Notas iniciais
Primeiro capítulo!!
Espero sinceramente que goste (seja quem for que esteja lendo manifeste-se pois gostaria de conhece-lo(a), leitor!).

Amo você já ^3^

"Querida, um dia você entenderá. Só peço que você não me odeie. Eu voltarei para você."

- Um bebê!? O que diabos eu farei com um bebê, Connor? — Gritou apavorada.

O homem já de barba, e cabelos levemente grisalhos parecia ser o único a manter a calma.

- Isobel, eu também não faço a mínima ideia. Mas alguém a abandonou. A pobre criança já foi largada uma vez, e... Algo em coração me diz que devemos ficar com ela... — Abaixou o olhar, observando o bebê no cesto. Tinha a pele pálida, as bochechas rosadas. O cabelo era surpreendentemente ruivo, e os olhos verde. — Os pais dessa menina foram no mínimo cruéis ao abandoná-la. — Desviou o olhar.- Não podemos nos igualar a eles.

- Mas eu sempre te disse que não queria ter filhos, nem adotivos. Não sei se posso... Não tenho jeito para isso... Não seria uma boa mãe... — Abaixou a cabeça.

- Eu sei que será. — Deu um leve sorriso. — Sabe por quê? — Ela fez que não. — Por que você é a mulher mais atenciosa, carinhosa e delicada que já conheci. E por que todos ao seu redor se sentem afagados como que por suas próprias mães. E por que eu sinto que não foi por acaso que essa pessoa deixou o bebê aqui.

Ela suspirou profundamente. Agachou perto da pequena cesta e olhou a criança bem nos olhos. Com o máximo de cuidado possível tocou aquela pequena mãozinha, e se perguntou como uma mão poderia ser tão pequena. Depois observou cada detalhe naquele rostinho, e se perguntou, se havia coisa mais perfeita no mundo, e por quê alguém deixaria um ser tão pequeno e indefeso à mercê da vida, que é tão cruel. Isobel sorriu para ela, e a bebê sorriu de volta. De repente uma lágrima já percorria sua face. "Você é mesmo uma linda menininha" — Sussurrou.

- Nós ficaremos com ela. — Disse com convicção ao levantar-se. — Ela pode não ser minha, mas irei aprender a amá-la, e cuidarei dela como se eu mesma a tivesse gerado. Estarei aqui para ver os primeiros passos, a primeira palavra. Quando ela cair, eu darei um beijo em seu machucado, e direi que tudo irá ficar bem. Quando enfim ela se apaixonar, estarei junto a ela para consolá-la caso o amor acabe, ou se não for correspondida. Farei por ela tudo aquilo que seja quem a tenha a abandonado não fará. — Olhou para a garotinha com compaixão.- Vamos chamá-la de Mavie.

- Pois então, senhorita Mavie... — Disse Connor pegando-a no colo. — Parece que tem uma família agora. — Sorriu.

"É o melhor que faço, eles poderão dar a ela uma boa vida. Não consigo... Não posso. Um dia eu voltarei."

[...]

- Ela já dormiu? — Perguntou Connor baixinho.

- Já sim. — Sorriu. — Ela adormeceu nos meus braços. — Seu tom demonstrava emoção. — Coloquei ela no sofá com algumas almofadas em volta. Amanhã podemos ir comprar um berço...

- Isobel...? — Disse meio preocupado. — Nós diremos a ela que é adotada? -

- Bem, um dia não será mais possível esconder isso dela. Mas até lá, nós seremos os únicos na vida da nossa princesa.

[... One Year Later...]

- Fala ma-mãe — Dizia Isobel repetidamente.

- ...

- Ma-mãe...

- Ma... — Gaguejou Mavie.

- Isso! Isso! Ma-mãe, Mavie!

- Ma... Ma...mãe! Mamãe! — Sorriu.

- CONNOR, RÁPIDO! ELA DISSE MAMÃE! — Exclamou Isobel pegando Mavie e lançando-a ao ar.

Connor chegou a sala esbaforido e gritando, correndo ao encontro das mulheres de sua vida.

- Eu estou tão feliz! — Disse ainda as abraçando. — Eu sou o cara mais sortudo do mundo, pois tenho as mulheres mais fascinantes que existem. — Virou-se para Mavie. — E querida, saiba que eu nunca, mas NUNCA perderei nenhum momento da sua vida. NUNCA te abandonarei, por que apesar de tudo, eu te considero minha própria filha, e também te amo como tal.

