My Fallen Angel

4 She's such a fucking masterpiece


Notas iniciais
Esse vai ser narrado pelo Andy, espero que gostem (:

Aquela garota que me achou no parque. Ela me levou pra sua casa e lá nos ficamos conversando por horas.

Ela me olhava de um jeito curioso, intrigado.

Confesso que ela também me deixava confuso, aqueles belos cabelos loiros, seu jeito doce e simples... Até mesmo a pequena argola em seu nariz.

Não me lembro da minha "vida", mas acho que nunca me senti assim.

- Olha, Andy... Você quer sair?

- Sair? — Achei a ideia estranha.

- É, tomar um sorvete ou sei lá... Se você não quiser tudo bem.

- Não...

- Tá bom.

- Não, quer dizer, tudo bem, eu quero.

- Então eu vou me trocar e nós vamos! — Ela disse sorridente, e por alguns instantes me afoguei em seu sorriso.

Ela tinha um ar despreocupado, dançava e girava prendendo as roupas ao seu corpo, indecisa de qual escolheria.

Resolvi me intrometer no momento em que ela parou um vestido florido sobre seu corpo. Não pude deixar de notar suas curvas suaves e sua pele branca que aparentava ser macia.

- Gosto desse. — Eu disse, sorrindo. Pela primeira vez desde que "caí".

- Então vou com esse! — Ela retribuiu o sorriso e foi se trocar.

Voltando já vestida do banheiro, ela me olhou e perguntou:

- O que achou? — Fiquei mudo por um tempo, aquilo era novo pra mim mas ao mesmo tempo me sentia em casa, como se ela me completasse.

- Andy? — Ela interrompeu meus devaneios.

- Ah, sim... Você... Ficou linda.

- Obrigada, vamos?

- Sim.

Ela me estendeu a mão, e assim que encostou em mim, pude sentir um certo desconforto nela, mas mesmo assim ela sorriu e me guiou até a porta.

- Mãe, to saindo! — Ela gritou.

- Ok filha. Divirta-se!

Saímos então da casa de Lucy, e ela montou em sua bicicleta e disse:

- Ahn, infelizmente, eu só tenho uma.

- Tudo bem, vou andando.

Seguimos o caminho em silêncio, eu apenas observava seus olhos e o movimento que o vento fazia em seus cabelos.

- Chegamos. — Ela falou, parando sua bicicleta.

Eu não estava nem um pouco cansado.

Nós nos sentamos em uma mesa, e ela me perguntou:

- Qual você vai querer?

- Ahn... (Eu não me lembrava de sabores, gostos, nada) Você escolhe.

- Ok.

Ela chamou a garçonete e fez os pedidos:

- Vão ser dois de morango pra nós! E uma água pra mim.

- Nós?

- É... por quê? — Lucy perguntou, curiosa.

- Ahn... Nada.

A garçonete saiu com uma cara de abismada, como se Lucy fosse louca.

Eu ri.

- Ei! Do que você está rindo? — Ela disse, e me deu um tapinha de leve.

- Nada, mas a garçonete parecia maluca!

- Totalmente! — Ela concordou e nós dois rimos.

O som da sua risada inundou meus ouvidos como uma sinfonia.

A garçonete voltou com os pedidos e os entregou em nossa mesa, de novo com aquela cara estranha.

Lucy fez uma careta assim que ela saiu e eu senti uma vontade imensa de abraçá-la.

Ela deu a primeira colherada em seu sorvete e eu resolvi fazer o mesmo.

Mas eu não senti. Nada. Gosto algum.

E então eu me lembrei, eu estava morto.

Droga!

Torci para que ela não houvesse notado minha feição aflita, pois eu duvido que ela saiba que eu esteja morto.

Mas ela notou:

- Ei Andy, o que foi? Não gostou?

- Não não é isso, tá tudo bem.

- Mesmo? — Ela disse isso, e eu senti como se ela se importasse mesmo.

- Mesmo.

Num impulso, eu agarrei suas mãos e as apertei como se ela fosse cair.

Ela me olhou com espanto, mas por algum motivo, não soltou.

E eu me senti... Vivo.

Notas finais
To The Stage - Asking Alexandria