My Destiny

5 ✧CAP 04. Mudanças.


Notas iniciais
Agora sim, a última ?? att. de 2024... eu não ia atualizar, mas fiz uma pequena cirurgia e a recuperação está me matando... então escrevi esse cap. dopada de remédios, me perdoem se não estiver muito bom, qualquer coisa eu removo ele. Eu só não queria ficar ociosa... ansiedade... talz... Bom, já aproveito para novamente desejar a vocês um 2025 incrivelmente bom! Feliz ano novo! Boa leitura amores!

“Enquanto o destino acontece, as mudanças são necessárias, há aquelas impactantes, decisivas e perceptíveis, mas também há as pequenas mudanças...

Aquelas que acontecem dentro da gente sem pedir permissão, mas que estão lá mudando todo um caminho e o levando para algo novo.

E são essas pequenas mudanças que dão o gostinho do novo para nossas vidas.”



⸙ ♡Tivemos a ajuda de alguns moradores do vilarejo para organizar as coisas que levaríamos para a nova moradia, comida, algumas roupas, algumas coisas básicas de apoio, remédios enfim o ancião Kurky nos auxiliou em tudo mais de perto e enquanto os rapazes colocavam as coisas no carro com a ajuda do Kai ele veio até mim.


— Como se sente pequena Ha-ru?

— Acho que não tenho uma resposta boa para essa pergunta, senhor Kurky.

— Resposta boa... resposta ruim... já pensou em apenas dizer o que sente?

Ele me encarava atento e eu enxuguei uma lágrima que insistia em cair.

— Me sinto vazia... Me sinto irada e principalmente exausta, senhor Kurky.

— Bom, esses são sentimentos muito intensos... — ele parou encarando o Seungmin que levava uma caixa para o porta mala do carro do Binnie. — Aquele lindo rapaz está como você, ele não parava de falar em você enquanto você estava com o Seo Changbin, ele até sugeriu que dissessem para vocês não voltarem hoje.

Olhei para o Seungmin e notei suas orelhinhas de guaxinim aparentes, um nítido sinal de cansaço.

— Sabe, querida Ha-ru, se eu pudesse te aconselhar, diria para se desligar desses maus acontecimentos e olhar em frente, o novo às vezes assusta, mas as mudanças também podem reservar doces surpresas.

— Obrigada, senhor Kurky.

Ele sorriu e deixou um carinho em meus cabelos e quando olhei em frente novamente o Seungmin havia sumido.

Suspirei e cruzei os braços tentando me concentrar para não ir ajudá-los como eles me pediram até que uma presença ao meu lado me fez dar um pulinho de susto.

Me desequilibrei, mas fui logo segura por mãos firmes e grandes e, quando olhei para ver quem era, senti um cheiro maravilhoso de amendoim torrado que me fez sentir segura.

— Você, além de fofa, é desastrada... vou precisar ficar de olho em você, Dan Ha-ru.

— Seungmin, oi...

— Oi, moranguinho, está mais calma?

No mesmo instante minhas bochechas queimaram, ele era todo fofo e me chamar assim era covardia.

— Não muito, estou triste e me sinto vazia, e ainda um pouco confusa...

— Confusa? Por que moranguinho?

Sorri sem jeito.

— Por que vocês estão me levando para morar com vocês, Seung?

Ele me encarou sério, mas logo aliviou sua expressão.

— Bom, estamos com você em algo, e hoje ficou muito claro para todos nós que sim, nós somos aqueles que vão te proteger do seu ex babaca e de toda essa situação maluca, fora que para os seus pais você namora o Binnie, então mais um motivo para ficar ao lado dele agora que tudo isso aconteceu, não é?

Ele parou de falar e encostou do meu lado, nossos braços se tocaram e eu me senti eletrizar.

— Entendi, para manter as aparências... é, isso faz sentido.

Ouvi o Seung sorrir soprado e o encarei e as orelhinhas dele ainda balançavam atentas.

— Um moranguinho lerdo... acho que estou apaixonado.

Ele falou bem baixinho e eu não entendi bem o que ele disse e quando dei por mim nossos dedos se encontraram se entrelaçando e ele apertou minha mão.

— Não pense muito nisso agora Ha-ru por hora só vamos para a nossa casa nova.

