Notas iniciais
Eu demorei, eu sei. E esse capítulo está "pequeno", comparado aos outros, mas ele é necessário ok? E não me odeiem, as coisas ainda não estão maravilhosas kkkkkkkk CAPÍTULO DEDICADO Á ♥ suellencraft ♥

POV Draco

Eu queria poder dizer tudo pra ela, tudo o que eu sinto, tudo o que tenho passado nesses últimos dias e o arrependimento que pairava no meu peito. Mas eu sabia que ainda não era o momento, ela precisava se recuperar e quem sabe um dia, iria querer ter uma conversa comigo para resolver tudo. Eu não esperava que ela voltasse pra mim, não mesmo. Eu nunca mereci tanto amor, e não tinha por que ela voltar, eu estraguei tudo e comprometi a unica coisa de verdade que conquistei na minha vida, mas eu sabia que só o fato de Hermione ter me amado um dia, já era uma vitória.
Depois que fui até a Toca, Gina conversou comigo já que era a única que conseguia e me contou tudo, desde o dia que eu a enfeiticei até hoje.

Flashback On

— Eu nunca vi Hermione daquele jeito, ela não era ela. Ela não conversava direito, não comia direito, não vivia. Ela largou o futuro dela de lado, os sonhos, a vida e passou a nos odiar por quê ela sabia ou sentia que algo estava errado e que nós sabíamos. Era horrível ter que fingir o tempo todo, vê-la daquela forma sem nenhuma perspectiva de vida, sem aquele brilho nos olhos que ela sempre teve. — Gina dizia olhando para o chão sentada na poltrona ao meu lado, com dificuldade de falar.

— Eu não queria que isso acontecesse, era para ela esquecer e continuar sua vida sem mim, essa era a intenção.

— Mesmo que fosse uma intenção de merda, do mesmo jeito, — ela me olhou raivosa — não funcionou. E nós não entendíamos o que estava acontecendo, as vezes que ela perguntou de você nós quase desmaiamos, o que iriamos falar, e pior, por quê sequer ela queria saber sobre você? Antes dela voltar para Hogwarts, você não devia ter nem passado na mente dela, e era assim que era para ela estar. Nós não entendíamos.

Eu apenas concordava com a cabeça, e toda vez que imaginava ela prostrada, deprimida e sem aquele brilho que Gina falou, que eu conhecia bem, eu sentia vontade de chorar. O que eu fiz com ela? Eu sou o pior idiota que existe no mundo, e além de perde-la, eu consegui estraga-la.

— Você precisa ir vê-la. — ela disse suspirando, como se aquilo fosse uma decisão tomada agora — Ela acordou hoje, mas muito atordoada, a enfermeira disse que amanhã estaria melhor e poderia receber alta. Ela precisa ver você, todos discordam, mas eu e Harry realmente achamos que essa é a unica forma dela voltar ao normal, de entender realmente tudo o que aconteceu, e quem sabe assim ela não pode voltar a ser a mesma de sempre.

— Você não acha que me ver pode piorar as coisas? — eu disse quase me socando por dizer isso, já que a unica coisa que eu quero é realmente vê-la. — Ela não deve estar me amando nesse momento.

— Ela só pergunta de você quando acorda, Malfoy. — ela revirou os olhos — Nem que seja pra ela te enxotar e gritar com você o tanto que ela precisa, que é o que eu gostaria de vê-la fazendo, você tem que ir.

Flashback Off

— Ela está pronta. — disse a enfermeira, fazendo com que toda aquela renca de Weasley's, eu e o Potter levantássemos na sala de esperas.

Logo depois veio Hermione sentada numa cadeira que era como um espectro, uma cadeira fantasmagórica que a sustentava. Seus olhos estavam fundos e ela estava mais branca que aquela cadeira, quando nos viu, abriu um sorriso amarelo e o folgado do George se adiantou até ela.

— Vamos pra casa. — ele disse sorrindo, o que me fez dar um passo em sua direção, mas eu precisava me segurar.

Ela apenas concordou, sem sorrir, então ele olhou para todos e disse "nos vemos na Toca" e desaparatou com ela. Que filho da puta, ele está se comportando como se ela fosse sua responsabilidade, cuidando dela, protegendo ela, desaparatando com ela! Sem perguntar se eu era bem-vindo, desaparatei para aquele lugar, e já fui entrando na casa atras dela. Todos já estavam lá, já que eu fui o ultimo a ir, e todos me olharam quando eu entrei, como se não esperassem minha presença. Mas eu os ignorei e procurei por ela, que me olhava sentada na poltrona com um olhar que eu conseguia ver, ali no fundo, amor. Por baixo da tristeza e compaixão. Ela sabia o que eu estava passando, sabia que eu estava sozinho.

— Hermione, podemos conversar só um segundo? — eu disse olhando diretamente pra ela, ignorando os outros.

