Notas iniciais
Oi gente! Voltei! *_* Mais um capítulo para nós ^_^ Obrigada pelos reviews! Amei demais! bjos

Não demorou muito e Junsu adormeceu. Yoochun ficou ali o observando descansar. Novamente via seu bebê adormecido, como uma criança. As linhas suaves de seu rosto tão lindo, seus lábios ainda avermelhados pelos beijos daquela manhã, seu cabelo sedoso como de uma criança. Nem de longe parecia aquele homem sensual que dançava na boate no dia anterior ou o amante que acabara de descobrir na cama. Era apenas o seu bebê, doce e gentil, por quem tinha se apaixonado perdidamente há alguns meses atrás.

O abraçou, aconchegando seu corpo junto ao outro, beijou-lhe os cabelos e sussurrou antes que o cansaço o tomasse e o levasse dali.

– My baby...

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Naquele mesmo dia, Jaejoong e Yunho combinaram de almoçar com Yoochun e Junsu. E claro que Jae percebeu que seu plano tinha dado certo assim que olhou para Junsu.

–Eu sabia que daria certo. – Jae cochichou para Yunho enquanto caminhavam pelas ruas de Paris de braços dados.

– O que meu amor? — Yunho não podia ver o rosto de Junsu, mas tinha Jae para ver por ele.

– Junsu está mais vermelho que uma pimenta e não pára de sorrir. Está parecendo uma criança que acabou de abrir o presente do Papai Noel.

Yunho caiu na gargalhada. Era impressionante como Jae conseguia ver através das pessoas e aquela situação estava realmente engraçada.

Depois de almoçarem foram fazer mais compras, e Jae não perdeu a oportunidade de cutucar o amigo.

– E então Su, me conta, a noite foi boa?

– Hã? – Junsu perdeu o ar imediatamente, ficando tão vermelho que parecia que estava passando mal.

– Ai Su, eu não te agüento. Pára de fazer essa cara. Você sabe que não consegue esconder as coisas de mim e pela sua cara, essa noite aconteceu alguma coisa muito boa, não?

– Ai que coisa Jae! Você não perde uma. Curioso! – Junsu se afastou mostrando a língua para o amigo, que ficou rindo da situação.

E assim foi até o fim daquela viagem. Inesquecível para os quatro amigos. Ali naquele lugar, compartilharam a alegria de eternas amizades e se entregaram ao verdadeiro amor. Seria uma marca importante na vida de cada um deles, as doces lembranças de Paris. E eles nem imaginavam que aquele lugar ainda seria o palco de parte da grande história de vida e amor deles. Voltariam ali bem antes do podiam pensar.

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Depois daquela viagem, os dias pareciam voar. Passaram-se quatro meses e muitas mudanças os acompanharam. Junsu agora morava no apartamento de Yoochun. Estavam tão sedentos um do outro que não ficavam uma única noite separados, então ter dois apartamentos deixou de ter sentido.

Yunho e Jae estavam imensamente felizes. Apesar da deficiência de Yunho, a vida dos dois era tranqüila e cheia de amor. Jae era carinhoso, atencioso e sempre estava um passo à frente, surpreendendo cada vez mais o namorado. Yunho não mais conseguiria viver sem o outro, Jae o completava em todos os sentidos.

A livraria estava indo muito bem. Depois do fim da reforma, o movimento aumentou bastante e então Jae e Junsu resolveram colocar Changmim como gerente e contrataram mais funcionários. Por isso só apareciam na livraria duas ou três vezes por semana, ou quando era necessária a presença deles. Agora tinham mais tempo para dedicar aos namorados, à casa e puderam até realizar outras atividades. Junsu voltou a se dedicar às suas composições e sua música. Jaejoong passava horas lendo livros e artigos sobre a doença que deixara Yunho sem sua visão, claro que sem que o mesmo soubesse. Queria saber mais e também poder ajudar de alguma forma. Além disso, dedicou mais tempo à sua outra grande paixão, que era cozinhar. Alguns cursos interessantes, novos livros de receitas e alguns quilos a mais para o namorado que nunca resistia aos seus pratos.

Naquela tarde, Yunho e Jaejoong foram até o consultório médico para Yunho realizar alguns exames de rotina. Estes serviam para avaliar a situação do paciente, se seria possível ou não um transplante. Já estavam acostumados com aquilo, nos últimos meses foram várias vezes ao consultório, o que deixava Yunho muito irritado. Ele não achava aquilo tudo necessário, não tinha esperança alguma de voltar a enxergar, mas Jae insistia tanto que Yunho sempre cedia somente por consideração ao namorado.

