My Heart In Your Eyes
8 My baby
Notas iniciais
Mais uma bela manhã em Paris. Yunho acordou com o calor dos primeiros raios de sol em sua pele. Sentiu o corpo do namorado se mexer sob seus braços, mas logo se aquietando de novo.
“ Meu anjo dorminhoco.”
Ficou parado apenas sentindo a respiração de Jae. Estava imensamente feliz, as lembranças da primeira noite de amor com o amado tomaram conta de seus pensamentos o fazendo sorrir. Depois de alguns minutos entretido com suas lembranças, Yunho sentiu as mãos de Jae repousarem sobre as suas.
– Bom dia meu amor! – Jae disse esticando o pescoço para beijar o namorado.
– Bom dia meu anjo, dormiu bem?
– Claro, nunca dormi tão bem em toda a minha vida. Estou tão feliz.
– Eu também. Te amo. – Yun sussurrou ao aproximar novamente seus lábios do pescoço do menor. – Eu queria muito ficar aqui com você para sempre, mas acho que devíamos nos levantar, Paris ainda tem muito a nos mostrar, não?
– Sim, agora! Vou ligar no quarto dos rapazes. Não os vimos ontem, será que estão bem?
– Devem estar, afinal, estamos em Paris, o que poderia dar errado?
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = =
No mesmo corredor, mas no quarto ao lado, Yoochun se encontrava sentado na poltrona no canto do quarto. Depois de passar praticamente a noite toda acordado, desistiu de permanecer deitado e sentou-se ali. Agora observava o sono tranqüilo de Junsu, que mais parecia uma criança dormindo. Yoochun estava inquieto desde o começo da viagem. Pensava que talvez essa viagem fosse a oportunidade que esperava para finalmente ter sua noite de amor com o namorado. Mas este ainda mostrava sinais de medo todas as vezes que sentia que Yoochun queria mais. E para tranqüilizar o menor, Yoochun sempre desistia e o abraçava para dormirem tranqüilos. Só que a situação estava começando a se tornar insuportável para Yoochun. Queria tanto ter o namorado em seus braços, seu corpo gritava por isso todos os dias.
O telefone do quarto tocou assustando Yoochun e acordando Junsu.
– Oi Jae! – disse Yoochum logo que atendeu o telefone. – Claro, nós vamos sim. Daqui quarenta minutos nos encontramos no porta do hotel. Ok, até.
– O que foi meu bem? – Junsu disse se espreguiçando na cama, dando uma visão perfeita de seu corpo à Yoochun.
– Nada, os rapazes querem sair e nos chamaram para acompanhá-los. –Yoochun disse ainda preso à imagem à sua frente.
– Então vamos. – Junsu pulou da cama e foi para o banheiro para se arrumar.
O dia passou rapidamente. Visitaram muitos lugares, comeram muito e riram muito. Já era final de tarde quando Jae chamou Junsu em particular enquanto estavam dentro de uma imensa loja de presentes, fingindo mostrar alguns porta-retratos ao amigo.
– O que foi Jae?
– Tem algo errado entre você e o Yoochun? – Jae perguntou após ver que Yoochun não se divertia tanto como eles durante o passeio.
– Não que eu saiba, por que?
– Ele está estranho, você não percebeu?
– Estranho como?
– Ai Junsu, tenha a santa paciência! Você devia prestar mais atenção no seu namorado. Tenho certeza que tem algo errado. Se você não sabe o que é, devia tentar descobrir. Vai lá. – Jae disse empurrado o amigo em direção à Yoochun que estava distraído olhando alguns bonés.
– Oi meu amor, o que está vendo? – Junsu se aproximou abraçando o namorado pela cintura.
– Nada demais, só alguns bonés.
– Hum... Você está bem? Parece meio chateado. – Junsu realmente era péssimo em sutileza.
– Não, estou bem. Acho que só um pouco cansado.
Quando estavam saindo da loja, Jae viu um cartaz sobre uma festa que aconteceria em uma boate. Pensou que aquela poderia ser uma boa oportunidade para Yoochun e Junsu se divertirem, já que seu melhor amigo gostava muito de dançar.
