My Dark Word
17 17 - Helium
Notas iniciais
Quinn’s Pov
Ansiosa para ver Rachel uma vez que eu não tinha sido capaz de falar com ela hoje, tanto quanto eu gostaria, eu fico nervosa, e eu tento terminar meu treino rapidamente. Desde que eu conheci Rachel, minha mente está sempre ocupada com ela, e sobre ela. Minha mania por controle tomou uma nova dimensão.
Enquanto eu estou ‘chutando a merda’ fora do manequim de kickboxing, Puck está correndo a toda velocidade na esteira. Este homem pode fugir de um galgo! Ele tem o treinamento ao longo da vida, e a resistência. E ele se mantem com todo o seu treinamento Black-ops, tanto quanto possível. (N.T. Uma Black-operação ou Black-op é uma operação encoberta por um governo, uma agência governamental ou uma organização militar.) Ele pode correr 10Km em 38 minutos e 54 segundos, com 22 quilos de equipamento nas costas. O que me impressiona em relação a Puck não são os requisitos de resistência física individuais de um militar, que ele é, mas o quanto ele pode aguentar e ainda continuar. Ele não sabe quando parar. Isso é algo que eu entendo; por eu não ser uma desertora. É uma coisa boa, porque eu não ando com desertores.
Puck é um empregado leal, eu confio nele implicitamente; na verdade eu confio nele com a minha vida. Ele me viu em algumas das posições mais comprometedoras. Não que eu me importasse; eu o contratei por suas habilidades. Ele sempre se manteve extremamente profissional e sabia como tornar-se discreto, se por acaso ele encontrava-me espancando com um remo uma submissa estendida amarrada na mesa do café ou se ele tinha que interromper com algum tipo de emergência urgente, não-pode-esperar-até-Fabray-ter-acabado-de-foder, ele conseguia manter uma cara séria, e interrompia a conexão — sem trocadilhos; embora seus olhos estivessem em qualquer lugar, menos em mim, e ainda assim vinha e me desviava da tarefa em curso. Eu não me importava como ele me interrompia, ou com quem, mas o jogo mudou desde que Rachel está em minha vida. Eu não quero que ninguém a veja nua, ou em vias de êxtase; isto é só para os meus olhos.
Eu deixei isso bem claro para Puck que, quando Rachel e eu estamos em nossa privacidade, ele não deve me perturbar, ou se ele tem que fazer isso, ele deve fazê-lo através de outros meios. Ele não tem permissão para vê-la nua sob quaisquer circunstâncias. Devo ter amado Rachel desde que eu a conheci, porque eu nunca impus antes essa regra para ele. Nunca! Rachel é a primeira garota com quem eu ando de mãos dadas. Ela não sabe disso, porque eu nunca lhe disse. Toque físico é algo que eu evitava a todo custo. Rachel sempre foi muito preciosa para mim. Não importa quão pervertida, quão crua, e carnal nossa foda seja; mas sempre tem sido fazer amor com Rachel. Eu só fodi no passado. Eu nunca senti uma conexão emocional com qualquer mulher. Era repugnante para mim. Eu nunca persegui alguém que não fosse neste estilo de vida Dominante/Submissa. Eu não me preocupava em ensinar ninguém. Eu esperava que todas as subs soubessem o que estavam fazendo, e exigia que tivessem resistência para a quantidade de merda pervertida que eu queria fazer com elas, e para elas. Fracas, ou uma sub que teve quinze minutos de chicotadas e falou 'vermelho', não seriam para mim! Ela estaria fora da porta no segundo que eu soltasse suas algemas com as roupas na mão. No entanto, eu não me importo que Rachel odeie chicotadas e a merda extrema que eu usava para desfrutar. Eu queria fazer essas para Rachel, e desfrutar com ela, mas no segundo que ela me deixou, todos esses sentimentos saíram pela janela. Eu a queria para mais, de outras maneiras do que merda pervertida. Eu não conseguia respirar, e pela primeira vez na minha vida, eu senti culpa por querer praticá-las sobre ela! Eu me desgostei de mim mesma porque ela odiava chicotada. Rachel me possui corpo e alma. Ela não é como nenhuma outra! Um de seus sorrisos pode levar qualquer pessoa para o céu, e se ela fosse me tratar com indiferença, eu iria mover céus e terra para mudar isso, para cair em suas boas graças. Eu não consigo pensar em um mundo onde ela não exista. Eu não poderia existir! Não sem ela!
Mesmo Puck gosta de Rachel, e se eu não soubesse que ele estava apaixonado pela Sra. Jones, eu estaria com ciúmes, e eu o despediria, apesar do fato de que ele é o melhor funcionário que trabalha para mim. Mesmo sabendo que sua amizade é quase a mesma que eu sinto por minha irmã, eu ainda não consigo deixar de sentir uma pontada de ciúmes em mim, especialmente quando Rachel mostra qualquer tipo de interesse em relação a ele mesmo que o sentimento seja 'avuncular'. O pensamento me faz bater no boneco com tanta força, que ele se inclina quase até o chão saltando para trás rígido, várias vezes, fazendo Puck virar seu olhar para mim, impassivelmente, enquanto ele continua correndo.
Eu me encaminho para as esteiras, configurando a minha inclinação e a velocidade antes de eu começar a correr. O Blackberry de Puck deve ter zumbido, porque ele habilmente desliza e salta fora da esteira, enquanto ele estava correndo em velocidade máxima.
— Puck, — respondeu ele, e dentro de alguns segundos seus olhos dardejam nos meus. Eu imediatamente salto fora da cinta da esteira.
— Mike, — ele fala sem som para mim, e eu estendo minha mão para o telefone.
— Fabray aqui. O que foi? — Eu digo apreensivamente. Depois de Rachel ter sido insistente em ir para Nova York com seu chefe, eu encarreguei Mike de cavar um pouco mais sobre um determinado Biff McIntosh.
— Srta. Fabray, eu tentei alcançá-la em seu telefone, senhora, mas uma vez que você não atendeu, liguei para Puck.
— Você me tem agora. O que você encontrou? — Eu digo com impaciência.
— Eu vou enviar por e-mail os antecedentes para você em breve, senhora, mas eu queria informar a você sobre minhas entrevistas com a ex-PAs do Sr. McIntosh. Biff McIntosh teve sete assistentes nos últimos 15 meses. A Srta. Berry é a oitava assistente que ele teve neste curto espaço de tempo. — Eu tremo, mas eu já estava ciente desta informação.
— Sim, eu estava ciente disso desde a sua verificação inicial de antecedentes. O que você encontrou de novo?
— Senhora, eu, pessoalmente, fui entrevistar todas essas jovens senhoras; eu consegui entrevistar cinco delas e há alguns denominadores comuns em todas elas. Eles são todas jovens, em seus vinte e poucos anos, recém-formadas, ou estão trabalhando por apenas um par de anos. A única assistente que trabalhou para ele mais longo tempo foi por apenas três meses. Outras trabalharam com duração ainda mais curta. Isso despertou meu interesse, e quando fui casualmente entrevistar e questioná-las sobre isso, nenhum delas era accessível. Todas elas tinham um roteiro com a imagem de Biff McIntosh e as respostas foram quase textualmente iguais, senhora.
— Como você se apresentou para elas?
— Eu disse a elas que Biff McIntosh estava sendo considerado para uma posição mais elevada na empresa, e nós estávamos procurando ver se ele era capaz de gerenciar um número maior de funcionários uma vez que ele teve várias assistentes que não manteve. Nós não queremos o efeito porta giratória na empresa. Ele era difícil de se trabalhar? Qual foi a coisa mais difícil ao trabalhar para Sr. McIntosh? Por que você acha que ele trocou tanto de assistentes? Era fácil trabalhar com ele?
— Interessante. O que elas disseram?
— A mesma coisa, senhora. Sim, seu chefe era exigente; ele exigia perfeição de sua assistente. Mas ele era o melhor chefe para trabalhar. Ele era profissional... Era tudo um roteiro. Fiz-lhes perguntas circulares. Se o Sr. McIntosh foi o melhor chefe, por que elas não ficaram na SIP? Por que elas não obtiveram recomendações de Biff McIntosh? E algumas delas ficaram muito desconfortáveis com essas duas perguntas. Algumas nem sequer trabalharam mais em publicação, ainda que se formassem em literatura na faculdade. O que elas não diziam, mas a sua linguagem corporal mostrava, era a parte mais interessante, senhora, — diz ele. Eu sou pura atenção.
— O que você descobriu? — Eu digo silenciosamente, quase ameaçadoramente.
— Senhora, eu obtive a resposta ‘lutar ou fugir’. (N.T. A resposta "lutar ou fugir", também chamada de reação de estresse agudo, é uma reação instintiva acionada quando uma pessoa enfrenta perigo. Vem com uma explosão de adrenalina, enquanto o coração bate mais rápido, capacitando a pessoa a ficar firme e lutar ou virar as costas e correr. Independente da decisão instantânea, seja ela lutar ou fugir, o resultado desejado é a sobrevivência.) Estressadas. Todas cinco tinham um sorriso tenso quando elas disseram que seu chefe era um homem maravilhoso, olhos dilatados; respondendo com um pé no acelerador e outro no freio, senhora.
— Explique, — eu digo.
— Bem, senhora, se fosse apenas a resposta com o pé no acelerador, elas dó teriam se tornado irritadas ou agitadas. Esse é o tipo de resposta aquecida, excessivamente emocional, tensa e incapaz de ficar parada. E depois há a resposta com o pé no freio quando a interrogada fica introvertida. Elas desligam ou se distanciam, ou mostram muito pouca emoção. Mas quando eles têm as duas, é o pior tipo de resposta. Elas ficam tensas e congelam. Elas parecem paralisadas, mas eu podia ver pelo seu olhar que elas estavam extremamente agitadas. Mãos fechadas com tanta força, que as juntas ficam brancas, rosto empalidecendo, pupila dilatada, a respiração aumentada, fechando-se com braços cruzados.
Então, ele limpa a garganta.
— Senhora, elas também tinham todos os sinais físicos da mentira. Aqui está uma simples pergunta que eu fiz: ‘Que tipo de patrão era Biff McIntosh?' A resposta física de cada uma foi idêntica. Cada uma começou respondendo à pergunta com dificuldade para engolir e a entonação de sua voz mudou. Um sorriso forçado foi moldado em seus rostos, e seus gestos não corresponderam ao discurso. — Então eu ouço papel remexido no telefone como se Mike estivesse procurando por algo. — Ah, sim, — diz ele, e limpa a garganta novamente, como se ele fosse declarar algum ponto importante. — A assistente de número 3, Victoria, tinha uma cara feia gigante no rosto dela enquanto ela estava me dizendo que foi um prazer trabalhar para Biff McIntosh. Como poderia ser um prazer trabalhar para ele quando seu rosto estava parecendo que engoliu um desagradável enorme besouro, e que ela estava tentando regurgitá-lo fora de seu corpo! Os gestos eram mecânicos, senhora. A língua pode mentir, mas é preciso um ator hábil para coincidir a resposta verbal com os gestos. Claramente essas garotas não têm prática. Era como assistir a um ator ruim!
Eu estava andando para lá e para cá.
— Você perguntou-lhes a pergunta principal que eu queria saber? — Pergunto com uma voz fria e controlada.
— Sim, senhora, — disse ele solenemente, e o tom confirma meus temores.
— E então?
— Apenas três delas foram a uma conferência com McIntosh, senhora. — Ele disse a palavra ‘conferência,’ como um palavrão.
— O que aconteceu?
— Estou focando em Victoria. Ela foi a primeira a ir para uma dessas. ‘Como foi a conferência? O que você e seu chefe faziam fora da conferência?’ Eu perguntei. — Ele para.
— Qual foi a resposta dela? — Pergunto impaciente.
— Ela parecia distraída, como se ela estivesse tentando não prestar atenção ao que eu perguntei em um esforço de tentar esquecer uma má recordação. Ela começou a suar como um lutador. Era claro que ela estava perturbada. A quantidade de suor que saiu dessa garota miúda! Então ela começou envolvendo o corpo dela como se ela estivesse protegendo-o de alguém, seus olhos pareciam perplexos. Ela não fez nenhum contato visual direto; evitando minha análise; sua respiração acelerou tentando controlar-se, e o tom de sua voz ficou mais alto. Finalmente ela conseguiu falar, 'o que você quer dizer?’
— Isso não significa que ela está mentindo.
