My Destiny

6 ✧CAP 05. Tudo é novo.


Notas iniciais
Espero que estejam todos bem! Boa leitura amores, espero que curtam!


“O novo é algo inesperado, mas necessita de ações prévias para acontecer...”



⸙ ♡ Na manhã seguinte, acordamos como humanos e o Lino estava todo abraçado a mim...

— Aí não...

Falei bem baixinho e tentei me desvencilhar do seu abraço.

— Aonde você vai, Ha-ru? O Sol ainda nem nasceu...

Ele tinha uma fala arrastada e nem havia aberto seus olhos.

Um ômega manhoso... pensei.

— Lino... estamos...

— Desnudos? Eu sei... mas isso é normal para nós, não é?

A verdade é que sim, isso era perfeitamente normal entre os fursonas, mas nesse caso, não tínhamos intimidade suficiente...

Não naquele nível.

— Sim, é normal já que dormimos como fursonas, mas Lino...

— Não... você não vai sair... me abrace, vou nos cobrir com o lençol.

Ele é mandão... meu Deus... que ômega!

— Tá, tá legal...

O vi sorrindo.

— Muito bem, minha gatinha arredia.

Abracei seu corpo desnudo e me senti...

Em casa...

— Não estranhe ficar à vontade comigo, nós nos ligamos ontem à noite, Harunnah, nossos cheiros, lembra? Assim como dormirmos como fursona gata, você já me reconhece, mesmo que relute contra isso por ser algo novo entre nós, mas sim, já nos reconhecemos, amor.

— Lino...

— Hum?

— Não fale mais nada, por favor, eu estou com vergonha.

Me afundei em sua clavícula e o ouvi sorrir.

— Desculpe, minha gata linda, vamos dormir um pouco mais.

Relaxei, o que ele disse estava certo... estávamos conectados e meu ômega já o reconhecia, era estranho e inesperadamente novo. Eu realmente não imaginava que isso aconteceria e ainda tinha receios, talvez tudo fosse apenas coisas da minha imaginação e ele só era mesmo gentil.



Depois que o sol resolveu aparecer, acordamos e nos levantamos.

— Coloque sua camiseta e vamos descer...

— O quê? Só de camiseta?

— Ah, sim... coloque um short também. Vamos com poucas emoções por hora né? Mas vamos, eles estão nos esperando para o café.

Nos trocamos e o Lino deu selares por todo meu rosto.

Aquilo era mais uma novidade para mim.

Um carinho tão novo entre nós...

Era bom.

— Vamos?

— Sim...

Ele segurou em minha mão e descemos.

— Aaah aí estão meus ômegas. — O Felix correu até nós. — Amores, eu descobri o meu poder...

Ele sorria, todo lindo.

— Sério, meu beijinho? E qual é?

Vi o Lino segurar no rosto do Felix e os dois selaram seus lábios.

Eles são tão fofos.

— Eu tenho o pólen milagroso Linnoyah, o Jisung que deu esse nome.

— Jura, amor? E o que ele faz?

— Olhe lá fora quando comer... agora temos um campo de flores ainda maior e mais vívido, eeee... — ele olhou para o Hyunjin. — Conta para eles, Jinnie.

— O pólen do nosso beijinho cura ferimentos, eu me machuquei feio nos espinhos de uma linda flor e ele simplesmente me curou.

O Felix sorria orgulhoso.

— Sou demais, não sou?

Ele perguntou, me encarando e eu sorri toda boba.

— Sim, Felix, você é sim...



Após comermos, olhamos o jardim como o Felix havia pedido, tudo lá estava incrivelmente belo, muito colorido e robusto, a variedade de flores era impressionante, havia muitas que eu nunca vi na vida e ao longe o Felix e o Jisung voavam em suas fursonas.


— Um falcão dourado brincando com um beija-flor, a coisa mais linda que eu já vi. — Falei baixinho e senti uma presença ao meu lado. — Ah, oi Hyunjin...

— Oi, meu docinho, — ele se sentou ao meu lado — concordo com você, amo ver os dois voando assim livremente e a nossa nova casa deixou isso muito mais belo de se contemplar.

Ele olhava na direção dos dois com um lindo sorriso e em seguida me encarou.

— Como você está agora? Mais calma?

Eu sorri fraquinho.

— Sim, estou mais calma sim...

— Que bom, isso é mesmo muito bom...

Voltei a encarar as flores e olhei para a mão dele.

— O Felix realmente curou você?

