My Heart is Yours - Scorpius & Rose

1 Feijõezinhos de Todos os Sabores


Notas iniciais
Oiii, então espero que gostem e não se esqueçam das reviews, acompanhamentos e por favor, recomendações!!
Bjokas e boa leitura!!

POV Rose

Eu estou muito atrasada! Sairemos de casa em meia hora e eu acabei de acordar. Temos que ir para a estação de Kings Cross para entrar no Expresso de Hogwarts, mas eu nem tinha começado a me arrumar.

“Ótimo jeito de começar o quinto ano Rose”, penso. Hugo já está pronto, dá para ouvi-lo rindo na sala com os nossos pais. Será que eu não consigo fazer nada direito?

Coloco uma calça jeans e uma camiseta roxa, soltando meus cabelos ruivos. Eles são levemente enrolados e muito macios. Não me importo quando riem de mim por ter “cabelos de fogo”, pois eu gosto de mim do jeito que eu sou, principalmente dos meus olhos azuis, como os do meu pai.

Escovo meus dentes e desço correndo as escadas da minha casa, vendo minha meu pai, meu irmão e minha mãe, que me abraça e diz:

- Vou sentir muita saudade de vocês!

- Nós também, mãe. – diz Hugo.

Meu pai olha para mim com uma cara de desaprovação, resmungando algo sobre como eu sou bonita e que logo apareceria grávida em casa. Mal sabia ele que nem namorado eu consigo direito.

Vamos de carro até a estação, que é a poucos quilômetros de nossa casa. Assim que atravesso a barreira que nos leva à Plataforma Nove e Meia, vejo uma menina ruiva de olhos castanhos, que corre até mim e me abraça.

- Lily! Que saudade! Vocês viajaram nas férias? – exclamo.

- Sim, fomos visitar a França com tio Gui, nossos primos e a tia Fleur, que queria ver os pais e a irmã que moram lá.

- Foi legal? Como estavam Victorie, Dominique e Louis?

- Ah, foi muito bom, lá é tão bonito... Eles estão bem, James resolveu fazer umas gracinhas para a Domi, mas ela nem ligou. Deu até uma certa dó.

Nós rimos, pois James não podia ver uma garota que já queria pegá-la.

Começamos a nos despedir de nossa família, que estava toda ali. Isso é muito mesmo, até mesmo o vovô Arthur e a vovó Molly vieram. Dei oi e tchau para o tio Percy e tia Audrey, tio Gui, tia Fleur e Victorie, que já terminou Hogwarts, tio Jorge e tia Angelina, tio Harry e tia Gina, para meu avô e minha avó e dei um último abraço em meus pais. Tio Carlinhos não teve filhos e tinha muito trabalho na Romênia, então não pode vir.

Normalmente, os últimos vagões são dos Weasley. Em uma cabine fica Molly, Lucy, Roxanne e Dominique, em outra Fred, James e Louis e, na última, eu, Hugo, Lily e Albus. Sempre gosto de chamar Alice Longbottom, uma de minhas melhores amigas, filha do Neville, amigo de meus pais e meu professor de Herbologia, para sentar conosco no vagão. E James geralmente chama os gêmeos Scamander, Lorcan e Lysander, filhos de Luna Lovegood.

Bem, de qualquer forma, vou com Lily e Alice até a nossa cabine e lá o Hugo e o Albus já estão sentados. Não vi quando o meu irmão passou na minha frente, mas pelo jeito me distraí. Sento ao lado de minhas amigas e começamos a conversar.

O tempo passa rapidamente e logo a mulher do carrinho de doces já está passando pela nossa cabine. Compro um Sapo de Chocolate, suco de abóbora e Feijõezinhos de Todos os Sabores. Quando pego o cartão de bruxo famoso do meu sapo de chocolate, vejo minha mãe.

Depois da Guerra, meu pai, minha mãe e meu tio Harry foram imortalizados nesses cartões, e sempre era uma surpresa para mim encontrá-los ali. Olho novamente para a imagem de Hermione, que me dá uma piscadela. Se ela pudesse falar ali, diria para eu me arrumar melhor e começar a me trocar, embora faltasse horas para chegar a Hogwarts.

Enquanto olhava, não percebo que a porta da nossa cabine se abriu. Só noto quando o cartão da minha mãe é arrancado da minha mãe por dedos finos e brancos. Levanto a cabeça e vejo um garoto loiro e com olhos cinzentos me encarando.

- Me devolve isso, Malfoy.

