My Dark Word

15 14 - Dreaming With a Broken Heart


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEE DEMOREI.. BUT ESTOU AQUI!! Sem enrolação babys!! Notas finais! Enjoy, kids!!

RACHEL POV

— Você falou com ela hoje? – pergunto a Quinn enquanto esperamos pela Mrs. Robinson.

— Falei.

— O que você disse?

— Falei que você não quer se encontrar com ela, e que eu entendo os seus motivos. Falei também que não gosto que ela aja pelas minhas costas – responde ela, o rosto impassível, sem revelar nada.

Bom.

— E o que ela respondeu?

— Ela me dispensou de um jeito que só Charlize é capaz de fazer. – Ela franze os lábios numa linha fina.

— Por que você acha que ela veio aqui?

— Não tenho ideia. – Quinn dá de ombros.

Puck entra na sala de estar de novo.

— A Sra. Theron – anuncia.

E aqui está ela...

Por que tem de ser tão atraente? Está toda de preto: calça jeans justa, uma camisa que realça o corpo perfeito e o cabelo numa moldura brilhante e sedosa.

Quinn me puxa para junto de si.

— Charlize – diz, a voz soando intrigada.

Ela me olha boquiaberta, paralisada. E pisca por um instante antes de encontrar o que dizer.

— Desculpe. Não sabia que você estava acompanhada, Quinn. É segunda-feira – diz ela, como se aquilo esclarecesse por que está ali.

— Namorada – responde Quinn à guisa de explicação, inclinando a cabeça para o lado e abrindo um sorriso despreocupado na direção dela.

Um sorriso lento e radiante, dirigido inteiramente a ela, abre-se no rosto de Charlize. É tão irritante.

— Claro. Oi, Rachel. Não sabia que você estaria aqui. Sei que não quer falar comigo. Aceito isso.

— Aceita? – questiono calmamente, fitando-a e surpreendendo a todos nós.

Franzindo a testa de leve, ela avança mais para dentro do cômodo.

— Sim, já entendi a mensagem. Não vim aqui para ver você. Como eu disse, Quinn raramente está acompanhada durante a semana. – Ela para. – Estou com um problema e preciso conversar com ela a respeito.

— Ah? – Quinn se ajeita. – Aceita uma bebida?

— Sim, por favor – murmura ela, agradecida.

Quinn serve uma taça de vinho enquanto Charlize e eu permanecemos de pé, encarando-nos desconfortavelmente. Ela brinca com um anel grosso de prata no dedo médio, e fico sem saber para onde olhar. Por fim, ela me lança um sorriso contrito e se aproxima da bancada da cozinha, sentando-se no banco da ponta. Obviamente conhece bem o lugar e se sente à vontade na casa.

Será que eu fico? Ou devo me retirar? Ah, isso é tão dificl. Meu inconsciente faz a cara mais hostil que pode na direção dela.

São tantas coisas que quero dizer a essa mulher, nenhuma delas é agradável. Mas ela é amiga de Quinn – sua única amiga -, e mesmo com todo o ódio que sinto, sou educada por natureza. Decido ficar, e me sento no banco que Quinn desocupou com o máximo de elegância de que sou capaz. Quinn serve mais vinho em nossas taças e se senta no banco entre nós duas. Será que Quinn percebe como está situação é embaraçosa?

— Qual o problema? – Quinn pergunta.

Charlize me olha um tanto nervosa, e Quinn estende o braço, segurando minha mão.

— Rachel está comigo agora – diz Quinn, respondendo à sua pergunta não dita e apertando meus dedos. Fico vermelha, e meu inconsciente sorri para ela, abandonando sua expressão de raiva de um instante atrás.

A expressão de Charlize se suaviza como se ela estivesse feliz por Quinn. Feliz de verdade. Ah, não consigo entender essa mulher, e fico desconfortável e irritável na presença dela.

Ela respira fundo e se ajeita no banco, sentando-se na beira e parecendo agitada. Depois dá uma olhada rápida para as próprias mãos e começa a girar freneticamente o anel de prata.

Qual o problema dela? É a minha presença? Sou eu quem está causando isso nela? Porque me sinto do mesmo jeito – não a quero aqui. Ela ergue o rosto e encara Quinn bem nos olhos.

— Estou sendo chantageada.

Puta merda. não era bem o que eu esperava ouvir. Quinn se enrijece. Será que alguém descobriu sua propensão para espancar e foder menores de idade? Contenho minha repugnância em um pensamento rápido a respeito do troco sendo dado pelas atitudes dela me passa pela cabeça. Meu inconsciente esfrega as mãos com deleite mal disfarçado. Que bom.

— De que forma? – pergunta Quinn, o medo transparece em sua voz. Ela enfia a mão na imensa bolsa de couro de marca e puxa um bilhete, entregando-a a Quinn.

— Coloque aqui, na bancada. – Quinn aponta para o balcão com o queixo.

— Não quer tocar?

— Não. Impressões digitais.

— Quinn, você sabe que não posso levar isso à polícia.

Por que estou ouvindo isso? Ela está comendo algum outro pobre garoto(a).

Ela coloca o papel diante de dela, e Quinn se aproxima para ler.

— Estão pedindo só cinco mil dólares – diz, quase que distraidamente. – Tem alguma ideia de quem seja? Alguém do grupo?

— Não – diz ela, com sua voz mais gentil e delicada.

— Dustin ?

Dustin? Quem é Dustin?

—O quê? Depois de todo esse tempo? Acho que não – balbucia ela.

— Lauren já sabe?

— Não contei ainda.

Quem é Lauren?

— Acho que ela deveria saber – diz Quinn. Charlize balança a cabeça, e agora me sinto como se estivesse me intrometendo. Não quero me envolver nisso. Tento soltar a mão de Quinn, mas ela me aperta com força e se vira para mim.

— O que foi? – pergunta.

— Estou cansada. Acho que vou dormir.

Seus olhos me estudam, mas à procura de quê? Censura? Aceitação? Hostilidade? Mantenho a expressão o mais neutra possível.

— Tudo bem – diz ela. – Não vou demorar.

Ela me solta e eu fico de pé. Charlize me olha com cautela. Fico ali, pressionando os lábios, fitando-a de volta, impassível.

— Boa noite, Rachel. – Ela me lança um leve sorriso.

— Boa noite – murmuro, e minha voz soa fria. Viro-me para deixar o cômodo. É muita tensão para que eu possa suportar. Assim que começo a caminhar, elas continuam a conversa.

Acho que eu não posso fazer muita coisa, Charlize – diz Quinn. – Se é uma questão de dinheiro... – E a voz dela fica baixa. – Posso pedir a Mike para investigar.

— Não, Quinn, só queria dividir isso com você – diz Charlize.

Já fora da sala, ouço-a dizer:

— Você me parece muito feliz.

— Estou – responde Quinn.

— Você merece.

— Queria que isso fosse verdade.

— Quinn. – repreende-a Charlize.

Paro e fico ouvindo com atenção. Não consigo evitar.

— Ela sabe o quão negativa você é a respeito de si mesmo? Sobre os seus problemas?

— Ela me conhece melhor do que ninguém.

— Ai! Essa doeu.

— É verdade, Charlize. Não preciso fazer joguinhos com ela. E estou falando sério, deixe Rachel em paz.

— Qual o problema dela?

— Você... O que nós tivemos. O que nós fizemos. Ela não entende.

— Faça-a entender.

— Isso é passado, Charlize, e por que eu iria querer corrompê-la explicando a relação doentia que tivemos? Ela é boa, gentil e inocente, e, por algum milagre, me ama.

— Não é milagre nenhum, Quinn – zomba Charlize, bem-humorada. – Tenha um pouco de fé em si mesma. Você é um partido e tanto. Já falei isso inúmeras vezes. E ela também parece ótima. Forte. Alguém que vai estar do seu lado.

Não consigo ouvir a resposta de Quinn. Então eu sou forte, é? Realmente não me sinto forte.

— Você não sente falta? – Continua Charlize.

— De quê?

— Do quarto de jogos.

Prendo a respiração.

— Isso realmente não é da sua conta – rebate Quinn.

Ah.

— Desculpe. – Ela ri com desdém e sem muita sinceridade.

— Acho melhor você ir embora. E, por favor, telefone antes de aparecer de novo.

— Desculpe, Quinn – diz ela, e, pelo tom, dessa vez parece estar sendo sincera. – Desde quando você é assim tão sensível? – Charlize está repreendendo-a de novo.

Charlize, nós temos uma relação de trabalho que tem beneficiado incrivelmente a nós duas. Vamos manter as coisas assim. O que aconteceu entre a gente é passado. Rachel é o meu futuro, e eu não vou arriscar isso de forma alguma, então chega dessa merda.

Sou o futuro dela!!

— Entendi.

— Olhe, sinto muito pelo seu problema. Talvez você tenha que encarar a situação e pagar pra ver – diz, o tom de voz mais amena.

— Não quero perder você, Quinn.

— Não sou seu para você perder, Charlize – responde Quinn.

— Não foi o que quis dizer.

— E o que você quis dizer? – pergunta Quinn bruscamente, irritada.

— Olhe, não quero discutir com você. Sua amizade significa muito para mim. Vou deixar Rachel em paz. Mas estarei aqui se você precisar de mim. Sempre.

— Rachel acha que você me viu no sábado passado. Você ligou, foi só isso. Por que você falou para ela que encontrou comigo?

— Queria que ela soubesse o quão perturbada você ficou quando ela foi embora. Não quero que ela magoe você.

— Ela sabe. Eu mesma falei. Pare de interferir. Falando sério, você está parecendo uma mãe dominadora. – Quinn soa resignada, e Charlize ri, mas sua risada tem um quê de tristeza.

— Eu sei. Desculpe-me. Você sabe como eu me preocupo com você. Nunca achei que você fosse se apaixonar, Quinn. É muito gratificante ver isso. Mas eu não suportaria se ela machucasse você.

— Estou assumindo os riscos – responde ela secamente. – Agora, tem certeza de que não quer que Mike dê uma pesquisada no assunto?

— Imagino que não faria mal algum. – Charlize suspira pesadamente.

— Certo. Falo com ele amanhã de manhã.

Fico ali, escutando a discussão delas, tentando decifrar as duas. Elas realmente parecem celhas amigas, como Quinn me descreveu. Apenas amigas. E ela se preocupa com a Quinn... talvez demais. Mas pode alguém que a conhece não se preocupar com ela?

— Obrigada, Quinn. E desculpe. Não queria atrapalhar vocês. Estou indo. Da próxima vez eu ligo.