Ele me mostrou a mão e realmente não tinha nada nela.

— Sim, meu doce, e havia sido algo feio, eu sou desatento com espinhos, me encanto muito com a beleza das flores.

O olhei nos olhos e sorri novamente.

— Você tem cara de que se perde fácil mesmo...

Ele me abraçou e fez cócegas em mim, seu toque era perfeito mesmo eu me contorcendo toda.

Eu sorria e pedia que ele parasse.

— Por favor Hyun... aah por favor…

— Por favor? Ahh que fofa... ele foi parando e me apertou contra seu corpo.

E de repente eu o senti tencionar.

— Hyunjin? Você está bem?

— E-eu...

Ele não falou mais nada, seu olhar estava longe.

— Hyunjin? Anjo?

Minha voz o trouxe de volta.

— Runnah, você precisa ir ao hospital.

Aquilo me pegou, eu realmente iria para o trabalho hoje, mas entraria mais tarde.

— Eu vou, entro as onze hoje.

— Não, meu doce, você precisa ir agora.

— Hyunjin, por favor me diz o que está havendo?

Ele segurou meu rosto em suas mãos.

— Eu não sei bem, mas acabo de ver um garotinho chamando você, ele precisa de você Runnah.

— O Mika...

Dei um pulo e corri para meu quarto, me troquei e peguei minha bolsa.

— Droga, estou longe de lá... vai demorar para eu chegar.



Enquanto a Ha-ru se arrumava, o Hyunjin contou a todos o que viu.



— Então, seu poder é ver o futuro? — O I.N disse: — Você é um lince... isso até que faz sentido...

O Hyunjin acenou para ele e sorriu fraco, ele estava preocupado com o que havia visto.

— Vou com ela, prometi que veria o Mika hoje também. — O Changbin falou assertivo. — Mas estamos muito longe de lá...

O Han se pôs à frente deles, um tanto incerto, mas resolveu dizer.

— Eu levo vocês até lá...

— Tá maluco, temperinho? Você vai cansar muito nos carregando, sei que já fez isso antes, mas não posso deixar que nos leve voando para lá.

— Não, Binbin... Eu consigo levar vocês lá sem precisar carregar vocês.

Todos encararam o Jisung.

— Como assim, meu amorzinho?

O alfa líder perguntou.

— Eu... bem... vamos lá fora e eu mostro.

— Vamos esperar a Ha-ru descer, tudo bem?

— Sim... tudo bem, vamos esperar a Dandannyah.



Não demorou nada, eu desci e, enquanto eles me encaravam, todos notaram que chorei.

— Meninos, eu preciso mesmo ir.

— Tudo bem, moranguinho, você vai.

Sorri agradecida, até mais tarde.

Me pus a caminhar para a saída e eles me acompanharam.

— Pequenina, eu vou com você e... Minha nossa!

Nós não tínhamos visto que o Jisung havia saído, e quando todos já estávamos do lado de fora, vimos um imponente falcão dourado voando alto e batendo suas assas tão certeiramente que fazia ventar forte e um portal havia se aberto bem em frente a nós.

— Podem passar por aí e ir... esse é o meu poder...

Ninguém sabia quando ele descobriu o seu poder, ele ainda não havia contado a ninguém.

Do outro lado do portal, nós podíamos ver nitidamente a recepção do hospital.

Todos estávamos boquiabertos.

— Vão depressa, eu não sei quanto tempo consigo segurar isso.

O Changbin segurou a minha mão e eu puxei o alfa líder junto comigo.

Senti ele apertar minha mão na sua tentando me dar conforto e agradeci o gesto.

— Hyunjin vem também?

Chamei pelo outro alfa e ele se pôs de prontidão ao nosso lado.

— Claro, meu doce...

Passamos pelo portal e, no mesmo instante, aparecemos no hospital, e quando olhamos para trás, ele já havia se fechado.

— Meu Deus, o Jisung é poderoso.

O Changbin falou e eu saí correndo até a recepção, apenas sentindo que eles me seguiam.

— Jo, oi?

Minha chefe parecia triste.

— Ha-ru querida, você veio mais cedo... — Ela suspirou — Que bom que veio mais cedo...

— Jo, o Mika... como ele está?

— Devastado...

Fiquei um pouco confusa e os três seguiram apenas nos ouvindo.

— Como assim, Jozinha? E a saúde dele?

— Instável, mas não é por isso a tristeza...

— Por favor, me diga o que ouve.

