My Dark Word

16 15 - I'm a Mess


Notas iniciais
EEEUUUUU VOLTEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIII!!!!!!! HEHE Pequena explicação!! Como alguns sabem esse meu perfil no nyah tinha sido bloqueado por causa das outras historias. Mas eu continuei postando por outro perfil. E hoje eu resolvi abrir esse e vi que My Dark Word ainda estava aqui. My little baby ♥ Então vou postar pelos dois perfis não se preocupem! Então pra quem perdeu.. Enjoy, Kids!

POV RACHEL

PUTA MERDA.

Ela está aqui, fitando-me com uma expressão preocupante e vazia, segurando um revolver. Meu inconsciente desaba, desfalecido, e acho que nem se alguém trouxer sais para ele cheirar vai conseguir trazê-lo de volta.

Pisco repetidas vezes na direção de Ashley enquanto minha mente é um turbilhão. Como ela entrou aqui? Cadê o Blaine? Puta merda! Cadê o Blaine?

Um medo enregelante toma conta do meu coração, e meu couro cabeludo pinica, cada folículo em minha cabeça retesado de terror. E se ela tiver feito alguma coisa a ele? Começo a respirar depressa, a adrenalina e um medo paralisante correndo pelo meu corpo. Fique calma, fique calma, repito o mantra para mim mesma de novo e de novo.

Ela inclina a cabeça, observando-me como se eu fosse uma peça exposta num show de horrores. Ei, não sou eu a maluca aqui.

A sensação é de que passou toda uma eternidade até que eu tenha assimilado a situação, embora na verdade tenha levado uma fração de segundo. Ashley permanece com uma expressão vazia, e sua aparência está mais imunda e malcuidada do que nunca. Ainda está usando o mesmo casaco encardido e parece estar precisando desesperadamente de um banho. O cabelo está oleoso e escorrido, emplastrado na cabeça, seus olhos num tom opaco, levemente confusos.

Apesar da minha boca completamente seca, tento falar:

— Oi. Ashley, não é isso? – arranho.

Ela sorri, mas seus lábios se movem numa curva incômoda, em vez de um sorriso de verdade.

— Ah, ela fala – sussurra, e sua voz é suave e rouca ao mesmo tempo, um som horripilante.

— Sim, eu falo – digo com gentileza, como se estivesse conversando com uma criança. – Você está aqui sozinha?

Cadê o Blaine? Meu coração pula com a ideia de que ele possa estar machucado.

Seu rosto desmorona de tal forma que acho que está prestes a desabar em lagrimas – ela parece abandonada.

— Sozinha – sussurra. – Sozinha.

E o grau de tristeza naquela única palavra é de partir o coração. O que ela quer dizer? Eu estou sozinha? Ela está sozinha? Está sozinha porque feriu o Blaine? Ah... não... preciso lutar contra esse medo paralisante apertando minha garganta à medida que as lágrimas ameaçam escorrer.

— O que você está fazendo aqui? Posso ajudar? – minhas palavras são calmas, uma interrogação gentil apesar do pânico sufocante em minha garganta.

Ela franze as sobrancelhas como se estivesse completamente atordoada com minhas perguntas. Mas não faz nenhum movimento violento em minha direção. Sua mão ainda está relaxada em torno da arma. Adoto uma nova estratégia, tentando ignorar a tensão em meu couro cabeludo.

— Quer tomar um chá? – Por que estou perguntando a ela se ela quer tomar um chá? É a resposta de Leroy para qualquer situação emotiva, brotando de forma inapropriada.

Caramba, ele teria um troço se me visse neste exato momento. Seu treinamento militar já teria dado as caras, e ele já a teria desarmado a essa altura. Na verdade, ela não está bem apontando a arma para mim. Talvez eu possa me mover. Ela balança a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse alongando o pescoço.

Inspiro fundo, tentando acalmar minha respiração apavorada, e caminho em direção à bancada da cozinha. Ela franze a testa como se não conseguisse entender muito bem o que eu estou fazendo e se move de leve, para continuar de frente para mim. Pego a chaleira e, trêmula, encho-a com água da torneira. Enquanto me mantenho em movimento, minha respiração se acalma. É, se ela me quisesse morta, já teria atirado a essa altura. Ela me observa com curiosidade ausente, confusa. Ao ligar a chaleira, a imagem de Blaine me persegue. Será que está machucado? Amarrado?

— Tem mais alguém no apartamento? – pergunto, com cuidado.

Ela inclina a cabeça para o outro lado e, com a mão direita – a mão livre – segura uma mecha do cabelo comprido e oleoso e começa a puxá-la e enrolá-la no dedo. Na certa é um tique nervoso e, distraída com aquilo, percebo mais uma vez o quanto ela se parece comigo. Seguro a respiração, esperando a resposta dela, a ansiedade assomando-se a um nível quase insuportável.

— Sozinha. Completamente sozinha – murmura ela.

E aquilo me conforta. Talvez Blaine não esteja aqui. O alivio me fortalece.

— Tem certeza de que não quer um chá ou um café?

— Não estou com sede – responde ela de mansinho e dá um passo cuidadoso na minha direção. Minha sensação de fortalecimento evapora. Merda! começo a ofegar de novo, sentindo o medo crescer em minhas veias. Apesar disso, e sendo mais do que corajosa, eu me viro para pegar duas xícaras no armário.

— O que você tem que eu não tenho? – pergunta ela, a voz adquirindo a entonação monótona de uma criança.

— O que você quer dizer, Ashley? – pergunto do jeito mais gentil que sou capaz.

— A Dominadora... a Srta. Fabray... ela deixa você chamá-la pelo nome.

— Não sou submissa, Ashley. É... A Dominadora sabe que não sou capaz, que sou inadequada para assumir essa função.

Ela inclina a cabeça para o outro lado. É um gesto absolutamente perturbador e de nada natural.

— I – na – de – qua – da. – Ela testa a palavra, sentindo o som em sua língua. – Mas a Dominadora está feliz. Eu a vi. Ela ri e sorri. São reações muito raras... muito raras para ela.

Ah.

— Você se parece comigo. – Ela muda de tática, surpreendendo-me, seus olhos parecendo me focalizar de verdade pela primeira vez. – A Dominadora gosta de moças obedientes que se parecem com você e comigo. As outras, todas iguais... todas iguais...e, no entanto, você dorme na cama dela. Eu vi você.

Merda! ela estava mesmo no meu quarto. Não foi imaginação minha.

— Você me viu na cama dela? – sussurro.

— Nunca dormir na cama da Dominadora – balbucia.