— Senhora, as cordas vocais apertam sob estresse. Ela não estava com vergonha de mim. Eu não era uma ameaça para ela. A única vez que estas respostas vieram foi quando ela estava me dando informações falsas sobre seu ex-chefe. Ela começou sentada debruçada. Ela estava olhando para a porta, como se estivesse indo fugir a qualquer minuto. Seu rosto corou. A pergunta final que eu fiz foi: 'Você está sendo sincera sobre o seu ex-chefe?' A resposta mais simples seria 'sim' ou 'naturalmente', ou 'claro', ou até mesmo, "estou". Você sabe o que todos disseram, "ser desonesto é a pior coisa que você pode fazer." Exceto Victoria ... Ela disse que "a mentira é uma ação desonrosa".
— Nem todo mundo responde em uma ou duas palavras, Mike. Como você pode concluir que esta resposta mostra, sem sombra de dúvida que ela estava mentindo?
— Senhora, por favor, me dê um pouco de crédito. O meu treino de formação incluiu sinais físicos de mentir. Testar meninas de 21-25 anos não é nada para mim. Eu entrevistei funcionários do governo, políticos, espiões que são treinados para combinar suas respostas físicas com as verbais. Esta é uma tarefa muito simples.
— Mike, eu já sei o conteúdo do seu currículo! O que eu estou pedindo a você é simples. Eu quero ter certeza absoluta, sem sombra de qualquer dúvida, de que elas estavam de fato mentindo. Você pode fornecer evidências para esse fato? Como você apoiar o seu pedido? — Eu pergunto com voz exigente.
— O mentiroso geralmente responde a uma pergunta despersonalizando-a, com uma voz plana. A maioria das garotas me pediram para repetir a pergunta; e isto é, geralmente, para retardar a sua resposta. Victoria perguntou 'por que você iria perguntar uma coisa dessas?” O que também é projetado para atrasar a sua própria resposta. Eu não a avaliei por uma resposta. Individualmente pode significar pouco ou nada, é claro. Mas o comportamento coletivo, e as respostas, falam sobre o que estão tentando esconder, e elas todas estão escondendo alguma coisa.
— Por que elas o protegem?
— Meu palpite seria medo. Elas têm algo a perder. Sr. McIntosh tem uma coisa que ele está usando contra elas. Eu não sei o que é. Mas essas meninas estavam claramente com medo dele, apesar de suas palavras dizerem o contrário.
— É tudo?
— Até agora, sim, — ele responde.
— Ok, avise-me se você descobrir mais, — eu digo e desligo.
Eu estou andando para lá e para cá fumegando pelas narinas como um touro provocado em uma tourada. Puck limpa a garganta.
— Senhora, devemos ir para os chuveiros e, em seguida, em direção à SIP. Tenho certeza de que podemos esperar pela Srta. Berry lá, — diz ele quase lendo minha mente. Eu prefiro estar perto dela lá, do que me preocupando aqui. Eu não me preocupo. Eu tenho que demitir aquele filho da puta sem que Rachel tenha o lado ruim dele. Eu estive recolhendo informações sobre ele de qualquer maneira e compartilhando-o com Roach. Há o suficiente para demiti-lo. A única coisa que está me segurando é a reação de Rachel. Vamos ver. Eu vou avaliar sua reação, esta noite, e este último bit de informação pode fazer pender a balança. Eu não quero aquele filho da puta em qualquer lugar perto da minha mulher! Ele é um mulherengo. Eu desejo fodidamente ‘bater a merda fora’ do homem! Estou me contorcendo de raiva.
Eu me viro para Puck.
— Tudo bem, chuveiros, então saímos, — e ele acena com a cabeça solenemente.
Rachel’s Pov
Os olhos de Biff brilharam com um azul mais escuro, e ele sorri com desdém ao lançar um olhar malicioso por todo meu corpo. O medo me paralisa. O que é isso? O que ele quer? Em algum recanto dentro de mim, apesar da boca seca, encontro a determinação e a coragem para balbuciar algumas palavras, o mantra das minhas aulas de autodefesa ‘’Mantenha-os falando’’ reverberando em meu cérebro feito um protetor vindo do além.
— Biff, acho que agora não é um bom momento para isso. Seu táxi vai chegar em dez minutos, e eu preciso lhe entregar os documentos. — Minha voz soa calma, mas rouca, traindo-me.
Ele sorri, e é um sorriso despótico, como se dissesse ‘’que se foda’’, e isso se reflete em seus olhos. Eles brilham sob a luz fluorescente e fria da lâmpada comprida acima de nós nesse cômodo monótono e sem janelas. Então dá um passo em minha direção, encarando-me, sem desviar os olhos dos meus. Suas pupilas vão se dilatando, posso ver o preto eclipsando o azul. Ah, não. Meu medo começa a aumentar.
— Você sabe que eu tive que brigar com Aprill para dar essa vaga para você... – Sua voz vai sumindo à medida que ele dá outro passo em minha direção.
Dou um passo para trás, batendo nos armários encardidos da cozinha. Mantenha-o falando, mantenha-o falando.
— Biff, qual é o problema? Se você quer expor as suas queixas a meu respeito, então talvez a gente devesse falar com o RH. A gente pode fazer uma reunião com Aprill em um ambiente mais formal.
Cadê os seguranças? Ainda estão no prédio?
—A gente não vai precisar do RH para resolver essa situação, Rach.- Ele ri. – Quando eu contratei você, achei que você seria dedicada. Achei que você tinha potencial. Mas, agora, estou na dúvida. Você anda distraída e desleixada. E eu fico me perguntando... será que é a sua namorada que está desviando você do foco? – e pronuncia a palavra ‘’namorada’’ com um desprezo assustador. – Então, resolvi dar uma olhada nos seus e-mails para ver se descobria alguma coisa. E sabe o que eu encontrei Rach? O que era esquisito? Os únicos e-mails pessoais na sua conta foram enviados para a sua namorada toda-poderosa. – Ele faz uma pausa, avaliando minha reação. – E eu comecei a pensar... cadê os e-mails dela? Eles não existem. Nada. Nenhum. E então, Rach, que historia é essa? Como é possível os e-mails dela não estarem no sistema? Você é algum tipo de espiã industrial colocada pela empresa da Fabray? É isso?
Puta merda, os e- mails. Droga. O que foi que eu escrevi?
— Biff, do que você está falando?
Tento parecer perplexa, e sou bem convincente. Essa conversa não está indo do jeito que eu esperava, e não confio nem um pouco nele. Biff está exalando algum feromônio subliminar que me deixa em estado de alerta. Trata-se de um sujeito nervoso, inconstante e totalmente imprevisível. Tento argumentar com ele.
— Você acabou de dizer que teve que conversar com Aprill para me contratar. Então como eu poderia ter ido colocada aqui como espiã? Decida-se, Biff.
—Mas foi a Fabray quem estragou a viagem para Nova York, não foi?
Droga.
— Como foi que ela fez isso, Rach? O que foi que a riquinha e metida de sua namorada fez isso?
O pouco sangue que me restava no rosto vai embora. Acho que vou desmaiar.
—Não sei do que você está falando, Biff – sussurro. – O táxi vai chegar daqui a pouco. Não é melhor eu ir buscar as suas coisas? – Por favor, deixe-me sair. Pare com isso.
Biff continua, divertindo-se com meu desconforto.
— Ela achou que eu ia dar em cima de você? – Ele sorri, e sinto seus olhos se aquecerem. – Bem, quero que você pense numa coisa enquanto eu estiver em Nova York. Eu consegui este emprego para você, e espero que você me mostre alguma gratidão. Alias, tenho direito a um pouco de gratidão. Tive que lutar por você. Então, nós precisamos fechar um acordo. Um acordo no qual você me mantenha satisfeito. Você está me entendo direitinho, Rach?
Merda!
— Encare isso como uma redefinição do seu cargo. E se você me mantiver satisfeito, não vou tentar descobrir como a sua namorada está mexendo os pauzinhos dela, se é puxando o saco dos contratos que tem ou se é molhando a mão de algum coleguinha da faculdade.
Fico boquiaberta. Ele está me chantageando. Em troca de sexo! E o que posso dizer? A noticia da compra da editora não pode ser anunciada pelas próximas três semanas. Mal posso acreditar no que está acontecendo. Sexo... comigo!
Biff se aproxima até ficar de pé bem na minha frente, olhando nos meus olhos. Seu perfume doce e enjoativo invade minha narinas, o cheiro chega a me dar náuseas, e, se não estou enganada, sinto uma odor amargo de álcool em seu hálito. Cacete, ele andou bebendo... quando?
— Você é uma vadia que gosta de provocar meu pau com essa roupinha apertada, não é, Rach? –sussurra ele entre os dentes.
O quê? Provocar seu pau... Eu?
— Biff, não sei do que está falando – respondo, sentindo uma onda de adrenalina atravessar meu corpo.
Ele está mais perto agora. Aguardo o momento de agir. Leroy vai ficar orgulhoso de mim. Ele me ensinou o que fazer. Leroy sabe a respeito de autodefesa. Se Biff encostar um dedo em mim – se ele ao menos respirar perto demais de mim – derrubo o filha da mãe em dois tempos. Minha respiração se acelera. Não posso desmaiar, não posso desmaiar.
— Olhe só para você. – Ele me lança um olhar cheio de malicia. – Você está morrendo de tesão, dá para ver. Você fica só me dando mole. Lá no fundo, você quer. Eu sei.
Puta merda. O cara está delirando completamente. Meu medo atinge alerta máximo, ameaçando me dominar.
— Não, Biff. Nunca dei mole para você.
— Ah, deu sim, sua cadela assanhada. Eu sei ler as entrelinhas.
Ele estica o braço e delicadamente afaga meu rosto com as costas dos dedos, até meu queixo. Seu indicador acaricia meu pescoço, e meu coração praticamente sob até a boca à medida que tento conter a ânsia de vômito. Ele toca a reentrância base do meu pescoço, bem no ponto em que o primeiro botão da camisa está aberto, e aperta a mão contra o meu peito.
— Você me quer, Rach. Admita.
Mantendo os olhos fixo nos dele e concentrando-me no que tenho que fazer – em no medo e minha repulsa galopante -, coloco a mão de leve sobre a dele, como uma caricia. Biff sorri triunfo. Em seguida, agarro seu dedo mindinho e o torço para trás, puxando-o bruscamente para baixo, na direção de seu quadril.
— Ai! – Ele grita de dor e surpresa.
No instante em que ele perde o equilíbrio, ergo o joelho num golpe rápido e violento em sua virilha, acertando o alvo em cheio. Com habilidade, esquivo-me para esquerda, e seus joelhos se dobram, derrubando-o no chão da cozinha com um gemido de dor e as mãos entre as pernas.
— Nunca mais encoste em mim — rosno para ele – O roteiro da sua viagem e os folhetos estão empacotados na minha mesa. Estou indo para casa. Faça uma boa viagem. E, daqui para frente, trate de ir buscar seu próprio café.
— Sua filha da puta desgraçada! – Ele meio que grita e meio geme para mim, mas eu já saí da cozinha.
Corro até minha mesa, pego o casaco e a bolsa e desço às pressas para a recepção, ignorando os gemidos e xingamentos que emanam do filho da mãe ainda prostrado no chão da cozinha. Saio do prédio e paro por um instante, sentindo o ar gelado bater em meu rosto. Respiro fundo e tento me recompor. Mas não comi nada o dia inteiro, e à medida que a onda indesejável de adrenalina começa a diminuir, minhas pernas ficam moles sob meu corpo, e eu desabo no chão.
Com certo distanciamento, assisto o filme em câmera lenta que se desenrola diante de mim: Quinn e Puck, ambos de ternos em camisa branca, pulando para fora do carro que estava esperando por mim e correndo na minha direção. Quinn se ajoelha ao meu lado, e, em algum momento inconsciente, tudo o que eu posso pensar é: Ela está aqui. Meu amor está aqui.
— Rach, Rach! O Que foi?
Ela me segura no colo e corre as mãos para cima e para baixo ao longo de meus braços, procurando por algum sinal de lesão. Agarrando minha cabeça entre as mãos, ela coloca os olhos verdes aterrorizados nos meus. Eu me debruço no corpo dela, subitamente dominada pelo alivio e pelo cansaço. Ah, os braços de Quinn. Não existe nenhum outro lugar onde eu quero estar.
— Rae. – Ela me sacode com carinho. – O que foi? Está passando mal?
Nego com a cabeça, percebendo que eu preciso começar a me comunicar.
—Biff – sussurro, e sinto, mais do que vejo, Quinn lança uma olhada rápida para Puck, que de uma hora para outra desaparece para dentro do prédio.
— Merda! – Quinn me envolve em seus braços.- O que aquele babaca fez com você?