Vi de longe o Han e o I.N acenando para nos aproximarmos e indo junto ao impulso do Seungmin fomos até eles de mãos dadas.

— Dannayah — O Han falou quando chegamos perto. — Vou com você no carro do Bin, vamos atrás com essa lontra fofa aqui tudo bem?

Olhei para o Seungmin que sorriu por entender minha pergunta implícita e já foi logo me respondendo.

— Eu sempre vou no carro do Channie e nem é por nada de mais, o Lixie e eu só sempre vamos com nosso líder.

— Ah, entendi...

— Tudo bem para você ir com a gente bebê?

O I.N falou e eu sorri boba.

— Por mim, sim, bebê.

Ele arregalou os olhos e sorriu em seguida.

— Não vale, você é quem será o meu bebê e não o contrário Dan Ha-ru.

— Eu serei é?

— Sim...

O achei tão fofo que não me aguentei.

— Meu deus, como vocês aguentam ele? Que fofinho.

Não tive respostas, só uma breve demonstração de carinho entre eles e o I.N, cobrindo seu rosto em timidez quando ouvimos o Changbin nos chamar.

— Estamos todos prontos, amorzinhos, vamos embora.

Senti meu estômago gelar.

— Me dão licença rapidinho?

— Claro moranguinho.

— Obrigada.

Acenei às pressas e corri até o Kai.



— Calma, amor, não corra, você vai... — Tropecei antes do Kai terminar a frase e ele me segurou com firmeza. — Cair...

— Amigo estou em pânico.

— Deu para notar, mas encare como uma nova jornada, você sempre foi boa com jornadas, então essa será mais uma e pense assim: “Será incrível”

— Nossa Kaindën você até parece estar amando se livrar de mim.

Fiz um bico enorme e o Kai gargalhou.

— E eu estou mesmo, mas não pelo motivo que pensa.

— E então por quê?

Pergunto contrariada.

— Porque eu sei que agora a minha amiga vai viver algo novo e essa mudança será boa para ela, porque vejo muito além do que a bobinha da minha gata linda vê e, porque eu sei que tudo isso era para acontecer.

O encarei confusa, o Kai andava todo cheio de mistérios.

— Ta andando muito com o ancião Kurky Kai, não entendo nada do que diz...

— Não entende porque é uma bobinha... só isso.

— Eu te detesto, sabia?

— Sabia...

O Kai me abraçou e deixou um selar na minha testa.

— Te amo lindona.

— Te amo Kai...

Nos demoramos no abraço.

— Acho que você terá que ir agora...

Me lembrei que me esperavam e quando me virei enxugando minhas lágrimas recém caídas notei todo o pack me encarando.

— Droga... que vergonha.

— Vá depressa, seu futuro te espera ansiosamente.

— Cala a boca Kaindën...

Me afastei do meu amigo e vi o ômega do pack aliviar sua expressão... Ele parecia...

Enciumado?

— Desculpem os fazer esperar...

— Não se desculpe, estamos prontos para ir...

— Okay, então vamos.

O Han abriu a porta de trás do carro do Binnie todo sorridente e o I.N já estava lá dentro, entrei e o Han entrou em seguida, e no mesmo instante o LeeKnow entrou no banco do carona.

— Nosso ômega vem com a gente e não o Jinnie... — O I.N disse sorridente. — Sabe o que quer dizer né Hannie?

— Claro, Innie, temos um ômega cauteloso com sua ômega.

Ouvi os dois e me encolhi... que coisa...

— Se acalme Dandannyah, nosso ômega só te quer bem, muito bem...

Sorri envergonhada e notei meu rabo de gato aparecendo pelo nervosismo.

— Bom, estamos todos prontos para ir? — O Binnie entrou no carro e quando olhou no espelho sorriu. — Se precisar ficar em sua fursona pequenina fique, o Han e o Innie vou amar te levar no colo.

Olhei no retrovisor e vi minhas orelhas aparentes...

— Ah, desculpem, estou bem, eu… eu vou ficar bem, podemos ir...

— Hannie, amor, abrace-a e Innie faça uma massagem em suas mãos, ela vai se acalmar.

O LeeKnow falou todo gentil e os dois fizeram o que lhes foi pedido.

