My New Everything - Dramione
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Notas iniciais
POV Draco
Já haviam cinco dias que eu não a via e eu estava enlouquecendo. Não conseguia mais dormir, comer ou sequer pensar. Um dia depois de sair da Toca eu havia ido para o St Mungus conversar com os Medibruxos a respeito de trabalho, levei minhas notas do Nom's e Niem's e eles disseram para eu esperar uma coruja, que também não chegou até hoje. Se eu estivesse trabalhando ou me ocupando com alguma coisa, talvez eu estaria melhor, mas esses cinco dias eu apenas troco o quarto para jardim, jardim para sala e sala para quarto de novo, minha vida tem sido dentro daquela Mansão. Será que ela já havia ido ao ministério? Provavelmente Kingsley está esperando essa visita a muito tempo, e já deve te-la até contratado, não há ninguém melhor que ela. Será que o clone está a seguindo pra todo canto ainda? Será que ela ainda está naquela porcaria de Toca? Eu precisava ajuda-la, Hermione tem pais trouxas que moram no mundo trouxa, portanto ela não tem onde ficar, com quem ficar, e agora que vai começar a trabalhar e ganhar dinheiro, então ela vai demorar a poder comprar uma casa ou alugar.
Foi aí que tive a ideia de ir até o Gringotes, a fortuna dos meus pais estava toda guardada ali, dividida em três cofres, um meu, um da minha mãe e um do meu pai, e na ultima carta deles eles deixaram bem claro que era tudo meu, já que o que eles precisaram para construir uma boa casa para eles, já fora usado. No caminho, eu pensava em onde poderia comprar uma casa, ou quem sabe construir uma eu mesmo, do jeito que ela gostaria, mas eu não sei construir casas, então eu podia chamar alguém para fazer isso pra mim. Na volta do banco, fui até uma loja de artefatos de construção, e assim que entrei eu vi que realmente, precisaria que alguém me ajudasse, já que eu não entendia nada daquilo ali.
— Boa tarde, além de vender os artefatos de construção, vocês também as constroem?
— Sim, temos funcionários que o ajudam a preparar a casa antes da forma que deseja, e depois eles a constroem. Mas isso tudo é um valor a parte.
— Tem algum funcionário presente aqui, que eu possa conversar?
A mulher concordou e entrou para o fundo da loja, voltando com uma mulher alta, muito branca e de cabelos pretos, seus traços eram finos, nariz, rosto, boca e olhos, era muito bonita, e eu teria me interessado por ela em outra ocasião, se quem sabe eu nunca tivesse conhecido a Hermione. Acabei passando o dia naquela loja, nós dois sentamos numa das mesas da loja e conversamos a respeito da casa, como eu queria, onde eu queria, o orçamento e o tempo que demoraria para que o feitiço ficasse pronto. Já que para construir a casa ela precisaria de alguns bruxos para ajudar a montar, e os toques finais eram feitos por um feitiço baseado na forma que eu queria a casa.
— Posso ir até a sua casa amanhã? Para fazermos os desenhos externos e internos da casa? — ela disse quando terminamos de conversar.
Assim que eu concordei, deixei minhas informações necessárias e fui para a Toca, já que eu precisava vê-la, não me importava se ela não tivesse me procurado.
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— Oi Draco — era Gina que havia atendido a porta, parecia estar prestes a sair — Hermione não está. — ela já se adiantou.
— Você pode me dizer onde ela tá? — eu disse observando sua pressa arrumando sua bolsa para sair.
— Acredito que esteja no ministério trabalhando, estou indo pra lá também, você vem? — ela disse saindo da porta e me olhando, esperando.
— Sim. — concordei feliz, desaparatando junto com ela para a entrada do ministério.