Mas aquele dia foi diferente. Dentro da sala do médico ouviu-se alguém levantar a voz.

– JURA? – Jae não pôde se conter, sendo repreendido pelo namorado por falar tão alto dentro de um consultório.

– Sim. – o médico achou graça da empolgação de Jae. – Agora só nos resta aguardar por um doador.

– Yun, meu amor, você ouviu isso? Você vai poder passar pelo transplante! Isso é maravilhoso! – Jae não conseguia se controlar, abraçava com força o namorado e sua alegria era tanta que algumas lágrimas saltaram de seus olhos. Yunho sentiu as gotas molharem sua camisa e apertou o namorado em seus braços. Não pôde deixar de se alegrar, tudo em Jae era contagiante. Mesmo ainda não acreditando que conseguiria um doador rapidamente, Yunho sentiu pela primeira vez uma pontinha de esperança em seu peito.

– Bem, quando eu tiver notícias, ligo imediatamente para vocês. – O médico se despediu do casal e se retirou.

Yunho e Jae foram direto para a casa de Yoochun e Junsu. O menor não resistiu em contar logo a novidade aos amigos. Já entrou pulando e abraçando os dois ao mesmo tempo.

– SÉRIO? AAAAAAAAAAAAAAAAAA!QUE TUDO YUN! – Junsu pulou no pescoço de Yunho e o abraçou forte.

– Cara, que boa notícia! – Yoochun também abraçou Yunho, dando tapinhas nas costas do mesmo.

Naquela noite ficaram juntos até tarde, pediram pizza e tomaram sorvete. Yunho estava feliz, mais pela alegria de Jae do que por ele mesmo. Agora teria que passar por mais uma fase difícil. A espera de um doador. Yunho sabia que aquilo poderia demorar muito, mas evitou ficar pensando em tudo isso para não transparecer alguma preocupação e estragar a alegria de seu amado anjo.

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Já haviam se passado três meses desde a consulta médica que confirmou a possibilidade de fazer o transplante. Não havia ainda nenhuma notícia de doador, fato que estava deixando Jae muito apreensivo. Yunho também estava ansioso, mas conseguia disfarçar melhor ou então suas esperanças eram mesmo quase nulas. Levavam sua vida normalmente e não falavam muito no assunto.

Em uma tarde de primavera Jae saiu para fazer compras. Yunho se ofereceu para acompanhá-lo, mas Jae o impediu.

– Por que meu anjo? – Yun nunca entendi a insistência de Jae em fazer as compras sozinho.

– Ai meu amor, você sabe como eu sou para fazer compras, demoro horas. E você se cansa logo e fica irritado. Então para não brigarmos, eu vou e você fica aqui descansando, ok?

– Tudo bem então, mas volta logo, já estou com saudades. – Yunho pediu dando um beijinho no pescoço do namorado.

Jae se arrepiou com o toque dos lábios do outro em sua pele. O abraçou com força e sentiu seu doce aroma, ficando por um instante absorto em seus pensamentos mais pervertidos. Yunho correspondeu o abraço, mas sentiu algo estranho. Uma pontada no peito o fez curvar o corpo, como se quisesse se proteger da dor.

– O que foi meu amor? – Jae se preocupou com a expressão de Yunho

– Nada, senti uma pontada no peito, uma coisa ruim. Mas está tudo bem, não deve ser nada.

– Mesmo? Se quiser fico com você e amanhã faço as compras.

– Não meu anjo, está tudo bem. Pode ir, eu vou me deitar um pouco.

– Tudo bem então. Te amo muito, volto logo. – Ao ouvir essas palavras, Yunho sentiu novamente uma pontada aguda em seu peito. Mas conseguiu disfarçar para que o outro não se preocupasse.

– Amor? – Yunho chamou fazendo Jae se virar de volta antes de sair pela porta.

– O que?

– Eu te amo. Toma cuidado e volta logo.- Jae ao ouvir as palavras do namorado, lhe devolveu um eu te amo sorridente. Mesmo que Yunho não pudesse ver.

Yunho largou-se no sofá assim que ouviu o clique da porta se fechando. Seu peito doeu mais uma vez e uma sensação de medo o dominou. Começou a contar os minutos para ouvir o clique da porta novamente e sentir que seu anjo estava novamente ali ao seu lado.