Ela parece uma aparição etérea caída do céu. Uma pessoa pela metade. Está tão acabada que, apesar de segurar um revólver, de repente sinto uma onda de compaixão por ela. Sua mão se flexiona em torno da arma, e eu arregalo os olhos, que ameaçam saltar do meu rosto.

— Por que a Dominadora gosta da gente desse jeito? Me faz pensar numa coisa... numa coisa... a Dominadora é sombria... a Dominadora é uma mulher sombria, mas eu a amo.

Não, não, ela não é. Eu me remoo por dentro. Ela não é sombria. Ela é uma mulher boa, e ela não está mais no escuro. Ela se juntou a mim na luz. E agora você está aqui, tentando arrastá-la de volta com uma ideia errada de que a ama.

— Ashley, você quer me dar a arma? – pergunto delicadamente.

Ela aperta a arma com força, abraçando-a junto ao peito.

— Ela é minha. É tudo o que tenho. – E acaricia o revólver. – Para que ela possa se unir ao seu amor.

Merda! Que amor... Quinn? É como se ela tivesse me dado um soco no estômago. Sei que daqui apouco Quinn virá para cá por que estou demorando tanto. Será que Ashley quer atirar nela? A ideia é tão aterradora que sinto minha garganta inchar e doer com um nó gigantesco, e quase me engasgo, parece com o medo que está alojado em minha barriga.

E neste exato momento a porta se abre, e Quinn está de pé junto à entrada com Puck atrás de si.

Numa olhada de relance, os olhos de Quinn correm da minha cabeça aos meus pés, e percebo neles uma leve faísca de alivio. Mas o alivio é passageiro, esvaindo-se no instante em que ela se vira para Ashley. Ela fica paralisada, observando-a, sem se mover um único musculo. É olha para ela com uma intensidade que nunca vi antes, os olhos selvagens, arregalados, furiosos e em pânico.

Ah, não... ah, não.

Ashley arregala os olhos e, por um instante, é como se estivesse recuperado a razão. Ela pisca depressa e aperta de novo a arma com mão.

Minha respiração fica presa na garganta, e meu coração começa a bater tão forte que ouço o sangue pulsar em meus ouvidos. Não, não, não!

Meu mundo oscila precariamente nas mãos dessa pobre desajustada mulher. Será que ela vai atirar? Em nós duas? Só em Quinn? O pensamento é paralisante.

Mas, depois de uma eternidade, o tempo suspenso ao nosso redor, sua cabeça pende de leve para frente, e ela fita Quinn através dos longos cílios, uma expressão contrita no rosto.

POV QUINN

O meu olhar está fixo, sem piscar os olhos; concentrado, inabalável. Meu olhar penetrante está carregado de comando e os olhos de Ashley estão bloqueados com os meus. Ela agarra a arma mais apertada na mão. É agora ou nunca. Meu olhar se torna completamente frio, e absolutamente dominante. Ashley parece brevemente como se tivesse sido apanhada fazendo algo que não deveria — como uma criança cuja mão é apanhada na vasilha de doces. O meu olhar é o olhar penetrante de uma Dominante buscando obediência absoluta. Ela conhece este olhar. Este é o meu olhar exigindo "como se" dela. (N.T. É uma posição de escravidão mental, onde você se comporta como se estivesse impedido fisicamente. Um modo de completa submissão — como um escravo. Como se fossem correntes mentais. Basicamente, quando Quinn olha para Ashley exigindo esta posição, ela vai ficar imóvel como se estivesse amarrada e até mesmo amordaçada.) O Dom anterior de Ashley treinou-a como uma escrava. Exigir "como se" de um escravo aumenta no escravo o sentimento de impotência no controle de seu próprio comportamento. Ela está consciente de que a posição "como se" é exigida dela com o meu olhar, e é algo que ela tinha visto muitas vezes no passado e ela não tem absolutamente nenhum poder de alterar o comportamento que eu exijo dela neste instante.

Dou um passo para dentro do apartamento. Estou com carga total, e o meu lado dominante é como uma extensão do meu corpo, uma segunda natureza. Meu olhar perfura Ashley como no tempo em que ela me tocou e necessitou punição — ela conhece o olhar. Seu olhar de resposta é desafiador, ela está tentando resistir a minha vontade de dominar, e tentando manter a vontade de realizar o que ela está pretendendo fazer. Isso não vai acontecer!

Ela pisca algumas vezes para quebrar o poder crescente do meu olhar, da minha vontade sobre ela — a submissão está enraizada nela através de seus treinamentos anteriores; e a carga entre nós cresce, fica mais forte, como na época em que ela tinha se tornado minha submissa. Eu mantenho o meu domínio constante sobre toda a sala, é palpável, tangível, forte e carregado com crescente poder. Poder de dominar, poder de conquistar. Meu olhar empurra Ashley para baixo para seu modo submisso, buscando aquela mudança para ligá-la de novo, fazê-la submeter-se a mim como ela foi por muitos meses: primeiro, ela permanece imóvel, e eu finalmente encontro em seus olhos essa mudança na mente de Ashley. A conexão inicial que a fez submeter-se a mim, à minha vontade, aos meus desejos, e a meu domínio sobre ela. Sua cabeça afunda um pouco, e ela olha obedientemente através de seus cílios longos e seus cansados, agonizantes olhos castanhos.

Eu posso sentir Puck preparando-se para saltar por trás de mim, quando Ashley está assim com uma arma ainda apontando para Rachel e enquanto eu me encaminho na tentativa de usar o meu corpo como escudo para proteger Rachel, ele está extremamente nervoso. No entanto, não posso deixar Puck fazer saltar a arma, e tê-lo derramando sangue aqui. Eu quero ajudar Ashley. Eu levanto minha mão para fazer parar Puck de modo que ele suspenda o seu instinto de atirar em Ashley para assumir o controle da situação. Eu sei que ela está se esforçando para controlar seus instintos de treinamento militar. Eu posso controlá-la, sem mover um músculo. Embora eu não ouse afastar meu olhar de Ashley, ou até mesmo piscar. Eu vejo uma mulher que é uma fração do que ela era. Despenteada, suja, perdida, meio fora de sua mente. Esta não é a Ashley que me lembro que entrou pela minha porta. Ela era viva, vibrante, ativa, brincalhona, e de repente eu sinto pena dela. Eu me importo com ela, e vê-la neste estado me faz me sentir culpada. Mas eu não posso deixar estas emoções chegarem à superfície agora. Meu principal objetivo é dominá-la. A minha preocupação de que ela poderia machucar Rachel ressurge. Eu não posso permitir que isso aconteça. Eu prefiro morrer do que Rachel. O silêncio na sala é dominado pela exsudação da minha vontade de dominar Ashley. Tudo e todos são desconectados dos meus pensamentos. Se eu vacilar, Rachel vai se machucar. Eu não posso deixar isso acontecer. O silêncio é magistral. O silêncio é alto. O silêncio é sombrio.