Segundo Gina, Hermione estava trabalhando no Nível Um, como secretária sênior de Kingsley, o cargo que ela tanto gostaria de começar. Fui andando quase correndo para o Nível Um e quando cheguei perto de onde ficava sua sala, entrei com cuidado e consegui avista-la de longe, sentada em sua mesa mexendo em alguns papéis super concentrada com as sobrancelhas franzidas como fazia quando estava lendo algum livro muito complicado. Ela estava linda, como sempre, a não ser o óculos de grau que ela usava agora, que a deixava ainda mais linda que antes, mas era novidade, Hermione nunca precisou de óculos. Ela estava vestida formalmente, mas os cabelos estavam soltos, e os óculos mantinham pousados em seu nariz, a deixando com um ar muito mais sério. Meu coração estava acelerado, era como se eu estivesse a vendo pela primeira vez, e eu me lembro exatamente que eu senti essa mesma sensação com onze anos, uma sensação que na época me ofendeu. Ela sempre fora linda, mas sua beleza só ia aumentando de ano para ano, pena que meus ideais foram todos contrários ao dela. Como eu sentia falta do seu abraço, do seu beijo, do seu cheiro, do seu corpo.
Gina disse que faltava só alguns minutos para Hermione ir embora, então esperei na saída do nível um, apenas a avistando de longe. Assim que a luz de sua sala apagou eu me levantei, e ela pegou suas coisas, apagou a luz e trancou a porta, vindo em direção a saída logo depois, mas sendo parada por um poste enorme e ruivo, cheio de dentes, sorrindo para ela.
— George! — ela sorriu, mas não tão entusiasmada, e eu sabia disso porque a conhecia.
Nessa hora eu não vi mais nada, senti meu sangue esquentando e minha garganta ficando seca, ele trouxera flores, mas que merda! E pior, eu não podia fazer nada, ela não me procurou, eu não devia estar aqui e eu não posso arrumar mais confusão, eu precisava quebrar alguma coisa, então desaparatei para a Mansão, descontando minha raiva nos vasos de enfeite da minha mãe.
POV Hermione
— Como tem sido o trabalho?
— Maravilhoso, — sorri indo em direção a saída do ministério — exatamente do jeito que eu imaginei, tenho ficado ocupada o tempo inteiro.
— Eu imagino, — ele me olhou com ternura — é um cargo muito importante.
Concordei com a cabeça e sorri, sem conseguir olhar para George muito tempo. Desde que minha memória havia voltado, eu não conseguia olha-lo daquela mesma forma, nem me sentia daquela forma por George. Ele era meu amigo e atualmente meu melhor amigo, mas parecia que aquele sentimento a mais havia diminuído, só que infelizmente era obvio que ele ainda sentia o mesmo.
— Como estão seus olhos? E o ouvido?
— Estão bem! Nem da pra perceber que estou de óculos! — eu disse pegando nos óculos pousados no meu rosto.
Desde o incidente, eu não tenho enxergado nem ouvido tão bem quanto antes, a medibruxa disse que isso poderia ser temporário, ou não, mas não estava tão ruim. O pior na verdade era não ouvir tão bem as pessoas, e as vezes eu tinha que perguntar diversas vezes o que a pessoa havia dito numa conversa, o que era constrangedor.
— Tem tomado os remédios? — George se referia aos remédios com base na poção que a medibruxa do St Mungus havia preparado, eu precisaria toma-los muito tempo para melhorar meus sentidos, num horário bem rigoroso.
— Sim! E como está a loja?
— Ótima! — seu sorriso ficou maior ainda — Hoje eu fiz duas poções novas, uma delas inspirada em você, quer ir lá ver?
— Outro dia quem sabe, — parei na porta do ministério e sorri, pegando sua mão — foi um dia puxado, preciso descansar.
— Tudo bem. — ele sorriu chateado, mas compreensivo. — Posso pelo menos te deixar na porta do caldeirão furado?
Concordei com a cabeça e desaparatamos, ele entrou comigo e foi até as escadas me acompanhando, me olhando de uma forma que eu poderia chutar que era de pena.
— O que foi? — eu disse revirando os olhos.
Ele se surpreendeu por uns instantes e então sorriu depois, percebendo que foi pego.
— Você não merece dormir aqui, você sabe disso. — ele disse olhando em meus olhos.
— É temporário, eu já disse. E eu não posso ficar na Toca mais George, preciso seguir em frente.