Aquilo foi melhor do que pensei.

— Melhor gatinha?

— Sim Lino.

— Ótimo, então vamos embora Binnie.

— Vamos...



O caminho foi calmo e tranquilo e, em dado momento da viagem, eu apaguei nos braços do Han.


— Vejam só, ela dormiu... Meu Deus, como ela é linda dormindo...

— O Innie tem razão, consegue olhar Lino?

O ômega se virou para ver.

— Droga, eu estou apaixonado por ela... vocês acham que estou dando muito na cara amores?

— E quem é que não está? Até o Minnie já está entrelaçando sua mão à dela, lembram como ele demorou para pegar na minha?

O Han falou todo sorridente.

— Vocês falam isso porque não a viram em seu trabalho, eu quase a beijei hoje, juro, ela é uma ômega tão doce... tanto quanto você Lino, meu amor.

O Changbin sorriu pelas lembranças que teve.

— Ela é enfermeira infantil, né? Nossa, ela com crianças... não poderei ver, vou querer filhos.

— Exatamente, amor, eu vi e agora quero filhos...

Os dois mais novos sorriram, tudo aquilo era novo, eles nunca falavam de filhos.

— Hannie, olhe...

O I.N chamou a atenção do outro alfa para como a Ha-ru segurava em sua mão.

— Ela se sente segura com a gente, bebezinho, isso é bom, amor.

— É sim... e agora ela é o meu bebe.



A viagem estava quase chegando ao fim, o fundo da floresta era protegido por magia e quando os carros chegaram ao limite o alfa líder desceu do carro e fez algo que os demais não viram, mas todos sentiram uma luz brilhar em seu peito no mesmo instante e a Ha-ru acordou com seu peito igualmente iluminado, olhou para fora e viu o Bang Chan sorrir olhando diretamente para ela.



— O que foi isso? — Perguntei assustada pela luz que agora havia sumido. — Foi só a prova de que você realmente pertence ao nosso destino, gatinha.

A voz do Lino me acalmou, mesmo aquilo não fazendo sentido algum para mim.

— Chegamos, amores.

O Binnie seguiu o carro do Chan e eu vi nitidamente uma proteção mágica passar pelo carro, quando adentramos o novo espaço.

— Isso existe mesmo? Magia?

— Sim, bebezinho, apesar de pouco revelada, ela ainda existe.

Sorri tímida para o I.N que insistia com o apelido.

— É lindo, né?

— É, sim, Dandannyah.

Olhei em volta, o Binnie parou o carro e descemos.

— Uau... aqui é enorme...

Estava tudo muito bem conservado, nem parecia a mesma floresta de onde vínhamos.

Vi horta, jardim, uma cerca ao longe, ouvia barulho de água corrente, tinha animais pequeninos como coelhos, esquilos, passarinhos fofos e cores, tudo era muito colorido.

Eu estava boquiaberta.

— É lindo, não é?

O alfa líder se aproximou de mim, falando em uma voz potente.

— Sim, alfa, é perfeito.

Ele tocou em minha mão e eu a segurei firme.

— Obrigada por me permitir ver tudo isso.

— Não me agradeça, minha doce kitty, vem, vamos entrar, depois pegamos nossas coisas.

Fomos todos juntos, a casa era enorme e a porta de entrada mais parecia um portal, passamos por ele que se abriu assim que chegamos mais perto, tudo lá dentro era muito aconchegante, tinha de tudo lá, tudo que uma vida fora da magia deveria ter, era como se o novo e o antigo conversassem em total acordo.

— Que lindo é aqui... — O Felix falou, me envolvendo com um de seus braços. — Lindo como você, amorzinho.

Eu apenas sorri antes de agradecer o elogio.

— Obrigada, Felix.

— Bom amores meus, eu estive aqui ontem com o LeeKnow e o ancião Kurky e nós vimos tudo, está tudo em perfeita ordem e lá em cima temos doze quartos, o que pensei em dividir individualmente para cada um de vocês, dois serão os ninhos dos ômegas e o que sobrar... bom, veremos futuramente, todos são grandes e muito espaçosos então caso queiram dividir também, tudo bem para mim, só não briguem ou eu mesmo estipularei quem ficará em qual quarto okay?

