Notas iniciais
Oi galera. Muito obrigada pelo reviews. Fiquei super feliz.*__* Mais um cap para vocês.Espero que gostem!bjoosss

Jaejoong resolveu que não iria trabalhar naquele dia. Seu humor estava péssimo por causa dos sonhos estranhos, então resolveu tirar uma folga. Ligou para Junsu, que não se opôs à decisão, e também avisou seus funcionários, dando mil e uma recomendações para o bom funcionamento do estabelecimento enquanto estivesse ausente. Ficou o dia todo deitado no sofá assistindo filmes, jogando vídeo game e comendo. Seu dia não valeu nada, mas não agüentou ficar em casa e no final da tarde resolver ir ao supermercado fazer compras. Seu armário da cozinha estava ficando vazio.

Enquanto isso, Yunho estava mais uma vez sentado na praça. Estava alegre, na reunião de trabalho do dia anterior recebeu a notícia de que seria promovido. Seria o diretor do seu setor na editora. Faria a parte de orientação dos novos funcionários que ocupariam cargos como o que ele tinha antes, e ajudaria o diretor comercial da empresa em algumas situações específicas. Seria bom mudar um pouco o seu dia a dia no trabalho, além de que o financeiro também melhoraria. Por alguns momentos Yunho se esqueceu completamente de seus problemas. Ficou esperando pelo dono do perfume enquanto seus pensamentos viajavam por lugares desconhecidos. Ainda estava receoso por saber que o tão desejado perfume era de um homem. Mas não conseguiu evitar pensar nele. Ficou tentando se lembrar daquela voz, tão perfeita, tão suave, mas ainda assim havia nela traços de masculidade.

Yunho não percebeu, mas o céu escureceu e as pessoas foram embora. Yunho achou estranho o silêncio que se fazia à sua volta e quando abriu os olhos percebeu que estava muito escuro. Só via alguns pontos luminosos ao longe, que deviam ser as os faróis dos carros nas ruas e as luzes no interior das casas. Percebeu então que hoje o rapaz do perfume não havia passado por ali. Sentiu um vazio enorme tomar conta de seu coração. Resolveu ir embora, pois sentiu um aroma de terra molhada por perto e um vento frio passar por seu corpo. Iria chover. Levantou-se para seguir seu caminho ficando um pouco receoso, pois no escuro era muito difícil enxergar até mesmo os vultos. Mas como estava perto de casa, resolveu arriscar, já que conhecia o caminho muito bem. Mas antes do segundo passo, seus olhos encontraram o vazio. Parou por um instante e sentiu as gotas da chuva atingirem seu rosto. Olhou em volta, em pânico, não conseguiu ver nada, nem luzes, nem vultos, nada. Passou a mão pelo próprio rosto, para ter certeza que seus olhos estavam abertos. Sim, estavam abertos, o que significava que realmente estava sem sua visão. Percebeu então que aquele dia tão temido tinha chegado. O dia que não veria mais a luz do céu no amanhecer. O dia em que se tornaria dependente de outras pessoas, que não seria capaz de acompanhar seus próprios passos no caminho de casa. O pânico se apoderou de Yunho e seus joelhos cederam, enquanto a chuva o atingia ferozmente.

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Jaejoong saiu do supermercado debaixo do guarda-chuva. Antes de sair de casa sentiu o cheiro da terra molhada e percebeu que poderia chover, então se precaveu. Fez suas compras e pediu para que entregassem em seu apartamento. A compra não era para ser tão grande, mas Jaejoong se empolgou e comprou mais do que queria, até mesmo comprando alguns itens para Junsu. A chuva estava ficando mais forte, então Jaejoong apressou seus passos para chegar rapidamente em casa. Resolveu cortar caminho pela praça, para não ter que dar a volta e se molhar mais ainda.

Ao passar pela praça algo lhe chamou a atenção. Aproximou-se e viu um homem ajoelhado no chão, completamente encharcado pela chuva.

– Oi! Com licença, você está bem? – Jaejoong perguntou se abaixando em frente ao homem. Este levantou os olhos e para espanto de ambos era Yunho.

– Meu Deus, você! – Jaejoong não conseguiu conter seu espanto.

Yunho reconheceu a voz de Jaejoong imediatamente.