— Ótimo.

Ela está indo embora! Merda! corro pelo corredor na direção do quarto de Quinn e me sento na cama. Ela entra momentos depois.

— Ela já foi –diz com cautela, avaliando minha reação.

Ergo o olhar para ela, tentando formular minha pergunta.

— Você pode me contar mais sobre Charlize? Estou tentando entender por que você acha que ela a ajudou. – Paro, ponderando com cuidado sobre minha próxima frase. – Eu abomino essa mulher, Quinn. Acho que ela causou danos irreparáveis. Você não tem amigos. Ela a afastou das outras pessoas?

Quinn suspira e corre os dedos pelo cabelo.

— Por que diabos você quer saber sobre ela? Tivemos um longo caso, ela me batia para caralho com frequência, e eu comia ela de maneiras que você nem pode imaginar. Fim de papo.

Fico pálida. Merda, ela está com raiva – de mim. Pisco para ela.

— Por que está com tanta raiva?

— Por que aquela merda toda já acabou!— grita, furiosa. Ela suspira de exasperação e balança a cabeça.

Agora estou lívida. Merda. encaro minhas mãos cruzadas em meu colo. Só quero entender.

Ela se senta ao meu lado.

— O que você quer saber? – pergunta, exausta.

— Você não precisa me dizer nada. Não quero me meter.

— Rachel, não é isso. Não gosto de falar dessa droga. Vivi numa bolha durante anos sem que nada me afetasse e sem precisar me justificar para ninguém. Ela sempre esteve do meu lado, como uma espécie de confidente. E agora meu passado e meu futuro estão colidindo de um jeito que nunca achei que fosse possível.

Dou uma olhada para ela e vejo que está me encarando, os olhos arregalados.

— Nunca achei que fosse ter um futuro com alguém, Rachel. Você me dá esperança e me faz pensar sobre todas as possibilidades. – Ela se cala.

— Eu estava ouvindo – sussurro e volto a encarar minhas mãos.

— O quê? A nossa conversa?

— É.

— E ai? – Ela parece resignada.

— Ela se preocupa com você.

— É, ela se preocupa. E eu me preocupo com ela, do meu jeito, mas isso não chaga perto do que sinto por você. Se o problema for esse.

— Não estou com ciúmes. – Fico magoada que ela pense isso... ou será que estou com ciúme? Merda. talvez seja isso. – Você não ama Charlize. – murmuro.

Ela suspira de novo. Está mesmo com raiva.

— Há muito tempo eu achei que a amava – diz, entre os dentes.

Ah.

— Quando estávamos na Geórgia... Você disse que não a amava.

— É verdade.

Franzo a testa.

— Eu já amava você, Rachel – sussurra ela. – Você é a única pessoa por quem eu viajaria cinco mil quilômetros.

Meu deus. Não entendo. Ela ainda queria que eu fosse submissa dela naquela época. Franzo ainda mais a testa.

— O que eu sinto por você é muito diferente de qualquer coisa que já senti por Charlize – diz ela, tentando explicar.

— E quando você ficou sabendo disso?

— Ironicamente, foi a própria Charlize quem me falou! – Ela dá de ombros. – Ela me encorajou a ir até a Geórgia.

Eu sabia! Lá mesmo em Savannah eu já sabia disso. Olho para ela, mantendo o olhar vazio.

Como interpretar isso? Talvez Charlize esteja do meu lado e só tenha medo de que eu machuque Quinn. A ideia é dolorosa. Eu jamais iria querer machucá-la. Ela tem razão... Quinn já sofreu demais.

Talvez Charlize não seja tão má assim. Balanço a cabeça. Não quero aceitar o relacionamento que elas tiveram. É algo que desaprovo. Sim, é isso. Ela é uma figura repugnante que se aproveitou de uma garota vulnerável, roubando a adolescência dela, não importa o que Quinn diga.

— Então você a desejava? Quando era mais nova.

— Sim.

Ah.

— Ela me ensinou muita coisa. Ensinou-me a acreditar em mim mesma.

Ah.

— Mas ela também bateu muito em você.

— É, bateu. – Ela sorri com afeto.

— E você gostava?

— Naquela época, sim.

— tanto que você quis fazer isso com outras pessoas?

— É. – Ela arregala os olhos, com seriedade.

— E ela ajudou você com isso?

— Ajudou.

— Ela foi sua submissa?

— Sim.

Puta merda.

— E você espera que eu goste dela? – minha voz soa frágil e magoada.

— Não, embora isso fosse facilitar e muito a minha vida. – diz ela, com cautela. – Entendo sua hesitação.

— Reticência! Meu Deus, Quinn... se ela tivesse feito isso com um filho ou uma filha sua, com você se sentiria?

Ela pisca para mim como se não tivesse intendido a pergunta. E então franze a testa.

— Eu não precisava ter ficado com ela. A escolha também foi minha, Rachel – murmura.

Isto não está levando a lugar nenhum.

— Quem é Dustin?

— O ex-marido dela.

— E Lauren?

— A submissa atual dela.

Ah, não.

— Lauren tem vinte tantos anos, Rachel. É uma adulta que sabe o que está fazendo –acrescenta depressa, decifrando com precisão a minha expressão de nojo.

— Da mesma idade que você. – murmuro.

— Olhe, Rachel, com falei para ela, ela é parte do meu passado. Você é o meu futuro. Não deixe que ela atrapalhe isso, por favor. E, sinceramente, já cansei desse assunto. Preciso trabalhar. – Ela fica de pé e me encara. – Esqueça isso. Por favor.

Eu a encaro, obstinada.

— Ah, já ia me esquecendo –acrescenta ela. – Seu carro chegou um dia antes. Está lá na garagem. A chave está com Puck.

Uau.. Saab?

— Posso dirigir amanhã?

— Não.

— Por que não?

— Você sabe por quê. O que me faz lembrar: se for sair do escritório, avise-me. Ryder estava lá, vigiando você. Aparentemente não posso confiar em você para cuidar de si mesma sozinha. – Ela faz cara feia, fazendo-me sentir feito uma criança levada... de novo. E eu teria discutido a respeito, mas ela já está tão nervosa por causa do assunto, Charlize, que não quero pressioná-la mais ainda, mas não consigo evitar comentário.

— Parece que eu também não posso confiar em você – murmuro. – Você podia ter me avisado que Ryder estava me vigiando.

— Você quer brigar por causa disso também? – rebate ela.

— Não achei que estivéssemos brigando. Achei que estivéssemos conversando – murmuro, petulante.

Ela fecha os olhos por um instante para conter a raiva. Engulo em seco e a observo, ansiosa. A reação dela é imprevisível.

— Tenho que trabalhar – diz, com calma, e deixa o quarto.

Solto o ar. Não tinha percebido que estava prendendo a respiração. Jogo-me para trás, na cama, e fico encarando o teto.

Será que algum dia vamos ter uma conversa normal, sem descambar para uma briga? É tão cansativo.

Nós simplesmente não nos conhecemos direito. Será que quero mesmo morar com ela? Nem sei se eu deveria preparar um chá ou um café para ela enquanto trabalha. Será que posso interrompê-la? Não tenho ideia do que ela gosta ou não.

Está claro que ela cansou do assunto Charlize... e tem razão. Preciso seguir em frente. Deixar isso para trás. Bem, pelo menos ela não espera que eu seja amiga dela. E tomara que agora ela pare de me atazanar para marcar um encontro.

Levanto-me da cama e vou até a janela. Abro a porta da varanda e caminho até a balaustrada de vidro. Sua transparência é enervante. Aqui no alto, o ar é frio e fresco.

Observo as luzes cintilantes de Seattle. Ela se mantém tão longe de tudo, aqui em cima, na sua fortaleza. Não precisa se explicar a ninguém. Ela tinha acabado de dizer que me ama, e então toda essa porcaria vem à tona por causa dessa mulher terrível. Reviro os olhos. A vida é tão complicada. E Quinn é tão complicada.

Com um suspiro profundo e um último olhar para a cidade de Seattle, esparramada feito tecido dourado aos meus pés, decido ligar para Leroy. Já faz um tempo que não falo com ele. A conversa é curta, como de costume, mas fico sabendo que ele está bem, e que estou lindando no meio de uma partido importante de poker.

— Espero que esteja tudo bem com Quinn – diz ela, casualmente, e sei que está jogando verde para obter informações, embora na verdade ele não queira saber.

— É. Estamos bem. – Mais ou menos, e estou indo morar com ela. Embora a gente não tenha decido quando. – Amo você, pai.

— Também amo você, Era.

Deligo e verifico as horas. São apenas dez da noite. A nossa briga me deixou estranhamente irritada e inquieta.

Tomo banho rápido e volto para o quarto, decidindo colocar uma das camisolas que Calorine Acton escolheu para mim na Neimam Marcus. Quinn está sempre reclamando da camisetas. São três. Escolho a rosa-clara e a visto, passando-a pela cabeça. O tecido desliza, acariciando e aderindo-se à minha pele ao escorregar por meu corpo. Dá uma sensação luxuosa: o cetim mais fino e delicado. Uau! Olho-me no espelho e pareço uma atriz de cinema dos anos trinta. A camisola é longa, elegante.. e não tem nada a ver comigo.

Pego o robe do conjunto e decido procurar por um livro na biblioteca. Podia ler no meu iPad, neste instante, preciso do conforto e a segurança de um livro físico. Vou deixar Quinn sozinha. Talvez ela recupere o bom humos quando estiver terminado de trabalhar.

A biblioteca de Quinn tem tantos livros. Verificar titulo por titulo vai demorar uma eternidade. Dou uma olhada de relance para a mesa de sinuca e fico vermelha ao lembrar nossa ultima noite. Sorrio quando vejo que a régua ainda está no chão. Abaixo-me para pegá-la e bato um pouco mais forte contra a palma da mão. Ai! Doi!

Por que não consigo suportar um pouco mais de dor pela minha mulher? Desconsolada, deixo a régua sobre a mesa e continuo em minha busca por uma boa leitura.

A maioria dos livros são primeiras edições. Como ela pode ter acumulado uma coleção como está em tão pouco tempo? Talvez o trabalho de Puck inclua a compra de livros. Decido-me por Rebecca, de Daphne du Maurier. Já faz tempo que li esse livro. Sorrio ao me ajeitar numa poltrona estofada e ler a primeira linha:

‘’Na noite passada, sonhei que estava em Manderley novamente...’’