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Duas horas já haviam passado desde que Jae fora fazer compras. Yunho estava ansioso, mas era normal que Jae demorasse de duas a três horas nas compras, pois era muito meticuloso na compra de todos os produtos necessários para a casa. Yunho se deitou no sofá e fechou os olhos, precisava relaxar, mas não adiantou muito. Então foi até a cozinha, pegou um copo de suco e voltou a se sentar no sofá novamente. Pegou o controle do som e colocou uma música para se acalmar. Respirou fundo por alguns segundos e tentou deixar a música preenche-lo.

The loneliness of nights alone (A solidão das noites sozinho)
The search for strength to carry on (A busca de força para continuar)
My every hope has seemed to die (Minha esperança pareceu morrer)
My eyes had no more tears to cry (Meus olhos não tinham mais lágrimas para chorar)
Then like the sun shinned from up above (Então como o raio de sol vindo de cima)
You surrounded me with your endless love (Você me cercou com o seu amor sem fim)
And all the things I couldn't see (E todas as coisas que eu não podia ver)
Are now so clear to me (São agora tão claras para mim)

Enquanto isso Jae passeava pelo supermercado empurrando o carrinho de compras. Conferiu duas vezes tudo o que havia no carrinho para ter certeza que não havia esquecido nada. Dirigiu-se até o caixa, pagou por suas compras e pediu para entregarem em sua casa. Costumava levar as compras, mas naquele dia resolveu pedir para entregar, estava com preguiça de colocá-las no carro e queria chegar logo em casa. Ficou preocupado com a súbita dor que Yunho sentiu antes que saísse de casa.

You are my everything (Você é meu tudo)
Nothing your love won't bring (Nada o seu amor não vai trazer)
My life is yours alone (Minha vida é só sua)
The only love I've ever known (O único amor que eu já conheci)
Your spirit pulls me through (Você me puxa através de seu espírito)
When nothing else will do (Quando nada mais o fará)
Every night I pray (Toda noite eu rezo)
On bended knee (De joelhos)
That you will always be (Para que você seja sempre)
My everything (Meu tudo)

Enquanto dirigia de volta para casa, observou uma cena curiosa. Bem no meio da rua havia uma criança chorando e gritando pela mãe. Os carros passavam rapidamente, desviando do pequeno para não atropelá-lo, mas ninguém fazia nada para tirá-lo dali.

Jae se desesperou vendo a criança sozinha no meio do trânsito. O menino não devia ter mais do que cinco anos e estava realmente correndo risco no meio daqueles carros. Imediatamente, Jae parou o seu carro e desceu para pegar o menino. Driblou os carros que passavam em alta velocidade para alcançar a criança. Percebeu então que vinha em direção ao garoto um carro preto esportivo, em alta velocidade e parecia não ter visto a criança, pois não desviara nem um centímetro de seu trajeto. Em questão de segundos atingiria a criança. Quando finalmente o motorita percebeu o que aconteceria e pisou no freio, já era tarde e o acidente não poderia ser evitado, estava próximo demais àquela criança.

Now all my hopes and all my dreams (Agora todas as minhas esperanças e todos os meus sonhos)
Are suddenly reality (De repente a realidade)
You've opened up my heart to feel (Você abriu meu coração para sentir)
A kind of love that's truly real (Uma espécie de amor que é verdadeiramente real)
A guiding light that'll never fade (A luz guia que nunca vai desaparecer)
There's not a thing in life that I would ever trade (Não há nada na vida que eu jamais trocaria)
For the love you give it won't let go (Pois do amor que você dá não vou desistir)
I hope you'll always know (Eu espero que você sempre saiba)

Jae não pensou duas vezes ao ver aquele carro vindo e correu até a criança, se jogando à frente dela e a abraçando. Tudo aconteceu rapidamente e o tempo não foi suficiente para que Jae tirasse a criança e se desviasse do caminho do carro. Conseguiu apenas abraçar a criança, a envolvendo com seu corpo e recebendo o golpe da lataria do carro em seu próprio corpo. O choque fez com que Jae e a criança fossem arremessados para longe, mas em momento algum Jae soltou o menino, recebendo também todo o impacto da queda.

You're the breath of life in me (Você é o sopro da vida em mim)
The only one that sets me free (O único que me liberta)
And you have made my soul complete for all time (E que completou a minha alma por toda a eternidade)
For all time (Por toda a eternidade)

O copo de suco caiu e se estilhaçou no chão, esparramando o líquido amarelo em meio aos cacos afiados. Yunho estava imóvel, em pé no meio da sala. Seu peito doeu, achou que iria morrer ali naquele instante. Caiu de joelhos e fechou seu punho sobre o próprio peito, querendo afastar a dor.