Ele falava assertivo e gentil... bem um líder mesmo.

— E seu escritório alfa? Não vai precisar de um?

— Sim, Seung, eu já tenho o meu escritório, aqui em baixo mesmo, amor.

— Legal... então vamos subir e escolher os quartos? Acho que a Harunnah deveria escolher o dela primeiro.

Todos concordaram com o guaxinim e eu fiquei completamente sem jeito.

— Claro que não, meninos, vão vocês primeiro, fico com qualquer um dos que sobrarem.

— De jeito nenhum, minha kitty, o Seung tem razão e todos concordamos, você primeiro, depois o Lino, suba e escolha dois quartos, um para você e um para o seu ninho.

Me senti estremecer, um alfa líder tem mesmo esse poder, não é?

— Tudo bem, então...

Falo e eles todos abrem espaço para eu subir as escadas.

Subo sem demora e penso em ir diretamente para o final do enorme corredor. Vou passando pelas portas e elas são lindas de madeira rustica e, quando chego bem no centro, duas das portas do meu lado esquerdo se abrem juntas.

— Meus deuses!

Coloco a mão no peito pelo susto e entro no primeiro quarto.

Tudo lá está montado já, e quando olho bem...

— Minhas coisas estão aqui? Não pode ser...

Fui até minha caixinha de joias, que provavelmente foi algo que eles conseguiram salvar do incêndio, e quando a abri, sim, era a minha com as minhas coisas lá dentro.

— Então, o quarto me escolheu?

Olhei para a porta e nela agora tinha um gato angorá entalhado nela, lindo, um retrato meu, e em baixo meu nome Dan Ha-ru.

— Que loucura...

Vou até o segundo quarto, tão grande quanto o primeiro, mas nitidamente já arrumado como um ninho e assim que eu o adentrei, a porta levou meu retrato novamente, mas dessa vez com retratos menores dos oito membros do pack em volta da minha cabeça e embaixo escrito.

“Dan Ha-ru Love nest”

— O quê? “Ninho de amor?” tá maluco? — Olhei em volta... e nada — Apague isso agora mesmo! Eu não pertenço ao pack, não sou deles... céus, eles vão ver isso...

Enquanto eu reclamava com a porta, as imagens dos oito sumiram do entorno da minha, o que me aliviou um pouco mais.

— Obrigada!

Falei, achando aquilo uma loucura e saindo de lá, e olhei bem para os quartos.

— Bem no centro... tá, gostei assim...

Me viro para ir e as duas portas se fecham.

Desço as escadas com as bochechas mais vermelhas que um tomate e todos eles sorriem para mim.

— O que foi? Por que me olham assim?

— O que aconteceu lá em cima, gatinha linda?

O sorriso do LeeKnow me iluminava a vida.

— Suba e verá...

Era a vez dele e eu sabia, o mesmo aconteceria com ele...

— Está bem, amorzinho.

Droga, por que eles são assim?

Um a um foi subindo e voltava com um enorme sorriso no rosto.

Os quartos foram decididos, o último era o do líder, o maior de todos.

Os quatro primeiros dos mais novos, Han e Felix à esquerda e Seungmin e I.N à direita.

Os do Lino, quarto e ninho eram em frente ao meu e na porta dele permaneceram as imagens dos demais em volta da imagem de um lindo tigre, inclusive a minha...

Não falei nada sobre aquilo, apenas ignorei.

Depois, ao lado do ninho dele, o quarto do Hyunjin, e ao lado do meu ninho, o do Changbin.

— Bom, pelo visto não teremos que pegar nada no carro, não é?

O líder disse, sendo o último a descer as escadas com um largo sorriso.

— Adorei as disposições dos quartos, amor, você viu só como ficou?

Vi o Lino todo empolgado e o Chan se abraçar a ele.

— Sim, meu querido, eu vi...

O Chan cochichou algo no ouvido do ômega e os dois se beijaram carinhosamente.

Eu estava me sentindo muito deslocada e, por todos os deuses, cansada. Eu só queria o Kai aqui para dormir nas costas dele.

A voz do alfa me chamou a atenção.

— Kitty, você está entre nós?

— Ah, sim... estou sim...

Falo voltando naquele instante.