E, de algum lugar dentro de mim, uma risada entala na minha garganta e eu me lembro do espanto absoluto de Biff no momento em que eu agarrei o mindinho dele.
— Foi o que eu fiz com ele. — Começo a rir e não consigo mais parar.
— Rae! – Quinn me sacode de novo, e eu paro de rir. – Ele encostou em você?
— Só uma vez.
Seus músculos se retesam à medida que a raiva toma conta dela, e Quinn fica de pé num segundo, poderosa, firme como uma pedra, segurando-me em seus braços. E está furiosa. Não!
— Cadê esse filha da puta, Rachel?
Dentro do edifício ouvimos gritos abafados. Quinn me coloca de pé.
— Você consegue ficar de pé sozinha?
Faço que sim com a cabeça.
— Não vá lá dentro. Não, Quinn.
De repente, o medo me domina de novo, medo do que Quinn vai fazer a Biff.
— Entre no carro – rosna ela para mim.
— Quinn, não. – Agarro o braço dela.
— Entre na merda do carro, Rachel. – Ela afasta meu braço.
— Não! Por favor! – imploro. – Fique comigo. Não me deixe aqui sozinha. – Utilizo minha melhor arma.
Fervendo de raiva, Quinn corre a mão pelo cabelo e me encara, claramente dividida. Os gritos do prédio aumentam e então cessam de repente.
Ah, não. O que Puck fez?
Quinn pega o BlackBerry
— Quinn, ele abriu os meus e-mails.
— O quê?
— Meus e-mails para você. Ele queria saber onde os seus e-mails para mim foram parar. Ele estava tentando me chantagear.
O olhar de Quinn é sanguinário.
Aí, merda!
— Porra! – Ela explode e estreita os olhos para mim. Em seguida digita um numero no celular.
Ah, não. Estou ferrada. Para quem ela está ligando?
— Artie. Aqui é a Fabray. Preciso que você acesse o serviço principal da SIP e limpe todos os e-mails de Rachel Berry para mim. Depois, acesse o arquivo pessoal de Biff Mcintosh e verifique se ele não tem nenhuma cópia deles. Se tiver, apague tudo... Isso, tudo. Avise-me assim que terminar.
Ele aperta com força o botão de desligar; em seguida, digita outro numero.
— Sue. Aqui é a Fabray. Biff Mcintosh... quero ele na rua. Agora. Neste minuto. Chame a segurança. Faça com que ele esvazie a mesa imediatamente ou eu vou liquidar essa empresa amanhã de manhã. Você já tem todos os motivos de que precisa para demitir o cara. Entendeu? – Ele fica ouvindo por um instante e então deliga, aparentemente satisfeita. – BlackBerry – sussurra para mim entre os dentes.
— Por favor, não fique brava comigo. – Pisco para ela.
— Estou com muita raiva de você agora – rosna ela e mais uma vez corre a mão pelo cabelo. – Entre no carro.
— Quinn, por favor...
— Entre na merda do carro, Rachel, ou então eu mesma vou colocar você lá dentro – ameaça ela, os olhos em chamas de tanta fúria.
Merda!
— Não faça nenhuma burrice, por favor – imploro.
— Nenhuma BURRICE! – explode. – Eu disse para você usar a porra do BlackBerry. Então não venha me falar de burrice. Entre na merda do carro, Rachel, AGORA! – rosna ela, e sinto um arrepio de medo.
Esta é a Quinn Muito Brava. Nunca a vi com tanta raiva antes. Ela mal consegue se controlar.
— Tudo bem – murmuro, tentando acalmá-la. – Mas, por favor, tenha cuidado.
Apertando os lábios em uma linha rígida, ela aponta com raiva para o carro, os olhos fixos em mim.
Caramba, tudo bem, já entendi o recado.
— Por favor, tenha cuidado. Não quero que nada aconteça com você. Se alguma coisa acontecesse, acho que eu morreria – murmuro.
Ela pisca depressa e fica parada por um instante. Em seguida respira fundo e baixa a cabeça.
— Vou ter cuidado – diz, o olhar se suavizando.
Ah, graças a Deus. Seus olhos queimam em mim enquanto caminho até o carro, abro a porta do carona e me sento no banco da frente. Uma vez que estou em segurança, no conforto do Audi, ela some dentro do prédio, e meu coração pula novamente até minha boca. O que ela pretende fazer?
Quinn’s Pov
Dou-lhe um olhar de advertência lembrando-a de permanecer no veículo, e corro para dentro do prédio da SIP. Eu me viro para segurar a minha raiva. Está apenas sob a superfície, pronta para dispersar a sua ira. Eu disco o telefone de Puck. Ele responde ao primeiro toque.
— Senhora, desça o corredor à esquerda. Você vai encontrar uma grande área. Entre na sala de reuniões número dois, — diz ele sabendo exatamente que foi por isso que eu liguei para ele.
— Vemo-nos lá, — eu digo desligando.
Puck me encontra em frente da porta. Ele abre a porta apenas uma fresta. Vejo que Mcintosh está sentado em uma cadeira com as mãos algemadas. Meu olhar encontra Puck e ele fecha a porta.
— A segurança está chegando, eu preciso das chaves das algemas. Mantenha-os ocupados por cinco minutos, — eu digo estendendo minha mão de uma forma prática para receber as chaves.
Puck examina o meu rosto tentando se certificar de que eu não vou matar o filho da puta. Ele não perde nada. Ele vê a raiva fervendo através da minha pele. Meus olhos estão ambas as coisas, glaciais com vingança controlada e raivosos, como o Monte Etna e Vesúvio todos agrupados em um só, pronto para matar. Ele desloca lentamente seu corpo para bloquear a porta. Puck está trabalhando para mim há cerca de quatro anos. Ele viu-me sensual. Ele viu-me fodendo com tudo uma das minhas subs, suspensa no teto da minha sala de jogos. Ele viu-me ‘chicoteando a merda’ de outra. Ele me viu espancando Ash com uma pá. Ele me viu no controle de uma sala de diretoria repleta de empresários poderosos. Ele viu-me com raiva; fúria louca; mas sempre no controle. Ele me viu em posições comprometedoras. Ele me viu nesses lugares em mais vezes do que posso contar.
Também viu um monte dos primeiros que eu cuido; estando apaixonado por Rachel, perdendo-a quase ao ponto de ficar louca, quase enlouquecendo quando ela foi para a Geórgia, estando em desespero e tristeza quando ela deixou-me, todos estes foram meus primeiros com Rachel, mas todas as coisas que me enfraqueceram. Puck tem me visto na maioria dos meus modos, mas ele nunca me viu em uma fúria assassina. A ferocidade mal controlada e violência... A mão de Puck vai automaticamente para a maçaneta da porta e ele está na frente dela, determinado a não me deixar entrar.
— A Srta. Berry está bem, senhora? — Ele pergunta tentando me distrair.
— Ela está bem. Saia da frente, Puck, — Eu digo com uma ameaça sinistra na minha voz, toda a intensidade do meu olhar focada nele. Puck não se intimida. Ele está muito determinado a impedir-me de cometer um assassinato esta noite.
— Eu já dei uma surra nele, — diz ele, e pela primeira vez eu percebo a aparência desgrenhada de Puck. Ele tem um corte acima do olho, um lábio inchado e o rosto machucado. Quando ele me vê olhando para ele, logo diz:
— O filho da puta está pior, senhora, — diz ele sorrindo.
Minha mão ainda sobe para remover pela força Puck da porta.
— Senhora... — diz ele timidamente. — Eu... Uhm ...
— Desembucha homem!
— Bem, eu entendo sua raiva perfeitamente, senhora. Eu não sei como dizer isso... mas... — ele diz murmurando algo baixinho sobre alguma conversa educada de merda, então me olha nos olhos e diz: — Aquele pedaço de merda não vale a pena, — ele disse, indicando a porta com a cabeça enquanto sua mão continua segurando firmemente a maçaneta. Ele me olha nos olhos por um minuto enquanto eu tento administrar minha raiva.
— Eu ia dizer que algum cara guru indiano tinha escrito em algum lugar, que o inferno tem três portões: luxúria, ira e cobiça, — diz ele tentando me acalmar. — Eu pensei que você gostaria de saber, — diz ele apontando o polegar para trás para fora. — Eu acho que seria um inferno para ela, também, senhora, — diz ele encolhendo os ombros, me detendo paralisado por um breve segundo.
— Bem, Puck, nesse caso, eu estaria conquistando o inferno por todos os três portões! Eu ainda quero enfiar seu pau na própria bunda por tentar atacar minha namorada — Eu sibilo entre os dentes cerrados, fervendo veneno. Os olhos de Puck se alargam, e sua postura fica mais firme. Eu suspiro. — Olha, Puck, eu aprecio sua preocupação, mas se eu fosse matá-lo, eu não teria chamado a segurança. Eles estarão aqui em breve para escoltá-lo para fora. Mas eu quero o meu tempo com ele. Você não faria o mesmo por Mercedes? — Pergunto a ele, e ele imediatamente se mexe em seu lugar. — Eu vou destruí-lo de uma forma que ele não vai estragar a vida de qualquer outra mulher de novo! Mas eu não vou colocá-lo debaixo da terra, — eu digo com todo o meu autocontrole, tentando controlar minha raiva. Ele acena com a cabeça solenemente, e sorri.
— Aparentemente a Srta. Berry chutou as jóias da família, senhora, — diz ele com orgulho. Eu, então, percebo que ele é, na verdade, como disse Rachel: avuncular. — Ele estava xingando uma tempestade segurando o saco de nozes, — diz ele em um tom impassível, embora seus olhos estão em chamas com algum tipo de alegria. — De qualquer forma, ele é todo seu, senhora. Tome 10 min, eu vou manter a segurança ocupada. O filho da puta tem estado resmungando e lamentando sobre você, de qualquer jeito, — diz ele, e abre a porta totalmente, enquanto balança a chave das algemas. Eu pego as chaves, enquanto eu entro no cômodo.
Depois de entrar na sala de reunião, fecho a porta e tranco-a atrás de mim. Biff Mcintosh levanta a cabeça vermelha me olha desafiadoramente. Um sorriso assustador vem até a boca sangrando. Eu coloco meu rosto impassível, e cubro o meu Monte Vesúvio com geleiras e ando por trás dele para abrir as algemas.
— Sua namorada é uma cavadora de ouro, boceta provocadora de pau. Se você não tivesse mais dinheiro do que eu, ela estaria fodendo comigo agora! Em vez disso eu sou o único que está segurando as bolas. Que ela me chutou! — Ele diz no segundo que eu desbloqueio seus punhos, enquanto ele está esfregando os pulsos. Eu pego seu cabelo, puxo sua cabeça para trás, e bato-a na mesa de madeira. Pode-se ouvir a ruptura de seu nariz, enquanto o sangue jorra dele! Meus olhos estão muito dilatados, sinto meus capilares rompendo nos meus olhos; por um minuto eu sinto que não serei capaz de controlar a minha raiva. Minhas narinas se alargaram, e minha respiração aumentou, cada centímetro do meu corpo está em alerta, pronto para lutar.
— Pare de mencionar o nome da minha namorada, se você pensar ao menos nela, vou tirar sua pele vivo! — Eu digo com um silvo mortal.
— Você quebrou a porra do meu nariz, — ele grita, em seguida, obtendo o controle de si mesmo, limpa o sangue de seu nariz com a manga de sua camisa, inclina-se para baixo na tentativa de apertar o nariz, grunhindo, enquanto ele levanta a cabeça para trás, e ele rapidamente se levanta, balançando um gancho de direita e seu soco se conecta com o meu tronco, me sacudindo até o meu âmago. Ele se move e me enterra um gancho de esquerda nas costelas, e tenta me jogar um outro direito, obrigando-me a dar um passo para trás para evitar cair, enquanto eu me movo na minha posição. Eu percebo que ele tem um mosquetão (N.T. modelo de chaveiro) em torno de seus dedos e as chaves estão ligadas a ele. Embora seus golpes sejam inesperados, eles me dão outra descarga de adrenalina. Eu sorrio. Eu adoro uma boa luta!
— Finalmente você escolheu alguém do seu tamanho! Quantas jovens você encurralou? Hmmm? — Eu o ameaço.
Ouço ruídos do lado de fora. Forte batidas na porta. Eu tenho alguns minutos para cobrar a minha dívida.