Ele revirou os olhos e não falou mais nada, já que se falasse, seria a terceira discussão que teríamos sobre isso essa semana. Então antes que ele dissesse mais alguma coisa, eu me despedi dele e o abracei, subindo para o meu quarto e indo para o banho para relaxar.
Quando eu não estava trabalhando, eu estava pensando em Draco, e isso estava sendo torturador, já que eu sabia que precisava ficar um tempo sem ele, precisava de um tempo pra mim. Ainda mais agora que me lembrava dele e de nós, eu sentia falta de coisas específicas, como suas mãos, os beijos que ele dava no meu pescoço, de deitar no seu peito, de tomar banho e dormir com ele, já que eram todas coisas que sempre me tranquilizavam muito, e eu precisava de um relaxante como esse agora. Eu ficava deitada imaginando se ele estava deitado, comia imaginando se ele estava comendo e pensava nele, imaginando se ele estava pensando em mim, preocupada também, se ele estava sofrendo. Eu iria procura-lo amanhã, eu precisava, e já havia passado alguns dias, estava decidido.
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Acordei aquele dia sentindo o cheiro das rosas que George havia trago para mim, elas estavam pousadas na escrivaninha que caía aos pedaços ao lado da cama, aquelas flores eram a única coisa colorida naquele quarto, já que o resto era tudo marrom ou preto, com tom gasto e velho. Mas não que me incomodasse tanto, eu estava gostando de ficar um tempo sozinha, mesmo que fosse aqui.
Trabalhar nesses dias tinha sido o motivo de me fazer levantar da cama, graças a Merlin eu estava amando trabalhar ali, mesmo que não me imaginasse muito tempo naquele cargo, eu queria crescer mais, fazer algo mais importante do que apenas ser secretária do Ministro, quem sabe trabalhar com as leis, não sei, eu teria tempo para pensar a respeito. Eu havia acordado mais cedo aquele dia para andar em algumas ruas bruxas a procura de alguma casa ou quarto que pudesse ser alugado, eu precisava de um lugar melhor para ficar por enquanto, e mais tarde depois do trabalho, quem sabe, eu iria ver Draco, saber como ele está e tentar pelo menos amenizar a saudade que estou sentindo por ele, mesmo que seja só conversando alguns minutos.
POV Draco
Eu não estava pretendendo levantar da cama aquele dia, não parava de pensar em Hermione com aquele engraçadinho, será que ela ainda tá na casa dele? Eles podem estar dividindo o mesmo quarto, apesar de que não precisa disso para rolar algo, já que eles já dividem o mesmo teto! Mas aquela coruja que parou na minha janela me fez pular na cama numa rapidez que eu não levantava a meses. Chegara a carta, a carta do St Mungus, meu coração batia acelerado e minha respiração estava lenta, por que eu estava tão ansioso? Comecei a ler a carta e um sorriso foi abrindo aos poucos, eu havia conseguido, um cargo de ajudante, claro, mas já era ótimo para começar. Eu começaria a trabalhar no outro dia como ajudante de medibruxo, e eu já havia ficado animado, já que eu estava sentindo muita falta de trabalhar com isso, de ajudar a madame Pomfrey e com certeza isso me ajudaria a aguentar o dia a dia.
Aproveitei aquele dia para dar uma organizada na Mansão, ela estava largada e parecia mais um castelo mal assombrado, cheio de poeira e teias de aranha, então terminei algumas mudanças que havia começado a um mês atras, mudando meu quarto para a suíte principal dos meus pais e organizando tudo do meu jeito, já que oficialmente agora ali seria minha casa, e precisava parecer-se com uma. Enfeiticei a casa com alguns feitiços de limpeza e no meio da tarde já estava tudo bom, agradeci a Merlin por ter feito isso, já que a campainha tocou depois de umas horas e a mulher que trabalhava na loja de casas chegou para desenhar a casa que eu gostaria, e bom, eu não queria que ela pensasse que eu era a "Fera".