POV QUINN

Minha mente não está se concentrando, mas devo. Eu tenho que limpar a merda dessa noite sem enlouquecer. Qual a melhor maneira de fazer isso que não seja lendo sobre os mercados emergentes do mundo? Eu mergulho pelas próximas duas horas lendo sobre país após país. Até o momento eu que eu termino de ler o relatório, passa da meia-noite. Minha mente está limpa da desordem do começo da noite, e eu sinto falta de Rachel. De repente, eu sinto vontade de segurá-la em meus braços e beijá-la. Eu fecho meu laptop e me encaminho para o meu quarto.

Rachel não está aqui. Oh merda! Onde ela poderia ter ido? A primeira coisa que me vem à mente é que ela partiu, e me deixou. É claro que ela faria isso! Eu nunca irei me perdoar pela maneira como saí da sala, dizendo a ela que eu estava cansado de falar com ela sobre Charlize! A verdade da questão é que eu estou com medo de falar sobre o meu passado... assustado até o âmago. Há um monte de merda que eu quero esconder de Rachel. Por que ela me quereria, se ela descobrisse? Descobrir a desagradável fodida filha-de-uma-puta-de-crack que eu era!

Rachel não está aqui. Oh merda! Onde ela poderia ter ido? A primeira coisa que me vem à mente é que ela partiu, e me deixou. É claro que ela faria isso! Eu nunca irei me perdoar pela maneira como saí da sala, dizendo a ela que eu estava cansado de falar com ela sobre Charlize! A verdade da questão é que eu estou com medo de falar sobre o meu passado... assustado até o âmago. Há um monte de merda que eu quero esconder de Rachel. Por que ela me quereria, se ela descobrisse? Descobrir a desagradável fodida filha-de-uma-puta-de-crack que eu era! Rachel não está aqui. Oh merda! Onde ela poderia ter ido? A primeira coisa que me vem à mente é que ela partiu, e me deixou. É claro que ela faria isso! Eu nunca irei me perdoar pela maneira como saí da sala, dizendo a ela que eu estava cansado de falar com ela sobre Charlize! A verdade da questão é que eu estou com medo de falar sobre o meu passado... assustado até o âmago. Há um monte de merda que eu quero esconder de Rachel. Por que ela me quereria, se ela descobrisse? Descobrir a desagradável fodida filha-de-uma-puta-de-crack que eu era!

Por que ela iria querer ter algo a ver comigo?

As roupas que ela estava antes estão sobre a cama. Eu olho em volta, verificando o closet. Nada parece fora de ordem. Oh merda! Ela provavelmente ficou muito brava, e mudou para um jeans e uma t-shirt, e partiu! Enquanto eu estou no closet nervosa como o inferno, eu pego o meu Blackberry. Com dedos trêmulos eu pressiono o botão de discagem rápida # 1. Eu ouço "Your Love is King" tocar dentro... do meu quarto? Volto para o quarto, e recupero seu Blackberry de sua bolsa. Sim, eu a estou chamando... seus pertences pessoais, incluindo sua bolsa e Blackberry estão aqui. Estupefata, eu desligo meu telefone.

Onde ela poderia ter ido? Se ela deixou a bolsa e telefone aqui, ela não pode ter ido longe. Bem, o telefone talvez não. Ela deixou o telefone dela aqui comigo quando ela me deixou. Talvez ela só queira ficar longe de mim esta noite... Talvez ela esteja muito brava depois de todo o dia de merda, Charlize aparecendo, e eu a repreendendo por causa da inquisição sobre Charlize. Eu corro para ver se ela está em seu antigo quarto. O quarto está arrumado como se ninguém tivesse tocado. A cama está feita e limpa. Lençóis brancos e colcha, impecáveis desde que a Sra. Jones colocou lá. O quarto está desprovido de qualquer coisa de Rachel. Sem nada de sua presença, nem mesmo o cheiro dela está aqui. Meu coração está disparado. Eu corro para a sala de jogos, mas a porta não está aberta. O único outro lugar que ela poderia ir é a biblioteca, e eu me encaminho para a biblioteca nervosamente. Se ela não estiver lá, eu tenho que pegar Puck e os seguranças. Minha mente está enlouquecendo! Eu só lembro que a porra da porta da varanda estava aberta no meu quarto.

Eu corro de volta para o quarto, e verifico a porta da varanda, que ainda está escancarada como uma pergunta sinistra. Porra! Será que Ashley veio e pegou Rachel? Como eu não percebi isso? Minhas mãos correm para o meu rosto, e eu cubro em concha meu rosto com minhas mãos, com força, levando-as através do meu cabelo. Mas, as roupas de Rachel estão na cama. Será que Ashley ia fazê-la mudar de roupa para levá-la? Isso não faz sentido. Meu coração está disparado. Eu tenho mais um lugar para verificar. Deixe-me ver a biblioteca. Se ela não estiver lá, então eu vou me permitir entrar em pânico. Eu corro em velocidade máxima para a biblioteca, o que, naturalmente, não leva muito tempo. Eu abro a porta, e fecho os olhos com alívio total e completo. A visão diante de mim me dá paz, juntamente com contentamento. Graças a Deus!

Rachel está enrolada em uma cadeira estofada com Rebecca, de Daphne Du Maurier, um dos muitos livros de primeira edição que eu tenho. Ela está usando uma longa camisola de cetim rosa pálido com um robe combinando. Ela parece um anjo que caiu no sono. Sexy, cativantemente inocente, e simplesmente adorável. Tudo o que eu quero fazer é ir e segurá-la em meus braços.

Com medo de acordá-la, eu ando para perto dela. Eu lentamente tomo o livro das mãos dela. Meus olhos vagueiam para a página, e eu olho para ela, enquanto minha respiração para, com a linha que meus olhos capturam eu despenco na cadeira mais próxima:

"Eu estou contente que não pode acontecer duas vezes, a febre do primeiro amor. Pois é uma febre, e um fardo, também, não importa o que os poetas possam dizer. "

É isso o que é? Febre do primeiro amor? É o que está me deixando com um ciúme doentio e louco? Enquanto eu me sento na cadeira em frente e observo Rachel, toda enrolada em si mesma, inocente, eu percebo que ela parece ainda mais jovem, infantil mesmo, agora que ela está dormindo.

Eu viro as páginas do livro lentamente. Outra linha atinge-me bem no meu âmago:

"Eu suponho que, mais cedo ou mais tarde, na vida de todo mundo, chega o momento do julgamento. Nós, todos nós, temos o nosso diabo particular que passeia em nós e nos atormenta, e com quem devemos lutar no final."

Está chegando minha batalha em breve, e eu quero saber?

Tudo o que eu quero fazer neste momento é levar a minha mulher de volta para a nossa cama, e segurá-la enquanto esse sentimento de perda permaneça em mim. Eu me inclino para baixo, e tentando não sacudi-la, levanto-a em meus braços. Ela pisca de olhos abertos.

— Hey, — murmuro enquanto ela olha nos meus olhos. — Você dormiu aqui, e eu não conseguia encontrá-la, — eu digo, sem ser capaz de esconder a ansiedade em mim. Meu rosto fuça em seu cabelo, inalando seu perfume característico, me perdendo nela. Ela sorri e levanta os braços em volta do meu pescoço e se agarra a mim, seu nariz em meu pescoço. Somos duas pessoas que inalam uma a outra, inebriadas com o aroma uma da outra. Eu me dirijo para o meu quarto, e deito Rachel na nossa cama depois de puxar o edredom. Ela coloca a cabeça no travesseiro. Eu inclino-me e a beijo na testa, — Durma, baby, — eu sussurro, e enquanto eu acaricio o cabelo dela, ela lentamente fecha os olhos, e volta a dormir.

Sento-me na cama, apenas observando Rachel, meu coração vibrando. Como ela parece pacífica, como eu estava preocupada com o pensamento dela ter ido embora. E o alívio que senti encontrando-a na biblioteca. Eu não sei o que eu faria sem ela. Eu simplesmente não posso existir! Não sem ficar louco. Apenas os poucos minutos que levei para encontrá-la foram um tormento infernal! Como eu poderia atravessar uma... atravessar uma vida inteira? Ela apenas me conquistou por todo o caminho; eu sou dela.

Eu estou bem acordada com preocupação e o sono não me reivindica. Eu fecho a porta da varanda, e certifico-me que está trancada. Eu vou para o closet e dispo as minhas roupas, e apenas coloco minha calça de pijama e uma blusa. Eu saio e olho para Rachel. Por que nós brigamos? Por que eu brigo com ela? Eu odeio brigar com ela! Rasga o meu coração cada vez que chegamos a isto. Eu não gosto de ferir seus sentimentos, mas ninguém mais pressiona meus botões, como ela faz. De fato, as brigas que nós temos não só machucam meu coração, mas machucam cada parte do meu corpo como se tivessem se manifestado fisicamente. Quando ela vai de igual para igual comigo, eu só quero que ela me puxe para ela, e se enrole em torno de mim. Porque o que ela não sabe é que toda vez que eu estou com ela, eu tenho meu coração na minha mão para ela...

O medo de perdê-la está sempre me assombrando, e é por isso que eu brigo com ela contra suas características descontroladamente independentes, como se ela fosse fugir de mim, fugir com alguém. E por que ela não iria, afinal? Eu sou tão indigno de ser amada por alguém como ela!

Eu saio da sala e vou para o meu piano. O piano, afinal, é minha maneira de expressar todas as emoções que eu não estou apto, disposto ou capaz de falar. Ele me permite comunicar as mais sutis verdades sobre mim por meio de metal, madeira, marfim e, claro, vibrando no ar quando eu coloco meus dedos sobre ele. Ele fala por mim quando eu sou incapaz. Ele expressa os gritos de minha alma quando os meus olhos não podem derramar uma única lágrima.

Eu abaixo a tampa do piano para que ele não acorde Rachel, e acendo a pequena bolha de luz sobre o piano, e sento-me no banco e deixo minha alma gritar todas as suas lamentações, tristezas, preocupações e medos.

Eu não sei quanto tempo eu estive tocando uma peça triste após a outra, mas eu sinto seu olhar queimando em mim. Meu peito involuntariamente sobe para acomodar minha respiração acelerada. Eu levanto os olhos e bloqueio o olhar com ela ainda continuando a tocar, querendo que ela ouça os meus medos silenciosos. Ela dá um passo em minha direção, e outro, depois outro. Lentamente, ela se encaminha para mim, enquanto eu a sigo com os meus olhos atentos. Ela chega até mim, e eu paro de tocar.

— Por que você parou? Estava tão bonito, — diz ela em sua camisola de cetim rosa suave, toda sedutora, feminina e tentadora.