– Ei gente! Olhem aqui. Vai ter uma festa hoje. É em uma boate, que tal? – Jae disse com empolgação, o que fez Yun estranhar aquilo. Pelo que sabia, Jae nunca foi chegado em festas, muito menos em boates.
– Ai que legal, nós devíamos ir. – Junsu disse empolgado.
– Ah, não sei se é uma boa. –Yoo disse desanimado. Naquele dia não tinha vontade de fazer nada.
– Ah vamos Yoo, por favor! Eu amo dançar, vai ser legal! – Junsu pediu com um biquinho tão fofo, que Yoochun quase babou.
– Está bem, vamos. – Yoo se rendeu rapidamente ao capricho do namorado. Nunca resistia quando Junsu fazia aquela carinha.
Voltaram ao hotel para se arrumar. Ao entrarem no quarto, Yun logo quis saber as intenções do namorado com aquilo tudo.
– No que você está pensando?
– Eu?
– Não se faça de inocente meu anjo. Eu te conheço e sei muito bem que detesta boates e festas. O que aconteceu para querer ir assim de repente?
– Ai tá bom, eu conto. É que acho que o Yoo e Su não estou bem, sabe. Yoo ficou triste o dia todo e Junsu é muito devagar e não percebeu nada. Estou desconfiando do que seja, mas prefiro não me intrometer. Então vou dar um empurrãozinho. Junsu fica descontrolado quando houve uma boa música dançante.
– E o que tem demais nisso? – Yun ainda não tinha entendido as intenções do namorado.
– Digamos que Junsu é extremamente medroso e inocente. Acho que eles ainda não tiveram nenhuma noite de sexo, e isso deve estar matando Yoochun sabe.
– E como você sabe disso?
– Se tivesse acontecido, eu saberia. O Junsu estaria muito diferente. Tipo, fica estampado na cara dele quando algo assim acontece. Lembro até hoje quando deu o primeiro beijo dele. Foi uma semana inteira com o sorriso de bobo e morrendo de vergonha até da própria sombra.
– Ai Jae, você não tem jeito mesmo. Não deveria se meter nisso.
– Mas eu não estou me metendo. Só estou dando uma forcinha. Eles é que tem, ou melhor, o Junsu é que tem que fazer alguma coisa. Mas hoje vai, tenho certeza.
– Não sei não...
– Ah meu amor, você nunca viu Junsu em uma festa. Aguarde!
Os rapazes se arrumaram e seguiram para a tal festa. Estavam todos muito bem vestidos. Jaejoong usava uma regata vermelha, calça jeans preta, uma jaqueta de couro e coturnos da mesma cor. Yunho estava de calça jeans azul claro, camisa branca e tênis branco. Yoochun estava muito elegante com uma calça jeans clara, regata branca, blazer preto e tênis All Star preto. Mas Junsu se superou naquela noite. Calça jeas preta muito justa, regata preta igualmente justa, coturnos pretos e um blazer preto. A roupa justa destacou cada curva de seu corpo, o fazendo arrancar suspiros até mesmo das atendentes da recepção do hotel. Yoochun fingiu que não prestou atenção na roupa do namorado, mas seu corpo teimou em se aquecer rapidamente ao ver aquelas curvas se moverem à sua frente.
Chegando na boate, a música alta imediatamente aborreceu Yunho, que não gostava desses ambientes. Jae percebeu e o abraçou pela cintura.
– Agüente só um pouquinho meu amor. É só para dar uma forcinha para eles, daqui à pouco nós damos um jeitinho de fugir.
Yunho balançou a cabeça positivamente relaxando ao toque dos braços do namorado. Os quatro sentaram-se em uma mesa ao canto da boate e pediram algo para beber. Yunho e Jae ficaram apenas no refrigerante. Yoochun e Junsu já pediram algo mais forte, o primeiro para controlar seu nervosismo por ver Junsu daquela forma e o segundo para ficar mais solto, estava louco para ir para a pista de dança. Jaejoong ao perceber que Junsu beberia, deu um toque em Yoochun.