— A mãe dele faleceu essa manhã, Ha-ru... o Mika agora não tem mais ninguém.

Meu coração se apertou.

— Ah, não... — Passei a mão no peito... — Meu ursinho.

Os três apenas encararam a cena e o Changbin deixou uma lágrima rolar seu rosto.

— Quer ir vê-lo, Ha-ru? Ele já chamou muito por você hoje e... Ah, oi Changbin, rapazes...

Os três cumprimentaram a minha enfermeira chefe e os dois que ela ainda não conhecia se apresentaram.

— Que bom que vieram, se quiserem, libero todos para ficar com nosso Mika.

— Queremos, por favor.

O alfa líder pediu.

Eu estava desnorteada, me sentia tão mexida que mal os ouvia.

— Ha-ru meu bem, — a voz da enfermeira a chamou a atenção — Vá com eles para ver o ursinho, seja forte, está bem? Ele precisa da titia Dan dele.

— Tudo bem... estamos indo.

Andamos até o quarto e, quando chegamos lá, o Mika estava em sua fursona, um lindo ursinho panda.

— Meu Deus, ele é um panda...

O Hyunjin quase saltou de alegria, foi nítido, mas ele se conteve devido à situação, já o Chan parecia querer muito abraçar o garoto e o Changbin... bem, o Changbin ficou o mais contido que pode.

— Ursinho?

Fui à frente deles e o pandinha olhou para mim com os olhinhos marejados.

— Titia Dandan, você já chegou...

Ele esticou os bracinhos em minha direção em um movimento muito costumeiro entre nós dois e eu fui até ele e o abracei com força.

Eu o beijava por toda a sua cabeça e ele fungava em meus braços.

— Titia, a mamãe foi para o céu, ela não vem mais ficar comigo.

A mãe do Mika era sua única família, e ela sempre vinha quando podia.

Mas ouvi-lo assim cortou meu coração e eu notei o Bang Chan cerrar seus punhos, aquilo pareceu doer nele.

— Ela agora vai te ver de lá, amorzinho, ela vai estar sempre ao seu lado, meu ursinho fofo.

Ele se aninhava em mim e sua patinha tocou o meu rosto.

Assim que isso aconteceu, ele voltou a ser um menino.

Dei a ele a roupinha do hospital e ele a colocou com certa dificuldade.

— Você está com dor, Mika?

— Sim, titia.

Eu me mantive firme.

— Vou ver sua medicação, mas antes, — ela chamou os três mais para perto — Lembra do titio Bin?

O Mika sorriu fraco e olhou o Changbin.

— Você voltou mesmo, titio, obrigada.

— Claro que voltei ursinho, eu prometi.

— É verdade... E esses outros titios?

O Hyunjin sorriu.

— Sou o titio Jinnie prazer ursinho.

— Oi, oi, titio Jinnie...

— E eu sou seu titio Chan.

— Você também ama a titia Dandan tio Chan?

— Sim, pequeno.

— Eu gosto de vocês igual gostei do titio Bin.

Fiquei muito aliviada, eles o estavam distraindo.

— Está quase na hora do coquetel dele, vou buscar e já volto, fiquem com ele, tá?

— Claro, minha Kitty, não deixaremos ele por nada.

Eu amei ouvir o líder falar daquele jeito todo protetor.

— Obrigada.



Peguei os remédios, o coquetel era forte e sua aplicação doía nele, mas era preciso, fazia parte do tratamento.

Quando voltei, pude ver o Mika deitado no peito do Hyunjin, o Bang Chan brincando com suas mãozinhas e o Changbin fazendo carinho nos cabelos dele, e o meu ursinho havia dormido.

Uma cena linda que fez meu coração saltar no peito.

— Ele chorou mais um pouco e dormiu em mim.

O Hyunjin falou baixinho.

— Ah, sim... bom, continue segurando ele, vou medicá-lo dormindo mesmo, será mais fácil.

Os três me viram em ação e eu apenas fiz meu trabalho, me esquecendo de que eles estavam por perto.


“Ela era tão cuidadosa, carinhosa e precisa e trabalhava tão bem que eles acharam lindo vê-la assim. Eles ficavam cada vez mais encantados por ela.”


— Shiiiiu... está tudo bem, meu ursinho.

Falei enquanto o Mika fazia uma careta pela dor, mesmo adormecido, era muito incômodo para ele.

O Hyunjin lhe beijou a cabeça.

— Está tudo bem, ursinho lindo.