— Você tem alguma ideia de como está atraente? — Eu pergunto-lhe em voz baixa.

— Venha para a cama, — ela sussurra. Eu estendo a minha mão para ela, e ela a segura, e no segundo que nos tocamos a curta distância entre nós é muito longe, e grande demais para ser suportável. Puxo sua mão e ela cai no meu colo. Eu envolvo meus braços em torno dela, segurando-a e cheirando seu pescoço bem atrás da orelha. O choque habitual de eletricidade passa através de nossa conexão, fervendo meu sangue.

— Por que a gente briga? — Eu finalmente sussurro para ela. Meus dentes esfregam o lóbulo da orelha.

— Porque nós estamos começando a nos conhecer um a outra, Quinn, e você é teimosa e rabugenta e mal-humorada e difícil, — ela murmura num tom ofegante, enquanto eu acaricio seu pescoço. Ela mexe a cabeça e arqueia o pescoço para permitir um melhor acesso para os meus lábios, me fazendo sorrir.

— Sou tudo isso, Srta. Berry. Não sei como você me aguenta, — eu digo enquanto eu mordisco sua orelha enviando arrepios na sua espinha fazendo-a gemer de desejo. — É sempre assim? — Eu suspiro.

— Não tenho ideia, — ela murmura.

— Nem eu, — eu digo e rapidamente arranco o cinto do robe e ele cai aberto e o que está entre minha mão e o corpo de Rachel é apenas um muito fino, muito frágil pedaço de cetim. Oh Deus! Minha mão se move para cima e para baixo em seu corpo, acariciando, possuindo, tocando, sentindo, acolhendo. Chego até o peito, e com o mais suave toque, o mamilo endurece, e fica tenso contra o cetim fino da camisola. Meus dedos se arrastam até a cintura, e fazem seu caminho para seu quadril, seu sexo.

— Deus, Rachel, você fica tão gostosa com esse tecido, e eu consigo ver tudo... , — eu digo puxando suavemente seus pêlos pubianos apesar do tecido, — Até isso, — eu digo em um sussurro, e ela engasga. Minha outra mão agarra seu cabelo na nuca. Quando eu puxo sua cabeça para trás, eu a beijo ardentemente, dura, e minha língua força o seu caminho para a boca, movendo, clamando, e acariciando incansavelmente, tentando encher um abismo de necessidade que tenho por ela. Ela geme na minha boca, e as mãos dela chegam até o meu rosto, acariciando em resposta às minhas ministrações em seu corpo e em sua boca. Eu puxo sua camisola e minha mão espalma sua nádega redonda acariciando-a, arrastando o meu polegar para cima e para baixo dentro de sua coxa.

Eu quero fodê-la em cima do meu piano. A última vez que eu quis fazer isso me distraí com o contrato, e, em seguida, a surra e ela me deixou... Eu não quero nada para nos distrair agora. Vou fodê-la bem no meu piano, mas em primeiro lugar, eu tenho que aplicar sua punição! Vou tomá-la de uma vez por todas aqui. Eu levanto rapidamente do meu assento e levantando Rachel eu a deposito sobre a tampa do piano. Seus pés estão situados sobre as teclas, criando sons não melodiosos, e eu não dou a mínima para isso. Rachel literalmente me colocou no inferno hoje, e ela me enfrentou de noite. Eu não posso espancá-la ou machucá-la, mas eu ainda posso puni-la. Sexo... sexo é uma grande escolha de arma para punição. Minha vingança fará com que ela implore, docemente torturando-a, no entanto, ainda distante de sua satisfação...

Meus dedos viajam e roçam para cima e para baixo nas pernas, finalmente abrindo os joelhos. Eu rapidamente pego suas mãos, e ordeno a Rachel para deitar em cima do piano. Deixo-a ir, quando ela se deita, eu empurro mais abertas as pernas e os dedos dos pés roçam as teclas do piano de forma irregular. Eu beijo Rachel atrás de seu joelho e lenta, mas seguramente eu viajo para baixo dentro de sua coxa, beijando, mordendo delicadamente, chupando e roçando com os meus dentes. Eu empurro a camisola de cetim para cima lentamente à medida que minha boca viaja até a coxa vagarosamente. Meus lábios finalmente chegam até o local em que suas coxas se encontram, suas flores do sexo abertas brilhando com sua excitação, convidando, chamando-me. Eu esqueço tudo, e beijo-a dentro das dobras de seu sexo, sopro, e minha língua dardeja para fora, e começa a circular seu clitóris, tentando cavar, saboreá-la mais profundamente, reivindicando-a. Eu, automaticamente, empurro mais abertas suas pernas o que faz florescer seu sexo totalmente sob minha boca como a rosa da primavera. Minha língua a fode em todos os sentidos que ela sabe, entrando, circulando, lambendo, sugando, e ela entra no ritmo, seus quadris levantando e atendendo a minha boca, combinando com o ritmo da minha língua e minha boca nunca se consumindo. Seus quadris giram, e eu estou perdida dentro dela, com ela.

— Oh meu Deus! Quinn, por favor! — Ela pede.

— Oh, não, baby, ainda não, — eu digo. Eu não quero que ela goze ainda. Ela não pode gozar. Ela me torturou hoje, e eu vou puni-la com isso. — Está é a minha vingança, Rachel. Sempre que você discutir comigo, eu vou descontá-lo em seu corpo de alguma forma, — eu digo com meus beijos punitivos ao longo de sua barriga, fazendo-a necessitada, devassa, mas longe do alívio. Tão perto, mas tão longe. Minhas mãos deslizam e movem-se habilmente ao longo de suas coxas, enquanto eu estrategicamente paro e amasso e roço e coloco seus nervos em fogo, fazendo-a querer que eu a foda, liberando-a de seu sofrimento, contudo, não há liberação chegando. Minha língua mergulha em seu umbigo enquanto meus dedos dardejam seu sexo, fazendo-a gritar.

— Aah! — com o desejo mais desesperado. Eu circulo tanto minha língua como meus dedos em sincronização, fazendo-a contorcer-se debaixo de mim.

— Quinn, — ela grita para mim desesperada pela liberação. Seu sexo me deixa desejosa, e francamente seus gemidos estão me chamando para reclamá-la, e eu posso marcá-la de dentro para fora, fodê-la em submissão. Argh! Aquele lado meu nunca vai diminuir! Eu quero que ela se submeta a mim em alguns aspectos, e eu adoro quando ela resiste, e discute, e eu adoro quando ela implora, eu adoro quando eu a fodo com ela em obediência assim! Ela me possui, e o que eu quero é tê-la de volta assim! Ela já me marcou na minha alma. Ela é tudo em que eu posso pensar. Ela é tudo o que me consome, e onde quer que eu olhe, eu a vejo.

Eu gemo, e paro minhas ministrações em seu sexo, e levanto-a fora das teclas, empurro e deslizo-a para baixo em cima do piano. Tirando rapidamente a calça do meu pijama, eu a sigo até lá, ajoelhado entre suas pernas, o meu lugar favorito na terra.

Eu olho para baixo para esta deusa, que me possui mesmo quando eu tento fodê-la em sua submissão, e sua conquista de mim tenha sido concluída a partir de dentro. Porque eu sou uma mulher apaixonada! Mesmo a visão dela, o som da sua voz, faz crescer a paixão em mim, me liga, e tudo que eu quero fazer é estar com ela, estar dentro dela, perto dela, e ser consumido com qualquer coisa relacionada a ela. Eu perco a noção de todo o resto. Eu me sinto como uma mulher faminta — faminto de seu carinho.

— Eu te quero demais, — eu digo, e afundo meus dedos nela lentamente, e a fodo de uma forma que reflete a minha fome por ela como se a foda passasse a ter limite máximo, e eu quisesse pegar a mais ampla escolha. Mas eu também quero mostrar a ela com o meu ‘fazer amor’ o quanto eu a amo e a desejo, e o anseio e o desejo em mim. O que começou saboreando, degustando, sentindo, fazendo amor lento, torna-se rapidamente uma possessiva e fodida exigência, e ela quer isto, encontrando-me impulso por impulso com o levantar de seus quadris. Enquanto ela grita meu nome exigindo mais de mim, eu troco de lugar com ela colocando-a em cima de mim, retirando meus dedos de dentro dela, enquanto seus quadris se encaixam em ângulo sobre o meu de modo que nossas intimidades estão em atrito, finalmente, a nossa ruína. À medida que alcançamos nosso ápice, o orgasmo estremece e corre através de nossa conexão, e como um grande choque ele enrola os dedos dos meus pés, e faz um arco de minhas costas enquanto ela rebola cada vez mais rápido. Nós alcançamos o ápice juntas.

Quando o último bit de estremecimento nos atravessa, nós duas deitamos no piano, e de alguma forma ela está em cima de mim, e com cuidado descansa a cabeça contra mim. Quando a nossa respiração fica mais lenta, eu sei que eu a quero assim perto de mim, em todos os momentos. Eu gentilmente, amorosamente acaricio seus cabelos. Ela me faz a pergunta mais estranha pós sexo, em tom sonolento.

— Você costuma beber chá ou café à noite?

— Que pergunta esquisita, — eu digo relaxada.

— Bem, eu pensei em levar uma bebida para você no seu escritório, mas então eu percebi que eu não sei o que você realmente gostaria de beber, — explica ela fazendo meu coração derreter. Ela está pensando em mim.

— Entendo. De noite eu costumo beber água ou vinho, Rach. Mas talvez eu devesse experimentar o chá, — eu digo sabendo que ela gosta de chá, e talvez gostasse de me fazer companhia.

Eu noto que Rachel está fazendo esforço para me conhecer, e eu dificultei os esforços dela esta noite. O pensamento me deixa desamparada, triste. Minha mão se move distraidamente em suas costas, acariciando-a.

— Nós realmente sabemos muito pouco a respeito uma da outra, — ela sussurra refletindo o que eu estava pensando.

— Eu sei, — eu digo em um tom espelhando o meu humor. Ela o capta, e senta-se.

— O que foi? — Ela pergunta. Eu não quero falar sobre isso. Eu balanço minha cabeça. O que diabos eu sou, e é muito fodida, eu conheço uma verdade, e apenas uma, pura e simples:

— Eu te amo, Rachel Berry, — eu digo com todo o meu coração.

Dedos acariciando meu cabelo me acordam. Vejo-me enrolada em Rachel como a bandeira da vitória, e encontro minha mão reivindicando seu peito, enquanto tenho uma perna sobre ela, envolvendo-a e mantendo-a para baixo. Deus! Eu estou atraída por ela acordada ou dormindo.