Continuo no meu propósito, e meus olhos furam e perfuram dentro dela forçando-a a submeter-se, forçando-a a desistir de todo o poder, desistir de todo pensamento e toda capacidade de tomada de decisão. Devo ser a única que governa. Eu a forço a abrir sua mente para mim, olhar para mim, sua Dominante, sua Mestra. Minha postura muda de repente quando as barreiras erguidas por ela cuidadosamente começam a ruir uma por uma. Eu me sinto mais forte, no controle, no comando dela. Ela está conectada comigo, e só comigo. Ela não vê ninguém, não ouve ninguém, e não reconhece ninguém, além de mim. Eu sou sua Mestra, eu sou seu Deus. Os lábios de Ashley entreabrem, sua respiração aumenta à medida em que ela se submete, expectante eu surjo respondendo ao meu apelo, assumindo sua existência, e seu rosto cora cor de rosa, expectante. Ashley está agora totalmente sob o meu comando.

Ela está em seu modo "como se". Enquanto a intensidade do meu olhar se concentra nela, cuidando dela, conquistando o seu corpo e mente, falo sem som para ela, "ajoelhe". É um comando de voz que um escravo deve obedecer imediatamente ao ouvir, fazendo o escravo/sub ajoelhar. Ela foi treinada pela primeira vez na submissão Goreana.

O comando de voz em Goreano para isso é nadu. Nadu é a primeira posição escravo ensinado para um novo escravo. Um escravo ajoelhado ou submisso é direcionado para endireitar as costas, sentado sobre os calcanhares, levantando a cabeça, enquanto seu olhar está abaixado. Ele deve colocar suas mãos com as palmas para baixo sobre as coxas. Mas eu nunca usei os comandos Goreanos sobre ela. Nadu significa ajoelhar-se, e eu só usei com ela na forma padrão. O comando de voz ajoelhar ainda é o primeiro e o mais utilizado de todas as posições escravas e submissas como no Goreano. Ashley imediatamente cai no chão de joelhos, com a cabeça baixa e, finalmente, a arma ameaçadora que ela está segurando, cai de suas mãos e salta no chão.

Meu primeiro objetivo é coletar a arma para que eu remova o perigo do aposento. Eu me abaixo e pego a arma, e olho para ela com desgosto e, finalmente, a deposito em segurança no meu bolso. Meu olhar vai sobre Ashley novamente para ter certeza que ela está obedientemente ajoelhada junto à ilha da cozinha. Agora que o perigo principal foi removido da sala, eu preciso obter para Ashley ajuda adequada, e eu não posso suportar Rachel me assistindo.

— Rachel, vá com Puck — Eu ordeno-lhe. Puck finalmente entra no apartamento, e vai até Rachel pedindo-lhe para ir com ele, com um olhar suplicante.

— Blaine? — Rachel pergunta em voz baixa.

— Lá embaixo, — afirmo, com meu olhar ainda em Ashley. Rachel não se move de seu lugar. Ela está imóvel. Eu olho para ela, na mesma maneira de comando, mas ela não obedece merda nenhuma! Uma vez que seja, pelo amor de Deus, Rachel! Faça o que lhe é dito! Só uma vez!

— Rachel... — Eu digo em um tom cortante de aviso. Ela apenas pisca para mim, incapaz de compreender. Encontro-me em movimento automaticamente para o lado de Ashley. Eu pairo sobre ela protetoramente, como se Puck fosse matá-la a qualquer momento, ou para proteger Rachel, como se Ashley fosse produzir uma outra arma. Eu sou a divisória entre os dois pólos na sala. O olhar de Rachel está fixado na visão diante dela, perplexa, chocada, assustada, e total e completamente triste.

Eu não posso segurar mais o seu olhar, e eu tenho que pegar alguma ajuda para Ashley. Por favor, Rach! O que eu tenho que fazer para tirá-la daqui?

— Pelo amor de Deus, e tudo que é mais sagrado, Rachel, será que você pode me obedecer pelo menos uma vez na sua vida e sair daqui? — Eu sibilo para ela em um tom frio, gelado, com os meus olhos fixos nela, sem nenhum efeito, claro! Eu estou com raiva que ela ainda está aqui, que ela está olhando para mim com aqueles olhos decepcionados. Ela precisa ir! Eu preciso cuidar de Ashley, e ajudá-la, e remover o perigo que ela pode criar em detrimento de Rachel, de uma vez por todas! Ela não pode entender isso? Mas, é de Rachel que estamos falando. É claro que ela tem uma mente própria.

— Puck! Leve a Srta. Berry lá para baixo. Agora! — Puck acena com a cabeça desconfortavelmente, mas determinado.

— Por quê? — Sussurra Rachel.

— Agora. Para o apartamento, — Eu fito Rachel com olhos gelados sem pestanejar. Você vai fazer a porra do que eu lhe pedi para fazer, sem questionar? — Eu preciso ficar sozinho com Ashley. — Eu digo. Eu preciso falar com ela, e obter a sua ajuda.

O olhar de Rachel vai para Ashley.

— Srta. Berry... Rach, — Puck chama, implorando a Rachel, estendendo sua mão para ela sair do apartamento. Rachel é incapaz de se mover. Sua boca está aberta, seus olhos estão arregalados, completamente chocada, e eu não posso suportar o olhar no seu rosto. Eu tenho que lidar com isso mais tarde, mas agora, eu tenho que cuidar de um problema que eu criei, com Ashley. Eu preciso dar-lhe a ajuda que precisa. Eu não sou totalmente feito de gelo! Eu preciso reparar os danos que causei a ela. Isso é o mínimo que posso fazer. Mas Rachel não entende.

— Puck! — Eu berro uma vez, e finalmente ele entende, e inclinando-se e agarra Rachel em seus braços, e remove-a do apartamento.

POV RACHEL

A última coisa que vejo ao ir embora é Quinn acariciando gentilmente a cabeça de Ashley e murmurando algo bem baixinho para ela.

Não!

Puck me conduz pelas escadas abaixo, e eu vou soltando meu peso nos braços dele, tentando entender o que acabou de acontecer nos últimos dez minutos – ou será que foi mais? Ou menos? Não compreendo mais o conceito de tempo.

Quinn e Ashley?, Ashley e Quinn... juntas? O que Quinn está fazendo com ela agora?