— Pronto, agora ele vai apagar.

— Os remédios apagam ele?

— Sim, Binnie, ele fica exausto, o máximo que acontecerá é ele acordar vomitando daqui a uma meia hora.

— O que ele tem, Kitty?

— Câncer de estômago.

Os três podiam sentir a dor nas minhas palavras. Eu odiava que ele tivesse essa doença.

— Tão novinho... meu Deus...

— Sim... e agora isso...

Eu finalmente me permiti chorar.

— Não é justo com ele.

O Changbin veio até mim e me abraçou.

— Mas ele tem a você, pequenina, e agora tem a nós também, ele não ficará só...

— O Binnie está certo, eu estarei com ele, nós todos estaremos, eu prometo.

— Obrigada, meninos, vocês são perfeitos.

— Ele vai ficar curado, não vai?

— Sim, Hyunjin, tenho certeza de que ele vai, o quadro dele avançou, mas o novo tratamento é muito eficaz e ele está aceitando muito bem.

— Perfeito, ele é um pandinha forte, ele vai sair dessa.

— Sim, ele vai...

Eu pensava: “mas e depois? Sem ninguém para cuidar dele, como será a vida dele?” E aquilo me doeu profundamente.

— Ele nunca ficará só pequena, ele tem a nós e sempre terá. — O Changbin falou, me apertando em um abraço. — Desculpe, li seu pensamento sem querer.

— Tudo bem, Binnie...



Os três voltaram para casa e a Ha-ru ficou trabalhando.

Ela não deveria trabalhar por uns dias por conta de todo o ocorrido de antes em sua própria vida, mas não deixaria o Mika sozinho, não hoje.

Os meninos ficaram de buscá-la no final do dia, pedindo para ela não ir embora sem algum membro do pack e ela concordou.



Em casa, os três contaram tudo aos demais que por sua vez ficaram muito mexidos.


— Quero conhecer ele. — O LeeKnow falou. — Vou buscá-la hoje e vou conhecer o Mika.

— Eu vou junto, — o Felix disse rapidamente.

— E eu... — O I.N falou depressa. — Vou buscar a minha bebê, e conhecer o ursinho.

— Resolvido, então, — O alfa líder falou — Vocês vão buscá-la e nós ficamos cuidando do jantar.



O dia se passou tranquilo para todos, no hospital, o Mika chorava às vezes, mas era sempre entretido por todo o quadro de médicos e enfermeiros, e em casa o pack Bang se adaptava à nova vida como podiam.



— Temos, lago e cachoeira vocês viram?

— Eu vi beijinho, e adorei, terei onde nadar quando quiser.

— Nossa lontra vai nos largar pela água cristalina, já tô até vendo...

— Jamais temperinho.

— Temos a horta, temos animais, podemos caçar também, o Changbin, o Chan e o Jinnie são ótimos caçadores.

— E eu Seung? Cadê o meu valor como caçador?

— É que você é melhor que eles Jisung, não quis humilhá-los

— Nossa, eu te amo... mentir para mim é seu dom, certeza.

O Seungmin riu alto.

— Não estou mentindo, você é o melhor. — O Chan sorria com seus amores — é que você não se vê caçando, é perfeito.

— Nós caçamos tão pouco, voltar com esses hábitos será interessante.

— O LeeKnow tem razão, vamos mesmo voltar a atividades primitivas? Eu gosto disso.

— Falou o lince maluco, vai sair correndo louco pela floresta já, já.

— Hey Felix, não sou maluco.

O líder os ouvia sorrindo.

— Vamos mesmo viver isolados de agora em diante né?

O Chan finalmente resolveu falar.

— Sobre isso... sim, vamos viver isolados, farei escalas para irmos ao vilarejo buscar mantimentos e vender nossas iguarias, teremos tarefas e todos vão colaborar, nada vai nos faltar, eu garanto, até porque nossas vidas antes de tudo isso nos deram uma tranquilidade financeira excelente.

— Gostei disso, sabia?

O Changbin falou todo deitado na grama.

— Do que meu lobão?

— De nos isolarmos e vivermos apenas nós, assim livremente.

— Eu também amei meu lobo gostosão. — O LeeKnow beijou o Changbin com carinho. — Amo seus lábios alfas.

— E eu os seus, meu ômega.

— Falando em alfas e ômegas... — O Felix disse se jogando no colo do Seungmin. — Vocês viram a porta do ninho da nossa lindinha?