– Yoo, toma conta do Su, ele gosta muito de dançar, mas é fraco para bebida. Se você não tomar conta ele fica descontrolado.
Yoochun balançou a cabeça de forma positiva para Jae, que colou seu corpo no de Yunho e o encheu de beijos e carinhos. Junsu bebeu o primeiro copo e chamou Yoo para dançar.
– Pode ir meu bem, eu prefiro ficar aqui.
Junsu não se importou e foi para a pista de dança, deixando um beijo molhado nos lábio do namorado antes de se afastar. Não demorou muito e Junsu já era o centro das atenções na pista. Seu corpo se mexia com agilidade conforme a batida da música. Movimentava-se de forma sensual, deixando Yoochun completamente louco vendo aquilo.
Jaejoong percebendo que sua missão estava cumprida, tratour de sair dali rapidamente arrastando o namorado consigo.
– Ué, por que saímos?
– Bem, Junsu está dançando como um doido no meio da pista e Yoo está babando. Calculando que o Su não vai beber só um copo, acho que minha missão está cumprida. – Jae disse dando um beijo na bochecha do namorado.
Yun riu das idéias do namorado e o abraçou, o fazendo acompanhar seus passos de volta ao hotel. A noite de ambos ainda seria longa.
= = = = = = = = = = = = = = = = =
Yoochun não tirou os olhos do namorado nem por um segundo. Junsu era cobiçado por todos os olhares do lugar, mas mesmo assim Yoochun estava gostando de ver o namorado daquele jeito, tão vivo, tão sensual e tão atraente. Estava acostumado a ver um Junsu meigo, brincalhão e inocente.
Junsu parou por um momento e foi até a mesa onde o namorado estava.
– Cadê o Jae e o Yun?
– Não sei. – Yoochun disse finalmente notando que estava sozinho na mesa. – Eles estavam aqui até agora. Devem ter ido ao banheiro.
Junsu pediu mais uma bebida, fazendo Yoochun começar a se preocupar.
– Você não está exagerando?
– Não, é só um pouquinho. Na fique com essa carinha. Vem dançar comigo?
– Não meu amor, não sou bom nessas coisas, prefiro ver você dançar. Está lindo! – Yoochun beijou os lábios de Junsu e sentiu o gosto do álcool.
Junsu voltou para a pista de dança. Mais uma vez dominou a atenção de todos. Depois de uma hora Junsu já tinha bebido cinco copos de um drink colorido que ele nem sabia o nome. Claro que sob os protestos do namorado que não entendia como ele ainda não estava cansado. A música mudou e a batida chamou a atenção de Junsu que voltou correndo para a pista, depois de beber o restinho do sexto copo. A canção era sensual, lenta e Junsu a dominava com passos marcantes e ousados. Junsu já estava totalmente descontrolado, o calor cobriu seu corpo o fazendo arrancar o blazer que vestia e jogá-lo em direção ao namorado, esboçando em seu rosto um sorriso safado.
Yoochun não acreditou naquilo. Abaixou-se para pegar o casaco e quando se levantou pensando em ir tirar o namorado de lá antes que ele ficasse pelado, viu Junsu rebolando em cima de uma mesa, cercado por homens e mulheres cheios de desejo nos olhos. Junsu passava as próprias mãos por seu corpo enquanto rebolava no ritmo da música. Mordia seus lábios como se sentisse prazer por estar ali daquela forma.
– Junsu, desça daí agora. – Yoochun disse se aproximando da mesa.
– Não vou não! Vem cá você, vem dançar comigo. – Junsu disse estendendo a mão e sorrindo de lado para o maior.
Yoochun aproveitou a oportunidade e agarrou a mão do namorado e puxando, o fazendo cair em seus braços.
– Ah Chunnie, deixe de ser chato. Eu quero dançar. – Junsu dizia enquanto tentava se livrar das mãos de Yoochun, que o arrastava para fora da boate.
– Você está completamente bêbado, mais um pouco e você tira a roupa na frente de todo mundo.
– Eu quero dançar! – Junsu ficou repetindo a frase até chegarem ao hotel.