– Você está bem? O que houve? – não houve resposta. — Venha, precisa sair dessa chuva, vai ficar doente! — Jaejoong falava alto, pois o barulho da chuva era forte.

Yunho não se moveu. Não acreditava que ainda que estava no completo escuro. Jaejoong deu a volta e puxou Yunho pelos braços, o forçando a se levantar. Depois passou o braço pela cintura do outro e tentou caminhar dando apoio para o mesmo. Mas o guarda-chuva não ajudou. Por fim Jaejoong fechou o guarda chuva e o jogou de lado, dando todo o seu esforço para manter o outro em pé.

– Vamos, precisamos sair daqui! – Jaejoong tentava despertar o outro.

– Vá, não precisa fazer isso. Eu me viro. – Yunho não queria passar por aquilo. Mesmo tendo Jaejoong por perto, que era o que desejava até poucos instantes atrás, ele queria ficar ali, morrer ali, não havia sentido ficar e não enxergar a pessoa que estava ao seu lado.

– Nada disso, vou te levar comigo. Não vou te deixar aqui. – Jaejoong disse determinado.

Yunho ao ouvir tais palavras deixou-se levar por Jaejoong. Não viu por onde foi e por quanto tempo andou, mas percebeu quando não estava mais na chuva. Sentiu que estava em um lugar quente e ouviu a voz de Jaejoong falar várias coisas, como toalha, tirar roupas, maluco, frio, e outras palavras que não faziam sentido naquele momento. Sentiu seu corpo ceder e então seu consciente falhou.

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Yoochun resolveu ir até a livraria novamente. Apesar da chuva, poderia ver Junsu mais uma vez. Depois daquela vez em que se apresentou não teve coragem para voltar lá, pelo menos não de maneira que Junsu o visse. Todos os dias Yoochun ía até o café que tinha do outro lado da rua , em frente à livraria, só para ficar olhando Junsu através da janela. Mas hoje Yoochun sentiu uma enorme vontade de ouvir a voz doce do anjo que tomava conta de seus sonhos todas as noites. Era inexplicável, mas Yoochun viu Junsu pela primeira vez naquela mesma rua. Estava passando de carro e notou um rapaz bonito, de cabelos escuros e muito lisos, pele branca e lábios rosados. Estava carregando uma sacola e muitos livros, parecia muito apressado, ao ponto de não ver o carro de Yoochun se aproximando. Yoochun freou bruscamente ao ver Junsu em sua frente. Já estava pretendendo descer do carro e tirar satisfações com o pedestre irresponsável, mas nesse momente viu o rosto de Junsu.

Já do outro lado da rua o rapaz atrapalhado cumprimentava outra pessoa, exibindo um sorriso angelical, fazendo Yoochun esquecer que estava no carro parado no meio da rua. Viu Junsu entrar na livraria e a partir desse dia foi até aquele lugar todos os dias para vê-lo. Percebeu que o rapaz angelical era um dos donos da livraria, que só ficava lá à noite, que não tinha muitos amigos, a não ser um rapaz bonito de cabelos negros que ficava lá durante o dia, o qual Yoochun reparou que devia ser o outro dono. Também percebeu que quando estava desocupado Junsu ficava sempre sentado no mesmo canto da livraria. As vezes lendo, as vezes apenas observando o tempo. Até que um dia resolveu ir lá comprar alguns livros, só para ver aquele anjo de mais perto.

Yoochun dirigia até a livraria enquanto relembrava de tudo isso. Parou em frente ao estabelecimento e viu Junsu trancando a porta e abrindo o guarda-chuva para ir embora. Então numa louca esperança de ter seu anjo por perto mais uma vez bateu a mão na buzina. Junsu parou e tentou ver quem estava no carro, mas os vidros escuros não permitiram. Aproximou-se e viu o vidro baixando lentamente. Assustou-se ao ver que quem estava dentro do carro era o tal cliente de alguns dias atrás, o que o deixou com o coração disparado.

– Oi... — Yoochun tomou coragem e começou.

– Oi... Me desculpe, acabamos de fechar. – Junsu tentou disfarçar seu nervosismo.

–Tudo bem, eu estava só passando e vi você saindo. Quer uma carona?

– Não, tudo bem, eu moro aqui perto. Não precisa se incomodar.

– Imagina, não é incomodo não. Entre aí, eu te levo, a chuva está muito forte.

–Mas...