Eu levanto os meus olhos para ela, e sorrio para ela ainda meio dormindo.

— Bom dia, linda, — eu digo com um largo sorriso.

— Bom dia para você também, lindo , — ela sorri de volta para mim. Eu me inclino e a beijo, retirando as pernas e os braços de cima dela, inclinando-me sobre meu cotovelo eu baixo o olhar para Rachel, que ainda está deitada me fitando

— Dormiu bem? — Eu pergunto. Eu sei, eu dormi.

— Dormi , apesar da interrupção no meio da noite , — Rachel simula reclamar me fazendo sorrir para ela.

— Hmm. Você pode me interromper assim sempre que quiser, — eu digo beijando-a novamente.

— E você? Dormiu bem? — ela me pergunta.

— Eu sempre durmo bem com você, Rachel, — eu respondo, e isso é a verdade de Deus.

— Não teve mais pesadelos? — Ela sonda ainda mais.

— Não, — eu digo. Não com ela. Ela é o meu apanhador de sonhos.

Sua expressão muda para uma preocupada.

— Sobre o que são os seus pesadelos? — Ela pergunta. Lembrando o cafetão, meu rosto cai, e meu sorriso é substituído por uma cara feia.

— São flashbacks... do começo da minha infância, ou foi o que o Dr. Evans me disse. Alguns são bem vividos, outros são menos, — eu digo, o meu olhar viajando como se uma memória fosse exibida aos olhos de minha mente. Sem pensar, eu acaricio sua clavícula com um dedo.

— E você acorda chorando e gritando?, — ela pergunta, em uma piada acanhada.

Eu olho para ela com curiosidade.

— Não, Rachel. Eu nunca chorei. Não que eu me lembre, — eu digo. Não nestas memórias de qualquer maneira. Mas eu não quero dizer a ela como eu estava devastada e incapaz de me conter e chorei por ela. Isto permanecerá em meu coração, e sob as cláusulas dos NDAs de Puck e da Sra. Jones.

— Você não tem memorias felizes da sua infância? — Ela pergunta. Eu penso sobre isso. Havia uma sobre a prostituta drogada.

— Eu me lembro da prostituta viciada cozinhando. Eu me lembro do cheiro disto. Acho que era um bolo de aniversário... para mim. E, claro, há a chegada de Kurt com a minha mãe e meu pai. Minha mãe estava preocupada com minha reação, mas eu adorei o bebezinho logo de cara. Meu pai, Russel disse a você que eu não falei por dois anos. É verdade. Minha primeira... primeira palavra mesmo... foi Kurt. Claro, eu me lembro da minha primeira aula de piano. A Srta. Katie, minha professora, era o máximo. Ela tinha cavalos, também, — eu sorrio lembrando com carinho.

— Você me disse que sua mãe a salvou. Como? — Ela pergunta. Eu acho que a resposta é óbvia. O que aconteceria se Judy Fabray não me adotasse? Eu seguiria o caminho da minha mãe prostituta de crack. Uma viciada em drogas, prostituta.

— Ela me adotou, — eu explico em termos mais simples. "Quando eu a vi pela primeira vez, eu realmente achava que ela era um anjo em sua bata branca. E ela foi muito gentil, calma e suave quando ela me examinou. Eu nunca vou esquecer isso. Se ela dissesse que não ia me adotar, ou se Russel tivesse dito que não... — Eu não posso nem trazer o resto do pensamento em palavras. Seria a minha destruição. E assim ela e Russel me salvaram. Eu não quero pensar sobre toda a merda que poderia ter me acontecido agora no início da manhã. — Isso tudo é um pouco profundo demais para esta hora da manhã, — murmuro.

— Fiz uma promessa de conhecer você melhor, — diz ela em voz baixa.

Fez, é, Srta. Berry? E eu aqui pensando que você queria saber se eu preferia café ou chá, — eu digo sorrindo. — De qualquer forma, sei de um jeito que pode ajudar você a me conhecer melhor, — eu digo enquanto eu empurro meu quadril contra ela.

— Hmm... Acho que já conheço você o bastante bem nesse quesito, Srta. Fabray, — ela provoca.

— Acho que eu nunca vou conhecer você o bastante nesse quesito, — eu murmuro em seu ouvido. – Sem dúvida existem vantagens em acordar ao seu lado, — eu digo sedutoramente.

— Srta. Fabray, estou chocada. Você não tem que se levantar? — Ela pergunta em voz baixa e rouca, e desejosa.

— Não esta manhã, Srta. Berry. Há apenas um lugar onde eu quero estar agora e é em você,- eu digo com libertinagem.

— Quinn, — ela olha boquiaberta para mim, completamente chocada com a minha audácia. E eu passo para cima dela agarrando-lhe as mãos, e quando eu as empurro para o alto de sua cabeça, eu coloco minha reivindicação murmurando:

— Ah, Srta. Berry. Ah, as coisas que eu queria fazer com você, — eu sussurro. É tempo de conquistar.

APÓS A DUCHA ESTAR VESTIDA, Rachel e eu nos encaminhamos para a barra de café da manhã para a cozinha maravilhosa da Sra. Jones. Tenho omelete e bacon e Rachel panquecas e bacon.

— Quinn, quando você acha que eu vou me encontrar com o seu treinador Jake, e ver o que ele é capaz de fazer?- ela pergunta. Sua pergunta me faz sorrir. Estou cansando a ela, e ela quer resistência.

— Depende. Vai querer ir a Nova York neste fim de semana ou não? Ou você pode marcar um sessão de manhã cedo durante a semana. Posso pedir a Andrea checar a agenda dele e avisar você , — eu digo, embora eu saiba que Rachel não é uma pessoa matutina.

— Andrea? — ela pergunta bruscamente. Estamos ciumentos, Srta. Berry?

— Minha secretaria, — eu explico. Seu rosto relaxa.

— Oh, ok. Uma de suas muitas loiras, — diz ela em um tom de provocação.

— Ela não é minha Rachel. Ela trabalha para mim. Você é minha, — eu digo.

— Eu trabalho para você, também, — ela murmura acidamente. Oh, sim, baby, você com certeza trabalha. Eu sorrio e respondo:

— E verdade, — e ela não pode deixar de sorrir de volta para mim.

— Talvez Jake possa me ensinar kickbox, — diz ela em tom de advertência.

— Ah, é? Para melhorar suas chances contra mim? — Pergunto em um tom divertido. Eu adoro um desafio. – Quero ver, Srta. Berry, — eu digo feliz.

Ela percebe a tampa do piano aberta, e observa sobre isto.

— Você abriu a tampa do piano de novo.

— Eu tinha fechado ontem à noite para não perturbá-la. Acho que não funcionou tão bem, mas, novamente, estou feliz que não funcionou, — eu digo lembrando nosso batismo do piano.

Rachel cora todo o caminho até a linha do cabelo, ansiosamente olhando para a Sra. Jones, que está apenas cuidando de seus próprios assuntos em sua conduta profissional habitual. Ela se vira e coloca o pacote com o lanche de Rachel à sua frente no balcão.

— Para mais tarde, Rach. Atum, tudo bem? — ela pergunta educadamente.

— Sim, Sra. Jones, obrigada! — Comenta Rachel sorrindo timidamente. A Sra. Jones, tendo completado suas tarefas, deixa a cozinha para nos dar alguma privacidade.

Rachel vira para mim e diz:

— Posso perguntar uma coisa?

Oh oh... sempre que essa questão vem à tona, é algo desagradável que vai em sua mente.

— Claro, — eu digo cautelosa.

— Você não vai ficar brava?

— É sobre Charlize?- Eu digo que é um tópico com que eu fico brava.

— Não.

— Então não vou ficar brava, — eu respondo.

— Agora eu tenho uma pergunta complementar, — diz ela fazendo uma careta.

— Ah, é? — Isso não é bom.

— Que é sobre ela, — diz ela e eu rolo meus olhos. Por que devemos estragar a nossa linda manhã com o pensamento sobre Charlize?

— O que é? — Eu digo grunhindo.

— Por que você fica tão brava quando lhe pergunto a respeito dela? — Diz ela confusa.

— Sinceramente? — Eu digo incrédula. Ela fecha a cara para mim.

— Achei que você fosse sincera comigo Quinn, — ela afirma estreitando os olhos para mim.

— Tento ser, — eu respondo-lhe honestamente. Ela me examina com seu olhar penetrante.

— Essa é uma resposta muito evasiva, — diz ela, sem piscar os olhos.

— Rach, eu sou sempre sou sincero com você. Não faço joguinhos. Bem, não esses tipos de joguinho, — eu digo devassa. Ela apenas ri.

— Que tipo de jogos você quer jogar? — Ela pergunta rapidamente, já quente. Deus, é tão fácil distraí-la! Ela tem uma mente de uma só trilha. O que foi que eu criei aqui?

— Srta. Berry, você se distrai tão facilmente, — eu afirmo.

— Srta. Fabray, você é uma distração em tantos sentidos, — ela ri novamente.

Maldita mulher! Como ela pode ter me exaltado com uma simples risadinha de menininha.

— Meu som preferido no mundo é a sua risada, Rachel, — eu digo. — Ok, pergunte-me sua pergunta original?, — eu a persuado sem mais distração. Ela franze a testa, tentando se lembrar de sua pergunta.

— Ah, sim. Ok. Você só via suas submissas nos fins de semana?

— Sim, só nos finais de semana, — eu respondo nervosa. Isso não é um bom tema para tratar sabendo que seu medidor de ciúmes sobe mais alto, muito alto e explosivo. Ela sorri.

— Então, você não tinha relações sexuais durante a semana, — ela afirma.

Eu vejo o que ela está tentando decifrar, me fazendo rir.

— Ah, então é ai que você quer chegar com isso, — Pergunto aliviada. — Por que você acha que eu malho todos os dias da semana? — Rachel parece aliviada, feliz e satisfeita consigo mesma. — Srta. Berry, parece que você está muito satisfeita consigo mesma, — eu digo examinando seu rosto.

— Eu estou, Srta. Fabray — ela responde presunçosamente.

— Com razão, — eu sorrio. Ela sabe que ela é a primeira em sexo comigo nos dias de semana, e estou igualmente satisfeita com este primeiro também. — Agora tome seu café da manhã, — eu ordeno.