- Ah, o que é isso Weasley? Já está com saudades de sua mãe? – ele diz com desdém.

- Minha vida não é da sua conta. – retruco. Deixo-o para lá e começo a comer meus feijõezinhos de todos os sabores, que são muito mais interessantes do que aquela doninha. Quando meu pai me contou a alguns anos sobre o que aconteceu entre Draco Malfoy e Alastor Moddy, o impostor, quando estavam no quarto ano, eu ri muito e decidi que Scorpius Malfoy era filho de doninha e não merecia meu respeito.

Ele, para o meu azar, senta-se ao lado de Albus que, infelizmente, era seu amigo. Os dois são da Sonserina e dividem o mesmo dormitório, e meu primo não percebe como eu que aquela companhia loira é a pior que poderia existir.

Albus é uma das pessoas mais queridas e amigáveis que conheço, simplesmente não entendo como ele acabou sendo escolhido para aquela casa maligna. Mesmo assim, confio quase todos os meus segredos a ele, como faço com Lílian e Alice.

Pego um feijãozinho escuro que me lembra muito caramelo, um de meus sabores preferidos. Quando coloco na boca, sinto gosto de vômito e me engasgo com aquele doce, que não era tão doce assim. Ele entala em minha garganta e começo a tossir e ficar vermelha.

Quando eles percebem o que está acontecendo, ficam confusos. Não sabem se riem ou se me ajudam. Graças a Merlin escolhem a segunda opção, e logo Lílian ajoelha-se na minha frente, tentando me fazer engolir o suco de abóbora, Hugo, Albus e Alice dizem palavras de apoio e Scorpius dá batidinhas nas minhas costas.

Finalmente, consigo engolir o feijãozinho e agradeço a ajuda deles. Eles não se seguram e começam a rir, pois o que aconteceu foi realmente engraçado, admito. Mas ver Malfoy rindo de mim faz eu me sentir de forma diferente, fico com raiva e magoada. Sem querer, deixo escapar, encarando-o:

- Fique longe de mim!

Ele olha para mim, surpreso e parando de gargalhar, assim como os outros.

- Como é? Eu te ajudei com a bala, você já estava começando a ficar roxa, e ao invés de me agradecer, fala para eu me afastar? Que ingrata, não suporto gente assim. – diz o loiro, com repulsa.

- Mas eu te agradeci sim, Malfoy, só que você riu de mim, sendo que eu não vi graça nenhuma no ocorrido. Eu poderia ter morrido, por isso que eu disse “Obrigada”. Mas isso não te dá o direito de achar que pode ficar gargalhando da minha cara com essa sua risada escandalosa. Meus primos, meu irmão e minha amiga, tudo bem, conheço eles desde sempre e sei de muitas coisas bizarras e ridículas que eles já fizeram, mas você? Você nem é da família. Não sei como Albus te suporta, sinceramente.

Ele ouve tudo me olhando com desprezo e quando acabo, retruca:

- Pois sabe o que eu acho? Eu tenho pena de você! Você nunca beijou ninguém, nunca ficou ou namorou alguém, nem foi tocada! E sabe por quê? Você é feia, reta e chata, uma Sabe-Tudo irritante!

Isso para mim foi a gota d’água. Não sou cheia de curvas, mas com toda a certeza do mundo não sou reta, pode acreditar. Eu sei que costumo não me importar com o que dizem sobre mim, mas vindo dele... É horrível.

Levanto do banco, com lágrimas nos olhos, olho nos olhos acinzentados de Malfoy e saio, sem dizer nada, sentindo os olhares de todos sobre mim.

No corredor, esbarro em James, que corria atrás da mulher do doce, pois ele é um poço sem fundo, está sempre com fome.

- Rose, o que aconteceu? – ele pergunta quando vê que eu estou chorando.

- Ah James... – ele me abraça e fico chorando em silêncio, sentindo seus braços em volta de mim, enquanto bate levemente nas minhas costas e fala para eu me acalmar. Quando isso acontece, pergunta:

- Então, consegue me explicar agora o que há de errado?

- Não é nada, mas obrigada. – sorrio para ele e entro na cabine em que algumas amigas minhas estão sentadas, Nina Brown, Clare Patil, filha de Parvati, e Anne Patil, filha de Padma. As primas Patil são da Corvinal e Nina é da Lufa-Lufa, por isso não costumo falar muito com elas. De vez em quando, vou à mesa delas no café da manhã conversar, ou as três vêm na minha. Somos boas amigas, mas não nos falamos diariamente. Elas se surpreenderam quando apareci, e logo Nina me deu um abraço e perguntou por que eu não estava junto com meus primos. Respondi que queria variar um pouco e ela riu. Lembrei do dia que contei aos meus pais da minha amizade com a Brown...

