My Heart Will Go On
1 Prólogo - Uma pequeno resumo sobre mim
A história que vou lhes contar, infelizmente, faz parte da minha vida. Mas a palavra infelizmente é muito vaga, pois grande parte dela foi muito, muito linda para mim. Mas o seu desfecho me
traz lágrimas, de dor e saudade. Mas é preciso tirar isso de mim, não quero carregar uma linda história sozinho. Uma história linda, e muito triste.
Primeiramente, deixem-me eu me apresentar. Meu nome é Frank Anthony Thomas Iero Jr., trinta e cinco anos, filho de pais ricos e importantes, mas para minha tristeza, são separados. Mamãe é uma lady, vive usando vestido caríssimos, perfumes da França, e coisas de mulheres ricas e mimadas pelos pais. Papai é dono de uma indústria de automóveis, se encontra com gente rica e famosa e gasta grandes quantidades de dinheiro em restaurantes finos e bem-frequentados,e tabernas e prostíbulos quando era tarde da noite.
Papai e Mamãe se separaram só fisicamente, por que ainda são muito bem casados na Igreja e no mundo dos Homens. Tudo isso para evitar escândalos e fofocas, ou boatos demasiados exagerados. Papai era contra a liberdade de imprensa.
Por serem muito ricos e gastadores, meus pais não tinham tempo para mim. Contrataram uma moça de uns dezoito anos na época (eu tinha seis), chamada Helena. Ela era muito boazinha e amável, foi uma mãe de verdade para mim. Tive sua companhia até os meus dezesseis anos, quando ela se casou, e quando meu pai viu que eu já estava quase um homem, e precisava mexer com os negócios da
família.
Mas eu não queria nada disso. Naquela época, meu sonho era correr o mundo, viajar de barco, navio, viver exatamente ao contrário da minha vida. Eu queria comer sopa de batatas extraviadas, carne de segunda, sopas suspeitas. E isso tudo tem o nome de liberdade.
Mas o máximo que fiz foi um cruzeiro pela América do sul, em 1901. Quando eu tinha 19 anos. Fui com mamãe, que desejava exibir
o belo (segundo ela) filho para as mocinhas ricas e idiotinhas que estariam
naquela viagem.
Mas não foi por uma delas por quem me apaixonei.
Aliás, foi por um lindo jovem, de vinte e um anos.
E foi no embarque no porto de Dover que minha história começa.
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