– Entra logo. – Yoochun interrompeu antes que o outro pudesse tentar escapar.

Sem saída e com uma pontinha de satisfação por ver aquela pessoa novamente, Junsu entrou no carro.

– Onde você mora?

– Moro nesta mesma rua, no terceiro quarteirão depois desta esquina.

–Ok, vamos lá.

–Olha, não precisava, é tão pertinho Yoo.... Yoochun. É Yoochun né? – Junsu ficou sem graça por dar na cara que não havia esquecido o outro.

– Isso, Yoochun. E você é Junsu. – Yoochun disse olhando pela janela, estava sem graça de olhar nos olhos do outro.

Junsu ficou muito envergonhado, corando imediatamente, fato que Yoochun não deixou de notar. Dentro do carro estava muito quente, mesmo o tempo estando muito frio do lado de fora.

– É aqui. – Junsu disse se virando pela primeira vez para Yoochun. Arrependeu-se daquilo na mesma hora. Era impressionante o poder que Yoochun tinha sobre ele. Sentiu seu coração disparar mais ainda e seu rosto corar, a palavras sumiram e uma sensação de vergonha se apoderou de seu corpo. Para ele era vergonhoso ter aquele tipo de reação perto de um homem, mas não conseguia evitar.

– Bem, obrigado pela carona. – Junsu começou e fez menção de sair do carro, mas sentiu uma mão sobre a sua. Um toque suave que fez seu corpo se arrepiar da cabeça aos pés.

– Espere. Será que podemos sair para tomar um café algum dia? – Yoochun disse sem pensar muito.

–É, eu não sei, você parece ser um cara ocupado e...

–Não tem problema, para você eu arrumo um tempo, mas se você não quiser tudo bem. — Yoochun retirou a mão de cima da de Junsu com uma expressão triste.

– Não! – Junsu disse alto demais, assustando até a si próprio, fazendo Yoochun sorrir. – Tudo bem, eu aceito. Aliás, você quer entrar? – Junsu não soube de onde vieram aquelas palavras e se achou um idiota. – Entre, eu preparo um capuccino bem quente para nós.

–Bem, claro, mas não quero incomodar. Você deve estar cansado.

– Não, por favor, aceite. É o mínimo que posso fazer por ter me poupado de tomar toda essa chuva. – Junsu sorriu sem graça fazendo o coração Yoochun disparar.

–Tudo bem então.

Ambos desceram do carro e abriram seus guarda-chuvas e caminharam até a entrada do edifício. Dentro do elevador o clima estava tenso. Junsu morava no sexto andar, mas parecia que era o décimo sexto. Quando entraram no apartamento Yoochun se sentiu muito confortável. Era um ambiente muito bonito. Pequeno, em tons claros e o único destaque era um piano, preto e brilhante, que estava no canto da sala. A sala deveria ser o maior cômodo, pensou Yoochun, ao ver o pequeno corredor, que deveria ser de acesso aos quartos e a cozinha, que se via atrás de uma bancada de pedra na lateral na sala.

– Que bonita sua casa. – Yoochun puxou assunto vendo Junsu colocando seus pertences sobre a mesa e olhar para os lados com um ar perdido.

–Obrigado. É pequena, mas moro sozinho e ter muito espaço para limpar não é legal. – deu uma risada sem graça. — Fique a vontade, vou preparar o capuccino

Entrou na pequena cozinha e começou a vasculhar seus armários. Pegou duas canecas, o pote de capuccino, colocou uma chaleira com água no fogo, pegou uma pequena travessa de vidro, colocou alguns biscoitos doces de um lado e outros salgados do outro. Também pegou uma bandeja e ajeitou tudo sobre esta e ficou aguardando a água ferver. Nesse momento conseguiu ordenar seus pensamentos. Estava ali parado na sua cozinha enquanto o cara bonitão estava na sua sala.

“Meu Deus Junsu, o que há com você? Não acredito que convidei um desconhecido para tomar capuccino comigo. Só faço esse convite para o Jae. Nunca permiti outras pessoas aqui em casa, e agora estou praticamente derrubando as portas para esse cara que nem conheço entrar. Isso está errado. Mas... Mas não consigo evitar. Ele tem um sorriso tão lindo e... Pare agora Junsu!”

Junsu ficou tão absorto em seus pensamentos que não percebeu Yoochun entrar na cozinha. Vendo a distração de Junsu, Yoochun o chamou.