"Hoje você faz um ano. Queria estar ao seu lado, queria ver seus primeiros passos, ouvir sua voz me chamando. Mas não é o momento. Espero conseguir te reencontrar."

[... Three Years Later...]

- Papai, eu não quero ir à escola! — Disse Mavie ameaçando chorar.

- Ei querida, eu já lhe disse... Vai ser legal! Aposto que você fará muitos amigos!

- Eu tenho você e a mamãe, não preciso de ninguém! — Abraçou-se as pernas do pai.

Connor abaixou-se e olhou Mavie nos olhos.

- E se eu for com você? Até quando precisar! — Sugeriu. A garotinha sorriu e segurou sua mão.

- Vamos papai! Mavie não quer se atrasar! — Disse arrastando-o pela mão. Connor sorriu.

"Minha princesa, nesse ano começam as suas aulas. Como eu queria acompanhá-la no primeiro dia, abraçá-la e dizer que você iria gostar. Como são difíceis esses dias que passo longe de você. Espero poder vê-la em breve."

[... Eleven Years Ago...]

"Mal consigo acreditar que você já é uma moça... Quero tanto te conhecer, te explicar por que tive de te deixar... Isso me atormenta noite e dia."

Mavie Pov's

- Pai! Levanta! Sabe que dia é hoje? — Berrei pulando em na cama dos meus pais. Ele atordoado esfregou os olhos.

- Ahm... Terça feira? — Disse após bocejar.

- NÃO PAI! — Ri — HOJE É MEU ANIVERSÁRIO DE QUINZE ANOS! QUINZE! O QUE SIGNIFICA QUE PRECISAMOS COMEÇAR A PLANEJAR A MINHA FESTA URGENTEMENTE!

- Ah, você pensa que me engana?! Você só tem treze anos e... AI MEU DEUS É VERDADE! TEMOS QUE VER ISSO URGENTEMENTE! — Caí na gargalhada e o abracei.

Descemos para a cozinha, onde minha mãe terminava de preparar o café da manhã.

- Chegou a minha debutante... — Disse com ar orgulhoso. — Bom dia querida! — Disse ela ao colocar as panquecas na mesa. Abracei-a e dei um beijo. — Preciso ir meus amores, minha Diretora me ligou hoje mais cedo, parece que chegaram uns estagiários, e eu preciso ajudar... — Revirou os olhos. — Um bom dia para vocês! — Lançou um beijo no ar.

- Tchau mamãe, bom trabalho! Te amo muito! — Disse.

- Mavie, coma logo, se não vamos nos atrasar! — Advertiu meu pai. — E você tem prova hoje! — Arregalei os olhos "ai meu Deus, a prova!". - Ah, não! Não me diga que você se esqueceu! — Riu. — Venha, vamos logo!

Terminei de engolir as panquecas com uma golada de suco. Subi correndo no meu quarto e peguei minha mochila, correndo para o carro.

[...]

- Todos por favor deixem apenas lápis, borracha e caneta sob a mesa. Questões de múltipla escolha a caneta, por favor, e questões escritas podem ser feitas a lápis ou a caneta. Ao receberem as provas, coloquem seus nomes e comecem ao meu sinal. — Ordenou o professor.

Ao receber minha prova coloquei meu nome, como o professor mandou.

"Cite as 3 Leis de Newton e explique cada uma delas (2,0)"

"Primeira Lei de Newton: Lei da Inércia"... — Parei de escrever quando alguém bateu à porta. Todos olharam simultaneamente. Era um policial. O que fazia ali?

- Preciso falar com a senhorita Mavie Bennett, por favor. — Disse ele. Um calafrio percorreu o meu corpo nesse momento. O que um policial iria querer comigo?

Me levantei recebendo atenção de todos ali. Fui até a porta e a encostei.

- Então, o que houve? — Disse um tanto pasma. O policia respirou fundo e abaixou a cabeça.

- Senhorita Bennett... Eu... Sinto lhe informar que... Sua mãe sofreu um acidente, e não resistiu. — Naquele momento eu congelei. Só conseguia ouvir o som do meu coração.

- Ela... Ela... Morreu? — Disse num sussurro.

- Sinto muito, mas sim.

Foi então que tudo mudou.

Notas finais
Gostou?

Comente, favorite, chama as amigas, d festa! o/