— Meu Deus, Rachel! Que merda está acontecendo?

Fico aliviada por ver Blaine andando de um lado para o outro pelo saguão, ainda carregando a mala grande. Ah, graças a Deus ele está bem! Quando Puck me solta eu praticamente me jogo em cima de Blaine, envolvendo os braços em torno de seu pescoço.

— Blaine. Ah, graças a Deus! – Eu o abraço, apertando-o junto a mim. Estava tão preocupada, e por um instante, desfruto de uma leve trégua em meu pânico crescente a respeito do que está se desenrolando em meu apartamento.

— Que merda é essa, Rachel? E quem é esse cara?

— Ah, desculpe, Blaine, este é o Puck. Ele trabalha com a Quinn. Puck, este é Blaine, o irmão da amiga que mora comigo.

Eles se cumprimentam com um aceno.

— Rach, o que está acontecendo lá em cima? Eu estava pegando as chaves do apartamento na bolsa quando um pessoal apareceram do nada e as tomaram da minha mão. Um deles era a Quinn... – a voz dele desaparece.

— Ah, você chegou depois... Graças a Deus.

— É, eu encontrei um amigo de Pullma. A gente saiu para beber. O que está acontecendo lá em cima?

— Tem uma garota, uma ex de Quinn. No nosso apartamento. Ela pirou, e Quinn está... – minha voz falha, e meus olhos começam a se encher de lagrimas.

— Ei – sussurra Blaine e me puxa para junto de si uma vez mais. – Alguém já chamou a policia?

— Não, não é assim. – Soluço no peito dele,e, agora que comecei, não consigo mais parar de chorar, a tensão do que acabou de acontecer se desfazendo nas minhas lagrimas. Blaine me aperta com força, mas eu percebo seu espanto.

— Ei, Rach, vamos beber alguma coisa. – Ele dá um tapinha meio sem jeito nas minhas costas.

De repente, eu também me sinto sem jeito, envergonhada, e, para falar a verdade, tudo o que quero é ficar sozinha. mas faço que sim com a cabeça, aceitando seu convite. Quero sair daqui, ir para bem longe do que quer que esteja acontecendo lá em cima.

Eu me viro para Puck.

— Alguém tinha checado o apartamento? – pergunto em meio às lagrimas, limpando o nariz com as costas da mão.

— Hoje à tarde. – Puck encolhe os ombros como quem pede desculpas e me passa um lenço. Ele parece arrasado. – Sinto muito, Rachel – murmura.

Eu franzo a testa. nossa, ele parece estar se sentindo tão culpado. Não quero que se sinta pior ainda.

— Parece que ela tem uma habilidade incomum de escapar da gente – acrescenta, fazendo de novo uma cara feia.

— Blaine e eu vamos beber alguma coisa e então vamos para o Escala. – Eu enxugo os olhos.

Puck troca de peso de uma perna para a outra, desconfortável.

— A Srta. Fabray queria que você fosse direto para o apartamento – diz ele, em voz baixa.

— Bem, a gente sabe onde Ashley está agora. – Não consigo conter a amargura em minha voz. – Então, não tem motivo para tanta segurança. Diga a Quinn que nós veremos mais tarde.

Puck abre a boca para falar, mas muda de ideia sabiamente.

— Você quer deixar a mala com Puck? – pergunto a Blaine.

— Não, posso levar comigo, obrigado.

Blaine acena para Puck e então me conduz até a porta. Tarde demais, eu me lembro que deixei a bolsa no banco de trás do Audi. Não tenho nada comigo.

— Minha bolsa...

— Não se preocupe – murmura Blaine, o rosto marcado pela preocupação – Tudo bem, eu pago.

POV QUINN

Eu acaricio a cabeça de Ashley suavemente e carinhosamente e murmuro,

— Não se preocupe Ashley... Eu vou ajudar, eu vou cuidar de você.

Uma vez que os passos de Puck se retiram, e se distanciam, eu me inclino e recolho ela do chão, e carrego-a para o banheiro de Rachel. Eu coloco Ashley em seus pés ao lado da banheira e fecho a porta para que ela não faça nenhuma tentativa de fugir. Mas ela está contrita e ela não quer fugir. Ela olha para mim amorosamente. Sinto-me responsável por seu estado atual embora tenha sido desencadeado por eventos trágicos. Ela me procurou, e de uma forma fodida eu entendo tudo muito bem, ela tentou executar alguma vingança em cima de mim e de Rachel. Então, eu sei que, no fundo, ela sente-se ofendida por mim. Considerando o quão fodida eu sou, não seria a primeira vez que eu ofendi alguém.

Abro a água, e começo a encher a banheira com água quente. Os fios de cabelo de Ashley estão presos uns aos outros e ao seu couro cabeludo com óleo, sujeira e gordura flácida e sem vida, como se ela não tomasse um banho ou ducha em semanas. Sujeira está em listras no seu rosto misturada com lágrimas, secas. A forma de suas unhas está marcada em um crescente de terra seca. Ela também cheira mal, a suor, sangue e sujeira sem lavar. Ela nunca foi assim, nunca. Ela estava sempre limpa, sempre exalava um cheiro agradável, sempre bem cuidada. O que aconteceu com você, Ashley? Eu coloco um pouco de sabonete de banho na água quente e deixo dissolver-se e espumar. Uma vez que a banheira está cheia de água quente com sabonete, eu tiro fora o agora muito sujo casaco de designer de Ashley silenciosamente. Uma vez que eu o removo, eu posso ver que ela perdeu muito peso. Meu coração se contrai com tristeza. Eu retiro a roupa suja dela, uma camada de cada vez. Ela está em pé nua diante de mim. A quantidade de peso que ela perdeu é nitidamente exibida em seu corpo. Você pode contar suas costelas, e os seios bojo C agora estão frouxamente pendurados com a pele solta sobre ela. Eu levanto-a do chão e ela está muito leve. Eu coloco-a na água, e ela afunda sem dizer uma palavra.

— Ashley, eu estarei de volta logo. Você fique sentada, ok? — Peço gentilmente. Ela acena com a cabeça. Eu passo para a área da cozinha e disco o número do Dr. Evans.

— Quinn? — Ele responde questionando.

— Sam, eu achei a Ashley, — eu respondo.

— Oh, que alívio. Onde você está?

— Estou limpando-a agora, mas estamos no apartamento de Rachel. Ela invadiu o apartamento dela, e estava aqui segurando uma arma contra Rachl!

— Meu Deus!

— Yeah! Nem me diga. Você já tem um lugar esperando por ela. Eu preciso de você para vir recolhê-la aqui, e levá-la para a instituição.