– Hum... Junsu?

–Hã?- Junsu se assutou e derrubou um pote de balas que estava sobre a bancada, fazendo o pote se espatifar e as balas se espalharem pelo chão.

– Ai, me desculpe, eu não queria te assustar. – Yoochun se abaixou a fim de arrumar a bagunça.

–Não precisa, deixa que eu arrumo, foi culpa minha, estava distraído. –Junsu disse rapidamente tentado catar os cacos de vidro no chão.

– Calma, eu te ajudo, você vai...

– Ai! — Junsu levou o dedo a boca tentando evitar o sangramento, mas foi tarde demais, uma gota de sangue caiu sobre o piso branco, assustando Yoochun.

– Você se machucou, deixe-me ver isso.- Yoochun se aproximou, mas Junsu se afastou instantaneamente.

– Calma, não vou te machucar, só quero ajudar. Deixe isso aqui que eu arrumo para você. Precisa cuidar desse corte. Tem um caixinha de primeiros socorros aí?

– Tem, eu vou buscar.- Junsu se levantou e sumiu da vista de Yoochun. Enquanto isso o outro limpou o chão, catando todos os cacos de vidro e juntando as balas em outro recipiente que estava sobre a bancada. Desligou a água que fervia e terminou de preparar o capuccino. Pegou a bandeja e a levou até a mesinha da sala.

Junsu aparece depois de alguns minutos com um curativo no dedo. Corou ao ver a bandeja sobre a mesa da sala.

– Nossa, você já arrumou tudo. Que vergonha, você que é a visita e acaba tendo que arrumar o lanche.- sorriu sem graça

–Sem problemas, e seu dedo?

– Está bem, não foi nada demais, é que sou distraído.

Junsu sentou ao lado de Yoochun e começaram a beber o capuccino. Convesaram um pouco contando alguns detalhes da vida um do outro, como trabalho, livros e bebidas. Yoochun observava Junsu sem disfarces. Notou o tom avermelhado que os lábios de Junsu adquiriram quando entraram em contato com o líquido quente. A vontade de tomar a boca de Junsu veio involuntariamente e Yoochun desviou o olhar para não ceder à tentação.

– Você toca piano? – Yoochun tentou puxar assunto.

–Sim, toco. É meu passatempo na verdade. Gosto muito de música. – Junsu disse ainda corado.

–Posso ver você tocar? – Yoochun pegou Junsu de supresa.

–É... Cla..claro, vou tocar para você.

Junsu se levantou e foi até o piano. Yoochun ficou sentado observando. De repente a melodia tomou conta de seus ouvidos. Era a canção mais linda que já havia escutado. Suave, mas ao mesmo tempo arrebatadora. A expressão de Junsu era serena enquanto tocava. Yoochun se aproximou do piano e ficou observando as mãos do menor deslizarem sobre as teclas. Depois sentou –se na banqueta ao lado de Junsu e começou a acompanha-lo. Situação que assustou Junsu, mas este teve que admitir que gostava daquela situação. Seu corpos estavam lado a lado e suas mãos se tocavam de vez em quando. Yoochum pegou a canção facilmente e assim ficaram por alguns minutos até o fim da melodia.

–Linda. De quem é essa canção? — Yoochun perguntou olhando fixamente para Junsu que corou mais ainda.

– É minha, eu compus.- Junsu disse mostrando timidez ao revelar aquilo.

–Sério? É linda mesmo, perfeita. Você é muito talentoso. – Yoochun se aproximou e colocou sua mão sobre a de Junsu. – Não fique envergonhado, só estou dizendo a verdade.

– Obrigado pelo elogio. –Junsu puxou sua mão e tentou mudar de assunto. – Você também toca muito bem.

– Obrigado. A música também é um de meus passatempos.

– Que legal, temos algo em comum. – Junsu disse e se arrependeu logo em seguida. Estava falando demais e resolveu se afastar antes de fazer ou falar mais alguma besteira. Fez menção de se levantar, mas sentiu seu punho ser agarrado por Yoochun.

– Espere. – Junsu sentou –se novamente e ficou preso pelo olhar do outro por alguns instantes. – Eu preciso te falar uma coisa, eu.... – Yoochun não sabia como dizer.

– Falar o que? – Junsu disse baixinho sentindo seu coração disparar.