You are my everything (Você é meu tudo)
Nothing your love won't bring (Nada o seu amor não vai trazer)
My life is yours alone (Minha vida é só sua)
The only love I've ever known (O único amor que eu já conheci)
Your spirit pulls me through (Você me puxa através de seu espírito)
When nothing else will do (Quando nada mais o fará)
Every night I pray (Toda noite eu rezo)
On bended knee (De joelhos)
That you will always be (Para que você seja sempre)
My everything (Meu tudo)

E então o choro do menino desapareceu. Jae ainda consciente queria ver a criança, saber se estava bem, mas seu corpo não o obedecia. Luzes vermelhas, gritos e buzinas. Depois disso, escuridão.

A música parou e logo em seguida o celular começou a apitar. Yunho reuniu o pouco que ainda restava de suas forças e procurou pelo telefone, seguindo o som que se tornava cada vez mais alto...

O celular caiu, deixando a pessoa que falava do outro lado gritando e chamando por alguém. Alguém que agora estava ajoelhado no chão, com as mãos trêmulas e o rosto encharcado pelas lágrimas que vieram à tona.

– Meu Jae... meu anjo não...

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Junsu entrou correndo no apartamento de seu melhor amigo.

–Yunho! — gritava pelo outro, entrando em todos os cômodos do apartamento.

Acabara de tentar falar com Jae, para combinar um jantar, mas alguém desconhecido atendeu dizendo que o dono do telefone tinha sofrido um acidente e estava sendo levado para o hospital.

Junsu escancarou a porta do quarto de Yunho e o encontrou ajoelhado no chão.

– Yunho, você está bem?

– Jae... – o nome saiu como um sussurro sufocado.

– Sim, eu sei. Acabei de saber e vim te buscar para irmos ao hospital. Anda, levante-se precisamos ir logo. – por mais que estivesse em pânico por causa do ocorrido, Junsu ainda conseguia manter-se aparentemente calmo.

Yunho se levantou com a ajuda de Junsu, estava completamente perdido. Só se deu conta de sua realidade quando se viu na entrada de um hospital, com Yoochun de um lado e Junsu do outro. Sentiu medo quando sentiu que estava dentro daquele lugar. Medo do que poderia ter acontecido à pessoa que era o seu respirar.

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– Vocês é que são responsáveis pelo senhor Kim Jaejoong?

Yunho foi tirado de seus devaneios pela voz do médico. Já estavam ali há uma hora aguardando notícias. A única informação obtida até aquele momento foi que Jae tinha sido atropelado tentando salvar uma criança. E que seu estado ainda era incerto.

– Sim, somos nós. – Junsu respondeu vendo que Yunho ainda estava perdido com toda aquela situação.

– Bem, os ferimentos do senhor Jaejoong foram realmente graves, seu estado não está muito bom. Ele fraturou duas costelas e a perna direita. E alguns dos ferimentos externos foram bem profundos, alguns cortes e ralados. Mas o que mais nos preocupa no momento foi a pancada na cabeça. Nós já o encaminhamos para fazer alguns exames para verificarmos se há algum ferimento interno.

Yunho sentiu suas pernas amoleceram e foi amparado por Yoochun.

– Nós podemos vê-lo doutor? – Junsu perguntou aflito.

– Ainda não. Ele está passando por exames ainda. Assim que nós acabarmos, teremos os resultados para saber como proceder. Só assim poderemos transferi-lo e vocês poderão vê-lo.

O médico se virou para voltar ao trabalho, mas Junsu o impediu.

– E a criança doutor? Disseram-nos que ele tentou salvar uma criança do atropelamento. Ela está bem?

– Sim, é um menino. Seu amigo foi muito corajoso, um verdadeiro herói. Se ele não tivesse feito o que fez, aquele garoto não teria sobrevivido ao acidente. Ele está ferido, mas não é nada grave.

– E a família da criança? Foram avisados? – Yoochun entrou no meio da conversa.

– Olha, nós não localizamos a família. Segundo algumas pessoas que viram o acidente, a criança estava sozinha no local. Já informamos às autoridades competentes para verificar a situação desse menino.

O médico se retirou e Junsu correu para perto de Yunho. Mesmo tentando ser forte para consolá-lo, não conseguiu conter as lágrimas.