— Sim, é claro. Dê-me o endereço, e deixe-me levar uma enfermeira de saúde mental comigo, e eu vou estar aí em breve, — diz ele.

Eu dou a Sam o endereço de Rachel e ele promete estar aqui em 20 minutos. Eu volto para o banheiro, e ajoelho ao lado da banheira e começo a lavar a sujeira e imundície de Ashley. Acho uma toalha de mão de esfregar em um dos armários. Eu ensaboo e lavo seu rosto e limpo toda a sujeira e sebo. As bandagens em seus braços estão meio penduradas e completamente sujas. Eu as puxo suavemente. Ashley olha para mim com alguma emoção sem nome, em silêncio. Eu pego água e despejo sobre o cabelo dela, e coloco um pouco de xampu em minhas mãos, e lavo o cabelo esfregando-o suavemente. Seu cabelo está tão sujo que nem sequer começa a espumar até que eu lave o cabelo pela terceira vez. Uma vez que eu retiro a última gota de shampoo fora de seu cabelo, esfrego seu corpo, e a limpo. Deixo a água suja do banho ir embora. Eu finalmente ligo o chuveiro, e deixo-a enxaguar. Depois de terminar de lavá-la, eu pego uma toalha e enrolo o cabelo dela, e pegando outra toalha, eu envolvo seu corpo agora muito magro. Pego Ashley em meus braços, e corro para Puck na sala de estar, cuja posição é impassível, seu olhar não diz nada.

— Rachel? — eu pergunto, e ele balança a cabeça. Levo Ashley para o quarto de Rachel, e deposito-a na cama. Eu verifico os armários e encontro alguma roupa interior, calças jeans e uma camiseta. Após secar Ashley, eu coloquei a roupa de Rachel que fica frouxa em Ashley.

Meu Blackberry vibra no meu bolso.

— Fabray, — eu disse secamente.

— Quinn, nós estamos aqui embaixo. Cruiser preto. Você quer que suba?

— Não é necessário Sam. Eu vou levá-la para baixo.

— Ashley, — eu digo baixinho para ela. — O Dr. Evans está aqui. Precisamos levá-la para receber ajuda. Ok?

— Estou apavorada Dominadora, — ela sussurra.

— Não fique. Você será bem cuidada. Eu vou me certificar disso.

Acho uma manta no armário de Rachel, e eu envolvo Ashley nela.

— Eu vou levar você lá para baixo agora. — Ela acena com a cabeça.

— Puck, tranque aqui e siga o Cruiser do Dr. Evans. Você precisa me levar de volta para o Escala, — eu ordeno.

— Sim, senhora, — diz ele.

Puck abre a porta da frente segurando-a para trás para eu e Ashley passarmos. Uma vez que saímos, ele fecha e tranca a porta. Mesmo que eu a tenha chutado, ela não estava trancada e não quebrou a fechadura. Puck terá que ter a de baixo substituída amanhã.

Eu me encaminho para baixo para encontrar Sam em seus jeans e t-shirt com uma enfermeira resoluta com uniforme azul. A enfermeira abre a porta do lado esquerdo do passageiro, e eu entro com Ashley em meus braços. Dr. Evans parte em direção ao estabelecimento de saúde mental que ele arranjou para ela em Fremont. Estamos lá em menos de vinte minutos. Depois de marcar um código Sam dirige para uma entrada por trás com altos portões principais de ferro forjado, e Puck nos segue atrás.

Quando chegamos à unidade, mais dois enfermeiros estão esperando vestidos de uniforme. Ashley ainda está em meus braços.

— Ashley, o Dr. Evans vai se certificar que você vai obter a ajuda que precisa. Vou deixá-la aqui, e eles vão cuidar bem de você. Verificar os seus problemas, e resolvê-los.

Ela olha assustada.

— Não tenha medo. Eu não vou deixar ninguém lhe machucar. Você vai ficar completamente bem. Você pode fazer algumas das coisas que você gosta aqui, como a pintura. Você ainda gosta de pintura? — Um brilho fraco cruza seus olhos enquanto ela acena com a cabeça. — Ok, então. Vou colocá-la nesta cadeira de rodas agora, e, — eu digo apontando para John, — este é o Dr. Evans, e ele vai ter certeza de obter toda a ajuda que você precisa. Se você precisar dizer alguma coisa para mim, você vai ter que passar pelo Dr. Evans. Você entendeu?

Ela acena com a cabeça.

— Vamos lá, Ashley. Vamos levá-la para dentro e resolvido, — diz Sam suavemente mas em sua autoritária voz de Dr. O olhar de Ashley amolece, e ela olha para mim mais uma vez.

— Ele morreu, Dominadora. Ele foi morto, — diz ela sobre seu amante.

— Eu sei, Ashley. Sinto muito. Eu realmente sinto. Farei tudo o que puder para ajudá-la. Mas você não pode sair por aí sacudindo uma arma e tomando pessoas como reféns. Você não pode assustar Rachel. Você entendeu?

— Você a ama, Dominadora? — ela pergunta me surpreendendo, olhando diretamente nos meus olhos.

— Sim, — eu digo suavemente depois de um longo minuto. — Eu amo. — Ela acena com a cabeça novamente.

— Estou feliz, — ela responde.

— Adeus, Ashley, — eu digo e volto para encontrar Puck.

— Vamos voltar para o Escala, Puck. Como estava a Srta. Berry quando a deixou no apartamento?

Puck muda de pé, desconfortável. Seu comportamento diz que ela não foi para o Escala.

— Onde diabos ela foi? — Eu grito para Puck fumegando, fervendo de raiva.

— Srta. Fabray, ela não foi para o Escala. Eu disse a ela que você queria que ela fosse para o apartamento, mas ela disse que ela estaria saindo com Blaine para uma bebida rápida e, em seguida, voltaria para o Escala. Ela disse que agora sabemos onde Ashley está. Não há necessidade de toda a segurança, e para dizer-lhe que ela o veria mais tarde.

— Porra! Porra! Merda! — Eu digo através dos dentes cerrados, enquanto eu corro com força as duas mãos pelo meu cabelo.

— Vou ligar pra ela! — Eu digo, mas Puck se mexe mais. — O quê? — Eu berro venenosamente.

— Ela esqueceu sua bolsa no SUV, senhora, — diz ele.

Eu soco minha mão com força com raiva, e pergunto:

— Então, você não tem ideia de onde ela está?

— Não, senhora.

— Você viu em que direção ela foi?

— Eles estavam a pé, mas eles poderiam ter tomado um táxi, senhor. Então, não, eu não vi.

— Porra! Ela disse qualquer outra coisa?

