My Life As Alex - Mentiras E Verdades

3 Capítulo Dois - Metáforas II


Notas iniciais
Os primeiros capitulos seram pequenos e a historia vai ser um pouco lenta mais terão muitos acontecimentos. Boa leitura(:


Quando vemos uma bela maçã nossos olhos brilham e automaticamente nossa boca se enche de água. É uma bela imagem. Sim. Você logo se imagina dando uma bela, porém grande mordida naquela lisa e avermelhada surpeficie. Sua boca clama para que a breve alucinação se torne realidade para que finalmente seu paladar sinta o sabor daquele fruto proibido.

Porque algo tão desconhecido e obscuro que provoca medo e pavor ao mesmo tempo se torna incrivelmente excitante e atraente para mim?

São ipensamentos soltas, mas de alguma forma eles fazem sentido.

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Ao entrar na sala logo me sentei em meu lugar de costume. Estava praticamente em choque, porém não estava. Sabia que precisava resolver aquela situação de alguma forma, mas não vinha nenhuma solução em minha mente a não ser contar a verdade para Roberta.

A situação havia fugido do meu controle, mas de uma forma moderada. Como Mat teve a coragem de fazer aquilo, de contar mais do que deveria?

Olhei ao redor da sala todos os alunos estavam presentes, exceto as duas pessoas que eu queria que estivessem.

Passei as duas ultimas aulas pensando se contaria a verdade para ela ou não. Afinal de contas ela nem era tão melhor amiga minha a ponto de me fazer quebra minha promessa ao Mat. A quem sim esteve sempre, e literalmente, ao meu lado e que nunca me abandonou. Era muito a se pensar a respeito, então decidi deixar a minha mente vazias no restante do tempo e quem eu encontrasse primeira resolveria o que tivesse que resolver.

O restante do tempo passou rápido e logo me vi caminhando para a saída. Estava com a minha visão fixa para frente á espera de avistar algum dos dois e acabar logo com a bagunça que aquilo fizera em minha mente.

Então alguém segurou a minha mão direita e me puxou para o lado contrario fazendo meu corpo girar 90° e parando a sua frente.

– Nossa nem sei o que te dizer Alex. Nem sei onde estava com a cabeça quando te disse toda aquela merda, não queria te ofender.

Suas mãos estavam quentes, eu as sentia, pois estavam envolvendo as minhas. Eu gostava da sensação que podia sentir, me acalmava.

Então seria Ela.

– Roberta — dei um longo suspiro — Preciso te contar a verdade.

Seria difícil para mim quebrar a promessa de que não contaria nada a ninguem, mas eu sentia algo, mesmo que minúsculo, que me induzia a contar então eu estava calma pois sabia que o que estava prestes a fazer seria o certo. Mas uma parte estava aflita, pois eu sempre mantive a minha palavra. Meus pensamentos e sentimentos estavam em conflitos. Sempre fui indecisa e isso me deixava com raiva de mim mesma.

– Verdade? Sobre o que você esta falando?

Tenho que confessar que adorava quando ela fazia aquela sua cara de confusa. Ela parecia inocente, como uma criança pura e imaculada, mas, no fundo podia se sentir uma ponta de perversidade, como a de uma serpente dourada dançando para te distrair e depois dar o bote, e essa perversidade mexia um pouco comigo. Mas na época eu nem entendia.

– Sobre o que andam comentando de Mat e eu.

Ela apertou um pouco mais as minhas mãos e isso me fez sentir um calafrio.

– Alex, não precisa me contar nada. Para mim esta tudo bem entre a gente.

– Não Roberta me escuta! É tudo mentira! Nunca rolo nada entre ele e eu.

Ela estava olhando para as nossas mãos entrelaçadas com aqueles seus perfeitos olhos de mel. Mas quando da minha boca aquelas palavras saíram, ela olhou profundamente nos meus olhos pretos. O que me assustou em uma pequena escala.

– Escuta — continuei — Ele veio com essa ideia maluca de que se falasse para uma garota, que ele provavelmente deve estar afim, ela ficaria com ciúmes. Mas acho que isso saiu do controle e mais pessoas ficaram sabendo. Eu disse a ele que não iria dar certo mais você sabe como ele é né?

– Sei, sei.

– Eu sei que parece estranho, mais acredite, eu estou te falando a verdade.

Ela ficou calada e paralisada por alguns segundos. Senti suas mãos pouco a pouco se separando das minhas ate que a vi indo embora.

– Roberta! — gritei — Você acredita em mim?

Há poucos metros de mim ela se virou.

– Sim.

E então a vi partir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.