Notas iniciais
SE tiver alguém acompanhando, então sorry haha Demorei mas to aqui, não? Boa leitura, e espero que gostem!!

Mavie Pov's

Só quem já perdeu alguém muito próximo sabe do que estou falando, ou simplesmente o que estou sentindo. De primeiro momento me perguntei se era algum tipo de piada de mal gosto. Me neguei a acreditar que era real. Então uma súbita raiva me invadiu. Não conseguia compreender o por quê daquilo. Por que comigo, por que a minha mãe, por que...

E aí veio o desespero. Percebi que estaria sozinha a partir dali, que não teria mais minha mãe me guiando. Nem sequer tive a oportunidade de dizer a ela tudo o que gostaria, que sentia. Logo, o ar faltou em meus pulmões. De repente me senti vazia. Tão vazia quanto um balão. Lágrimas já encharcavam meus olhos.
Então eu corri. Corri para o meu refúgio. Aquele lugar em que eu me sentia mais feliz. A biblioteca.

[...]

Encolhi-me num canto. Meu mundo havia se despedaçado numa questão de uma fração de segundos. Afundei meu rosto entre as minhas pernas afogando-me em minhas lágrimas.

– Ei, o que aconteceu? — Perguntou uma voz distante.

– Vá embora! — Disse entre soluços. — Você não tem ideia do.. — Não consegui terminar o que estava dizendo. Tudo em volta girava, estava ficando sem ar, a visão turva. Sentia-me como se estivesse me afogando, a água apenas esperando eu parar de desistir para invadir meus pulmões e levar-me.

– Meu Deus! — Gritou o rapaz. — Você está tendo um ataque de pânico!

– Me ajude, por favor! — Disse com certo esforço.

Fechei os olhos com força. E então tudo se acalmou. A respiração voltou ao normal, meus sentidos se normalizaram, mas o coração ainda batia acelerado.

Foi ele. Ele parou o ataque de pânico. Ele me beijou.

Abri os olhos lentamente com certo medo. Ele estava ajoelhado em frente a mim, assustado. Pude analisá-lo. Olhos e cabelo castanho escuro. Nariz perfeitinho, boca pequena, mãos grandes. Usava camisa xadrez, calça jeans e all-star. O cabelo era bagunçado, mas uma graça.

– Eu.. Li uma vez que quando prendemos a respiração, paramos o ataque de pânico...

– Menino esperto... — Ri. Ele retribuiu um sorriso.

Mas então acabou. Tudo desmoronou novamente quando me lembrei do acidente que minha mãe sofreu.

– Eu preciso ir mesmo... Sério, me desculpe. — Já ia saindo quando parei na porta. — ... E obrigada. — O rapaz apenas acenou. Meu pai. Precisava ver meu pai.

[...]

O encontrei na sala. Estava sentado no sofá. Cabeça baixa. Seu rosto estava avermelhado, provavelmente havia chorado muito. Me senti péssima por ele e por tudo aquilo. Novamente instalavam-se em minha mente zilhões de "por quês". Sentei-me ao seu lado.

– Vai ficar tudo bem, vamos superar isso... — Disse ele com esforço. Sua voz transpassava uma calma forçada. Uma calma para me acalmar.

– Pai, não precisa se fazer de durão... Sei que está sofrendo tanto quanto eu... — Afaguei seu rosto. Uma lágrima escorreu. Abracei-o forte.

– Ah, minha pequena... Sempre sendo a âncora da família... — Me olhou com compaixão, os olhos contendo as lágrimas. — Você será uma mulher incrível, assim como a sua mãe... Sei que fará a diferença onde for, e será uma pequena luz para esse mundo. — Acabei me emocionando e deixei rolar uma lágrima.

– Por favor me prometa que eu não vou te perder também... — Soltei, e desabei entre lágrimas o abraçando cada vez mais forte.

– Eu te prometo filha, eu nunca te abandonarei.

Notas finais
E ai?? Que tal?? ç.ç Breve, novo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.