Yoochun entrou arrastando o menor e depois trancou a porta.
– Por Deus Junsu, vai tomar um banho e dormir, você está descontrolado. Nunca mais eu vou deixar você beber.
– Eu não vou não. Eu quero dançar! – Junsu sorria que nem um bobo, andando de uma lado para outro fazendo passinhos de dança totalmente tortos e fora do ritmo.
– Então vou eu, senão fico louco. E nem pense em sair daqui, ouviu?
Quando Yoochun entrou no banheiro, Junsu ligou o som e colocou uma música qualquer e pegou um copo e se serviu de uísque, que estava sobre a mesinha no canto do quarto. Começou a dançar enquanto bebia.
Yoochun tomou um banho rápido para poder colocar o namorado debaixo do chuveiro. Precisava acabar com aquela bebedeira de Junsu. Mas quando abriu a porta do banheiro se deparou coma cena mais deliciosa de toda a sua vida. Junsu estava dançando no meio do quarto, sem camisa e com um copo na mão. Yoochun perdeu o ar imediatamente. Como seu namorado era lindo. Yoochun nunca havia percebido o quão sexy ele podia ser.
– Su, pare de beber, você vai passar mal. – Yoo tomou o copo do menor e o colocou de volta na mesinha.
– Ah, para de implicar. Vem cá, vem dançar. — Junsu puxou Yoo pela cintura e colou seu corpo no dele.
– Pare com isso, você está bêbado.
– Não, não quero parar. – Jusnu abraçou forte o namorado e o fez acompanha-lo no ritmo da música. Seus corpos estavam colados e Junsu passava as mãos pelas costas do namorado fazendo-o se arrepiar todo. Yoochun estava a ponto de perder o controle, o outro não parava de provocá-lo eháa muito tempo queria ter Junsu daquela forma. Tomou os lábios do menor o apertando contra seu corpo. Junsu se entregou inteiramente, gemendo nome do namorado quando este deixou seus lábios e começou a beijar seu pescoço.
– Chunnie...
Yoo estava a ponto de jogar Junsu na cama e tê-lo naquele momento, mas percebeu como o namorado estava ficando com o corpo mole e seus gemidos não estavam mais fazendo sentindo. Nesse momento recuperou a razão e afastou o namorado de si e o levou para a cama. Junsu deitou e puxou Yoochun para si. Mas Yoochun não cedeu. Apenas retirou o resto da roupa do menor sob os protestos do mesmo e viu seu amor adormecer em seus braços. Yoochun o queria mais que tudo, mas não daquela forma, enquanto estivesse completamente bêbado, sem consciência de seus atos. Queria fazer amor com Junsu quando ele estivesse lúcido e realmente quisesse aquilo.
Depois que a respiração de Junsu se tornou suave e tranqüila, Yoochun se acomodou melhor na cama e tentou dormir. Mas não obteve muito sucesso nessa tentativa.
= = = = = = = = = = = = = = =
Eram quase sete horas da manhã quando Junsu acordou. Sua cabeça doía e seu estômago estava péssimo. Olhou para o lado e viu Yoochun dormindo tranquilamente. Não conseguia se lembrar direito da noite anterior, mas sabia que algo de ruim tinha acontecido. Principalmente porque não se lembrava de nada, e isso era sinal de que tinha bebido além da conta. Levantou-se e foi tomar um banho. Ligou na recepção do hotel e pediu que levassem café da manhã para dois até o quarto e também um remédio para dor de cabeça, apesar de ser muito cedo, foi atendido prontamente.
Yoochun acordou quando alguém bateu na porta do quarto. Abriu lentamente os olhos e viu Junsu colocando uma bandeja sobre a mesinha.
– Bom dia. – Yoochun disse se sentando na cama com uma expressa séria.
– Bom dia, você está bem? — Junsu teve que perguntar depois de ver a seriedade do namorado.
– Sim, estou . E você?
– Eu o que? – perguntou Junsu inocentemente enquanto mordia um pedaço de pão.
– Você está bem? Achei que acordaria passando mal, por ter bebido tanto ontem à noite.
