My New Everything - Dramione
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Notas iniciais
POV Hermione
Eu não me arrependi de ontem, de ter cedido que ficassemos no lago nos beijando, foi divertido e as vezes fazer umas loucuras é bom, principalmente com Draco. Após um bom tempo de sermão do Filth, ele ficou tão bravo de estarmos fora da cama, fora do castelo, nadando no lago e sem roupa que chamou a MCGonagall, que também ficou extremamente nervosa.
Suas palavras finais foram exatamente essas:
– Eu só não excluo vocês do cargo de monitores porque está no final do ano, mas em troca receberão um castigo até o final das aulas, nada de uma semana ou duas.
Draco teria que ajudar na enfermaria, e eu ajudar o professor Slughorn em aulas particulares para os alunos do quinto ano. A única coisa que me preocupou é que eu teria que estudar, e de noite que é a única hora que posso ficar com o Draco, eu teria que dar aula.
Eu estava na última aula antes do almoço, então junto com Gina fomos ao salão principal.
– Cara que fome! — disse Rony chegando e sentando.
– Oi Rony, tudo bem? Como foi seu dia, suas aulas? — eu disse sarcástica.
Ele apenas revirou os olhos, e começou a encher seu prato.
– Você deveria estar me tratando bem, abraçando e beijando! — ele disse com a boca cheia.
– E porque, posso saber?
– Porque eu fui aprovado na primeira fase de auror, eu e Harry!
Na mesma hora eu lembrei de Draco, e ele estava comendo calado na mesa a frente, com um semblante triste, "ah não" pensei.
– O que foi? — ele parou de comer e me olhou confuso.
– Nada. — o olhei — Parabéns Rony, você passou na coisa mais fácil do mundo, agora quero ver passar no niem's.
– Mais fácil do mundo que o Malfoy não passou!
Eu vi que ele ficara incomodado com aquilo, mesmo querendo me atingir parecia que agora ele não odiava tanto o Draco, portanto ele ficou incomodado em falar "mal" dele.
– Não passou porque ele sofre preconceito — o olhei brava -, por ele ter sido comensal provavelmente não deixaram ele entrar.
– Será? — disse Gina
– Com certeza. — eu disse num suspiro, triste.
A próxima aula era com a sonserina, então eu fiz questão que chegar cedo, para conversar com ele.
– Não passou né? — eu disse sentando do seu lado, falando baixinho.
– Não. — ele me olhou, e fez uma cara de "fazer o quê?".
– Não era pra ser — sorri -, você acha algo melhor pra fazer.
– Espero que sim.
– Como você tá?
– Eu to bem — suspirou — recebi uma carta dos meus pais, acho que isso melhorou muito as coisas.
– Me mostra! — eu disse quase gritando de ansiedade.
Ele sorriu torto, o que me fez quase babar, e tirou a carta do bolso me entregando em seguida. Eu a peguei desesperada e comecei a ler.
Caro Draco,
Nos desculpe por termos demorado tanto para mandar a primeira carta, mas agora tudo já está mais resolvido, portanto poderemos trocar muitas cartas. Eu e seu pai estamos bem, é difícil claro, viver em condições como essas, a casa pequena, a falta de móveis, conforto, cômodos e etc, mas estamos nos acostumando. A casa é quase no fim do mundo, mas vivemos numa tranquilidade incomparável, queria muito que viesse aqui nas suas férias.
Agora deixando essas bobagens de lado, meu filho, você não sabe como me orgulho de você, pelo o que fez por nós e pelas suas escolhas. Você tem mudado muito, e no começo eu e seu pai nos assustamos mas agora vemos como você mudou pra melhor e salvou não só a sua vida mas a nossa. Saiba que particularmente, a melhor escolha que você já fez foi namorar Hermione, apesar do seu pai ainda estar acostumando com isso. Ainda teremos muito tempo para falar do acontecido, até porque eu e seu pai estamos livres, graças a você. Você mudou tudo Draco, até sua família, eu e Lucio escrevemos uma carta para Harry Potter, agradecendo pelo o que ele fez, ainda estamos botando em dia as cartas, diga a Hermione que ela também receberá a dela. Enfim, não vou tomar o seu tempo, me ponha a par das novidades, sinto sua falta. Te amo meu filho, seu pai manda lembranças.
Narcisa
Meus olhos encheram de lágrimas, como eu estava aliviada, realizada. Eu não sei como, mas eu sentia um amor enorme pela minha sogra, e para falar a verdade, até por Lucio, como era bom ve-los tão bem.
– Ah Draco! — foi a única coisa que consegui dizer.
Ele deu um risinho e me abraçou, e eu chorei de felicidade, alívio, apesar de saber que era pra ele estar chorando. Depois do longo abraço ele me olhou e limpou minhas poucas lágrimas, me dando um selinho depois.
– Você já escreveu uma carta em resposta?
– Sim — ele sorriu -, comecei contando que estamos noivos, já estava na hora de saberem.
– E seu pai? — o olhei receosa.
– O que tem ele?
– E se ele não aceitar?
– Desde quando ele tem que aceitar? — ele me olhou confuso — Além do mais, salvamos ele, é o mínimo que ele tem que fazer.
Eu apenas sorri e o abracei de novo, acariciando seu rosto depois.
– Se quiser eu te ajudo a procurar nos livros da biblioteca uma profissão legal.
Ele deu uma pequena gargalhada e me olhou agradecido.
– Não precisa minha linda, eu me viro.
A aula acabou por ser muito rápida, parecia que todo tempo com o Draco não era suficiente, então despedir dele para ir para a outra aula foi chato, mas fazer o quê.