Mcintosh faz o punho novamente, mas desta vez o elemento surpresa desapareceu. Ele solta a direita rapidamente seguida por um gancho de esquerda. Eu abaixo minha cabeça enquanto ele balança sua esquerda que eu pego com a minha direita segurando-a apertado; eu seguro sua mão apertando-a com um punho de ferro, eu puxo e seguro seu braço para cima. Finalmente, eu despejo dois socos nas costelas em rápida sucessão, com o meu gancho de esquerda tirando o ar de seus pulmões, e então espanco uma vez ao lado de sua bochecha esquerda sentindo a quebra de seu osso da bochecha sob meu punho. Ele rapidamente se dobra no momento em que eu o capturo pelos ombros, agarrando com ambas as mãos e meto o joelho na sua virilha, e levantando-o eu seguro seu rosto com as duas mãos e bato com a cabeça. Quando ele finalmente despenca, eu derrubo-o com a parte de trás do meu cotovelo direito. É quando a segurança irrompe na porta.
Eu me inclino e sussurro no ouvido de Mcintosh em um tom frio, lento, assassino.
— Se você tivesse conseguido fazer alguma coisa com ela, eu teria matado você. Agradeça às suas estrelas da sorte, filho da puta!
Dois agentes de segurança jovens entram boquiabertos com a visão diante deles. Biff Mcintosh no chão, e eu ao lado dele.
— Ele é todo seu, — digo, finalmente capaz de transformar a minha indignação em gelo.
Eu o iço para seus pés com uma mão, e o seguro de pé enquanto os seguranças surpresos olham para nós com olhos arregalados.
— Aqui... Ele parece estar sangrando por si mesmo, — eu digo e enfio Mcintosh nas mãos dos guardas de segurança para administrar-lhe rápidos primeiros socorros. Então um dos guardas de segurança entrega um telefone na mão de Mcintosh. Quando ele ouve a voz de Sue no telefone, ele percebe que está sendo entregue o seu saco, e sua fodida bunda. Ele empalidece e parece que ele vai ficar muito doente, muito rápido. Os guardas o atendem rapidamente e, finalmente, entregam-lhe a caixa de papelão de seus pertences. Ambos os seguranças conseguem ser todos profissionais, e eles agem como se não tivessem testemunhado nada, que é claro não fizeram.
— O que você disse a eles? — Pergunto a Puck em uma voz calma apontando para os guardas de segurança com um gesto de meus olhos.
— Pedi-lhes para dar-lhe alguns minutos, — ele murmura em um tom quase inaudível.
— E eles me deixaram ter os poucos minutos? — Pergunto-lhe com as sobrancelhas levantadas interrogando-o.
Puck dá de ombros.
— Ambos têm namoradas... e irmãs. O que posso dizer? Acho que nenhum deles gosta de um babaca que se move em seu próprio território, senhora, — diz ele com um rosto impassível.
Biff Mcintosh é escoltado até a porta por um dos seguranças, enquanto o outro garante a segurança do forte, de volta no prédio, e limpa a bagunça. Eu vejo Puck apertando as mãos do segurança, enquanto discretamente passa algumas notas grandes para sua mão.
Nós marchamos para fora do prédio em uma única fila, com Biff Mcintosh liderando a fila, tropeçando no seu caminho para o táxi esperando lá fora, e o segurança tendo certeza que ele não vai voltar, então eu saio e Puck segura a extremidade posterior da fila.
Puck me alcança, quando eu chego ao carro, e eu estendo a minha mão para as chaves. Observando Rachel no banco da frente do passageiro, Puck me dá a chave, e toma seu lugar na parte de trás. Eu ainda estou com raiva, ainda fumegante, e nem mesmo depois de ter ‘batido a merda’ fora de Mcintosh me faz sentir-me melhor. Eu não digo nada a Rachel. Ela só está olhando para mim, mas não disse uma palavra. Meu Blackberry tendo se conectado com o Bluetooth no veículo, começa a tocar através do sistema de alto-falantes do carro. Verifico quem chama.
— Aqui é Fabray, — eu respondo.
— Aqui é o Mike, senhora, — ele responde.
— Mike, eu estou no meu carro com outros passageiros e você está no alto-falante, — eu digo em prévio aviso.
— Sim, senhor. Sobre a tarefa que você deu para Artie, ela já foi concluída. Eu também preciso falar com você sobre o conteúdo do computador de Mcintosh.
— Eu vou chamá-lo assim que eu chegar ao meu destino. Obrigado Mike, — eu digo.
— Sem problema, senhora, — diz ele desligando.
O olhar de Rachel está queimando em mim, me pedindo para dizer alguma coisa. Estou muito irritada para dizer qualquer coisa. Ela tem sido muito desobediente, e por causa disso, eu quase matei aquele filho da puta. E se ele a machucasse? E se ele a estuprasse? O pensamento me irrita mais.
— Parou de falar comigo? — Ela pergunta em um sussurro.
— Parei, — respondo a ela ainda chocado, não olhando para ela. O resto do caminho para o Escala continua na contemplação silenciosa. Eu mal consegui conter a minha raiva para Biff. Eu poderia tê-lo matado! Eu o teria matado, mas a morte é muito boa para ele. Eu paro na frente do Escala, e saio do carro. Eu rapidamente caminho para o lado do passageiro, e abro a porta de Rachel. Eu estendo a minha mão e peço-lhe para vir para fora. Ela pega a minha mão, e eu a puxo atrás de mim rapidamente. Puck leva o SUV para o estacionamento da garagem subterrânea. Eu não digo nada até chegarmos aos elevadores; sua mão ainda está firmemente apertada na minha.
— Quinn, por que está tão brava comigo? — ela respira em um sussurro assustado.
— Você sabe por quê, — eu digo, e a arrasto para dentro do elevador. Depois de introduzir o código para minha cobertura, o elevador começa a subir para o andar superior. — Juro por Deus, eu teria matado o filho da puta, se alguma coisa tivesse acontecido com você, — eu digo em um tom assassino mal contido que tem estado em mim nas últimas horas.
— Mas, eu vou acabar com a carreira dele. Assim ele nunca mais vai poder tirar proveito de moças como você. Aquele projeto miserável de homem. — Medo, raiva e fúria correm através de mim. Os 'e se' estão me fazendo doente do estômago. E se ele a machucasse? E se ele a estuprasse? E se ele a tivesse ferido? Eu já estava fodida! Eu o teria matado com minhas próprias mãos! O medo da perda aperta dentro de mim, e eu encosto Rachel no canto do elevador no meu abraço. — Deus, Rach!
Eu quero senti-la. Eu quero segurá-la em meus braços, e afugentar esses demônios, afastar os temores de que ela poderia ter sido ferida. Estou me dando conta disto, nos últimos dois dias, foram feitas duas tentativas de machucá-la. Estou com medo de que uma terceira possa ser bem sucedida. O medo me aperta, e eu estou impotente. Eu pego o cabelo de Rachel e enrolo em volta da minha mão, puxando seu rosto. Minha boca cobre a dela ferozmente, beijando-a desesperadamente, apaixonadamente, possessivamente. Eu quero senti-la, eu quero saber que nós duas estamos vivas, estamos as duas juntas, e que ela ainda é minha, ela ainda está segura, e que eu posso protegê-la. Minha língua mergulha na dela, e seu choque momentâneo a congela no lugar. Mas logo ela está respondendo, e logo estou aliviada, e beijo-a até que ambas estamos sem fôlego. Estou segurando-a possessivamente, dentro do meu abraço e meu peso está empurrando para dentro dela. Eu seguro seu rosto com ternura nas mãos e olho em seus olhos longo e forte enquanto os dela estão procurando os meus. Meu medo está todo sobre os meus olhos, eu mal consigo me conter. Estou aliviada e agradecida de que ela está segura. Eu engulo em seco, tentando afastar meus medos, e tento assumir o controle dos meus demônios me atormentando; sussurrando em minha mente o que poderia ter acontecido com ela.
— Rachel, — eu sussurro, meus lábios acariciando suavemente os olhos, as bochechas e os lábios. – Se alguma coisa tivesse acontecido com você... Se ele tivesse machucado você... — Eu não posso expressar o resto do pensamento. O medo emocionante me abala fisicamente até o meu âmago, e o arrepio que me atravessa sacode nós dois. – De agora em diante só pelo BlackBerry. Entendeu? — Eu peço. Ela só pode acenar com a cabeça em resposta, incapaz de piscar, nossos olhares permanecendo bloqueados.
Quando o elevador chega, as portas ‘ding’ abertas. Eu viro e seguro a mão dela.
— Ele disse que você deu um chute no saco dele — eu digo sondando. Ela encolhe os ombros.
— Dei. Leroy é ex-militar. Ele me ensinou direitinho — diz ela simplesmente, como se não fosse grande coisa. Eu sinto uma pontada de sorriso vir aos meus lábios.
— Fico feliz em saber disso. É bom eu me lembrar disso, — eu digo em um tom mais leve, satisfeita que ela conseguiu se defender. Ela consegue me dar um pequeno sorriso.
— Preciso ligar para Mike, eu não devo demorar, — digo deixando-a no salão e, rapidamente, me encaminhando para o meu escritório. Estou muito curiosa para saber o que ele descobriu.
Eu fecho a porta do meu escritório, e disco para Mike, enquanto eu vou para minha cadeira.
— Aqui é Mike, — ele atende o telefone.
— Fabray. O que você encontrou?
— Eu vou mandar essa informação para você, é claro, mas aqui está uma lista muito interessante:
Biff tem em seu computador todos os endereços onde sua família já residiu. Vamos ver, — diz ele, enquanto ouço o clique do mouse através de seu computador. — Oh, sim, eu vejo cinco endereços de propriedades em Seattle, e dois, eu não sei se eles são ex ou atual, mas há duas propriedades listadas em Detroit, Michigan. Ele também tem resumos para cada membro de sua família. Os nomes aqui são, Russel Fabray, Brittany Fabray, a senhora, então, Dra. Judy Fabray, Kurt Fabray, e Srta. Rachel Berry. —
Eu fico tensa no meu lugar, e eu percebo que eu estou apertando meu Blackberry enquanto com minha outra mão estou segurando firmemente minha mesa.
— Isso é tudo? — Eu peço em tom baixo sibilante.
— Não, senhora. Há numerosos jornais e publicações on-line que lhe dizem respeito, à Dra. Judy, ao Sr. Russel, e a Srta. Brittany .
— Mais alguma coisa?
— Sim senhora, há mais. Ele tem uma grande coleção de fotos de todos vocês. Centenas delas. Seu pai, sua mãe e seu irmão, sua irmã, e você, senhora. Isso é tudo que tenho, senhora, — diz ele.
— Envie-me a informação, para CC e Artie. Obrigado, Mike , — eu digo desligando.
O que o filho da puta está tentando fazer? Ele claramente tem algo contra mim. Isso não pode ser tudo sobre Rachel. Por que ele tem toda essa informação sobre toda a minha família?
Eu disco o número de Artie.
— Artie, — ele responde.
— Fabray.
— Sim, senhora.
— Eu quero que você se aprofunde no caso do Biff. Mike está me mandando por e-mail a informação que ele descobriu no computador de Biff, e eu não gostei do conteúdo da mesma. Ele esteve cavando um monte de informações sobre mim e minha família inteira. Vá através do conteúdo que Mike está enviando, e eu quero que você descubra tudo sobre ele! Eu quero saber quem foi seu professor de jardim de infância, eu quero saber o que ele come no café da manhã, com quem ele dorme... Eu quero ver suas pontuações SAT.(N.T. SAT – exame nacional feito anualmente pelos alunos juniors e seniors das High School). Eu quero saber que tipo de shampoo ele usa, e o tipo de bebida que ele prefere. Eu quero saber a High School do namorado de sua mãe! Eu quero saber quem seu pai fodeu primeiro! Eu quero que você não deixe pedra sobre pedra sobre esse filho da puta! No momento em que você pesquisar suas informações, eu quero ser pessoalmente informada disso sobre ele! Se você tiver que entrevistar pessoas, você deve ser o único a fazê-lo. Faça-o de forma discreta! Entendeu?
— Perfeitamente claro, senhora. Mais alguma coisa?
— Relatório para mim assim que você obtiver alguma informação,.
— Vou fazer, senhora, — ele diz, e eu desligo.
Eu ponho no bolso meu Blackberry e afundo na minha cadeira. Eu seguro meu rosto com as duas mãos e, finalmente, passo minhas mãos no meu cabelo, soprando exasperação, e o resto da raiva e frustração da noite. Eu levanto lentamente da minha cadeira e, finalmente, ansioso para sair e estar com Rachel.
Quando eu me encaminho de volta para o salão, eu localizo Rachel sentada na barra enquanto a Sra. Jones está preparando algo para ela comer, enquanto Rachel está bebendo vinho branco.