– Eu... eu gosto muito de você Junsu. – Yoochun começou.

– Eu também gosto Yoochun, você parece um cara legal e...

– Não, não é assim. Eu gosto mesmo de você. Eu preciso ficar perto de você. Desde o dia que te vi pela primeira vez eu não consegui ficar sem pensar em você e...

–Pare! – Junsu disse alto e assustou Yoochun – Pare com isso! Isso não pode, está errado, um homem não pode gostar assim de outro homem. Eu não acredito que possa ser assim. – ao dizer essas palavras os olhos de Junsu ficaram marejados e suas lágrimas ameaçavam cair a qualquer instante.

– Calma Junsu. Por que está assim? Eu, eu só queria...

– Pare, por favor, pare! É melhor você ir embora. — Junsu disse se levantando da banqueta do piano e se afastando. Ficou confuso, aquilo não podia acontecer, ele nunca sentiu isso antes, amar um homem estava fora de sua realidade ou pelo menos era isso que ele achava.

– Junsu, por favor, eu não quero te fazer mal. Eu só quero ficar por perto, me deixa ficar perto, por favor. Não me mande embora assim... – Yoochun disse aproximando-se de Junsu tentando acalma-lo.

Junsu numa tentativa infantil de se afastar tropeçou nos próprios pés e caiu batendo a cabeça da mesinha ao lado do sofá.

–Junsu, tudo bem? Você está bem? – Yoochun correu para socorrer o menor.

–Eu estou bem. – Junsu falou colocando a mão na cabeça. – Por favor, vá embora, eu...

Junsu foi surpreendido pelos braços de Yoochun em sua cintura. Yoochun o abraçava com força e sussurrava palavras desesperadas.

– Escute, eu vou embora, mas não fique assim. Eu falo sério quando digo que gosto de você. Também é tudo muito novo para mim, mas não quero me afastar de você. Te acompanho a muito mais tempo que você imagina. Conheço cada sorriso e cada expressão sua. Mas ver isso de longe não está me fazendo feliz. Quero ser parte de sua vida, mesmo que como amigo. Não vou forçar nada, mas só não me afaste de você, por favor.

Quando terminou Yoochun se afastou e notou lágrimas rolando pelo rosto de Junsu. Passou a mão pela face do anjo que estava a sua frente e começou a se aproximar. O menor estava tão assustado que não conseguiu se afastar. Ficou imóvel, vendo o outro se aproximar de seu rosto. Só reagiu quando Yoochun encostou os lábios nos seus. Não sabia o que fazer. Os lábios do outro eram quentes, macios e pediam espaço na boca de Junsu. Ele queria se afastar, mas seu corpo não obedecia. Então chegou ao seu ponto máximo e deixou-se beijar. Abriu seus lábios e sentiu a língua de Yoochun invadir sua boca. Por alguns minutos ficaram assim. Junsu não conseguia acreditar que estava beijando um homem e pior, estava gostando. Mas ainda era um homem. Com esses pensamentos Junsu percebeu o que estava fazendo e empurrou Yoochun com força, e se levantou.

–Saia, por favor. Vá embora!

Yoochun não teve escolha. Deu as costas à Junsu e saiu do apartamento se achando um idiota por ter estragado tudo.

– O que foi que eu fiz? Eu deixei ele me beijar? Como isso aconteceu? – Junsu sussurrava para si mesmo enquanto seu corpo desabava no chão. Ficou ali sentado, olhando para o piano. Não conseguia entender nada daquilo. E então as palavras de Yoochun ecoaram em mente do menor.

“Te acompanho a muito mais tempo do que você imagina.”

– Como assim? Como ele me conhece tão bem?

Junsu não dormiu naquela noite. De hora em hora lembra-se do toque do outro em seus lábios e isso o deixava agitado. Quando o dia clareou levantou-se desistindo da idéia de dormir. Foi até a cozinha, preparou uma boa xícara de capuccino e sentou-se na banqueta do piano. Afagou as teclas do instrumento pensando em uma música para combinar com uma única palavra.

"Yoochun".

Continua...

Notas finais
E então? Gostaram? Mais Yoosu nesse cap para fazer todo mundo feliz. Espero que tenham curtido.Não vou demorar a postar mais. Obrigada por acompanharem.Até o próximo cap!bjosss