QUANDO ENTRO NO AUDI para ir ao trabalho, Puck está no assento do motorista para deixar Rachel em primeiro lugar, e irmos para QFH depois. Ryder está ao lado do motorista, e ele vai para o trabalho com Rachel, mas nós concordamos que ele vai ficar de fora. Pergunto a Rachel algo que vem me incomodando, mas eu tinha esquecido com os inúmeros problemas de ontem.

— Rachel, você não falou que o irmão da sua amiga chegava aqui hoje? — Pergunto em um tom casual. Eu não quero Rachel perto dele. Ele também tem olhos para Rachel. Tenho certeza.

— Meu Deus, Blaine, sim, ele está vindo! — Ela arfa. — Eu esqueci completamente. Obrigado por lembrar-me, Quinn. Vou ter que passar lá no apartamento, — diz ela. O quê? Eu não a lembrei para benefício dele! Eu não posso impedir, e meu rosto cai com preocupação.

— Que horas? — Eu me viro para perguntar.

— Na verdade eu não tenho certeza. Eu não sei a que horas ele está chega.

— Eu não quero que você vá a qualquer lugar nenhum sozinha, — eu digo com firmeza, quase ameaçadoramente. Nenhum lugar!

— Eu sei, — diz ela revirando os olhos para mim. — Ryder vai estar espionando... aham, quero dizer patrulhando hoje? — Ela pergunta, e Ryder deve estar corando porque suas orelhas ficam vermelhas como minha sala de jogos.

— Vai! — Eu rosno com olhos penetrantes, frios. Ela faria bem em lembrar-se disso. É para o seu próprio benefício.

— Se eu estivesse dirigindo a Saab, isto teria sido muito mais fácil, — diz ela teimosamente.

— Rachel, Ryder vai estar de carro, e, dependendo da hora, ele pode levá-la para o seu apartamento, — eu afirmo.

— Ok, ok, — ela murmura com petulância. — Blaine provavelmente vai me chamar durante o dia. Eu aviso qual é o plano, quando souber, — ela responde.

— Tudo bem. Mas nada de sair sozinha, entendeu? — Peço agitando um dedo de repreensão para ela.

— Sim, querida, — ela murmura docemente me fazendo sorrir, apenas uma sombra. — E talvez você apenas deva usar seu Blackberry. Eu vou enviar e-mail para você nele. Isso vai evitar que o meu cara de TI tenha uma manhã bem interessante, ok? — Peço acidamente.

— Sim, Quinn, — diz ela concordando, mas ainda rolando os olhos para mim. Eu sorrio com a reação dela, e inclino-me para ela.

— Ah, Srta. Berry... — Eu sussurro lascivamente, — Acredito que você está fazendo minha palma da mão coçar.

— Oh, Srta. Fabray, você e sua palma que não se cansa nunca. O que vamos fazer com esse problema? — ela observa e faz-me rir. Eu sinto meu Blackberry vibrando. Eu o tiro, e olho para o identificador de chamadas. Droga! É Charlize! Eu não posso ter uma pausa dela?

— O que foi? — Eu digo com os dentes cerrados, enquanto eu atendo o telefone.

— Quinn, eu realmente sinto muito incomodá-la no início da manhã. Mas já que você disse que iria falar com Mike, liguei para lhe dizer que não há necessidade disso. Acontece que Lauren estava criando uma cena para atuarmos, — ela diz aliviada e com fome de sua sub.

Meu rosto se relaxa, divertida.

— Você está brincando...

— Não estou. Lá estava eu tentando explicar-lhe ontem à noite que eu estava sendo chantageada sobre o meu estilo de vida, e ela deixou escapar que foi ela quem escreveu o bilhete para que possamos atuar em uma cena, e, obviamente, não era uma chantagem real. Você pode entender o meu alívio e raiva, é claro... — diz ela.

— Para uma cena...

— Sim, vai entender."

— Quando você disse disse isso a ela ?" Eu digo rindo.

— Ontem à noite, depois que eu cheguei a casa.

— Ouça, Quinn. Eu estava preocupada sobre isso, e eu posso ter zangado você a noite passada. Então, eu quero pedir desculpas pela minha intromissão entre você e Rachel. Não foi minha intenção. — diz ela.

— Não, não se preocupe. Você não precisa se desculpar. Eu só estou feliz que existe uma explicação lógica. Apesar de parecer uma ridiculamente baixa quantidade de dinheiro...

— Sim, isso é o que me fez pensar, e eu tinha minhas suspeitas.

— Não tenho dúvidas de que você tem algo diabólico e criativo para sua vingança, — eu digo sabendo quão criativa Charlize pode ser com um chicote ou uma corda. — PobreLauren, — eu digo sorrindo.

— Ah, sim, e eu estou ansiosa para exigir minha vingança, — diz ela com calma e isto apenas significa que ela sabe exatamente como ela está indo para cobrar suas dívidas.

— Bem, obrigado novamente e desculpe incomodá-la, Quinn.

— Ótimo... até mais, — eu digo desligando a chamada. Mas quando eu levanto os olhos, Rachel está olhando para mim, impassível, tornando-me instantaneamente cautelosa.

— Quem era? — Ela pergunta.

— Você realmente quer saber? — Pergunto sabendo como ela vai ficar apreensiva. Ela não responde, apenas balança a cabeça, os olhos nublados instantaneamente com tristeza. O rosto dela cai e virando a cabeça, ela olha pela janela. Não! Não! Não! Eu não vou deixar a chamada de Charlize estragar a nossa manhã.

— Ei, — eu digo, alcançando-lhe a mão, levando-a em minha palma e beijando cada junta, e chupando o dedo mínimo, forte. Eu, então, mordo suavemente, sabendo que vai provocar arrepios na sua coluna e sacudir o seu sexo em atenção, tudo ao mesmo tempo. Ela engasga involuntariamente. Rachel dá uma olhada em Puck e Ryder no banco da frente, nervosa, e depois se vira e olha para mim encontrando-me olhando para ela com desejo carnal.

— Não se preocupe, Rachel. Ela é passado,- eu digo disposta a que ela acredite em mim. Eu beijo o centro da palma da sua mão, e seu rosto ilumina-se com um sorriso.

POV RACHEL

— BOM DIA, RACH – Balbucia Biff enquanto caminho até minha mesa. – Bonito vestido.

Fico vermelha o vestido faz parte de meu novo guarda-roupa, cortesia de minha riquíssima namorada. É um vestido trapézio sem mangas, de linho azul-claro, bem justo, e estou usando sandálias de salto cor de creme. Quinn gosta de saltos, acho. O pensamento me faz sorri por dentro, mas me recomponho depressa, lançando um sorriso insosso e profissional para meu chefe.

— Bom dia, Biff.

Estou preste a chamar um portador para levar sua brochura para impressão quando ele coloca a cabeça para fora da sala.

— Você pode me trazer um café, por favor, Rach?

— Claro. – Caminho até a cozinha e cruzo com Tina, da recepção, que também está preparando um café.

— Oi, Rach – cumprimenta ela animada.

— Oi, Tina.

Nos conversamos brevemente sobre a sua reunião de família durante o fim de semana, que ela aproveitou muitíssimo, e como eu fui velejar com Quinn.

— Você tem uma namorada dos sonhos, Rach – diz, os olhos embaçados.

Minha vontade é de revirar os olhos para ela.

— É, ela não é feia – sorrio, e nós duas caímos na gargalhada.

— DEMOROU, HEIN! – Reclama Biff quando trago seu café.

Opa!

— Desculpe. – Fico vermelha e em seguida faço cara feia. Levei o mesmo tempo de sempre. Qual o problema dele? Talvez esteja nervoso com alguma coisa.

— Desculpa, Rach. – Ele balança a cabeça. – Não queria gritar com você, querida.

Querida?

— Tem alguma coisa acontecendo na direção, e eu não sei o que é. Fique de olhos bem abertos, viu? Se ouvir algum boato... eu sei como vocês meninas conversam. – Ele sorri para mim, e eu fico ligeiramente enjoada. Ele não tem ideia de como nós ‘’meninas’’ conversamos. Além do mais, eu sei o que está acontecendo. – Qualquer, coisa, avise-me, certo?

— Claro – resmungo. – Mandei a brochura para impressão. Vai ficar pronta às duas horas.

Ótimo. Aqui. – Ele me entrega uma pilha de manuscrito. – Preciso um resumo dos primeiros capítulos de tudo isso aqui depois, pode cadastrar.

— Pode deixar.

Fico aliviada de deixar sua sala e sentar à minha mesa. Ah, é duro saber coisas. O que ele vai fazer quando descobrir? Meu sangue chega a congelar. Algo me diz que Biff vai ficar irritado. Dou uma olhada no meu BlackBerry e sorrio. Tem um e-mail de Quinn.

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De: Quinn Fabray

Assunto: Nascer do Sol

14 de junho de 2011 09:21

Para: Rachel Berry

Eu absolutamente amo acordar com você de manhã.

Quinn Fabray

CEO Total e Absolutamente Apaixonada., Fabray Enterprises Holdings Inc.

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Acho que meu rosto chega a se dividir em dois com o sorriso que abro.

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De: Rachel Berry

Assunto: Pôr do Sol

14 de junho de 2011 09:36

Para: Quinn Fabray

Cara Total e Absolutamente Apaixonada ,

Eu também amo acordar com você. Mas eu também adoro estar na cama com você e em elevadores, em cima de pianos e mesas de sinuca, em barcos, escrivaninhas, me chuveiros e banheiras e em estranhas estruturas de madeira em forma de X com algemas e camas de dossel com lençóis de seda vermelho e ancoradouros e finalmente, quartos da infância.

Sua,

Maníaca Sexual e Insaciável.

Bjs,

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De: Quinn Fabray

Assunto: Computador molhado

Data: 14 de junho de 2011 09:39

Para: Rachel Berry

Querida Maníaca Sexual e Insaciável,

Acabei de derramar café em todo meu teclado.

Acho que isso nunca me aconteceu antes.

Realmente admiro mulheres que se concentram em geografia.

Devo presumir que você só me quer pelo meu corpo?

Quinn Fabray

CEO Totalmente e Absolutamente Chocada, Fabray Enterprises Holdings Inc.

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De: Rachel Berry

Assunto: Rindo — e molhada também

14 de junho de 2011 09:43

Para: Quinn Fabray

Minha querida Total e Absolutamente Chocada,

Sempre.

Eu tenho trabalho a fazer agora.

Então, pare de me distrair.

Bjs,

MSI

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De: Quinn Fbaray

Assunto: Tenho mesmo que fazer isso?

14 de junho de 2011 09:45

Para: Rachel Berry

Minha MSI,

Como sempre, seu desejo é uma ordem.