— Não estava não, ela pensava no Kai.

O Changbin falou em alta voz e tapou a boca em seguida.

— E-eu... eu só pensei brevemente que estava com sono, e o Kai tem dormido comigo esses últimos tempos, aí com tudo o que rolou senti falta dele... pera aí... como você sabia em que eu pensava Binnie?

Todos olharam para o Changbin que parecia não saber bem o que aconteceu.

— Bom, acho que nossos poderes começaram a se manifestar... — O alfa líder disse, pensativo: — O ancião disse que isso poderia acontecer com todos nós, é o desejo dos ancestrais...

— E o Binnie lê pensamentos? Irado... — O Felix pula nele e deixa um selar na bochecha do lobo. — O que estou pensando agora, BinBin?

— Que está com fome.

— Acertou! Que legal!

— E todos teremos poderes, leãozinho?

Ouvi o Hyunjin chamar o alfa líder tão intimamente me fez ruborizar e pude ver o Changbin sorrindo.

— Pare de olhar aqui dentro, Binnie.

— Assim que eu aprender como... ah, consegui! Parece que é só querer, como um interruptor mágico... legal... parei, pequena Dandan.

— Ótimo.

— Respondendo o Jinnie, sim, meu lince lindo, todos teremos essas manifestações.

— Legal, já quero saber qual será a minha.

— Bom, vamos ajudar nossos amores? O Felix quer comer, e a Ha-ru quer descansar, então vamos para a cozinha, tem lamem para fazer, é mais rápido e vai ajudar.

E quanto a dormir, Ha-ru, escolha um de nós para dormir com você, pode ser eu novamente se quiser, mas escolha, você não vai dormir sozinha até que esteja bem para isso.

— Está bem, posso dormir com você, Lino?

Falei por lembrar que o Changbin havia dito que ele queria muito me ver.

O sorriso do LeeKnow toma todo seu rosto.

— Claro, minha gatinha linda.

— Ótimo, os ômegas dormirão juntos hoje e quem quiser poderá dormir comigo, agora vamos comer.



Todos comemos e eles conversavam sobre muitas coisas, inclusive o incêndio, o Thane e meus pais.


— Ligue para eles e conte tudo, fale que está morando com o pack do seu namorado e aproveite para avisá-los de nós, quem sabe não vamos todos os conhecer.

— Certo Chan.

— E se já tiver terminado, pode subir, o Lino já está te esperando.

— Tá bom, então eu vou.

Me levantei e levei minhas coisas para a pia, fui começar a lavar a louça e o Seungmin apareceu ao meu lado.

— Nem pensar, nossos ômegas só lavam a louça quando estão sozinhos em casa, deixe comigo moranguinho, pode ir com o Lino.

Sem graça, deixei um selar na bochecha do Seungmin que corou na mesma hora.

— Então, obrigada, alfa.

Me despedi de todos com um aceno mesmo e fui em direção à escada.

— Vamos lá, gatinha, seu quarto ou o meu?

Arregalei os olhos, mas relaxei em seguida.

— No meu, por favor.

— Ótimo, vamos lá.

Entramos no meu quarto e eu fiquei sem saber o que fazer.

— Faz assim, gata, tome um banho, vou até meu quarto me banhar também e quando estiver terminado me chame e eu venho para dormirmos.

Adorei a ideia dele.

— Perfeito, Lino, obrigada por isso.

— Não me agradeça, gatinha.

Ele se virou e se foi.

Tomei meu banho e procurei uma roupa confortável, não me sobrou muita coisa, então coloquei uma camiseta bem larga mesmo.

— Lino... pode vir.

Falei da minha porta e ele apareceu todo lindo e de cabelos molhados.

Ele me olhou de cima a baixo e rapidamente cruzou seu olhar com o meu.

— Vamos entrar, você parece muito cansada.

Entramos e fechei a porta atrás de mim.

— Como quer dormir? Abraçada a mim ou em minhas costas como fursonas?

Fiquei muito tímida, e mordi o lábio involuntariamente.

— A segunda opção, por favor, Lino.

Ele sorriu, parecendo amar a ideia.

— Sou um tigre cinzento, sou muito grande, isso não a incomoda?