Vi que George colocou a mão em seu ombro na hora, e por mais que eu quisesse xinga-lo, eu não podia. Já havia causado muito estrago, e quem esteve ao lado dela foram eles, eu precisava respeita-los. Ela concordou com a cabeça e se levantou com dificuldade, então fomos para o jardim. Ela andava do meu lado, e nós olhávamos pra frente, fomos andando pelo jardim sem dizer nada, eu sentia sua energia, sentia o que ela estava sentindo. Eu queria tanto poder abraça-la e dizer o quanto eu senti sua falta, o quanto ela era importante pra mim e o quanto eu estava arrependido. Queria poder me jogar aos seus pés e implorar por perdão, queria como sempre, fazer algo que nunca me imaginei fazendo por alguém, e isso resumia minha relação com ela.

— Eu não sei o que vai ser daqui pra frente. — ela disse rouca, e aquilo me doeu, muito. — Eu te amo Draco, e eu não sei nem o que falar com tudo o que aconteceu, mas eu ainda não estou pronta pra voltar ou terminar tudo.

"Voltar ou terminar tudo". Então tem a chance, de tudo acabar.

— Eu te conheço — ela me olhou e parou — E eu sei que você vai querer desistir de tudo e jogar tudo pro alto, mas eu queria te pedir uma ultima coisa.

— Qualquer coisa Hermione. — eu disse com calma, olhando no fundo dos seus olhos, virado de frente pra ela.

Ela estava com uma coberta enrolada em seu corpo, seu cabelo estava lindo, como sempre. E seus olhos mais claros do que o normal, parecia que o tom castanho escuro tinha ficado claro, seria por causa do feitiço?

— Quero que siga sua vida — ela olhou para o chão e depois para mim — pois é isso que eu vou fazer. Vou correr atras do meu futuro, da minha profissão e da minha vida, e você poderia fazer o mesmo. E quem sabe, quando estivéssemos resolvidos, não poderíamos realmente acabar ou continuar o que temos.

Eu concordei com a cabeça, mesmo que achasse aquilo impossível. Minha vida não fazia sentido sem ela, não tinha por que eu "seguir minha vida".

— Nem que seja a ultima coisa que você faça por mim. Trabalhe como medibruxo, conserte sua vida. Eu também preciso fazer isso, mas dessa vez, me colocando em primeiro lugar, esse ultimo ano eu tenho sido minha ultima opção. Eu preciso achar um lugar para morar, para trabalhar, preciso me resolver.

Concordei com a cabeça devagar, e ela me avaliava, olhando para o meu cabelo, olhos, boca, ombro.

— Como posso ter sentido tanta falta de algo que eu nem sabia o que era?

Eu sorri, e devagar dei um beijo demorado em sua bochecha macia, e uma lágrima escapuliu do meu olho.

— Como pode um amor tão grande? Um amor que é imune a um feitiço? Eu só havia visto isso uma vez. — ela disse baixinho.

E na hora eu pensei no Potter e no fato do sacrifício de sua mãe ter salvado sua vida. Me adiantei até ela e a abracei, a segurando firme em meu peito.

— Eu não consigo nem te pedir desculpas, já que é tão pouco perto do que eu fiz — eu disse finalmente, com a voz trêmula — Vou fazer o que me pediu, por você. E qualquer coisa que precisar, peça pra mim.

Puxei seu rosto e fiz com que ela me olhasse nos olhos, ainda o segurando eu disse:

— Eu te amo mais que eu mesmo, e você pode contar comigo pra sempre, mesmo que não me queira mais. Se precisar de um amigo, de proteção, de conversar, eu estou aqui Hermione, e eu duvido que alguém te ame mais do que eu. — mais uma lágrima caiu — Por favor, qualquer coisa, me chame, mande um patrono, uma coruja ou desaparate para a minha casa, eu estou a sua disposição.

Ela concordou e começou a chorar, engasgando no choro como se tivesse o segurando a muito tempo, o que me fez chorar também. Eu a apertei contra meu peito e dessa vez não me contive, chorei sem fazer muito barulho, mas a apertando enquanto ouvia seu choro angustiado, e em meio ao choro ela disse baixinho "estou tão confusa".

— Você merece tudo de melhor nesse mundo, e mesmo que você seja tudo o que eu mais quero, eu não te mereço. — eu disse contendo meu choro — Mas eu quero poder ser seu amigo, seu confidente e seu protetor. Por favor, não me exclua da sua vida, mesmo que eu mesmo tenha feito isso.

Ela concordou com a cabeça encostada no meu peito, então se afastou. Ela segurou minha mão e beijou minha bochecha, se despedindo. Então eu beijei sua testa por longos segundos, e praticamente me arrastando, peguei no meu bolso o anel que ela usava quando era minha noiva e o deixei em sua mão, desaparatando logo depois.

Notas finais
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