– Chunnie... – Junsu disse se sentando ao lado namorado na cama.- Eu fiz algo de errado? Eu não me lembro do que aconteceu. Lembro de nós quatro chegando na boate, mas não lembro como e quando saí.
– Saiu não, eu que tirei você de lá antes que você fizesse um striep tease na frente daquele monte de gente.
– Ai me desculpa meu amor. Eu não devia ter bebido, sempre que faço isso acaba dando em confusão. Me desculpe, eu só queria, eu queria... – as lágrimas tomaram o rosto de Junsu sem sua permissão.
– O que foi meu amor? Por que está chorando? Está tudo bem, já passou. – Yoochun abraçou a namorado não entendendo a reação do mesmo.
– É que eu queria.... Eu queria tentar ficar mais à vontade, mais solto.... Para você.
– Como assim para mim?
– Eu sei que eu estou sendo péssimo com você amor. Eu juro que queria muito te dar mais de mim, mas eu tenho tanto medo, que toda vez que você se aproxima eu não consigo reagir, o medo não deixa. Me desculpe. – Os soluços de Junsu ficaram altos, deixando Yoochun preocupado. – Eu bebi porque achei que perderia meu medo e que talvez....
– Ssshhiii.... – Yoochun colocou o dedo sobre os lábios do menor. – Não diga mais nada, não pense assim. Não precisava ter bebido tanto por causa disso, meu bem. Eu te amo muito e esperarei o tempo que for preciso. As vezes eu fico até chateado, mas eu sou um idiota por isso. É só que às vezes é mais forte que eu. Não precisa ficar assim. E além disso, eu não quero ter você porque estará bêbado. Eu quero você lúcido, para que aproveite cada momento e se lembre disso para o resto de sua vida. Entendeu? Pare de chorar, eu te amo muito.
Junsu abraçou o namorado com força e ficaram ali até o choro passar. Depois de um tempo Junsu levantou o rosto e encontrou o olhar apaixonado do namorado. Sentiu o quanto aquela pessoa o amava e pela primeira vez não sentiu o medo o dominar, desejou realmente poder se entregar completamente. Tomou os lábios do namorado o surpreendendo.
Quando se afastaram Yoochun viu que o rosto do namorado estava levemente inchado e avermelhado por causa do choro. Sentiu seu coração doer, não queria nunca vê-lo daquela forma. Mas foi surpreendido novamente pelos lábios de Junsu, num beijo quente e sensual.
– Junsu... – Yoochun disse entre os lábios do namorado. – Não precisa afazer isso meu amor, está tudo bem.
– Eu quero. – Junsu falou se afastando de Yoochun e o olhando intensamente nos olhos.
– Eu quero tentar, por favor. Eu quero muito ser seu, mas não sei como lidar com isso.
– Não precisa meu amor, você deve estar cansado. Depois falamos mais disso.
Junsu viu que o outro não cederia tão facilmente por achar que ele estava fazendo aquilo apenas para agradá-lo. Então partiu para o ataque sem ouvir as palavras do outro. Avançou seu corpo sobre o do outro e deitou-se sobre ele.
– Eu disse que eu quero tentar, por favor. Deixe-me tentar. – dizia entre beijos. – Me faça seu, agora.
Yoochun não agüentaria por muito tempo, aquilo era o que mais queria e Junsu estava conseguindo tira-lo completamente do controle. Junsu desceu as mãos pelo abdômen do namorado enquanto beijava seu pescoço.
– Junsu, pare com isso. – Yoochun já falava com dificuldade, pois o outro lhe tirara completamente o ar.
– Eu quero meu amor. Eu quero agora.
Yoochun não mais resistiu e tomou os lábios do namorado com urgência. O beijou intensamente, um beijo quente, molhado, sensual e sentiu aqueles lábios doces cederem ao desejo. Parou por um instante e olhou o menor nos olhos e viu neles o desejo pelo qual tanto esperou ver, mas ainda havia insegurança.
– Eu prometo que não vou te machucar. Se eu fizer alguma coisa que não gostar, me fale, ok? Eu quero que seja perfeito... – Yoochun disse e voltou à beijar o namorado.
