Notas iniciais
Desculpem-me por ter demorado. provas Bimestrais, elas sempre atrapalham. Enfim, leiam e me digam se esta bom. Costumo escrever historias sobrenaturais e essa definitivamente não é nada disso então se estiver ficando uma bosta, é só me avisar.

O mundo é construído por metáforas, mesmo não sendo explicitas elas estão lá. Mesmo não sendo ditas, elas são pensadas e mesmo não sendo pensadas no seu subconsciente elas sempre existirão. Apesar de gostar muito de metáforas, acho que não me dou bem com elas.

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Meu corpo era pressionado fortemente contra parede, era um pouco desconfortável mais ao mesmo tempo era uma ótima sensação. Aquilo era errado, eu sabia. Parte de mim tentava afastar, mais uma nova parte que acabara de surgir estava em chamas. E a ultima era a mais forte. Não sabia distinguir o que sentia, mas quando tudo acabou me senti como uma garotinha que acabara de descobrir o amor. Seu primeiro amor.

Ela foi se afastando lentamente do meu corpo, eu estava paralisada tentando entender o que havia acontecido. Mas eu entendia só não queria aceitar.

– Me desculpe Alex.

Ela se virou e foi embora. Deixando-me á sos com os meus pensamentos. O que não era a alternativa que eu escolheria, se tivesse que escolher.

Mas naquele momento eu não deveria estar preocupada comigo ou com os meus martirizantes pensamentos, mas sim preocupada com ela. Eu queria te segurado-a e ter impedido-a de partir naquele breve momento. Ter agarrado seus braços e dito: " Você não tem culpa. Fique, não vá quero você aqui comigo". Mas tudo aconteceu tão rápido que no fim eu não fiquei com raiva dela, por ter ido, mas de mim, por não ter feito absolutamente nada. Simplesmente fiquei ali parada, olhando para o chão com os meus inúteis pensamentos.

Enfim, aquele curto espaço de tempo foi suficiente para me fazer pensar em tudo e todos em minha volta e tempo demais para decidir o que deveria fazer, fora como uma epifania que me fez descobrir uma nova perspectiva de vida. Bom apesar do que aconteceu ter se transformados no ponto de partida de uma nova perspectiva, as coisas não começou do nada e sim com uma mentira, que ao meu julgar era insignificante, mas não para ela.

Faltavam quatro messes para o fim do ano letivo, e cinco messes para a minha partida. Cidade pequena, vida pequena. Eu queria mais, e estava ansiosa para que tudo acabasse, para que finalmente eu começasse a viver do meu jeito. Do jeito que sempre sonhei, sem regras, sem barreiras. E por estar louca para que tudo terminasse, eu não estava dando muita importância para as coisas que estavam acontecendo ou que iriam acontecer.

Era uma sexta e estava nublado.

– Porque você não me contou?

Sua expressão a denunciava. Ela estava chateada, eu a conhecia, mais não sabia o motivo.

– Hã? Sobre que?

– Ah! Não se faça de desentendida Alex. A escola toda ta comentando.

– Meu sonho foi realizado! Agora eu sou popular — falei em num tom irônico- E ai o que eles estão comentando?

Parece que minha tentativa de piada não tinha funcionado. Ela continuava com a mesma expressão e então abaixou a cabeça e disse:

– Sobre você e o Mat.

Então, a ficha caiu. Ela sempre gostou do Mat. Há dois anos, quando eu o apresentei a ela. Agora tudo fazia sentido.

– Ah, isso. Não foi nada de mais — dei uma risadinha para quebrar o clima tenso, mas não deu certo — Relaxa Roberta, não foi nada. Serio.

Logo depois que as palavras saíram da minha boca, ela levantou sua cabeça rapidamente indignada.

– Como assim Alex? "Nada de mais" todo mundo ta falando que vocês fizeram muito mais que so beijinhos.

– O que? — Agora eu é que queria saber a verdade.

– Eu sou sua melhor amiga, lembra? Você poderia pelo menos ter me contado.

– Desculpe Roberta, eu sei que você gosta dele, mais não foi nada de mais, eu nunca te apunhalaria pelas costas.

– Que? Não é sobre isso que eu estou falando- então ela se calou por um breve momento — Quer saber Alex, foda-se.

Então ela se levantou, do banco onde estávamos sentadas e saiu. Eu estava confusa, não entendia. Se não era sobre o Mat, então o que era? Eu não estava muito a fim de pensar sobre isso, naquele momento eu só queria esclareceu uma coisinha com uma pessoa, e ele estava a poucos metros de mim. Levantei-me e segui em sua direção com meus olhos fixos, mas o sino para o fim do intervalo tocou, mas eu estava determinada, tinha que resolver esse assunto. Mas antes de chegar perto suficiente do meu alvo, algo me impediu. Uma mão segurou meus braços fazendo-me parar.

– Alex, você já terminou de ler o livro que te emprestei?

Olhei para a direção de onde a palavra sairam, era Sara. Dei um longo suspiro.

– Ah, esqueci amanha eu trago.

Quando novamente direcionei meu olhar para meu alvo, ela já não estava mais lá, teria que resolver esse assunto outra hora. Mas isso não iria demorar.