Adoro saber que você está rindo e que está molhadinha.

Laters, baby.

Bj,

Quinn Fabray

CEO, Totalmente e Absolutamente Apaixonada, Chocada e Enfeitiçada, Fabray Enterprises Holdings Inc.

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Coloco o BlackBerry na mesa e começo a trabalhar.

NA HORA DO ALMOÇO, Biff me pede para ir ate a lanchonete para ele. Ligo para Quinn assim que saio da sua sala.

— Rachel – atende ela imediatamente, a voz cálida e carinhoso. Como essa mulher consegue me fazer derreter pelo telefone?

— Quinn, Biff quer que eu vá comprar o almoço dele.

— Preguiçoso filha da mãe – resmunga Quinn.

Eu a ignoro e continuo a falar.

— Então eu vou dar uma saída. Talvez fosse melhor se você me passasse o telefone de Ryder, assim eu não preciso perturbar você.

— Você não me perturbar, Baby.

— Você está sozinha?

— Não. Tem seis pessoas aqui me olhando e se perguntando com quem estou falando.

Merda...

— Sério? – arquejo, em pânico.

— Sim, sério. É a minha namorada – anuncia ela fora do telefone.

Deus do céu!

— Na certa todos eles pensavam que você fosse hetero.

Ela ri.

— É, provavelmente. – Ouço-a sorrindo.

— Bem, melhor eu ir andando. – Tenho certeza de que ela sabe como estou envergonhada por interrompê-la.

— Vou avisar a Ryder. – Ela ri de novo. – Teve notícias do seu amigo?

— Ainda não. Você vai ser a primeira a saber, Srta. Fabray.

— Ótimo. Até mais, baby.

— Tchau, Quinn. – Sorrio.

Toda vez que ela diz isso, me faz sorrir... É tão não Quinn, mas, de alguma forma, tão a cara dela.

QUANDO SAIO, SEGUNDOS depois, Ryder está me esperando na portaria do prédio.

— Srta. Berry – ele me cumprimenta formalmente.

— Ryder – aceno em resposta, e seguimos juntos até a lanchonete.

Não me sinto tão à vontade junto de Ryder quando me sinto com Puck. Ele fica vigiando a rua enquanto avançamos pelo quarteirão. Na verdade, me deixa ainda mais nervosa, e eu me vejo espelhando seus movimentos.

Será que Ashley está por aqui em algum lugar? Ou estamos todos contagiados pela paranoia de Quinn? Será que isso é mais uma faceta de seus Cinquenta Tons? O que não daria hora de bate-papo indiscreto com o Dr. Evans para descobrir.

Não há nada de errado. É hora do almoço em Seattle: as pessoas correndo para comer, fazer comprar, encontrar os amigos. Observo duas moças se abraçando ao se encontrarem.

Sinto falta da Sant. Faz apenas duas semanas que ela saiu de férias, mas a sensação que tenho é que foram as duas semanais mais longa da minha vida. Aconteceu tanta coisa... ela nunca vai acreditar quando eu contar. Bem, contar a versão editada, claro, condizendo com o ‘’ termo de confidencialidade’’. Franzo a testa. vou ter que conversar com Quinn a respeito disso. O Que Santana acharia? Fico pálida só de pensar. Talvez ela volte hoje, junto com Blaine. Sinto um arrepio de empolgação com a ideia, mas acho que é pouco provável. Na certa vai ficar por lá com Brittany.

— Onde você fica quando está me esperando e vigiando do lado de fora do prédio? – pergunto para Ryder enquanto entramos na fila para o almoço.

Ryder está diante de mim, de frente para porta, constantemente monitorando a rua e todos que entram na lanchonete da rua. É irritante.

— Fico no café, do outro lado da rua, Srta. Berry.

— Não é chato?

— Não para mim, senhora. É o que eu faço. – responde ele com rigidez.

Fico vermelha.

— Desculpe, não quis dizer... – Minha voz desaparece quando noto sua expressão gentil de compreensão.

— Por favor, Srta. Berry. Meu trabalho é protegê-la. E é isso que eu vou fazer.

— E aí, nenhum sinal de Ashley, ainda?

— Não, senhora.

Franzo a testa.

— Como você saber quem ela é?

— Eu vi uma foto.

— Ah, e essa foto está aí com você?

— Não, senhora. – Ele aponta para a própria cabeça. – Está em minha memória.

Claro. Gostaria muito de dar uma olhada na fotografia de Ashley para ver como ela era antes de se tornar a Garota- Fantasma. Será que Quinn me deixaria ficar com uma cópia? Sim, provavelmente deixaria – para minha segurança. Traço um plano, e meu inconsciente deleita-se com a ideia, acenando em sinal de aprovação.

AS BROCHURAS RETORNARAM para o escritório e, para meu alivio, estão perfeitas. Levo uma até a sala de Biff. Seus olhos se iluminam; não sei se por minha causa ou por causa das brochuras. Prefiro pensar que é por causa delas.

— Estão ótimas, Rach. – Ele as folheia casualmente. – É, bom trabalho. Você vai sair com sua namorada esta noite? – Seus lábios se contorcem à menção da palavra ‘’namorada’’.

— Vou. A gente mora junta. – É um pouco verdade. Bem, estamos morando juntas no momento. E, oficialmente, concordei em me mudar para o apartamento dela, então não chega a ser mentira. Espero que seja o suficiente para mantê-lo afastado.

— Será que ela se importa se você saísse comigo hoje, para tomar uma cerveja? Para comemorar o seu trabalho árduo?

— Um amigo meu vai chegar à cidade hoje, e nós três vamos sair para jantar. – E eu estarei ocupada todas as noites, Biff.

— Entendi. – Ele suspira, exasperado. – Talvez quando eu voltar de Nova York, então? – Ele ergue uma sobrancelha em expectativa, com um olhar sombrio muito sugestivo.

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Ah, não. Sorrio, sem comprometer, segurando-me para não dar de ombros.

— Gostaria de chá ou café? – pergunto.

— Café, por favor. – Sua voz é grave e rouca, como se estivesse me pedindo outra coisa. Puta que pariu. Ele não vai desistir. Posso ver isso agora. Ai... o que fazer?

Solto um longo suspiro de alivio ao sair de sua sala. Ele me deixa nervosa. Quinn está certa a seu respeito, e parte de mim está morrendo de raiva que Quinn esteja mesma certa dele.

Eu me sento em minha mesa e o BlackBerry toca... um número que não conheço.

— Rachel Berry.

— Oi, Berry! – A fala alegre de Blaine me pega desprevenida por um instante.

— Blaine! Como vai? – Quase dou um gritinho de alegria.

— Feliz por estar de volta. Cansei de tanto sol e drinques com rum, e de ver a minha irmã mais nova perdidamente apaixonada pela figurona que é Brittany. Tem sido um inferno, Rach.

— Claro! Mar, praia, sol e drinques com rum, realmente parece uma descrição do inferno de Dante. – Solto uma risadinha. – Onde você está?

— No aeroporto, esperando minha malas. O que eu está fazendo?

— Estou no trabalho. Sim, agora sou assalariada – respondo, diante de seu assombro. – Você quer dar uma passada aqui e pegar as chaves? Posso encontrar você mais tarde no apartamento.

— Parece ótimo. Vejo você em uns quarenta e cinco minutos, uma hora, talvez? Onde fica?

Passo o endereço da SIP.

— Até daqui a pouco, Blaine.

— Até mais, baby – responde ele e desliga.

O quê? O Blaine também está se despedindo assim? E me dou conta de que ele acabou de passar uma semana com Brittany. Digito um e-mail apressado para Quinn.

—________________________________________

De: Rachel Berry

Assunto: Visitante dos Trópicos

14 de junho de 2011 14:55

Para: Quinn Fabray

Carríssima Ttal e Absolutamente ACE,

Blaine chegou e está vindo buscar as chaves do apartamento.

Eu gostaria de verificar se ele se instalou direitinho, mais tarde.

Por que você não me busca depois do trabalho? A gente podia dar uma passada no apartamento e depois jantamos TODOS juntos?

Por minha conta.

Sua

Bj,

Rach

Ainda MSI

Rach Berry

Assistente de Biff McIntosh, editor, SIP

De: Quinn Fabray

Assunto: Jantar Fora

14 de junho de 2011 15:05

Para: Quinn Fabray

Aprovo seu plano. Exceto a parte de você pagar o jantar!

Fica por minha conta.

Pego vocês às seis.

Bjs,

OS: Por que você não está usando o BlackBerry???

Quinn Fabray

CEO, Totalmente e Absolutamente Irritada, Fabray Enterprises Holdings Inc.

De: Rachel Berry

Assunto: Mandona

14 de junho de 2011 15:12

Para: Quinn Fabray

Ah, não precisa ficar nervosinha.

Está tudo em código.

Vejo você às seis.

Bj,

Rach

Rach Berry

Assistente de Biff McIntosh, editor, SIP

De: Quinn Fabray

Assunto: Mulher irritante

14 de junho de 2011 15:19

Para: Rachel Berry

Nervosinha!!

Você vai ver só a nervosinha

Mal posso esperar.

Quinn Fabray

CEO, Totalmente e Absolutamente e Ainda mais Irritada, mas Sorrindo por Algum Motivo Desconhecido, Fabray Enterprises Holdings Inc.

De: Rachel Berry

Assunto: Promessas. Promessas

14 de junho de 2011 15:24

Para: Quinn Fabray

Quero só vê, Srta. Fabray.

Também mal posso esperar ;D

Bj,

Rach

Rach Berry

Assistente de Biff McIntosh, editor, SIP

Ela não responde, mas eu também não esperava que respondesse. Fico imaginando-a reclamar a respeito de mensagens ambíguas, e a ideia me faz sorrir. Fantasio por um instante sobre o que ela poderia fazer, mas logo estou me remoendo na cadeira. Meu inconsciente me lança um olhar de reprimenda por sobre os óculos: trate de trabalhar.

ALGUNS MOMENTOS DEPOIS, meu telefone toca. É Tina, da recepção.

— Tem um cara bem gatinho aqui em baixo querendo falar com você. Rach, a gente precisa sair juntas um dia desses. Você conhece uns caras bem gostosos – ela sussurra para mim em tom de conspiração no telefone. Ah se ela soubesse que ele curte o mesmo que ela.

Blaine! Pegando as chaves na bolsa, corro até o saguão de entrada.

— Minha nossa – o cabelo lambido como sempre, um bronzeado de matar e os olhos castanhos reluzentes me fitando do sofá de couro verde. Assim que me vê, ele fica boquiaberto e se levanta, indo na minha direção.