Enquanto eu entro na cozinha e me encaminho para a geladeira para pegar um drink de vinho para mim, saúdo a Sra. Jones.
— Boa noite, Srta. Fabray. Jantar em dez minutos?
— Boa ideia — eu respondo com um pequeno sorriso. Depois de colocar para mim uma taça de vinho branco. – A ex-militares que treinam bem suas filhas. — eu levanto um brinde ao pai de Rachel.
— Saúde — sussurra Rachel em um tom cansado. Sua voz me pega de surpresa. Eu sei que ela teve uma noite difícil, mas há mais do que ela me deixou saber? Meus demônios pessoais prestam atenção imediatamente.
— O que foi? — Pergunto rapidamente.
— Não sei se ainda tenho um emprego- diz ela preocupada. Isso é tudo? Eu dou um suspiro de alívio.
— Você ainda quer um? — Eu pergunto-lhe inclinando minha cabeça.
— Sim, claro — ela responde com fervor, repreendendo.
— Então você ainda tem um, — e sorrio. Ela me olha boquiaberta. Eu dou de ombros.
Sra. Jones coloca dois jogos americanos para o nosso jantar, e Rachel começa com a Inquisição espanhola, quando nós temos as nossas fumegantes tortas de frango colocadas diante de nós.
— Então, — diz ela com indiferença. — O que exatamente Mike encontrou no computador de Biff?
— Nada de interesse para você, Rach, — eu digo, impassível.
— Sei. Se o que ele encontrou não era importante, por que não dizê-lo por telefone?
— Ele não sabia quem estava comigo. Coma, baby, você deve estar morrendo de fome, — eu digo, e ela estreita os olhos para mim.
— Você não vai me dizer... — diz ela deixando seu pensamento pairar no ar.
— Não, — eu respondo. Ela suspira.
— Depois de tudo o que aconteceu hoje, eu esqueci de dizer-lhe que Finn me ligou hoje, — diz ela, impassível neste momento.
Meu garfo para no ar enquanto eu viro meu rosto para olhar para ela.
— Ah, é? — eu digo em um tom interrogativo.
— Ele quer entregar suas fotos na sexta-feira.
Outro filho da puta que tem os olhos em minha mulher! Tenho certeza que ele está entregando em mãos tudo por causa da bondade de seu coração espanhol!
— Uma entrega em pessoa. Que gentileza da parte dele, — eu murmuro baixinho em tom de xingamento.
Rachel finge que não me ouviu.
— E ele quer sair. Para um drinque. Comigo. — Onde ela está indo com isso? Ela está pedindo a minha permissão, ou a minha opinião?
— Sei.
— Britt e Sant já devem estar de volta na sexta, — diz ela rapidamente. Eu coloco o meu garfo no meu prato e viro e olho para ela atentamente.
— O que exatamente você este me pedindo? — Pergunto levantando as sobrancelhas.
— Não estou pedindo nada. Estou informando a você quais são meus planos para sexta-feira. Quero encontrar Finn, e ele quer passar a noite em Seattle. Ou ele fica aqui ou ele pode ficar no meu apartamento, mas se ele for dormir lá, eu tenho que estar lá também. — diz ela, em um fôlego só, como se ela estivesse sendo perseguida ou ela não seria capaz de dizer tudo isso, se ela não dissesse rápido.
Estou chocada! Depois de tudo que esse filho da puta fez, e quase a estuprou, ela ainda quer vê-lo? E não apenas vê-lo, mas deixá-lo ficar com ela?
— Mas ele deu em cima de você.
— Quinn, isso foi há semanas. Ele estava bêbado, eu estava bêbada, você salvou o dia. Não vai acontecer de novo. Ele não é o Biff, pelo amor de Deus.
— Blaine está lá. Ele pode fazer companhia a Finn. — eu digo mal humorada. Ela quase foi estuprada esta noite, e aqui está outro homem que tentou forçá-la, e minha namorada quer passar um tempo com aquele filho da puta! Por que ela está tornando tão difícil para mim protegê-la?
— Ele quer encontrar comigo, e não com Blaine. — Dai-me paciência! Eu olho para ela fazendo caretas.
Ela adquire uma expressão de súplica. – Ele só e um amigo.
— Não gosto disso.
Ela franze as sobrancelhas juntas e fecha a cara para mim.
— Ele é meu amigo, Quinn. Eu não o vejo ele desde a exposição. E ficamos muito pouco tempo lá. Sei que você não tem amigos além daquela mulher horrorosa, mas não fico aqui reclamando que você não pode encontrar com ela.
Quando o tópico mudou para Charlize? Eu pisco, espantada. Rae não quer que eu veja Charlize?
— Quero encontrar com ele. Tenho sido uma péssima amiga.
Mas eu ainda estou presa no tópico inicial.
— É isso que você acha?
— De quê? — Ela pergunta confusa.
— De Charlize. Você preferia que eu não encontrasse com ela? — Eu pergunto. Eu sei que ela a odeia, e fica com ciúmes de termos um passado, mas eu nunca pensei que ela iria querer que eu não a visse nunca mais.
Ela suspira, e para por um minuto, avaliando minha reação com seus olhos castanhos.
— É. — Diz ela com fervor. – Eu preferia que você não encontrasse com ela.
— E por que você não me disse? — Pergunto acusadora. Eu deixo meus sentimentos claros para ela; eu pensei que ela poderia fazer o mesmo.
— Por que não cabe a mim dizer. Você diz que ela é sua única amiga. — ela respira irritada. – Assim como não cabe a você dizer se eu posso ou não encontrar com Finn.
Minha mente calcula rapidamente que concessões eu posso fazer. Deus sabe que eu não me importo de ver o fotógrafo. Então, deixar Rachel ficar em seu apartamento com dois homens, mesmo um sendo ‘’gay’’ não é uma opção. Por outro lado, se ele ficar aqui, ele pode ver que ela é minha mulher, e eu posso ficar de olho nele. Por mais que eu não goste dele, esta é a melhor opção.
— Ele pode ficar aqui, suponho. Aqui eu posso ficar de olho nele — murmuro com desgosto.
— Obrigado. Sabe, se eu for passar a morar aqui também... — diz ela deixando seus pensamentos pendurados no ar. – Não é como se estivesse faltando espaço, — diz ela gesticulando com sua mão, sorrindo. E eu penso que já passamos a pior parte do dia.
— Você está sorrindo para mim, Srta. Berry?
— Pode ter certeza, Srta. Fabray. — ela responde enquanto ela pega seu prato para limpá-lo. Digo-lhe que a Sra. Jones faria isso, mas ela ignora e o limpa. Ela está apenas tentando ocupar-se com o trabalho para superar o estresse de hoje?
— Eu preciso ir e trabalhar um pouco, baby, — eu digo procurando em seu rosto se está tudo bem com ela.
— Tudo bem. Eu arrumo alguma coisa para fazer — ela responde.
— Venha aqui. — eu ordeno em um tom suave e sedutor, meus braços abertos esperando-a. Ela rapidamente se encaminha para meu abraço, seus braços envolvendo meu pescoço. Eu tomo uma ingestão aguda da respiração e aumento meu aperto em torno de seu corpo; eu fecho meus olhos saboreando-a. Eu inalo o cheiro dela. — Você está bem, baby? — Eu sussurro.
— Bem? — Ela pergunta.
— Depois do que aconteceu com aquele filho da puta? E a merda de ontem? Eu quero saber se você está bem, — eu digo preocupada. Eu a empurro para trás e verifico sua expressão. Ela pensa por um minuto, considerando minha pergunta.
— Estou — ela sussurra de volta. Eu fecho meus olhos com alívio, e agradecido por sua capacidade de resistência, e a aperto no meu abraço mais uma vez, beijando seu cabelo repetidamente.
— Não vamos brigar, por favor, — eu digo suplicando entre os meus beijos. Eu tomo uma inspiração profunda de seu perfume. – Seu cheiro é sempre tão gostoso, Rachel — eu sussurro.
Ela se estica para beijar meu pescoço dentro do meu abraço, e sussurra, — O seu também. — Eu finalmente a liberto do meu aperto, e digo-lhe que estarei de volta em um par de horas. Ela acena com a cabeça, sorrindo.
Eu vou para o meu escritório, e fecho a porta atrás de mim.
RACHEL’S POV
Caminho desanimada pelo apartamento. Quinn ainda está trabalhando. Tomei um banho e vesti uma calça de moletom e umas das minhas camisetas, estou entediada. Não quero ler. Se eu ficar parada, vou me lembrar das mãos de Biff em mim.
Dou uma olhada no meu antigo quarto, o quarto das submissas. Finn pode dormir aqui, ele vai gostar da vista. São oito e quinze, e o sol está começando a mergulhar a oeste. As luzes da cidade brilham abaixo de mim. É magnifico. Sim, Finn vai gostar daqui. Onde será que Quinn vai pendurar as fotos? Eu preferiria que ela não pendurasse. Não estou interessada em ficar olhando para mim mesma.
De volta ao corredor, vejo-me de pé diante do quarto de jogos, e, sem pensar texto a maçaneta. Quinn normalmente deixa a porta trancada, mas, para minha surpresa, ela se abre. Que estranho. Sentindo-me feito uma criança que está matando aula para se aventurar pela floresta proibida, entro no quarto. Está escuro. Acendo o interruptor, e as luzes sob a cornija emitem um brilho suave. É exatamente como eu lembrava. O quarto parece uma espécie de útero.
A memória da última vez em que estive aqui cruza a minha mente. O cinto... Estremeço com a recordação. Agora ele está pendurado ali, inocente, alinhado junto a outros na prateleira ao lado da porta. Timidamente, corro os dedos pelos cintos, açoites, palmatórias e chicote. Caramba. É sobre isso que preciso falar com o Dr. Evans. Será que alguém que tem esse estilo de vida consegue simplesmente parar? Parece tão improvável. Caminho até a cama e me sento nos lençóis macios de cetim vermelho, olhando todos aqueles aparelhos ao meu redor.
Ao meu lado está o banco; acima dele, diversos tipos de varas. São tantas! Uma só já devia ser o suficiente, não? Bem, quanto menos falar disso, melhor. E a mesa grande. Nunca cheguei a experimentar, seja lá o que ela faz nela. Meus olhos se voltam para o sofá de couro, e eu me sento nele. É só um sofá, nada de excepcional – não tem nada para prender alguém, não que eu possa ver. Olhando para trás vejo a cômoda de museu. Minha curiosidade se aguça. O que ela guarda nela?
À medida que abro a gaveta, percebo que meu sangue está pulsando acelerado em minhas veias. Por que estou tão nervosa? Tenho a sensação de que estou fazendo algo ilícito, como se estivesse invadindo o território de alguém, e é claro que estou. Mas se ela quer casar comigo, então...
Puta merda, o que é tudo isso? Cuidadosamente alinhados na gaveta, estão instrumentos e apetrechos bizarros – não tenho a menor ideia do que são ou de para que servem. Escolho um, em forma de bala de revólver e com uma espécie de alça. Hum... que diabo se faz com isso? Minha mente hesita, mas acho que tenho uma ideia. E existem quatro modelos de tamanhos diferentes! Sinto o couro cabeludo pinicar e olho para cima.
Quinn está de pé na porta, olhando para mim, o rosto ilegível. Há quanto tempo está ali? Sinto-me pega em flagrante.
—Oi. – Sorrio, nervosa, e sei que estou com os olhos arregalados e pálida feito um fantasma.
— O que você está fazendo? – pergunta ela gentilmente, mas sinto algo por trás de seu tom de voz.
Merda. Ela está com raiva? Fico vermelha.
— Hum...Eu estava entediada e curiosa – balbucio, envergonhada de ter sido descoberta. Ela tinha dito que iria trabalhar por duas horas.
— É uma combinação muito perigosa. – Ela corre o indicador ao longo do lábio inferior em contemplação silenciosa, sem tirar os olhos de mim.
Minha boca fica seca.
Ela entra no quarto devagar e fecha a porta silenciosamente atrás de si, seus olhos pegando fogo. Meu Deus. Ela se debruça casualmente sobre a cômoda, mas acho que sua postura é enganosa. Minha deusa interior não sabe se é hora de lutar ou de fugir.
— E então, sobre o que exatamente você está curiosa, Srta. Berry? Talvez eu possa tirar suas dúvidas.
— A porta estava aberta... e eu...
Encaro Quinn, prendendo a respiração e piscando; como sempre, incerta sobre qual vai ser a sua reação ou sobre o que devo dizer. Seus olhos estão sombrios. Acho que está se divertindo, mas é difícil saber. Ela apoia os cotovelos na cômoda e repousa o queixo nas mãos entrelaçadas.