Yoochun retirou sua própria camisa com agilidade e deitou-se na cama puxando o namorado para ficar por cima. Junsu não conseguia deixar os lábios do maior, estava sentindo seu corpo queimar e naquele momento o medo cedeu totalmente ao desejo. Yoochun desceu a mão pelas costas do outro e quando chegou à barra da camiseta deste, a puxou, deixando o namorado apenas com uma calça de moletom. Suas peles se tocaram e um arrepio percorreu-lhes o corpo todo. Junsu não sabia como seria aquilo, mas seu corpo estava tão sedento, que simplesmente atendia a todos os toques e pedidos silenciosos do outro. Beijavam-se com amor, enquanto suas mãos acariciavam cada pedacinho da pele descoberta de ambos.
Yoochun girou e se colocou sobre o menor, distribuindo beijos em seu pescoço, peitoral e chegando até o abdômen lisinho e branquinho do amorado. Junsu sentia um choque em seu corpo a cada vez que o lábios do namorado tocavam sua pele. Sentiu as mãos descerem até o elástico de sua calça e puxa-lo para baixo. Não se opôs, ainda tinha receio, mas o desejo estava acima daquilo. Depois de deixar o namorado apenas com uma boxer preta, o maior se deteve em as coxas do namorado, distribuindo beijos e chupões, seguindo uma trilha de beijos até seus lábios. Junsu estava entorpecido por aquelas sensações, seu corpo se arrepiava todo e pedia por mais. Já estava evidentemente excitado, o que deixou o namorado com mais desejo ainda. Yoochun retirou a boxer de Junsu lentamente, se excitando mais ainda ao ver que o namorado estava tão desejoso quanto ele. Levou as mãos ao membro enrijecido e começou a massageá-lo lentamente, tentando dar o máximo do prazer ao outro.
Junsu já não conseguia mais conter seus gemidos, que até então estavam presos em sua garganta. Deixou-se chamar o nome do namorado a cada vez que sentia o corpo ferver em desejo. Não demorou muito à sentir os espasmos do próprio corpo anunciando que não agüentaria segurar mais tempo.
– Chunnie, eu ...
E então Yoochun sentiu o líquido quente escorrer por sua mão. Sem se importar apenas lambeu os próprios dedos, deixando o outro corado com aquela cena sensual. Junsu puxou o maior para si e rolou na cama, o cobrindo com seu corpo. Estava gostando muito daquilo, e com certeza queria mais. Passou a distribuir beijos sobre o corpo do namorado e sentiu seu rosto corar quando ele próprio puxou a calça e a boxer do namorado, o deixando completamente nu. Yoochun achou fofo demais quando viu o tom avermelhado no rosto do namorado ao vê-lo sem roupas. O puxou pelo braço o fazendo cair sobre seu corpo. O contato dos corpos nus imediatamente enlouqueceu o casal. Junsu voltou a beijar o namorado, seus lábios , seu pescoço, deus mamilos, abdômen e desceu até a virilha. Quando fez menção de tomar o membro de Yoochun com as mãos, este o segurou e o olhou nos olhos.
– Não precisa fazer isso meu amor.
– Eu quero. Eu quero experimentar.
Yochun soltou o menor e o deixou fazer o quisesse. Não queria forçá-lo a nada, e para a primeira vez era um pouco constrangedor fazer aquilo em se tratando de Junsu. Mas Yoochun foi surpreendido quando as carícias do começaram. Ele realmente sabia o que estava fazendo e fez Yoochun se sentir muito mais excitado do que já estava. Mas ainda mais surpreendente, foi quando sentiu o outro abocanhar seu membro. Um gemido alto escapou-lhe da garganta, e sensações indescritíveis o atingiram. Junsu não era experiente, mas estava se saindo bem por ser sua primeira vez. Yoochun estava enlouquecido e sentiu que não agüentaria muito mais tempo. Puxou o namorado o fazendo deitar-se na cama e deitou sobre ele.
