My Heart Will Go On
4 Famous Last Words
Notas iniciais
Aqui está outro capítulo, curtinho, mas bem importante!
Beeeeijo!
Respirei pesado e procurei a minha volta qualquer pessoa que se parecesse com Gerard. Ou então qualquer pessoa. Depois de certo tempo, me levantei, deixando água escorrendo pelo meu corpo. Enxuguei-me e vesti minhas roupas. Suspirei tristemente. Eu não passava de um garoto bobo.
Fiquei deitado esperando por mamãe. A espera me deu sono e dormi o sono dos anjos. Dormi gostosamente, pois tive minha primeira pequena aventura e gostei de sentir aquele pequeno prazer de liberdade.
- Frank, meu amor, acorde, já é hora de jantar!
Mamã tinha voltado ao quarto. Percebi que ela já havia tomado banho e estava trajando um vestido muito elegante e cheio de pedras. Fomos até o último deck e sentamos numa mesa com várias senhoras, homens de negócio e as filhas, bobinhas e assanhadas. As olhei com nojo e ignorei solenemente suas tentativas de tentarem chamar minha atenção.
Os pratos que eram servidos no restaurante eu conhecia todos, mas eu preferia batatas fritas com uma carne qualquer. Disse isso ao garçom, que me olhou espantado. Mama, para variar deu um espetáculo, perguntando aonde é que eu aprendera aquelas coisas tão recalcadas e vadias como aquelas. Apertei meus lábios macios e delicados, para ficarem sujos após as seguintes palavras:
- Mamãe, que eu seja um delinquente, um vagabundo, um arredio, e eu gostaria que toda essa porra de alta sociedade fosse para o inferno!
Fiquei exaltado, todos no restaurante olhavam para o pequeno Iero. (N/A: Ele se refere a ele mesmo, ok?) que começava a crescer na sociedade. Levantei-me enfurecido. E saí pisando duro do restaurante. Engoli as lágrimas de raiva e fui para a parte descoberta do navio, e já estava quase escuro. Aquilo estava me depreciando e senti que eu nunca poderia mudar minha realidade. Eu sentia uma tremenda vontade de morte. Eu queria liberdade. Quem sabe eu encontraria nas águas do mar, a esperada liberdade. Da morte.
Ninguém estava lá, o que era ótimo. Senti as lágrimas de uma vida inteira escorrendo por meus rosto delicado e infantil. Corri para uma das bordas do barco, que a esta hora já estava em mar de águas profundas.
Alcei uma perna de modo desequilibrado, e as barras eram escorregadias. Eu estava certo que iria me jogar no oceano. Minha vida foi um fracasso total. Passei a outra perna, estava definitivamente decidido a me matar, dane-se o resto. Respirei fundo e comecei a contar: Um... Dois...
- Saia daí, criança!
Era Gerard. Quase larguei de vez a borda que eu me segurava. Ele surgira do nada, assustado e visivelmente preocupado. Em um pulo ou dois ele se aproximou de mim.
- Passe para o lado de cá. – ele ordenou.
- Não – respondi com firmeza;
- Vamos criança! A vida é linda!
- Para você – senti os olhos marejarem.
Um vento mais forte soprou e os cabelos de Gerard balançaram. Estava úmido e minhas mãos suavam. E aquele parapeito, polido e lustrado, escorregadio. A força do vento (que era muito forte, acreditem) me fez desequilibrar. Escorreguei e por pouco não fui atirado ao mar. Gerard, num movimento rápido, me segurou. Eu tremia e chorava convulsivamente. Para me tirar de lá, ele me pressionou contra seu corpo com o braço, e com o outro, trouxe minhas pernas para dentro.
- Nem queira cair lá. É como se facas de gelo te cortassem. É realmente muito frio. – eu estava em seu colo, ele olhava o mar grandioso.
- Mas eu estou com frio. – gemi.
Ele me pôs sentado no chão, tirou seu casaco e após colocá-lo em meus ombros, me abraçou fortemente:
- Tudo bem criança... eu estou aqui...
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