— Ela estava muito perturbada, e me perguntou se eu fiz uma varredura em seu apartamento. Eu disse a ela que nós fizemos. Sinto muito, Srta. Fabray! — Diz ele com raiva de si mesmo. — Ashley esteve iludindo-nos a todos. Eu me sinto mal por isso. Especialmente pela Srta. Berry. Eu me senti horrível encontrando-a com uma arma apontada para sua cabeça. Sinto muito! — Diz Puck balançando a cabeça, completamente devastado.

— Vamos! — Eu digo sem dizer uma palavra, e entro no SUV.

Puck me leva ao Escala.

Srta. Jones está na cozinha preparando o jantar para mim.

— Mercedes! Rachel voltou para casa? — Eu pergunto.

— Não, Srta. Fabray, ela não voltou, — ela responde notando muita raiva vibrando em mim.

— Gostaria de algo para comer? — Ela pergunta em voz baixa. Eu balanço minha cabeça.

— Mais tarde, — Puck está bem atrás de mim.

— Puck, eu quero que você pegue a segurança, e procure por Rachel de bar em bar por toda a cidade de Seattle! Chame-me no momento em que encontrá-la. Confira as ruas, verifique tudo. Não deixem pedra sobre pedra! Você entendeu?

— Sim, senhora, — diz ele e desaparece rapidamente em seu escritório.

Eu pego meu Blackberry, e disco o número de Mike.

— Mike, — ele responde.

— Mike, você pode encontrar o número de celular de um Blaine Anderson Lopez ?

— Pode me levar um tempo, Srta. Fabray — ele responde.

— Tempo, eu não tenho! Eu preciso localizá-lo! Rastreie a localização de seu celular, agora!

— Não sabemos com que operadora ele está?

— Nenhuma ideia! Aqui é onde você entra com suas habilidades de detetive louco! — Eu sibilo.

— Eu posso verificar senhora; é um tiro no escuro, mas pode levar um par de horas.

— 10 minutos apenas! Encontre-o, e deixe-me saber o que você descobrir!

Puck e sua equipe já verificaram vários bares em Seattle, e conferiram as ruas. Estou ansiosa, pronto para entrar em combustão, com medo de que Rachel vai me deixar depois da cena desenrolada à sua frente. Minha vida está indo pela porra do ralo, e não há nada que eu possa fazer sobre isso!

Eu disco o telefone de Puck.

— Sim, senhora, — diz ele em uma voz tensa.

— Eu preciso de atualizações imediatamente.

— Nós estamos pegando diferentes direções, senhora. Dividimos a cidade em quadrantes, e cada um de nós está em um determinado local, e vamos nos espalhar para cobrir o maior número de bares possível.

— Tudo bem! Atualize-me depois de deixar cada bar.

Sim, senhora! — Ele responde com firmeza.

POV RACHEL

Horas antes de Quinn sair do apartamento de Rachel

Escolhermos um bar do outro lado da rua e nos sentamos nos bancos de madeira junto à janela. Quero ver o que está acontecendo.

— Problemas com uma ex? – pergunta, com gentileza.

— É um pouco mais complicado do que isso – murmuro.

Depois de passar um tempo explicando tudo para Blaine( claro, tirando a parte de Quinn, submissa, amordaças e essas coisas).

— E o que Quinn está fazendo com ela agora?

O sangue foge do meu rosto e o bile sobe até minha garganta.

— Não sei – murmuro.

Blaine arregala os olhos. Afinal, ele entendeu.

Essa é a raiz do meu problema. Que merda que elas estão fazendo lá em cima? Conversando, espero. Apenas conversando. Ainda assim, tudo que passa pela minha cabeça é a mão de Quinn afagando com carinho o cabelo de Ashley.

Ela está perturbada, e Quinn se preocupa com ela; é só, tento racionalizar. Mas, lá no fundo, meu inconsciente está balançando a cabeça com tristeza.

É mais do que isso. Ashley foi capaz de satisfazer as necessidades de Quinn de um jeito que eu não consigo. A ideia é deprimente.

Tento me concentrar em tudo o que fizemos nos últimos dias – a declaração de amor dela, seus flertes bem-humorados, seu humor de brincalhona. Mas as palavras de Charlize voltam para me atormentar. É nisso que dá ouvir a conversa dos outros... quem mandou ser curiosa?

Você não sente falta... Do quarto de jogos?

Termino minha cerveja em tempo recorde, e Blaine me passa outra. Não sou a melhor companhia, mas ele fica ao meu lado, conversando, tentando me animar, contando-me de Barbados e da extravagância de Santana e Britt, o que é uma distração maravilhosa. Mas é só isso: uma distração.

No meio da nossa terceira cerveja, uma caminhonete enorme com vidros incrivelmente escuros encosta junto ao Audi na frente do meu prédio. Eu reconheço o Dr. Evans assim que ele salta do carro, acompanhado por uma mulher usando o que parece um uniforme de hospital azul-claro. Vejo de relance Puck conduzi-los pela porta da frente.

— Quem é aquele? – pergunta Blaine.

— Ele se chama Dr. Evans. Quinn o conhece.

— É o medico?

— Psiquiatra.

— Ah.

Nós dois assistirmos, e poucos minutos depois eles estão de volta. Quinn está carregando Ashley, que está enrolada num cobertor. O quê. Observo horrorizada eles entrarem na caminhonete e seguirem em frente à toda.

Blaine me lança um olhar compreensivo, e eu me sinto desolada, completamente desolada.

— Você pode me arranjar algo mais forte para beber? – pergunto a Blaine, a voz quase desaparecendo.

Blaine concorda com a cabeça e caminha até o bar. Fico olhando pela janela para a porta da frente.

Então Blaine volta e coloca um grande copo de conhaque na minha frente.

— Vamos lá, Berry. Vamos encher a cara.

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Está tarde, e eu me sinto um pouco tonta. Blaine e eu estamos trancados fora do apartamento. Ele insiste em caminhar comigo até o Escala, mas não quer passar a noite lá. Ligou para o amigo com quem encontrou mais cedo e já combinou de dormir na casa dele.

— Então, é aqui que a magnata mora. – Blaine assobia, impressionado.

Faço que sim com a cabeça.

— Tem certeza que não quer que eu suba com você? – pergunta.

— Não, preciso enfrentar isso. Ou só ir para cama.

— Vejo você amanhã?

— Claro. Obrigada, Blaine. – Dou um abraço nele.

— Vai dar tudo certo, Berry – murmura ele em meu ouvido. E, então me solta e me observa caminhar até o prédio. – Até mais, baby – diz.