– Você é incrível. – sussurrou para o menor enquanto beijava seu pescoço, fazendo Junsu corar mais ainda. – Me promete que se quiser parar, você vai me dizer? Eu não quero forçar nada.
Junsu balaçou a cabeça aceitando o pedido do outro.
– Vai doer um pouco meu amor, mas depois passa. Se quiser parar me fala.
Yoochun voltou a encher o namorado de beijos e carícias. Não estava acreditando que finalmente o tinha para si. Estava tão feliz e faria tudo para que aquele momento fosse perfeito para o menor. Então levantou, foi até sua mala e pegou um pequeno vidrinho, voltando para a cama rapidamente.
– O que é isso? – Junsu perguntou inocentemente.
– Vai ajudar a você não sentir dor.
Yoochun colocou um pouco do lubrificante nos seus dedos e levou a mão até a entrada do menor. Junsu ao sentir o líquido gelado lhe tocar, arrepiou-se todo. Não pode evitar de sentir medo, mas se controlou ao máximo para o outro não perceber. Yoochun distribuiu o lubrificante suavemente sobre a entrada do menor e depois introduziu um dedo lentamente. Junsu não conseguiu evitar um gemido alto de dor, fazendo Yoochun parar imediatamente. Depois de alguns segundos Junsu relaxou e movimentou o quadril, fazendo com que Yoochun introduzisse o segundo dedo. E depois o terceiro.
– Está tudo bem? – Yoochun se preocupou ao ver a testa franzida do namorado, mas Junsu afirmou que estava bem. – Prometo que a dor vai passar rápido.
Yoochun tirou os dedos e posicionou seu membro na entrada de Junsu. Foi invadindo o corpo do outro lentamente, fazendo o menor fechar os olhos e agarras seus braços com força. Yoochun parou quando estava completamente dentro do corpo do namorado, e só depois que Junsu o olhou pedindo por mais, ele começou a se movimentar lentamente.
No início Junsu achou que não suportaria, que teria que pedir para parar. Mas a dor começou a se esvair de seu corpo e um calor gostoso tomou conta de si. E então o calor se tornou desejo que mesclado com aquela dorzinha ainda presente, o fez agarrar o namorado e gemer alto, arranhando sua garganta. Yoochun se movimentava rapidamente, segurando o menor pelo quadril com força.
– Mais Chunnie, mais...
Junsu implorava com a voz doce e dengosa para que Yoochun fosse além. Yoochun então atingiu o ponto sensível do menor o fazendo agarrar- se no lençol. Repetiu o movimento várias vezes, ouvindo o namorado gemer ser nome. Quando sentiu que não agüentaria mais, envolveu o membro já excitado do outro com sua mão e o massageou no ritmo daquela dança sensual.
– Chunnie... – Junsu gemeu ao sentir que seu máximo prazer estava próximo, fazendo com que Yoochum fizesse movimentos mais rápidos.
Junsu sentiu os espasmos novamente e se desmanchou nas mãos do namorado enquanto este o preenchia com seu prazer. Yoochun saiu de dentro do namorado depois de alguns minutos de silêncio, e se deitou ao lado, o envolvendo com seus braços.
– Está tudo bem?
– Nunca estive tão bem em toda a minha vida. – Junsu se virou para o outro, ficando frente a frente. – Obrigado por me esperar por tanto tempo. – acariciou o rosto do maior que fechou os olhos com o toque suave das mãos do namorado. — Eu te amo.
– Eu também te amo.
Não demorou muito e Junsu adormeceu. Yoochun ficou ali o observando descansar. Novamente via seu bebê adormecido. As linhas suaves de seu rosto tão lindo, seus lábios ainda avermelhados pelos beijos daquela manhã, seu cabelo sedoso como de uma criança. Nem de longe parecia aquele homem sensual que dançava na boate no dia anterior ou o amante que acabara de descobrir na cama. Era apenas o seu bebê, doce e gentil, por quem tinha se apaixonado perdidamente há alguns meses atrás.
O abraçou, aconchegando seu corpo junto ao outro, beijou-lhe os cabelos e sussurrou antes que o cansaço o tomasse e o levasse dali.
– My baby...
Fale com o autor