Flashback mode on

Estávamos de férias, logo eu começaria meu segundo ano em Hogwarts, o tempo passou muito rápido. Fomos à casa do tio Harry e da Tia Gina, que tinha uma piscina aumentada magicamente. A água era misturada com uma forma diluída de guelricho, por isso, quando mergulhávamos, ingeríamos a substância e ficávamos o tempo que quiséssemos embaixo d’água, que também era enfeitiçada para parecer o mar. Nós amamos ficar ali nas férias, é uma maravilha.

Bem, saímos da piscina e fomos para uma área do quintal dos Potter, que era como uma churrasqueira aberta ao ar livre, mas que não molhava quando chovia, graças à magia. Tia Gina e minha mãe foram fazer um lanchinho para todos nós, e quando voltaram tinham em mão uma travessa com vários bolinhos, suco de abóbora e Sorvete de Todos os Sabores, da mesma linha dos feijõezinhos. Funcionava assim: cada um recebe um pote que contém um sorvete branco. A cada colherada, é um sabor gelado diferente.

Todos nós comíamos em paz, em uma mesa redonda com um guarda-sol em cima. Minha mãe perguntou:

- E então, como está Hogwarts?

- Muito bem tia, nós temos muitos amigos lá, até mesmo eu, sendo da Sonserina. – disse Albus.

- Ah, que ótimo querido, nós ficamos tão preocupados quando soubemos dessa escolha inusitada do Chapéu Seletor. Que bom que você não se isolou. – respondeu Hermione. – Rose, meu amor, você não me disse quem são seus outros amigos, além dos seus primos e da Alice.

- Bem, eu tenho mais três amigas que eu gosto mesmo.

- Que são...? – disse meu pai, impaciente.

- Clare e Anne Patil e Nina Brown. – falei prontamente.

- O quê? – exclamaram meus pais juntos. Tio Harry e tia Gina deram risinhos; eles já conheciam aquela história muito bem.

- Nina Brown? Filha de Lilá Brown? – disse minha mãe, impaciente e com os olhos arregalados.

- Acho que sim mãe, por quê? – olhei para minha mãe e para meu pai enquanto falava, não entendia o porquê daquele escândalo.

- Deixe que eu te explique Rose, já vi que eles estão muito exaltados para isso. – disse tia Gina, que olhava para seu irmão reprovadoramente.

- Claro, tia. – respondi. Meus primos estavam com o mesmo olhar confuso que eu, assim como meu irmão. O único que parecia não ligar era James, que olhava para uma trouxa incrivelmente bonita que passava na rua, que, por sua vez, olhava para a barriga com tanquinho do meu primo. Sério isso? Ele só tinha 12 anos!

Minha tia começou:

- Quando estávamos em Hogwarts, eu no quinto ano e seus pais no sexto, Rony não conseguia ter coragem de simplesmente chegar à sua mãe e admitir que a amava. Então, eu disse que na cara dele que ele nunca havia namorado ninguém e que era inexperiente. Ele começou a namorar pegajosamente a Lilá, que sempre gostou dele. Isso deixou Hermione profundamente magoada e se tornou um pouco... vingativa. Mas tudo acabou quando Rony foi parar na ala hospitalar, longa história, e, enquanto dormia, disse o nome da Mione. Ela ouviu, Lilá chorou e foi embora e é por causa disso eu acho que eles ainda estão juntos. Mentira, eles se amam de verdade.

Quando olhamos, meus pais estavam se beijando. Provavelmente o beijo começou quando tia Gina disse que meu pai falou o nome da minha mãe enquanto dormia. A Sra. Weasley disse:

- É mesmo, tinha quase esquecido dessa história. Não tem nenhum problema em você ser amiga da Nina, está bem filha? Apoio a amizade de vocês, e tenho certeza – nessa hora ela lançou um olhar fulminante para Rony – que seu pai concorda também.

Flashback mode of

Converso com minhas amigas durante toda a viagem e nos divertimos bastante contando nossas aventuras das férias. Colocamos nossos uniformes, pus meu distintivo de monitora, e logo chegamos a Hogwarts.

Notas finais
Então, o que acharam? Demonstrem isso nas reviews!!
Obrigada e bjokas!