O Bang Chan entendeu que o assunto agora seria apenas a Ha-ru e sorriu.

— O que tem ele, meu beijinho?

— Não está como o do Lino.

— É verdade, o do tigrão tem a todos nós junto a ele, inclusive ela, preciso ressaltar, mas no dela não tem ninguém além dela...

O Han falou enquanto estava todo agarrado ao I.N.

— Vocês terão que ter paciência quanto a isso, mas eu tenho uma ideia do que poderá acontecer. Ela já gosta da gente, mas acha tudo isso loucura, às vezes ela dá a entender que seria impossível querermos ela como a queremos, então vamos ter que deixá-la perceber, sem forçar.

— Acho que a porta do ninho dela irá de acordo com seu coração... — O Seungmin disse pensativo. — Isso é bom, ela tem que nos deixar entrar.

— Eu serei o primeiro estampado na porta dela, podem anotar.

— Felix, amor, isso não é uma competição.

— Não mesmo Channie, desculpe se fiz parecer isso.

— Tudo bem, beijinho, eu te entendi.

— Eu já acho que será o Binnie.

— E eu o líder.

O Jisung e o I.N falaram.

— Eu acho que será o Linnoyah.

O ômega soltou depois da fala do Hyunjin.

— E nós não devemos ficar especulando.

— Nosso ômega tem razão, vocês sabem que ela passou por muita coisa e ainda está passando, vamos tentar sempre a abraçar da melhor maneira e ela, uma hora ou outra, vai entender que somos todos dela.

— E que ela é nossa, não esqueça disso.

O LeeKnow falou beijando o Chan novamente.

— O ômega mais possessivo do mundo é o nosso, será que a Ha-ru também será uma ômega possessiva com a gente?

— Sei não, beijinho..., mas acho que ela tem potencial para ser mais manhosa.

— Verdade temperinho, minha bebê é manhosinha.



A hora de ir buscar a Ha-ru havia chegado e eles foram de carro tentando poupar o Jisung de esforços.

Eles ainda não tinham certeza de como seus poderes funcionavam e decidiram treinar e se aprimorar antes de sair usando.


— Olá, você poderia me dizer se a enfermeira Dan Ha-ru ainda está em horário de trabalho?

— Ah, olá, sou a Joha, a enfermeira chefe da Ha-ru e você deve ser o LeeKnow certo?

Ele sorriu.

— Sim, sou o LeeKnow e esses aqui são o Felix e o I.N.

— Muito lindos todos os três — ela disse sem pensar e eles sorriram agradecendo. — Bom, ela já finalizou tudo, se trocou e foi ficar com o Mika, primeira porta à esquerda, leito trezentos e dois, por favor, podem ir, ela está esperando vocês.

Os três acenaram e agradeceram novamente, indo na direção instruída.


Ao parar na porta, o LeeKnow se sentiu estranho, ele parecia estar expandindo, era como se ele sentisse exatamente o que os dois abraçados em sua frente sentiam.


— Olá...— O ômega falou baixinho. — Podemos?

— Oi, ômega, alfas, entrem e venham conhecer o Mika.

Os três se derreteram na mesma hora pela cena em sua frente.

— Ele dorme... que lindinho ele.

— Sim, bebê, ele está dormindo, hoje o dia foi puxado para ele.

— O Chan contou... será que meu pólen mágico cura ele também?

— Seria incrível beijinho, mas acho que teríamos que ter muita experiência no uso de nossos poderes para conseguir algo assim.

— É verdade, eu ainda nem controlo o pólen, quem dirá seus efeitos...

Eu sorria com a fofura dos três.

— Olhem isso, ele segurado em sua mão... Ha-ru ele é um ursinho fofo.

— Sim, Lino, ele é.

Ficamos mais um pouco e eles falavam comigo sobre as condições do Mika e de tudo o que acontecia.

Os três estavam apaixonados pelo menino e se mostravam encantados por me verem com ele.

Decidimos ir, o Mika não acordaria, mas quando chegamos na porta, fomos pegos de surpresa pela voz fraca do ursinho.

— Titios?

Os três pararam de andar e olharam o Mika.

— Sou o Mika, tá? E vocês cheiram bem, eu gostei da voz do titio beijo, o titio bebê sorri bonito, e o titio ômega é tão lindo.

Ele não disse mais nada, se virou de lado e, com as mãozinhas embaixo da cabeça, ele voltou a dormir.

— Meus deuses... o que foi isso?

Eu sorri boba com a cara dos três.