— Boa tarde Sr Malfoy! — ela disse entrando e olhando em volta da Mansão.
Eu apenas a cumprimentei com a cabeça e dei espaço para que ela entrasse. Devia fazer um ano que eu não recebia alguém aqui que não fosse Hermione ou meus pais, era estranho ter alguém diferente ali. A mulher olhava toda a mansão, com os olhos cheios de brilho.
— Você tem uma bela casa. — disse ela me olhando finalmente — Tem bom gosto para construir Mansões.
— Ah, não é minha, é dos meus pais. — sorri — Veio da geração Malfoy.
Ela concordou com a cabeça e eu a levei até a sala, onde pudéssemos sentar e conversar. Ela começou a tirar alguns papéis de uma mala e começou a falar a respeito das formas que a casa seria construída, mostrando algumas imagens que ela projetava com sua varinha. Bom, eu havia pensado bem e Hermione nunca pareceu gostar muito de Mansões, e em especial a minha, então eu decidi fazer uma casa grande, mais "moderninha" parecida com a casa dos trouxas. A casa também não podia ficar sem um jardim e uma biblioteca grande, Hermione tinha uma grande necessidade nessas duas coisas, e do resto eu acho que poderia ser normal, um quarto com suíte, um quarto de hóspedes e um quarto a mais, para, bom, se um dia ela tivesse um filho com alguém.
— Sr Malfoy?
— Oi? Desculpa, o que estava dizendo? — eu disse saindo do meu devaneio, que estava quase virando um pesadelo.
— Você gostaria de janelas com jardineiras no segundo andar?
— Ah, sim, acho que ela iria gostar.
Ela anotava tudo e desenhava com a varinha, sabia muito bem sobre a coisa e era muito boa no que fazia. Por um tempo fui falando as coisas principais que eu queria e ela foi acrescentando, até o desenho final da casa ficar muito melhor do que eu imaginei, a casa fora realmente, feita especialmente para a Hermione, ela iria amar. Mas será, que realmente iria?
— Mal me pergunte, mas, você está construindo a casa para quem?
— Bom... — o que eu iria dizer? Que era para uma amiga? Merda.
— É para alguma mulher, claro, mas quem é essa sortuda? — disse ela sorrindo de lado.
Ela sorria de uma forma diferente pra mim, durante todo o tempo que eu a vi, ela me olhava e conversava de um jeito extremamente formal, mas agora a mulher estava dando até sorrisinho pra mim, será que eu disse algo errado?
— Bom, é, pra uma amiga. — eu disse apenas, pra saber qual era a dela.
— Amiga? — ela arqueou as sobrancelhas — Entendi.
Vi que ela se conteve para dizer o que estava pensando, então continuou a fazer o que estava fazendo, me deixando extremamente curioso para saber o que ela estava pensando. Antes que eu perguntasse, a campainha da Mansão tocou, o que nos fez levar um susto e eu fui correndo atender. Será que eram meus pais que vieram me visitar sem avisar? Não sei se a moça ficaria muito feliz de ver dois comensais aqui, mas tudo bem. Assim que abri a porta, levei um susto, mas um susto muito bom.
— Hermione?
Assim que eu abri a enorme porta apressado e dei de cara com ela, não pude conter minha surpresa. Era ela, aqui, na minha porta.
— Oi, Draco. — ela havia ficado vermelha, meu Deus, eu precisava beija-la, beijar aquelas bochechas vermelhas. Por isso eu não me contive, a puxei para um abraço e pousei minha cabeça na sua, que saudade eu estava dela. E logo depois senti ela retribuindo o abraço da mesma forma, me apertando forte e totalmente concentrada em mim e naquele momento.
— Malfoy? — era a mulher, sua voz ecoou no meu ouvido me tirando da transe, a olhei rapidamente para saber o que ela queria, meu Deus, ela não podia falar nada da casa, era uma surpresa.
— Já estou indo, mas eu volto para terminarmos, ok?
Quando me despedi e a mulher foi embora (eu precisava perguntar o nome dela), me virei para Hermione e assustei, já que sua cara não tava muito boa.
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