No fim da ultima aula, eu comecei a ficar aliviada, poderia ver Draco agora ou estudar, mas me lembrei que teria que dar aula, o que me fez quase chorar de tristeza.
POV Draco
Fui caminhando até a enfermaria o mais lento possível, era grande a vontade de não estar lá.
– Olá Draco — sorriu a madame Pomfrey -, venha, vou te dar uma introdução de tudo aqui.
Ela me mostrou várias coisas, onde os remédios, algumas ferramentas ficavam. Disse que nunca tinha feito isso com outro "estagiário", até porque normalmente cumpriam castigos de dias, o meu seria até o resto do ano, então eu precisava aprender tudo.
– Eu separei esse livro da biblioteca — ela entregou um livro grosso -, tem várias coisas de enfermagem, vale a pena ler.
Eu peguei e dei um sorriso forçado, quase me matando ali mesmo. Então continuamos o tour, e no final da noite eu já havia cuidado de três meninos. Como tanta gente machuca essa hora?
Não foi difícil, claro com a madame do meu lado o tempo todo me dando instruções, mas eu até gostei. Até o final do mês talvez eu aprenda e não precise ficar com ela na minha cola, só gravar os remédios, como fazer corativos e dar alguns diagnósticos, até porque não era tudo manual, a varinha ajudava bastante.
Infelizmente aquela noite eu não vi Hermione, eu teria que esperar ela no quadro ou procurar na sala de porções, mas como eu estava morto de cansaço, fui direto para a sala comunal da sonserina, para tomar um banho e dormir.
POV Hermione
Quando eu cheguei na sala de porções, tinham cinco alunos na sala. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi que Snape nunca daria aulas particulares, ou a gente se virava ou a gente se virava.
– Licença? — eu disse entrando devagar.
– Senhorita Granger! — quase berrou Slughorn — Estávamos a sua espera, entre entre!
Eu entrei, então ele puxou uma cadeira numa mesa grande em que estavam todo sentados.
– Sente sente!
– Obrigada. — sorri
– Andou aprontando muito hein? — ele me olhou sorrindo torto — Resto do ano de castigo...
– Pois é. — eu disse sem graça
Quando todos começaram a abrir os livros e perguntar, Slughorn teve que sair da sala, pelo o que eu ouvi, algum aluno do sétimo ano tomara uma porção mágica, em que o antídoto teria que ser preparado manualmente, sendo possível apenas por um professor, por isso acabou me deixando completamente sozinha com os meninos. O que me fez admitir, aprender é milhões de vezes mais fácil que ensinar, eles eram piores que o Rony!
– Não, como diz aqui na instrução — coloquei o dedo na frase — se você jogar isso, você explode a sala toda.
Estavam todos separados em mesas com seus caldeirões, e eu ficava andando de mesa a mesa para avaliar e tirar as duvidas. O garoto estava prestes a jogar um elemento químico na porção, não sei por que raios ele estava jogando isso, deve ser porque não sabia nem o que estava fazendo e saiu pegando o que viu na mesa.
– Gente! Por favor, leiam as instruções — falei quase chorando — eu não quero morrer porque pularam uma frase.
No final da aula, apenas três dos cinco conseguiram terminar a porção, o que me deixou bem chateada, como um trabalho não cumprido. Eu estava disposta a fazer eles aprenderem porções até o fim do ano, eu como professora só aceitaria E de Excede as Expectativa no Nom's.
Até que foi rápido, eu achei que iria morrer de tédio e contar os segundos para a hora passar, mas não, fiquei tão ocupada e concentrada que o tempo passou rápido, e eu estava mais disposta do que quando cheguei.
Fui andando pelo castelo escuro, e no caminho passei pela enfermaria, que estava escura com apenas alguns alunos dormindo nas camas, Draco não estava mais lá, então fui direto para o salão principal, sentando no sofá e abrindo um livro de estudo para o Niems do ministério, mesmo muito cansada, eu não podia ficar um dia inteiro sem estudar. Enquanto eu estudava, num grande silêncio, uma coruja não sei como entrou na sala, piando, o que me fez pular no sofá de susto. Caminhei lentamente até ela e peguei a carta, pensando ser carta dos meus pais. Mas eram sim de pais, mas não os meus.
Cara Hermione,
Não sei nem como escrever essa carta direito, é difícil pra mim botar no papel palavras de agradecimento, o que você fez pela minha família DE NOVO e de novo é incrível. Obrigada por tudo, tudo mesmo, não pense que eu não sei, sei até mais que você o que você fez por nós, mas se eu falasse tudo aqui gastaria papel, e eu preciso dele para tratar outros assuntos com você. Enfim, estou extremamente feliz com o noivado, saiba que eu não vejo mulher melhor para o meu filho, e entraria em enorme depressão se um dia vocês terminassem, além do mais, você já faz parte da família. Você tem todas as qualidades de uma boa esposa, e é uma pessoa exemplo para o mundo inteiro, e não ache que estou puxando seu saco porque nos ajudou, sabe que eu não sou disso. Bom, queria que soubesse que estou a disposição de ajudar nos preparativos, mesmo sabendo que pretendem esperar acabar a faculdade para se casarem, e queria muito que casassem na nova casa de vocês (sobre isso, vocês logo saberão). Hermione, obrigada por tudo, você mudou minha vida, meu filho, nosso futuro, sou eternamente grata, assim como Lucio. Saiba que nossa humilde casa aqui no fim do mundo está de portas abertas pra você sempre, espero que tenha uma boa noite. Beijos a minha querida nora.
Narcisa
Eu li a carta radiante, eu nunca quis a aprovação ou o orgulho de Narcisa, mas era tão bom te-lo. Então guardei a carta, ainda pensando nela e voltei para o meu livro, estudando até cair ali no sofá mesmo.
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