— Ele faz isso, fica quieto e observa, depois diz o que achou, e parece que vocês o conquistaram.

— Ele é tão lindinho...

O Felix falou ainda o encarando.

— Você também é titio beijo.



Já em casa eu estava exausta, fui liberada de ir ao hospital para trabalhar por alguns dias, eu iria só para ver o Mika.

— Minha Dandan está cansada...

— É a moranguinho está quase dormindo no sofá, Chan fale para ela ir dormir...

— Kitty querida, você pode ir se deitar, fique à vontade, está bem?

— Está sim... é... eu acho que já vou.

Me espreguicei toda e notei que eles me olhavam.

Me levantei e dei um boa noite geral a todos e então fui em direção às escadas.

— Jinnie...?

— Oi, meu doce.

— Dorme comigo hoje?

— Claro, Runnah, vamos, vou com você.


Nós já havíamos tomado banho, estávamos prontos para dormir.


— Deixe-me adivinhar? Como fursonas certo?

— Não... — respondi rapidamente — Queria que me abraçasse e dormisse comigo assim mesmo na forma humana, tem problema?

O Hyunjin ficou muito surpreso, mas também muito feliz.

— Claro, meu doce, tudo o que você quiser.

Nos deitamos e eu já fui me encaixando nele.

— Quero que você saiba que não me assusta nem um pouco, e que eu me sinto à vontade com você em sua forma humana.

— Ah, então é por isso... tudo bem, docinho, tudo bem.

— E muito obrigada por hoje, obrigada por ter me avisado do Mika e por ter sido tão carinhoso com ele. Você sempre é muito carinhoso e eu gosto disso.

“Ela está tão manhosa” — ele pensou.

— Não me agradeça, minha doce e perfeita ômega, estou aqui para você e eu amo te dar carinho.

Sorri de leve e acarinhei o rosto dele.

— Posso cheirar você?

— Por favor, docinho, não precisa nem pedir.

Fui até ele e o cheirei por todo seu pescoço, e quanto mais eu cheirava mais tranquila eu me sentia.

— Você me acalma alfa, obrigada, seu cheiro é delicioso.

— Posso te cheirar também?

— Claro...

Senti o Hyunjin me cheirando, ele se afundava mais e mais em mim e eu voltei a o cheirar, estávamos compartilhando algo, eu só não entendia a intensidade daquilo tudo.

— Tão doce, tão linda...

Me sentia me perdendo nele e em suas palavras, nossos narizes se tocavam vez ou outra e seguíamos nos cheirando até que sem notar entramos em shift e ficamos em nossas fursonas.

Ele era lindo, majestoso até eu diria e muito grande também e eu uma gata pequena.

— Acho que nos conectamos enfim docinho e não se preocupe posso ficar abraçado a você estando assim também.

Eu me deitei de barriga para cima e com minhas patas toquei o rosto do lince que se abaixou até mim quando notou o que eu tentava fazer.

— Você é bom, é lindo e perfeito.

— Você é doce, é meiga e incrível.

Nos olhávamos e ele me puxou para seus braços.

— Isso tudo é novo para mim Hyun...

Falei abaixando minhas orelhas e o vi sorrir.

— O novo é algo bom, Runnah... isso é novo para nós também, acredite.

Eu, que já gostava da voz dele, estava ainda mais encantada agora que prestava atenção nele em sua fursona.

— Sim, o novo é algo realmente bom... eu gosto disso.

Ele desceu sua cara até a minha em um sorriso lindo e colou os nossos focinhos.

— Boa noite, Ha-ru.

— Boa noite, Hyun.



“Coisas novas surgem a cada instante, um passo à frente e o que é velho fica imediatamente para trás, fazendo as novidades de uma manhã ensolarada ou uma lágrima solta em nosso rosto nos mostrarem que as coisas sempre irão se renovar.

O novo é a necessidade que o tempo tem de nos dizer o quão estamos vivos...”



“A percepção torna real qualquer achismo e naquela noite, junto ao Hyunjin a Ha-ru percebeu que não era apenas a sua imaginação dizendo coisas a ela como ela acreditava antes, ela realmente tinha algo novo acontecendo entre ela e os membros do pack Bang e o novo para ela era...

Perfeito.”

“Já o Hyunjin enquanto a abraçava e sentia seu cheiro, via um futuro completamente novo, com alguns desafios, mas acima de tudo ele via que tudo dali em diante seria repleto de amor e o novo para ele era...

Sublime!”


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