— Uau, Rach. – Ele franze a testa para mim enquanto se inclina para me dar um abraço.

— Você está com uma ótima aparência. – Sorrio para ele.

— Você está... uau. Diferente. Mas cosmopolita, sofisticada. O que aconteceu? Mudou o cabelo? As roupas? Não sei o que é, Berry mas você está gata! Estou realmente questionando minha sexualidade agora!!

Fico absolutamente vermelha. É olho para Tina que está me olhando com a boca aberta. Provavelmente ouviu que o Blaine curte a mesma coisa que ela.

— Ah, Blaine. São só essas roupas de trabalho – repreendo-o, e Tina continua à nos observar com uma sobrancelha arqueada e um sorriso torto. – Como foi Barbados?

— Divertido – diz ele.

— Quando Sant volta?

— Ela e Brittany voltam na sexta. O namoro delas está bem sério. – Blaine revira os olhos.

— Estou com saudade dela.

— É? E como estão as coisas com a Srta. Manda Chuva?

— Srta. Manda Chuva? – contenho o sorriso. – Bem, estão interessantes. Ela vai nos levar para jantar à noite.

— Amei. Vou adorar conhecer A Poderosa Chefona. Antes de perguntar... foi a Sant que deu esse apelido.

Reviro os olhos para ele sorrindo.

— Aqui. – Entrego as chaves para ele. Você tem o endereço?

— Tenho. Até mais, baby. – Ele se inclina e me dá um beijo na bochecha.

— Mania de Britt?

— É, a gente acaba pegando.

— É verdade. Até mais, baby. – Sorrio quando ele pega uma mala enorme de junto do sofá e deixa o prédio.

Quando me viro, Biff está no saguão, observando-me a distância, com uma expressão indecifrável. Lanço um sorriso radiante na direção dele e retorno para minha mesa, sentindo seus olhos me acompanharem por todo o percurso. Isso está começando a me irritar. O que eu faço? Não tenho ideia. Vou ter que esperar até Santana voltar. Com certeza ela vai ter um plano. A ideia ameniza meu humor sombrio, e eu começo a trabalhar no próximo manuscrito.

ÀS CINCO PARA AS SEIS meu telefone vibra. É Quinn.

— Nervosinha falando – diz ela, e eu sorrio. Ainda é minha Quinn brincalhona. Minha deusa interior está batendo palmas de júbilo feito uma garotinha.

— Bem, e aqui fala a Maníaca Sexual e Insaciável. Imagino que você esteja aqui fora, errei?

— Estou sim, Srta. Berry. Ansiosa para encontrá-la. – Sua voz é cálida e sedutora, e meu coração se agita loucamente.

— Idem, Srta. Fabray. Já estou descendo. – E desligo.

Deligo o computador e pego minha bolsa e meu casaco creme.

— Estou indo, Biff – aviso pela porta.

— Tudo bem, Rach. Obrigada por hoje! E aproveite a noite.

— Você também.

Por que ele não pode ser assim o tempo todo? Não o entendo.

O AUDI ESTÁ PARADO junto ao meio-fio, e Quinn salta enquanto me aproximo. Ela tirou o paletó e está usando a calça cinza, minha preferida, a que pende do quadril... daquele jeito. Como essa deusa grega pode ser minha? Vejo-me sorrindo feito idiota em resposta ao próprio sorriso bobo dela.

Ela passou o dia todo dando uma de namorada apaixonada; apaixonada por mim. Essa mulher maravilhosa, complexa e cheia de problemas... apaixonada por mim. E eu por ela. Uma onda de alegria explode de repente dentro de mim, e eu saboreio o momento, sentindo-me por instante como se pudesse conquistar o mundo.

— Srta. Berry, você está tão bonita quanto hoje de manhã – Quinn me puxa em seus braços e me beija profundamente.

— Você também, Srta. Fabray.

— Vamos lá buscar o seu amigo. – Ela sorri para mim e abre a porta do carro.

Puck dirige até o apartamento, e Quinn me conta como foi o seu dia: muito melhor do que ontem, aparentemente. Fito-a em adoração enquanto ela tenta me explicar uma espécie de descoberta que o departamento de ciência do meio ambiente realizou na Universidade do Estado de Washington, em Vancouver. Suas palavras não fazem muito sentindo para mim; no entanto, sou cativada por sua paixão e interesse no assunto. Talvez vá ser assim, dias bons e dias ruins , e se os dias bons forem como este, não terei muito do que reclamar. Ela me passa uma folha de papel.

— São os horários em que Jacke está disponível esta semana – diz ela.

Ah! O personal Trainer.

Assim que paramos diante do apartamento, ela tira o BlackBerry do bolso.

— Fabray – atende. – Artie, o que foi? – Ela ouve com atenção, e eu sei que vai ser uma longa conversa.

— Vou buscar Blaine. Volto em dois minutos – gesticulo com a boca para Quinn, erguendo dois dedos.

Ela faz que sim com a cabeça, visivelmente distraída pela ligação. Puck abre a porta para mim, sorrindo com gentileza. Sorrio de volta; até Puck está sentindo. Toco o interfone e falo, animada, nele.

— Oi, Blaine, sou eu. Abre aí.

Ouço o barulho da porta se abrindo e subo as escadas até o apartamento. Só então me acorre que não venho aqui desde sábado de manhã. Parece que faz muito mais tempo. Blaine gentilmente deixou a porta aberta. Entro no apartamento e, não sei por que, congelo no instante em que piso nele. Levo um tempo para perceber que é porque a figura pálida e débil de pé junto à bancada da cozinha e segurando um revolver é Ashley, e ela está me encarando impassível.

POV QUINN

Eu suspiro. Enquanto Artie continua explicando os detalhes do custo escondido pelos próximos minutos. Percebo que Rachel ainda não está de volta. Mas o que me alerta é a reação de Puck.

— Srta. Fabray! — Ele grita, enquanto ele salta para fora do carro a toda velocidade em direção à porta de Rachel. Bem no segundo andar, caminhando para a porta do apartamento de Rachel calmamente está Blaine Lopez. Eu largo o meu Blackberry no carro com a cena diante de mim com todos os tipos de pensamentos assustadores correndo pela minha cabeça, e corro para o apartamento de Rachel. No momento em que eu alcanço Blaine, Puck já jogou Blaine no chão puxando a chave da mão dele.

— Que diabos, homem! — Protesta Blaine. – Apesar de eu estar gostando... mas tire a porra de seu corpo de cima de mim!

— Puck, — eu digo para acalmá-lo. Ele levanta Blaine, mas seu olhar é inabalável.

— Blaine, você foi ao apartamento? — Eu o interrogo.

— Não, eu encontrei um amigo e nós saímos para uma bebida. Eu só estou chegando agora. O que é isso?

Eu olho para Puck, a preocupação e interesse no meu rosto se refletem em nele. Rachel não está de volta, e ela não tem a chave de seu apartamento. Alguém tem que tê-la deixado entrar, e esse alguém não é Blaine. Há apenas uma pessoa que pode ter deixado, e é Ashley!

Porra! Meu mundo se despedaça com este pensamento.

— Você fica aqui e não entre! — Eu o advirto severamente, enquanto Puck e eu corremos até o apartamento de Rachel. Meu coração dá uma guinada na minha boca. Eu chuto a porta de Rachel aberta, e meu coração cai no chão com a visão diante de mim.

Ashley está apontando uma arma para Rachel. Eu morri mil mortes com esta visão! Todos os meus medos estão se tornando realidade! Eu falhei em proteger Rachel! Se Ashley a machucou, ou vier a machuca-la, porque ela tem rancor contra mim, eu nunca vou conseguir me perdoar. Eu morrerei. Estou em agonia, já com a visão diante de mim.

Dói para respirar. Dói olhar para Rachel, que está na frente do cano de uma arma. Neste momento eu estou fervendo de raiva em relação a todos, e o topo da lista é ocupado por Ashley. Se alguma coisa acontecer com Rachel, eu não posso existir sem ela! Ela é o meu sol!

Ashley tem uma porra de arma apontada para Rachel! Ela parece desgrenhada e enlouquecida. Ela segura a arma ainda mais apertada, quando ela me vê de pé na porta. O que quer que ela queira, ela parece ter a intenção de realizá-lo. Eu não posso suportar a idéia! Oh Deus! Este é o meu inferno pessoal... meu tormento pessoal se realizando! O que eu dizia a mim mesmo ser apenas um pesadelo está aqui diante de mim acontecendo... Eu olho para Rach, digitalizando seu corpo com o meu olhar para qualquer lesão ou machucado do topo da cabeça aos pés de salto alto, e não vendo nenhum ferimento visível, o alívio desce sobre mim. Mas é de curta duração, porque aqui está Ashley, ainda segurando a arma para Rach como se ela, finalmente, fosse conseguir alguma recompensa por tudo o que ela pensa que eu fiz para ela.

Eu engulo seco. Se ela vai atirar em alguém, não vai ser em Rachel. Eu não posso viver em um universo onde Rachel não exista. Perder ela partiria meu coração. Eu nem sei por que eles chamam de partir o coração! Porque parece que parte do meu corpo e toda a minha alma está faltando também! Meu amor, meu coração está sangrando com essa visão! Meu coração está irritado. Eu anestesio a dor, o amor que eu tenho por Rachel deliberadamente, com a intenção de salvá-la do que eu trouxe para sua porta. Eu entro no apartamento, meu olhar está fixado em Ashley. Eu sou responsável, eu sou sua dominadora.

Notas finais
Será que a Charlizie realmente é quem se mostra ser?? Esses e-mails delas.. *-----* Dia delas estava sendo perfeito demais.. tinha que agitar um pouco!! O que será que irá acontecer??? NOVIDADES BABY'S ;) ::::: Postei à segunda temporada de My Biology MOMENTO JABÁ!!!!!! Então tenho outras fic’s.. pra quem ainda não viu é quiser acompanhar.... Segue link: One shot: https://fanfiction.com.br/historia/595911/These_Four_Walls/ My Biology 2 temporada( atualizei hoje também): https://fanfiction.com.br/historia/677864/My_Biology_-_2_Temporada/ A Melhor Amiga da Noiva: https://fanfiction.com.br/historia/672587/A_Melhor_Amiga_Da_Noiva/ Agradecimento: Quero agradecer à quem acompanha minhas fics.. principalmente essa daqui.. quem leu desde a primeira temporada pelo fic. net.. Amo cada um de vocês!!