija a mim, imunda.

Eu acostumada com esses xingamentos, apenas comecei a pensar em Narcisa e o que poderia estar acontecendo. Sabia que só descobriria se fossemos no ministério investigar. Mas como? Ajudamos a Lucio fugir da prisão, estávamos sendo caçados.

— Por que esta na minha casa? – gritou Draco, cuspindo.

— Por que não tenho onde ficar, oras ele –revirou os olhos –, a casa estava vazia então não vi importância em ficar – ele abriu um sorriso amarelo, onde faltava um dente.

— Eu vou te matar! – gritou Draco subindo em cima dele, que estava no chão, colocando as mãos em seu pescoço e apertando.

— Draco! Não!

Foi demorado tirar Draco de cima dele, na verdade, eu não consegui, o que nos impediu foram alguns funcionários do ministério, que chegaram no cômodo com as varinhas apontadas pra nós.

Notas finais
AMORES, queria saber o que estão achando da fic e dos acontecimentos nela, quero críticas construtivas!Comentem e recomendem!