— Eu estava aqui hoje mais cedo pensando no que fazer com tudo isso. Devo ter esquecido de trancar. – Por um instante, ela faz cara feia, como se o fato de ter deixado a porta aberta fosse uma desatenção terrível. Franzo a testa... não é do feito dela esquecer das coisas.
— Ah?
— Mas agora você está aqui, curiosa como sempre. – Sua voz é suave, intrigada.
— Você não está com raiva? – sussurro, gastando o que me resta de fôlego.
Ela inclina a cabeça, e seus lábios se contraem, divertindo-se.
—Por que eu estaria com raiva?
— Eu me sinto como se estivesse invadindo seu território... e você sempre fica com raiva de mim. – Minha voz é calma, mas estou aliviada.
Quinn franze a testa mais uma vez.
— Sim, vocês está invadindo, mas eu não estou com raiva. Espero que um dia você venha viver comigo aqui, e tudo isso – ela acena vagamente com uma das mãos para o quarto. – vai ser seu também.
Meu quarto de jogos...? Eu a encaro, boquiaberta. Isso é muita informação para assimilar.
—É por isso que eu estava aqui hoje. Tentando decidir o que fazer. –Ela toca os lábios com o indicador. – Sempre fico com raiva de você? Não estava com raiva hoje de manhã.
Ah, isso e verdade. Sorrio ao me lembrar de Quinn quando acordamos hoje, o que me distrai da ideia a respeito do que acontecerá com o quarto de jogos. Ela estava no modo divertida hoje de manhã.
— Você estava brincalhona. Gosto da Quinn brincalhona.
—Gosta, é? – Ela arqueia uma sobrancelha, e sua boca maravilhosa se curva em um sorriso, um sorriso tímido. Uau!
— O que é isto? – Ergo o objeto prateado em forma de bala de revólver.
— Sempre faminta por informação, Srta. Berry. Isso é um plugue anal – diz ela, calmamente.
— Ah...
— Comprado para você.
O quê?
— Para mim?
Ela faz que sim lentamente, uma expressão séria e cautelosa no rosto.
Franzo a testa.
— Você compra, hum.. brinquedos novos.. para cada submissa?
— Algumas coisas, sim.
— Plugue anais?
— Isso.
Certo... engulo em seco. Plugue anal. É metal puro – deve ser desconfortável, não? Recordo a discussão sobre brinquedos sexuais e limites rígidos assim que eu me formei. Acho que na época eu disse que iria tentar. Agora, diante de um brinquedo de verdade, não sei se é algo que queria fazer. Examino-o mais uma vez e o coloco de volta na gaveta.
— E isso? – Pego um objeto longo e preto de borracha, feito de bolinhas presas umas às outras e que vão diminuindo gradualmente de tamanho, a primeira grande e a última bem pequena. Oito no total.
— Esferas anais – diz Quinn, observando-me atentamente.
Hum... Examino-as com horror fascinado. Todas elas, dentro de mim... lá! Eu não tinha ideia.
— Produzem um efeito e tanto se você as retirar no meio do orgasmo – acrescenta com naturalidade.
— E são para mim? – pergunto num sussurro.
— Para você. – Ela acrescenta lentamente com a cabeça.
— Está é a gaveta anal?
Ela sorri.
— Se você quiser chamar assim.
Fecho-a rapidamente, sentindo-me vermelha feito um sinal de trânsito.
— Não gosta da gaveta anal? – pergunta, com inocência, achando graça.
Olho para ela e dou de ombros, tentando encobrir meu choque com uma arma de confiança.
— Não está na minha lista de presentes de natal- murmuro, indiferente.
Vacilante, abro a segunda gaveta. Ela sorri.
— A gaveta de baixo tem uma seleção de vibradores.
Fecho-a rapidamente.
— E a seguinte? – sussurro, mais uma vez pálida, mas agora de vergonha.
— Essa é mais interessante.
Hum... Hesitante, abro a gaveta sem desviar os olhos de seu belo e convencido rosto. Lá dentro, há uma variedade de artigos de metal e alguns pregadores de roupa. Pregadores de roupa! Pego um objeto grande de metal parecido com um clipe de papel.
— Grampo genital – diz Quinn.
Ela se afasta da cômoda e caminha casualmente até ficar de pé ao meu lado. Coloco o grampo de volta imediatamente no lugar e escolho algo mais delicado: dois pequenos clipes presos por um aro.
— Alguns desses são para produzir dor, mas a maioria é para o prazer – ela sussurra.
— O que é isso?
— Grampo de mamilo... esse é para os dois.
— Os dois? Mamilos?
Quinn sorri para mim.
— Bem, são dois grampos, baby. Claro, para os dois mamilos, mas não foi isso o que eu quis dizer. Eles são tanto para prazer quanto para a dor.
Ah. Ela os tira de minha mão.
— Me dê seu mindinho.
Estendo o dedo para ela, e ela coloca um dos grampos na ponta. Não dói muito.
— A sensação é muito intensa, mas é ao se tirar os grampos que eles são realmente dolorosos e prazerosos.
Solto o grampo. Hum, isso talvez seja bom. Eu me contorço só de pensar.
— Gostei desses – murmuro, e Quinn sorri.
— Gostou, é, Srta. Berry? Acho que deu para notar.
Concordo timidamente com a cabeça e coloco os grampos de volta na gaveta. Quinn inclina-se para frente e pega outros dois.
— Estes são ajustáveis. – Ela me passa para eu ver de perto.
— Ajustáveis?
— Você pode usar bem apertado... ou não. Dependendo do seu estado de espírito.
Como ela consegue fazer isso soar tão erótico? Engulo em seco e, para desviar sua atenção, pego um objeto que parece um cortador de massa com espinhos.
— E este? – Franzo a testa ela certamente não cozinha no quarto de jogos.
— Isso é uma roda de Wartenberg.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Para?
Ela estende o braço e o pega.
— Me dê sua mão. Palma para cima.
Estico a mão esquerda, e ela a segura suavemente, correndo o polegar por meus dedos. Um arrepio me atravessa o corpo. O contato de sua pele na minha nunca deixa de me excitar. Ela gira a roda sobre a palma da minha mão.
— Ui. – Os dentes ficam na minha pele. Mas é mais do que apenas dor. Na verdade, faz cócegas.
— Imagine isso nos seus seios – murmura Quinn lascivamente.
Hum... Fico vermelha e puxo a mão de volta. Minha respiração acelera junto com meu coração.
— A fronteira é tênue entre prazer e dor, Rachel – diz ela baixinho ao se inclinar para colocar a roda de volta na gaveta.
— Pregadores de roupa? – sussurro.
— Pode-se fazer um bocado de coisas com um pregador de roupas. — Seus olhos estão em chamas.
Inclino-me contra a cômoda, de modo que a gaveta se fecha.
— Isso é tudo? – Quinn parece estar se divertindo.
— Não... – Abro a quarta gaveta e sou confrontada por uma confusão de couro e tiras. Puxo uma das tiras... parece estar presa a uma bola.
— Mordaça de bola. Para mantê-la quieta. – diz Quinn, divertindo-se uma vez mais.
— Limite brando – murmuro.
— Eu me lembro – diz ela. – Mas ainda dá para respirar. Os dentes envolvem a bola- pegando a mordaça, ela imita com os dedos como a boca prenderia a bola.
— Você já usou isso antes? – pergunto.
Ela enrijece e me encara.
— Já.
— Para encobrir os gritos?
Quinn fecha os olhos, e acho que é de exasperação.
— Não, não é para isso que servem.
Ah?
— O negócio é o controle, Rachel. Imagine o que é estar amarrada e não pode falar? Imagine a confiança que você teria que depositar em mim, sabendo o poder que eu teria sobre você? Sabendo que eu teria que ler seu corpo e suas reações, em vez de ouvir suas palavras? Isso a torna mais dependente, me põe numa situação de controle máximo.
Engulo em seco.
— Parece que você sente falta disso.
— É só que eu conheço – murmura ela.
Seus olhos estão sérios e arregalados, e a atmosfera entre nós mudou, como se ela estivesse em modo confessional.
— Você tem poder sobre mim. Você sabe que tem- sussurro.
— Tenho? Você me faz sentir... impotente.
— Não! – Ah, minha Cinquenta Tons...— Por quê?
— Porque você é a única pessoa que eu conheço que poderia realmente me machucar. – Ela se aproxima e passa uma mecha de cabelo por trás de minha orelha.
— Ah, Quinn... é recíproco. Se você não me quisesse... – Sinto um arrepio e encaro meus dedos que se contorcem.
Eis o meu outro medo sombrio a nosso respeito. Se ela não fosse assim... perturbada, será que iria me querer? Balanço a cabeça. Tenho que tentar não pensar assim.
—A última coisa que quero fazer é machucá-la. Eu amo você – murmuro, estendendo as mãos para acariciar suavemente suas costelas e suas bochechas.
Ela inclina o rosto para receber meu toque, deixa a mordaça cair na gaveta e se aproxima, envolvendo minha cintura com as mãos e me puxando para junto de si.
— Acabou a sessão de demonstração? – pergunta, a voz suave e sedutora. Sua mão corre ao longo de minhas costas, subindo até a nuca.
—Por quê? O que você queria fazer?
Ela se inclina e me beija suavemente, e eu me derreto contra seu corpo, agarrando-me aos seus braços.
— Rae, você praticamente foi atacada hoje. – Sua voz é suave, mas cautelosa.
— E...? – pergunto, desfrutando a sensação de sua mão em minhas costas e sua proximidade.
Ela afasta a cabeça e me encara.
— Como assim ‘’e...’’? – repreende-me.
Eu miro seu rosto lindo e mal-humorado, e fico maravilhada.
— Quinn, eu estou bem.
Ela me envolve em seus braços, mantendo-me junto de si.
— Quando penso no que poderia ter acontecido – ofega, enterrando o rosto em meu cabelo.
— Quando você vai aprender que sou mais forte do que pareço? – sussurro junto de seu pescoço, tranquilizando-a, inalando seu aroma delicioso. Não existe nada melhor no planeta do que estar nos braços de Quinn.
— Eu sei que você é forte – murmura baixinho.
Ela beija meu cabelo, mas então, para minha total decepção, me solta. Hein?
Pego outro item da gaveta aberta. Várias algemas presas a uma barra. Eu a ergo diante dela.
— Isso – diz Quinn, olhar escurecendo – é um separador de pernas com algemas para tornozelo e pulso.
— Como funciona? – pergunto, genuinamente intrigada.
— Você quer que eu mostre? – Ela suspira, surpresa, fechando os olhos brevemente.
Pisco para ela. Quando abre os olhos de novo, eles estão em chamas.
—Sim, quero uma demonstração. Gosto de ser marrada- sussurro, enquanto minha deusa interior dá um salto de seu abrigo subterrâneo de volta para seu divã.
— AH, Rachel – murmura ela. E, de repente, parece estar sofrendo.
— O que foi?
— Aqui não.
— Como assim?
—Quero você em minha cama, não aqui. Venha. – Ela pega a barra da minha camisa; em seguida, me lava rapidamente para fora do quarto.
Por que estamos saindo daqui? Olho para trás ao passarmos pela porta.
— Por que não lá dentro?
Quinn para no meio da escada e me encara com uma expressão séria.
— Rae, talvez você esteja pronta para voltar lá, mas eu não. Na última vez em que estivemos nesse quarto, você me deixou. Eu já disse isso várias vezes, quando você vai entender? – Ela franze a testa, soltando-me para poder gesticular. — A consequência é que toda a minha atitude mudou depois daquilo. Minha vida geral mudou radicalmente. Já falei isso a você. O que eu não falei é que... – Ela para e corre a mão pelo cabelo, buscando as palavras certas — ... eu sou como um alcoólatra em recuperação, entendeu? Essa é a única comparação em que sou capaz de pensar. A compulsão se foi, mas não quero nenhuma tentação cruzando meu caminho. Não quero machucar você.
Ela parece tão arrependida e, neste momento, um arrepio forte e dolorido passa pelo meu corpo. O que eu fiz com ela? Eu melhorei sua vida? Ela era feliz antes de me conhecer, não era?
— Não suporto a ideia de machucar você, porque eu a amo – acrescenta ela, fitando-me com uma expressão de sinceridade absoluta, feito uma menina dizendo a verdade muito simples.
Ela está sendo completamente franca, sem malícia, e é de tirar o fôlego. Adoro-a mais do que a todos. Amo essa mulher incondicionalmente.