– Calma Yun, o Jae é forte, ele vai sair dessa. Não vai ser nada grave.

– Su... – algumas palavras saíam entre os soluços de Yunho. – Meu amor... O meu anjo, eu não posso perdê-lo...

– Não vai perdê-lo Yun, não vai. – Yoochun ainda abraçava Yunho tentando dar conforto ao seu desespero.

Os minutos se arrastaram até alguém vir dar notícias aos três rapazes. Estavam sentados na mesma posição há mais de duas horas, mal sentiam suas pernas. Yunho não conseguia conter as lágrimas, estava completamente perdido. O médico se aproximou do trio para dar as notícias tão aguardadas.

– E então? Como ele está? – Junsu logo se adiantou mostrando sua angústia.

– Bem, nos exames não encontramos nada de grave, mas ele ainda está inconsciente. Vamos mantê-lo aqui por alguns dias, mesmo depois que ele acordar. Ele está muito ferido e precisa de um cuidado especial. E depois vocês precisarão o obsevar, ele pode ter algum sintoma por causa da forte pancada, como dores fortes de cabeça, tontura, esquecer de coisas habituais ou algo desse tipo. Se ele apresentar qualquer um desses quadros, vocês devem trazê-lo para cá imediatamente.

– Já podemos vê-lo? – pela primeira vez Yunho abriu a boca.

– Sim, mas ele ainda está sedado. Sigam por esse corredor e virem à esquerda. É a primeira porta à direita. – o médico se retirou notando pela primeira vez que Yunho não enxergava. Os dois amigos o levavam pelo braço até o local indicado.

Ao entrarem no quarto, se depararam com Jaejoong todo machucado. Estava com ataduras em torno do tronco, gesso em uma das pernas e seu rosto e seus braços estavam bastante feridos. Junsu não conseguiu evitar que um gemido de choque saísse de sua garganta, fazendo com que Yunho soubessse no mesmo instante que seu namorado estava realmente muito ferido.

– Me leve até ele Su. – Yunho pediu e foi atendido rapidamente. Junsu o guiou até a maca e colocou a mão de Yunho sobre a de Jae. Depois pegou uma cadeira e colocou-a perto para que Yunho se sentasse.

– Yun, só tome cuidade com os ferimentos. Ele está machucado no rosto e nos braços.

Yun sentiu a pela macia das mãos de Jae sob seus dedos. Entrelaçou os próprios dedos aos do outro e deixou-se chorar. Chorou muito, deixando toda a sua dor sair. Seu peito doía muito, quase perdera seu grande amor e agora só o queria de volta em casa em segurança.

Yoochun e Junsu se lamentavam baixinho vendo o estado de Jae. Sentaram-se no sofá no canto do quarto e permaneceram em silêncio, como se não estivessem ali. Queriam deixar Yunho ficar em paz perto de Jae.

– Jae, meu anjo... – Yunho começou a falar baixinho, sem se importar se os outros dois ouviam ou não. – Acorde meu amor, estou aqui. Você precisa acordar...

Jae não se moveu. Yunho escutava perfeitamente a respiração fraca do menor. Sentiu uma enorme tristeza por não poder ver seu anjo. Queria poder cuidar dele naquele momento. Não pode deixar de se culpar por ter deixado Jae sair sozinho para as compras. Se ele estivesse junto, talvez poderia ter evitado o sofrimento do outro.

– Me perdoe meu anjo. Eu devia ter te protegido mais, não é? Prometi à mim mesmo que eu cuidaria de você e agora você está assim. Me perdoa... – as lágrimas escorriam mais uma vez pela face de Yunho, seu peito doía como nunca. Sua maior fraqueza era o sofrimento do outro. Não sobreviveria se algum dia perdesse seu motivo de viver. Jae era seu calor, o que lhe movia na vida, que lhe fazia sentir todos os sentimentos bons que a vida pode oferecer.

Os rapazes permaneceram ali em silêncio, queriam estar ali esperando Jae acordar. Yunho nem mesmo soltou as mãos do namorado, esperando pelo momento em que poderia ouvir novamente a voz alegre deste. A noite chegou, a madrugada passou e Jae ainda permanecia adormecido, alheio ao sofrimento da pessoa que ainda segurava suas mãos enquanto chorava silenciosamente.

Notas finais
Não me matem por favor! Foi judiar demais do meu bebê fazendo ele se acidentar... mas tudo tem seu motivo. No próximo cap Jae vai acordar... o que será que vem por aí? Obrigada por acompanhar!bjos