Dou um sorriso amarelo e aceno para ele, e então aperto o botão para o elevador.

QUINN POV

Eu vou para a cozinha e me sirvo de um pouco de conhaque. Eu não costumo beber bebida forte a esta hora, mas essa não é uma hora habitual. Meu Blackberry vibra, e eu respondo imediatamente.

— Aqui é Mike, Srta. Fabray,” diz ele e a esperança floresce em mim.

— Alguma novidade?

— Srta. Fabray, eu encontrei a operadora e o número de telefone de Blaine Anderson, mas eu acho que ou seu telefone está fora de cobertura, ou desligado. Está fora do ar, senhora, — ele diz desapontado. Eu tenho um sentimento despedaçado dentro de mim.

— Merda! — Eu berro.

— Existe alguma coisa que eu possa fazer por você, senhora? — Ele pergunta.

— Não! — Eu digo desligando.

Eu termino meu conhaque em um grande gole, e me ponho outro, e termino este também. Eu ando para trás e para frente no salão. Nenhuma porra de notícia! Nenhum telefonema! Por que Rach? Por que você nunca me escuta? Porque você não pode, por uma vez fazer o que lhe é dito? Por quê? Por que você me tortura assim?

Eu vou para o escritório de Puck, e confiro todas as câmeras e olho para ver se ela está vindo. Nada! Ninguém está chegando! Eu tenho um sentimento sinistro que é isso, que ela vai me deixar para sempre! Oh merda! Eu não sei o que fazer! Eu não sei onde encontrá-la! Onde ela poderia ir? Ela não tem chave. E se ela se foi com Anderson para ficar em um hotel? Anderson está consolando-a agora? Segurando-a? Abrandando sua dor? Porra!

Eu ando para lá e para cá, para lá e para cá, para lá e para cá. Se o piso fosse carpete, eu já teria cavado um caminho! Meu Blackberry vibra novamente.

— Srta. Fabray, Ryder verificou um bar completamente, e não há nenhum sinal da Srta.Berry.

— Onde está você agora?

— Estou no O'Malley, um pouco ao norte do apartamento da Srta. Berry, — diz ele e ruídos altos e de um locutor de basquete, possivelmente vindos de uma TV, podem ser ouvidos ao fundo.

— Qualquer sinal dela? — Pergunto andando para lá e para cá de novo ao lado do piano.

— Eu ainda estou procurando senhora. Eu verifiquei mesmo o banheiro feminino, — diz ele envergonhado. Eu ouço as portas duplas abrindo para o salão. Minha cabeça vira rapidamente, e aí está Rachel muito bêbada!

— Ela está aqui, — eu grunho para Puck, e desligo o telefone.

Dirijo-me a Rachel e encaro-a com ferocidade. — Onde você estava? — Eu pergunto-lhe fumegando de raiva.

Ela balança onde ela está de pé, com os olhos piscando.

— Você bebeu? — Pergunto com raiva. Ela não deveria estar bebendo excessivamente assim! Nós concordamos sobre isso. Era uma das regras. Eu sei que nós não as seguimos mais, mas é bom senso!

— Um pouco, — ela responde dando de ombros. Ela está me fazendo ficar fodido de raiva. Sempre desobedecendo, sempre fazendo o que ela quer fazer! Eu corro a mão pelo meu cabelo, em completa impotente exasperação. Eu não posso nem mesmo ir em direção a ela, porque eu estou muito zangado. Ela vai ficar com medo de mim e partir!

— Eu falei para você voltar para cá. — eu digo em voz ameaçadoramente tranquila. — São dez e quinze. Estava preocupada com você.

— Eu fui para uma bebida... — ela diz, então, emenda, — ou três, com Blaine enquanto você estava cuidando da sua... ex, — ela sibila venenosamente. — Não sabia por quanto tempo você ia ficar com...,- diz ela engolindo. Sua boca faz um pequeno 'o' exalando um pouco de ar tóxico de seu corpo. Então, ela continua, — ...com ela, — completamente desistindo, triste e derrotada.

Oh, não! não! não! Não faça isso comigo! Não desista de mim!

Eu estreito meus olhos e olho para ela tentando avaliá-la, não querendo que ela fuja. Eu dou alguns passos lentos em direção a ela, mas percebendo sua postura, eu paro.

— Por está falando assim?

Ela encolhe os ombros, exausta, e olha para baixo para os dedos como se eles possuíssem as respostas que ela está procurando. Ela está saindo fora do seu corpo, fora da sua mente, fora do nosso relacionamento!

— Rach, qual o problema? — Pergunto com horror na minha voz.

Ela só fica lá, olhando para os nós dos dedos, não querendo olhar para os meus olhos. Ela finalmente levanta a cabeça e engole.

— Onde está a Ashley?

— Num hospital psiquiátrico em Fremont, — eu digo tentando decifrar sua expressão. Ela está desconectada de mim. Tentando distanciar-se emocionalmente.

— Rach, o que houve? — Eu pergunto. Eu não posso suportar a distância entre nós. Eu tive uma noite de merda. Meu passado está correndo para o meu futuro como um trem desgovernado e eu não tenho nenhuma maneira de pará-lo! Eu me movo justo para frente de Rachel: — Qual o problema? — Eu respiro.

Ela balança a cabeça tristemente, engolindo em seco.

— Eu não sirvo para você, — ela sussurra.

— O quê?- Eu respiro, completamente alarmada. Eu não posso passar por isso! Ela não pode dizer isso para mim! Será que ela não sabe o quanto eu a amo? Ela não sabe que eu estava pronto para morrer por ela hoje à noite? — Por que você acha isso? Como você pode pensar isto, Rach?

— Não posso ser tudo o que você quer, — diz ela.

Como ela sabe o que está nas profundezas do meu coração?

— Você é tudo o que eu quero... tudo o que eu quero.

— Só de ver você com ela... — ela diz se calando incapaz de trazer o resto de seu pensamento. Seus olhos estão tristes, o rosto amassado em agonia.

— Por que você faz isso comigo, Rach, ? — Eu digo em agonia absoluta. — Isso não tem nada a ver com você, Rach. Tem a ver com ela, — eu digo disposta a que ela entenda que eu estava tentando fazer algo certo, ajudar alguém que já esteve na minha vida. – Ela está doente, — eu tento explicar a ela.

— Mas Quinn, eu senti... eu senti o que vocês dois tiveram juntas... — ela se cala tristemente, sua decisão já tomada.