Jogo-me em cima dela com tanta força que ela tem que soltar o que está carregando para me segurar enquanto a empurro contra a parede. Pegando seu rosto entre as mãos, puxo seus lábios para junto dos meus, provando sua surpresa ao enfiar minha língua em sua boca. Estou de pé um degrau acima dela, estamos da mesma altura, e me sinto euforicamente fortalecida. Beijando-a fervorosamente, correndo os dedos por seus cabelos, minha vontade é tocá-la em todos os lugares, mas me contenho, consciente de seu medo. Mesmo assim, meu desejo se eleva, quente e denso, florescendo dentro de mim. Ela geme e agarra meus ombros afastando-me.
— Quer que eu coma você na escada? – murmura, a respiração entrecortada. – Porque, desse jeito, é isso que eu vou fazer.
— Quero- murmuro, e tenho certeza de que meu olhar escurecido é tão ardente quando o dela.
Quinn’s Pov
Rachel respira com um desejoso olhar pegue-me-agora. Por um minuto, sinto-me indecisa; eu quero pegá-la aqui, e para o que der e vier, eu não me importo com quem nos vê! Mas o meu ciúme de alguém vê-la nessa posição, no auge da paixão, ferve meu sangue. Isso é para mim e só para mim! De jeito nenhum! Desejo ainda é fundamental, e eu vou tê-la, mas não nas escadas.
— Não. Quero você na minha cama — eu digo e não esperando nem mais um segundo eu a pego do chão, e a ponho sobre meus ombros como um Neanderthal levando sua mulher, e ela dá um grito alto que conquista um duro tapa no seu delicioso traseiro, o que também esvazia a minha raiva de mais cedo para ela. Desço as escadas, e inclino-me para baixo e recolho a barra de extensão do chão onde ela foi parar depois que eu a deixei cair, ansiosa para experimentá-la com ela.
Eu mal consigo ir para o meu quarto rápido o suficiente. Depois de tudo o que aconteceu esta noite, e graças a Deus que nenhum mal adveio para ela, sinto um alívio imediato e coloco Rachel para baixo e solto a barra de extensão na cama. Ainda focada no que tinha me preocupado na sala de jogos.
— Não acho que você vai me machucar – Rachel sussurra.
— Também não acho que vou machucar você — eu digo apaixonadamente, tendo apenas acabado de subir as escadas para o meu quarto e, imediatamente pego seu rosto dentro dos limites de minhas mãos, beijando-a com força, desesperadamente, apaixonadamente, e intensamente. O desejo de tê-la, tocá-la, e fazer amor com ela é insuportável. Depois de um dia de merda como hoje, tudo que eu quero fazer é me perder nela.
— Quero tanto você — Eu respiro contra sua boca entre beijos, ofegando forte. Mas eu não vou forçar o meu caminho dentro dela. A preocupação com o que aconteceu hoje, e como ela pode estar se sentindo, está me segurando. Esta deve ser sua decisão. — Rachel, — eu digo fazendo-a olhar para mim. – Você tem certeza a respeito disso... — Eu pergunto. – Depois do que aconteceu hoje?
Um firme , — Tenho, — é sua resposta. – Também quero você. Quero tirar sua roupa — diz ela, desesperada.
A apreensão cresce em mim novamente. Despir envolve tocar. Normalmente eu teria mais controle... Mas hoje, depois de tudo que aconteceu, eu ainda estou agitada, ainda me esforçando para me controlar. Mas esta é Rae. Eu faria isso por ela. Eu faria quase qualquer coisa por ela.
— Tudo bem — eu concordo. Os demônios do medo acordam com seus rostos raivosos na minha mente.
Quando os dedos de Rachel lentamente chegam ao segundo botão da minha camisa, o demônio com seus olhos brilhantes e rosto desconhecido, que parece estar residindo nos cantos escuros da minha alma, cutuca seu tridente do medo em meu coração e eu tenho que tomar uma acentuada ingestão de ar. Eu não posso deixar o medo vencer. Não posso deixá-lo tomar posse de mim, daquilo que temos.
Rachel lentamente retrai a mão a meio caminho e ela fica indecisa, pendurada no ar, incapaz ou sem vontade de tocar.
— Não vou tocar você se você não quiser — ela sussurra suavemente. Se eu não deixar que ela me toque agora, eu estarei deixando meu medo vencer; o medo com o rosto obscuro de um demônio brilha vitorioso nos olhos de minha mente. Não posso deixar que nossas vitórias passadas sejam perdidas com esse medo... A verdade é que eu quero que ela me toque. Estou desesperado pela conexão, carente de fato. Desejosa mesmo. Mas essa porra de medo está sempre mostrando sua cara feia. A esperança de "nós" é a única coisa que está me segurando em pé aqui. A esperança é mais forte do que o medo. Nós... Rachel e eu... nós. Sem medo... Sem medo... Sem medo ... Eu canto na minha cabeça, e respondo a ela imediatamente.
— Não. Toque. Está tudo bem. Estou bem, — eu murmuro em rápida sucessão. Eu engulo em seco, tentando passar uma pedra através do meu esôfago, como se fosse possível.
Um passo. Respirações rasas. Inspire. Expire. Ela abre o segundo botão. Outro passo... pequenos passos. Inspire, expire. Meus olhos fixos nela. Eu faço um pequeno 'o' com os meus lábios para exalar o fôlego. Mais um passo... Mais um botão. Depois que ela abre o terceiro botão, ela levanta os olhos, e depois sopra levemente sobre meu peito. Sensual e assustador ao mesmo tempo.
— Eu quero beijar você aí — diz ela, soprando outro pequeno fôlego sobre meu peito exposto, de tal forma que eu não confunda onde ela quer me beijar.
— Quer me beijar? — Pergunto em um tom forçado. Meu coração está palpitando, o demônio está apontando seu tridente com dentes, enterrado até o toco, torcendo dolorosamente no meu coração! É só Rae ... É só Rachel ... É só o meu amor.
— É- murmura concordando.
Torcendo, e torcendo forte. O medo se ramifica e aperta dentro do meu coração, como os dentes do tridente do diabo, fazendo-me buscar o ar. Ela inclina-se centímetro por centímetro. Sua intenção é clara. Minha reação inicial seria a de saltar para trás, fugir, e afastá-la. Esta é Rae ... Esta é Rachel ... Esta é Rachel! Eu me lembro. Ela se abaixa e, finalmente, ela planta um beijo suave como o toque de uma borboleta entre o meu peito, enquanto eu prendo a respiração, e mantenho-me imóvel. Em seguida, ela desfaz o último botão, e olha para mim vitoriosamente. Eu. .. estava com medo. Mas, me senti bem. Importante mesmo por ter seus lábios no meu peito. Temerosa, sim. Mas definitivamente importante. O que ela está fazendo comigo? Que tipo de magia negra é essa? Oh, Rae... O que você faz para mim, como você me muda. Ela é meu anjo... meu salvador dos meus demônios pessoais. Meu mais ...
— Está ficando mais fácil, não é? — Ela pergunta em um sussurro. Concordo com a cabeça, completamente hipnotizada com o que ela está fazendo. É uma tarefa simples, inocente, ainda que sensual, sexy como o inferno. Estou em admiração por ela. Admirada conosco! Individualmente não somos significativos. Mas juntas, somos 'nós'. E o que isso significa, é simplesmente magnífico. Como é que ela me mudou, transformou-me em um ser ‘tocável’. Um tremor me atravessa.
— O que você fez comigo, Rachel? O que quer que seja, não pare. — murmuro completamente espantada, completamente apaixonada, completamente envolvida com sua magia. Eu estou apaixonada pelo que ela é, quem ela é, o que ela faz para mim. Completamente cativada! Eu não consigo pensar em nada, só nela, especialmente agora. Os poucos centímetros de distância são muito grandes para mim, e eu imediatamente puxo-a para a segurança de meus braços, segurando-a firme, inalando seu perfume.
Meu nariz desce para os olhos, nariz e, finalmente, os meus lábios baixam nos dela, e o desejo me percorre, tomando conta do meu corpo. Eu capturo os cabelos em minhas mãos, e quando eu quase arrasto com força para baixo, a cabeça levanta, os lábios separados, desejosos, convidativos e acessíveis.
Quem sou eu para não obrigá-la? Eu mergulho minha cabeça para baixo e começo a correr os meus lábios sobre o rosto, provocando, só parando em seus lábios por alguns segundos, então eu mordisco suavemente em seu queixo, o que leva à sua loucura e sua reação me faz quente e carente, pronta para saltar para fora da minha pele para tê-la. Eu gemo alto, o que faz algo para Rachel. Nós apenas nos alimentamos das respostas de cada uma e nos perdemos nelas. As mãos de Rachel estão em meus quadris tentando desfazer o meu botão e abrir meu ziper em uma falta de jeito apressada, enquanto ela está muito desejosa para conseguir manter as mãos firmes, mas ela acaba conseguindo.
Um gemido escapa de meus lábios, enquanto sinto meu centro pulsar de desejo.
— Ah, baby, — gemo de desejo enquanto eu a beijo. A mão de Rachel mergulha em minhas calças, me fazendo suspirar com uma agradável surpresa. Tendo aberto o ziper, ela pega minha cintura e puxa as duas, calça e cueca boxer com força, e caindo de joelhos, levando sua boca ao meu centro!
— Nossa! — Estou completamente chocada, enquanto meu queixo cai aberto com o jeito que ela assume o comando, e me leva para o cativeiro agradável de sua boca. Revestindo completamente meu centro, ela chupa... forte; estou lasciva, devassa, e também completamente hipnotizada com os lábios dela. Estou em celestial prazer carnal... Oh, o que eu quero fazer com você, Srta. Berry! Eu posso retribuir... Agh! Eu gemo. Ela suga. E suga implacavelmente! Sexy prá caralho! Estou fascinada com ela. Como se eu estivesse olhando para ela, tanto dentro como fora do meu corpo. Que experiência! Ela puxa e para a boca, momento em que completamente me embainha, e como ela está puxando para trás, ela mordisca um pouco com os dentes enquanto a língua dela está acariciando, e os meus olhos rolam para trás em puro prazer.
—Cacete, Rachel — Eu sibilo através dos meus dentes, mal contendo a mim mesma eu me pego segurando sua cabeça e flexionando os quadris em resposta ao seu sugar, e perdida com sua boca. Eu nem sei quem está fodendo quem... Eu só quero levá-la, e ser o único no controle. Eu não quero gozar ainda. Eu tento puxar de volta para levá-la, mas ela agarra minha bunda com as mãos e me mantém firmemente enquanto ela continua chupando.
— Rachel, por favor ... Se você não parar agora, eu vou gozar! — Eu gemo. Eu quero gozar em sua boca agora? Estou perdida, incapaz de pensar direito. Eu quero estar em cima dela, dentro dela, no entanto, eu não consigo... Eu estou perdida... muito perto. Ela gira a língua na minha entrada, e isto dispara a escala, e eu gozo em sua boca, gritando o nome dela, e o orgasmo passa quebrando em ondas por todo o meu corpo, ondulando através de mim. Ela toma, e engole tudo que eu tinha para lhe dar. Uma vez que o tremor diminui, eu consigo abrir os olhos para olhar para ela, e ela está sorrindo para mim enquanto ela lambe os lábios. Oh baby! Então esse é o seu jogo! Eu sorrio para ela provocante, e me curvo para baixo e levanto-a de pé, e cubro imediatamente os lábios com os meus, e percebo que o meu cheiro, meu gosto, estão todos sobre ela. Eu a marquei, ou melhor, ela marcou a si mesma comigo. Isso é sexy como o inferno!
— Posso sentir o meu gosto em sua boca. Prefiro o seu — eu sussurro provocante em seus lábios, entre beijos. Isso é tudo que eu posso tomar sem estourar, eu arranco fora sua camisa e descuidada atiro-a no canto do quarto, então eu pego minha mulher e jogo-a na nossa cama. Ela está deitada de costas, nua da cintura para cima, então, empenhado em que ela fique nua por toda parte, eu levanto suas pernas para cima e puxo seu moletom fora.
Sim! Ela é um belo pacote. Nua, inocente, mas desejosa, e não há nada mais sexy ou mais quente do que uma mulher que é apaixonada por você, querendo você, esperando por você, quando os sentimentos são mútuos! Faço minhas intenções conhecidas para ela. Ela está além de quente para mim.
— Você é uma mulher linda, Quinn, e tem um gosto maravilhoso. — Erguendo a cabeça ligeiramente, descansando em seus cotovelos, ela diz fazendo-me sorrir.