A verdade é que, desde que o Chan falou dele para mim, eu estava curiosa em vê-lo em sua fursona.

— Sou uma gata pequena, isso o incomoda?

Ele sorriu e veio até mim, acariciando meu rosto.

— Nem um pouco, minha linda.

— Então, a mim também não incomoda você ser um enorme tigre cinzento.

— Perfeito, vem, vamos para a cama.

Ele me guiou até ela e, com a luz da lua adentrando a janela, o vi se transformando.

As roupas saiam dele, o deixando desnudo e, em seguida, seu corpo todo se expandiu, sua pelagem apareceu e eu quase gritei em excitação, era lindo, perfeito, e eu estava admirada.

Ele colocou suas enormes patas na cama, terminando de subir nela, girou uma vez e se jogou com tudo, fazendo seus pelos subirem em um lindo movimento.

— Sua vez, Dan Ha-ru.

Sua voz, ainda mais penetrante, quase me desfaleceu.

— Posso tocar em você antes?

O tigre sorriu e eu me vi ainda mais encantada por ele.

— Claro que pode, gatinha.

Fui até ele e toquei seu pelo, levando minhas mãos para debaixo de sua grande cabeçorra e acarinhando ali.

— Aí... aí... eu tenho cócegas.

— Você é lindo, Lino... lindo de verdade.

Me afastei e comecei o meu shift, minha camiseta saiu do meu corpo e o tigre fingiu tapar seus olhos, sorrindo feito bobo e quando terminei eu havia sumido no chão.

— Ha-ru? Dan Ha-ru?

Pulei nas costas do tigre, que sorriu aliviado.

— Realmente, muito pequenina, venha aqui, me deixe te ver...

Fui até sua frente e sentei, o encarando.

— Não sou nada perto de você, não é?

— Ah, é sim... é linda, perfeita... minha gatinha manhosa.

Nossos cheiros tomaram o quarto e ele me puxou para perto.

— Lino...

— Fique um pouco assim comigo, por favor? Depois pode ir para as minhas costas...

— Está bem...

Ele literalmente me envolveu com seu enorme braço e eu repousei minha cabeça em sua pata.

— Posso te cheirar?

— Pode, sim, tigre.

Ele começou a me cheirar e eu o olhava... meu corpo inteiro era praticamente o rosto do tigre.

Tive medo, e se ele perdesse o controle?

— Vou subir Lino, posso cheirar sua cabeça?

— Por favor, faça isso, gata.

Subi e me deitei em seu ombro, já logo sentindo o doce cheiro do ômega.

— Seu cheiro... tão delicioso.

Elogiei e me retraí... o que eu estava fazendo?

— Obrigado, gatinha, o seu cheiro me agrada muito também.

Afofei sua pelagem com minhas partas e nós dois ronronamos, me arrumei nele e o cansaço finalmente me venceu...

Enquanto meus olhos se fechavam, ouvi o Lino ao longe.

— Boa noite, minha ômega linda.

— Boa noite, meu ômega perfeito.

Falei sem pensar e nem me liguei no que havia dito, mas o Lino com certeza percebeu.

— Sim, sim, meu amor, eu sou seu ômega...

E assim dormimos juntinhos.



“As mudanças vêm quando têm que vir, e são como um emaranhado de acontecimentos...

Uma pedra que desce a montanha ganha velocidade, traça seu caminho e atinge o que estiver em sua frente com sua força, destruindo tudo o que vê.

Já o pólen, que é levado de uma flor para outra, pelo vento, por uma abelha ou beija-flor, germina a terra que toca e cria vida onde tocou.

E tão parecido com as duas situações são as mudanças, tem as que vêm para destruir e as que vêm para criar, renovar, não importa.

Elas às vezes acontecem ao mesmo tempo, e o que advém disso é a magia que o olho não vê.

Todas as duas são preciosas e sempre farão todo um cenário mudar.

Mudar é bom, e é preciso às vezes...”



A Dan Ha-ru e o pack Bang começaram hoje a viver suas maiores mudanças e isso será melhor do que eles imaginam.

Mas é claro, depois que eles passarem por uma boa adaptação.


☆☆☆☆♡☆☆☆☆

Notas finais
E aí? foi muito ruim? Beijokas amores! 💙💜 🐾🐾