— O quê? Não! — Eu tento alcançá-la, fecho a curta distância entre nós, que já está se sentindo como de milhas de distância, mas ela dá um passo para trás, imediatamente se distanciando do meu alcance. Oh Deus! Não! Seria melhor se ela me batesse. O único passo que ela deu para longe de mim drena toda a minha energia de minhas pernas, eu deixo cair automaticamente minhas mãos ao meu lado. Chocada, preocupada, doente, eu pisco com a compreensão. Ela não me quer! Deus! Ela não me quer mais! Eu não posso viver sem ela! Eu entro em pânico como eu nunca entrei em pânico antes; a dor de ela me deixar de novo, eu sinto o meu mundo desmoronando em torno de mim mais uma vez.

— Você está indo embora? — Eu sussurro. O medo de sua ausência é muito grande, eu não posso suportá-lo. Eu morreria! Ela não pode me deixar! Ela apenas não pode! Ela está me crucificando por ajudar Ashley! Não me deixe, Rachel. Eu só estou apaixonada por você... só você! Ninguém mais... nem uma única alma em todo o universo, apenas você! Quando eu a vi, que eu a encontrei, eu tinha medo de conhecê-la. Quando eu encontrei você de novo, eu estava com medo de beijá-la... Quando beijei você, finalmente, no elevador do Heathman, eu estava com medo de a amar, e agora que eu a amo, eu tenho medo de perdê-la. Não me faça perder você! Você é a única pessoa que pode me machucar como ninguém mais pode!

Eu estava tentando ajudar alguém que já esteve uma vez na minha vida... Mas você não entendeu e confundiu com outra coisa. Eu só amo você! Eu só estou fodido de medo de mostrar a você quem eu realmente sou, porque se eu fizer isso, você pode não gostar, e isso é tudo o que tenho! Eu sou indigno, eu sei disso... mas, o meu amor por você é algo tão ruim para você ficar por perto? Não mate a minha alma aqui, Rach, eu imploro!

Minha mente está correndo a mil por hora, e minha boca tem um monte de recuperação para fazer... Tudo o que posso expressar é: — Você não pode, — em um apelo.

— Quinn, eu... — diz ela confusa. — Eu... — ela não pode nem mesmo trazer o resto de seus pensamentos. Ela não quer nada comigo.

— Não! Não! Não! — Eu lamento em uma grande agonia; não é como se alguém está me deixando, mas como se alguém morreu, e eu estou irrecuperável. Não me deixe! A maior miséria do mundo para mim é te perder, você não entende? Assombre-me! Me machuque! Bata-me! Me quebre! Me deixe zangado! Me enlouqueça! Mas não me deixe! Fique sempre comigo! Você vai me deixar em um inferno eterno... completamente perdida se eu não posso encontrá-la e tê-la! Eu não posso viver sem minha vida! Você é minha alma, e se você me tirar isso, eu estaria pior do que como quando você me encontrou! Todas as minhas faculdades estão perdidas, e eu estou à beira de minha destruição... Por favor, Deus! Faça ela ficar comigo! Faça-a ver o quanto eu a amo..

.

Eu olho ao redor com olhos perplexos, meio enlouquecidos... implorando a Deus para ver a minha agonia! Esta miséria que tudo consome está me matando! Ela está quebrando meu coração e despedaçando minha alma! Você me ama, Rach! Não traia seu próprio coração! Que direito você tem de me deixar? Deus! Você está infligindo isso a nós! Toda vez que fica difícil, você me deixa!

— Você não pode ir, Rachel! Eu te amo!

— Eu também te amo Quinn. É só que... — diz ela e eu a corto.

— Não! Não! — Eu chafurdo em desespero colocando ambas as mãos na minha cabeça esfregando para frente e para trás. Eu prefiro morrer! Eu prefiro morrer do que você me deixar! Não faça isso. Apenas. não. me. deixe...

— Quinn...

— Não! — Eu respiro, todo o poder e energia deixando meu corpo. Desesperada, como nunca me senti antes. Meus olhos arregalados de pânico, minha respiração irregular, o meu coração está pronto para alçar vôo para fora do meu peito, e de repente eu percebo que eu tenho que tê-la de qualquer maneira que eu puder. Se ela me quer como escrava, eu serei sua escrava. Se ela quiser bater a merda fora de mim, eu estou pronto para submeter-me. Se ela quiser me punir por meus pecados, estou aqui para fazer o que ela quiser. Assim, não, me, deixe... Fique sempre comigo. De qualquer maneira que você possa...

Eu caio de joelhos na frente dela, inclinando a cabeça, sentado sobre os calcanhares, enquanto meus dedos se espalham nas minhas coxas. Eu tomo uma respiração profunda, e torno-me a sua escrava submissa que eu fui uma vez. Para Rachel. Agora, ela pode me punir pelo que fiz de errado. Ela pode me tomar, me chutar, me bater, me amar, me usar. Faça o que quiser comigo, Rachel! Me ame ou me mate! Mas deixo isto em suas mãos. Porque se você sair daqui, eu já estou morto!

Eu finalmente coloco meu corpo na minha postura submissa, uma escrava pronto para obedecer a qualquer ordem, sem qualquer escrúpulo ou pensamento. Sem quaisquer direitos. Minha respiração alivia e minha consciência confirma. Olhando para baixo, obediente. Pronto para suas ordens. Pronto para suas punições. Pronto para minha Ama. Eu sou sua escrava.

POV RACHEL

— Quinn! O que você está fazendo?

Ela continuar a olhar para o chão, sem erguer os olhos para mim.

— Quinn! O que você está fazendo? – repito, numa voz aguda. Ela não se move. – Quinn, olhe para mim! – ordeno, em pânico.

Ela ergue a cabeça, sem qualquer hesitação, e me encara passiva com seus olhos frios... Está quase serena, em expectativa.

Puta merda... Quinn. A submissa.

Notas finais
Então?? Rachel insegura. Fabray a submissa!!!! MOMENTO JABÁ!!!!!! (Pra quem não sabe eu continuei postando A melhor amiga da noiva e My biology pelo outro perfil também. pra quem ainda não viu é quiser acompanhar.... Segue link: One shot: https://fanfiction.com.br/historia/595911/These_Four_Walls/ My Biology 2 temporada( atualizei hoje também): https://fanfiction.com.br/historia/685221/My_Biology_2_Temporada_-_Faberry/ A Melhor Amiga da Noiva: https://fanfiction.com.br/historia/684744/A_Melhor_Amiga_da_Noiva/ Lembrando que meu perfil no Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Lookafterachele ( la também estou postando todas as historias. Agradecimento: Quero agradecer à quem acompanha minhas fics.. principalmente essa daqui.. quem leu desde a primeira temporada pelo fic. net.. Amo cada um de vocês!! Até breve amores ♥ XOXO