Baby, você não tem ideia de como eu vou retribuir o seu ataque amoroso... Estou pensando na mesma moeda, mas com minha própria marca e estilo. Tomo a barra de extensão, e algemo o tornozelo esquerdo não sem antes me certificar de que não está muito apertado ou desconfortável. Há ainda o espaço de um dedo entre o punho e tornozelo. Meu olhar não está saindo dela, e eu posso ver isso em seus olhos que ela está avaliando a minha perícia com a barra de extensão. Dou-lhe um sorriso malicioso em resposta.
— Vamos ter que ver que gosto você tem. Se bem me lembro, você é uma iguaria rara e deliciosa, Srta. Berry. — eu digo enquanto nossos olhares permanecem bloqueados. Eu pego o outro tornozelo e a algemo com a mesma perícia. Suas pernas estão atualmente a apenas sessenta cm de distância, mas isso pode ser corrigido.
— A vantagem deste separador é que ele se expande — eu digo enquanto estico a barra de extensão, abrindo as pernas para noventa cm de distância. Rachel apenas olha para suas pernas abertas testando a abertura, tentando flexionar seus pés. Ela se vê incapaz de fechá-las. Seu sexo se abre como uma convidativa rosa. Sua respiração aumenta, ela está inquieta, ela quer que eu vá em frente, mas eu vou levar meu tempo. A bola está no meu campo agora, baby!
— Ah, nós vamos nos divertir com isso, Srta. Berry. — eu digo enquanto eu seguro a barra; e com um toque simples, eu rolo Rachel de bruços com facilidade, e de forma eficaz. É um grande brinquedo, me dá muito controle o que, naturalmente, eu amo. Eu posso sentir tanto a emoção quanto a surpresa palpitando através dela.
— Está vendo o que eu posso fazer com você? — Murmuro carnalmente. Eu torço mais uma vez, e ela está de frente para mim novamente. Rachel está ofegante e surpresa com a quantidade de controle que esta ferramenta simples me dá. E embora eu não possa bater em Rachel para punição, eu posso fazer um monte disso com o sexo, e cara, eu sei como transformá-lo em uma grande ferramenta de prazer e de punição. Eu pego as algemas que são projetados para seus pulsos, e lhe digo que eu posso colocá-las ou não, dependendo se ela se comportar ou não.
— Quando eu não me comporto? — Ela protesta. Ela tem essa memória curta quando se trata de suas transgressões.
— Posso pensar em algumas infrações, — eu digo baixinho enquanto eu corro meus dedos até sua sola, e seu peito dos pés. A sensação que meu toque evoca, vai até os limites de sua virilha. Ela se contorce para sair, é claro, mas eu tenho o controle agora. — Você não ter usado o seu Blackberry, esta é uma infração, — eu digo expondo uma das mazelas que tive com ela mais cedo. Ela percebe que pode ser a hora da punição, ofegando.
— O que você vai fazer? — Ela pergunta enquanto ela aumenta sua respiração.
— Eu nunca revelo meus planos, Baby, — eu digo sorrindo. Finalmente, a oportunidade de cobrar minhas dívidas ilumina meus olhos. Eu rapidamente despojo-me das minhas demais roupas, e eu estou entre suas pernas, já ajoelhando-me. Ela está aberta espalhada, gloriosamente nua, sexy como o inferno, e tudo dentro do meu alcance. Meus olhos nunca saem dela, e ela está se retorcendo com ansiedade, curiosidade e expectativa. Antecipação é o prólogo para um bom sexo. Tudo acontece na sua mente. Eu quero que ela pense nas possibilidades do que eu poderia fazer com ela... O que de fato?
— O segredo é a expectativa, Rachel. Pense no que eu quero, no que eu posso fazer para você... Antecipação, — eu digo baixinho, minhas palavras estão acariciando-a, entrando, e fazendo-a me querer, me desejar e me conectar com um nível mais elevado do que apenas sexo cru. Eu sei que está chegando até ela porque ela já está gemendo, e essa é a minha deixa. Meus dedos começam suas ministrações, implacavelmente excitando-a, movendo-se, acariciando, tocando em suas pernas e por trás de seus joelhos, onde eles são sensíveis, e a excitação é quase instantânea para ela. Ela tenta fechar as pernas por instinto, mas elas não se movem, obviamente. Eu quero fazer mais, e empurrá-la para o seu limite, cobrar a minha dívida, e reclamá-la, recuperar o controle, mas apenas com a sua permissão. Ela vem em primeiro lugar. Gostaria de lembrar-lhe isso.
— Lembre-se, se você não gostar de alguma coisa, é só me pedir para parar. — murmuro, continuando meus doces assaltos.
Ela já está muito perdida com a expectativa para recusar. Eu lentamente me curvo, e começo a beijar sua barriga suavemente, e apenas em volta de sua barriga. Eu lentamente a beijo e chupo e belisco, enquanto minhas mãos capturam suas pernas e continuam em direção ao norte suas ministrações, sobre suas pernas e suas coxas, com toques suaves, abusando, provocando, fazendo-a querer mais, e implorar por uma conclusão.
— Quinn, — ela implora — Por favor- ela geme suplicante.
— Ah, Srta. Berry ... Descobri que você pode ser implacável em suas investidas amorosas para cima de mim. Acho que eu deveria retribuir o favor, — murmuro baixinho entre beijos. Ela não protesta mais, apenas se deixa soltar dentro dos prazeres que estou prestes a liberar para ela, enquanto suas mãos agarram os lençóis. Minha boca vai até a linha de sua barriga e seu osso púbico, e sopra suavemente enquanto eu a provoco com o que está por vir. Meus dedos seguem até o ápice e em seu sexo florescendo, e ela inesperadamente levanta os quadris ao encontro dos meus dedos. Sua reação me deixa ainda mais desejosa por ela, fazendo-me gemer, e eu afundo meus dedos juntos, fundo nela, circulando, e ela está quente e molhada para mim.
— Você nunca deixa de me surpreender, Rachel. Você está tão molhada. — eu digo, e com isso, eu mergulho minha cabeça em seu sexo.
Minha língua encontra seu saboroso botão rosa e, enquanto meus dedos continuam suas explorações dentro dela, minha língua devagar e tortuosamente dá prazer as dobras de sua flor. Porque suas pernas estão afastadas, ela não tem opção, a não ser absorver todo o prazer. Ela arqueia as costas para espalhar a intensidade de suas sensações, mas incapaz de conseguir.
— Ah, Quinn, — ela grita. Eu sei que ela está atingindo seus limites de lidar com a intensidade de seu orgasmo se aproximando.
— Eu sei, baby, eu sei, — eu digo com pena dela, e alivio meus ataques, e suave e lentamente sopro na ponta de seu sexo exposto, enviando arrepios à sua coluna vertebral.
— Argh! Por favor, agora! — Ela implora pela conclusão.
— Diga meu nome! — Ordeno-lhe. Eu preciso tê-la reconhecendo e aceitando quem a está dominando agora. Quem é a sua mulher? Eu quero ouvir isso dela! Quero possuir seu corpo e alma, assim como ela me possui ...
— Quinn, — ela grita em uma aguda, voz alta, desenfreada. Seu corpo me responde antes que sua mente possa, e eu adoro isso nela. Meu nome em seus lábios é como uma ladainha mágica me chamando para ela. É uma rendição suplicante. Nada é mais sexy do que o meu nome em seus lábios agora!
— Diga de novo! — Eu digo com a voz rouca.
— Quinn! Quinn! Quinn! Quinn Fabray! — Ela grita em uma declaração de que eu a possuo! Eu sou a sua mulher! Eu só, ninguém mais!
— Você.É.Minha! — Eu rosno com um som gutural profundo, cru e emocional, depois de toda a merda que já passamos esta noite! E um redemoinho e um mergulho da minha língua em seu sexo empurra-a para o seu orgasmo com ondulações fortes, percorrendo-a repetidamente, sem qualquer forma de dispersar ou absorver por causa de sua propagação para fora pernas. Enquanto ela ainda está tremendo com os restos de seu prazer, eu a viro de bruços.
Nós não tentamos isso antes, mas eu quero ver se ela pode lidar com isso.
— A gente vai tentar uma coisa, baby. Se você não gostar, ou se for muito desconfortável, é só me avisar e a gente para. — Então, eu digo a ela para manter a cabeça e o peito na cama. Tomo suas mãos e algemo cada uma na barra, ao lado de seus tornozelos. É uma estranha, e uma vulnerável posição, mas sexy e incrivelmente gloriosa. Sua bunda está no ar, convidando, e ela está incrivelmente bonita. Eu corro meus dedos para baixo através de sua coluna vertebral, e quando eu chegar a sua bunda, eu declaro-lhe que eu quero reivindicá-la, também. Na verdade, eu quero tudo dela, quando ela estiver pronta. Meus dedos sondam delicadamente, e ela engasga.
— Não vai ser hoje, minha bela Rae, mas um dia... Quero você de todos os jeitos. Quero possuir cada centímetro de seu corpo. Você é minha. — eu digo com fervor. Ela é só minha. O desejo e as dobras de seu sexo convidativo, e seus gemidos são como uma chamada de sereia, me puxando, e vejo meu centro latejar só de pensar. Porque ela está completamente aberta e ampla, tiro meu dedos de seu anus e vou até seu centro massageando e entrando de com três dedos, a fazendo-a gritar.
— Aí! Devagar — ela geme. E eu paro. É muito difícil para ela?
— Tudo bem? — Eu pergunto-lhe, tentando avaliar a reação dela.
— Devagar... deixe eu me acostumar com isso, — diz ela. Estou feliz que ela está comunicando suas necessidades, desejos e limites comigo. Eu lentamente saio fora dela, suavemente e com um impacto mínimo e, lentamente, eu entro de volta nela, lentamente esticando-a, enquanto eu encho seu sexo. Eu gentilmente saio mais uma vez, e de forma lenta e suavemente, preencho e estico seu sexo. Quando eu saio dela mais uma vez, eu giro meus dedos dentro dela e a sinto ficando mais suave, esticando e ficando mais relaxada, me acolhendo em seu sexo perfeitamente.
— Isso, assim, agora sim — ela murmura, e meu ritmo aumenta com a sua declaração. Eu seguro seu quadris com a minha mão livre, e começo a me mover, realmente movendo meus dedos fundo dentro dela. Ela geme com a intensidade da sensação de que ela está sentindo, não sendo capaz de fechar as pernas, mas ela empurra seus quadris para trás para atender eles melhor, aumentando o desejo licencioso em mim ainda mais. Minhas mão aperta as nádegas, e a guio para mim.
Eu mergulho de novo e de novo dentro dela, com um ritmo medido, e com cada movimento estou colocando minha reivindicação sobre Rachel, uma reivindicação que diz que ela é minha, e só minha.
Meu ritmo acelera enquanto eu sinto o climax de Rachel se aproximando, com seus músculos dentro de seu sexo começando a se contrair e com um ritmo acelerado, eu dou estocadas nela várias vezes com golpes afiados e Rachel goza em voz alta, com o meu nome em seus lábios e seu prazer é o suficiente para me empurrar ao meu auge. Eu gozo com um grito agudo de êxtase que vibra através de mim, me sacudindo até o âmago e sacudindo Rachel, tremendo através de nossa conexão. Enquanto as ondas do orgasmo diminuem lentamente, eu grito seu nome mais uma vez: — Rachel, baby! — Repleta e saciada, eu desmorono ao seu lado. E incrível o efeito que ela causa em mim sem ao menos me tocar.
Rachel’s Pov
Seus dedos soltam as tiras com habilidade e esfregam meus tornozelos e pulsos. Quando termina e enfim estou livre, ela me puxa em seus braços e eu adormeço, exausta.
Quando acordo de novo, estou encolhida ao seu lado, e ela está me observando. Não tenho ideia de que horas são.
— Eu poderia ver você dormir para sempre, Rae – murmura ela e beija minha testa.
Sorrio e mudo de posição preguiçosamente ao lado dela.
— Não quero deixar você ir embora nunca – diz baixinho e passa os braços em torno de mim.
Huuumm.
— Não quero ir embora nunca. Nunca me deixe ir embora – murmuro, sonolenta, minhas pálpebras se recusando a se abrir.
— Preciso de você – sussurra ela, mas sua voz é uma parte distante e etérea de meus sonhos.
Ela precisa de mim... precisa de mim... e, à medida que eu finalmente mergulho na escuridão, o último pensamento que tenho é de uma menina pequena, suja e de olhos verdes, desarrumada, cabelo loiros, sorrindo timidamente para mim.
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