My Dark Word

14 13 - Love In Elevator


Notas iniciais
CHEGUEEEEEEEEEEEEII AEEE!! Feliz ano novo super atrasado!! Obrigada por quem continuar acompanhando a fic, a quem comenta, a quem favorita, a quem recomenda.. LOVE U!! Sem muita enrolação!! Enjoy, Kids!!

Pov’s Quinn

A vitória nunca foi mais doce e se mostra no meu rosto como se eu tivesse ganho a medalha de ouro olímpica. Eu paro, e abaixo o meu taco, com o meu sorriso eu-possuo-seu-traseiro-Srta-Berry, e passeio em direção a Rachel com a intenção de receber o meu prêmio, ansiosa, desejosa, excitada, e vitoriosa. Seu olhar segue cada movimento meu, e ela me olha como se ela pudesse me ter no café da manhã, almoço e jantar. Respire Fabray!

— Você não vai ser uma má perdedora, vai Rachel? — Murmuro com júbilo incontido.

— Tudo depende de quão forte você me bater, — ela sussurra, segurando o seu taco, como se isso fosse dar-lhe algum apoio divino. Não do ‘big bad’ Fabray, baby! Eu simplesmente lhe tiro o seu taco e coloco-o de lado. Meus dedos viajam para o topo de sua blusa descuidadamente para declarar o quanto eu a possuo, e eu uno meus dedos na parte superior de sua blusa e puxo a minha namorada, prestes a ser punida, para mim. Ela me enlouqueceu desde que voltamos, e veio de igual para igual comigo. Não que ela não me excite quando ela faz isso, mas também me deixa nervosa e me assusta até o âmago. Porque ela me tirou todas as ferramentas para corrigir seu comportamento. Oh, eu vou aproveitar isso mais do que você pensa, baby! E este prato vai ser servido quente!

— Hmm, deixe-me contar seus delitos, Srta. Berry, — eu digo pronto a recontar os crimes para entregar-lhe o veredicto. — Um, fazendo-me ciúmes com meu próprio funcionários. Dois, brigar comigo porque quer ir trabalhar. E três, empinar esse traseiro delicioso para mim durante os últimos vinte minutos. — Estou mais do que excitada; curvo-me e esfrego o nariz contra o dela, sem tocá-la em qualquer outro lugar.

— Eu quero que você tire seu jeans e esta deliciosa blusa. Agora, — eu sussurro e beijo-a nos lábios sempre muito suavemente. Ao passear em direção à porta para trancá-la, eu sinto o meu coração pronto para estourar de emoção fora do meu peito. Desejo correndo pelas minhas veias, e eu estou ligada, focada, e com a intenção de receber a minha dívida.

Eu tranco a porta calmamente, e me viro para olhar para Rachel, que ainda está com as roupas acima mencionadas, com um olhar vidrado no rosto, chocada, desejosa, talvez até com medo. Vou fazê-lo uma experiência memorável para nós duas. Nada a temer, baby... apenas curtir o passeio, mas eu vou buscar o que me é devido para minha total satisfação.

— Suas roupas, Rachel. Você parece ainda estar vestida com elas. Tire-as — eu digo perfurando meu olhar no dela com toda a minha libertinagem, enquanto eu corro meus dedos em seu rosto passeando ao redor dela, — ou, eu vou fazer isso por você.

Eu posso ver seu peito subindo e descendo, os lábios separados para acomodar sua respiração, os olhos arregalados de excitação sem nome, e ansiedade.

— Você tira, — diz ela em voz desejosa, quase inaudível. Ela quer isso! Eu rio.

— Ah, Srta. Berry. É um trabalho sujo, mas eu acho que dou conta do recado.

— Você normalmente dá conta da maioria dos recados, Srta. Fabray, — ela retruca presunçosamente. Como ela me conhece bem. Eu sorrio em resposta.

— Ora, Srta. Berry, o que você quer dizer com isso? — Eu pergunto, o tempo todo pensando que armas tenho a minha escolha na biblioteca. Nada de útil... Não é possível usar o taco. É muito longo, e vai doer, considerando a distribuição da dor. Ah... Eu tenho uma régua em algum lugar em uma gaveta aqui. Ela vai servir perfeitamente. Lembro de ter lido em alguns livros que essa era a arma de escolha de alguns professores num passado não tão distante. É uma ótima escolha. Considerando o quão zangada eu estava quando ela estava inflexível, insistindo em ir para o trabalho, embora ela soubesse como estou ansiosa, sabendo como malditamente eu tento protegê-la. Sim, a régua de trinta centímetros vai servir muito bem! Adapta-se muito bem na mão, tem uma superfície plana boa para distribuir uniformemente a dor. Eu pego a régua, e segurando cada extremidade, eu flexiono-a diante de seus olhos, para que ela saiba o que ela deve esperar. Ela olha a régua, enquanto os meus olhos não deixam seu rosto por um segundo. Ela engole em seco, com a boca ligeiramente aberta para acomodar sua respiração, o que significa que o seu batimento cardíaco acaba de acelerar. Ela está excitada também.

Eu descuidadamente coloco a régua dentro do bolso de trás da minha calça jeans e passeio para o meu prêmio prestes a ser reivindicado, com desejo devasso. Quando eu chego até Rachel, eu caio de joelhos na frente dela, e desmancho seus cadarços de sapatos, e tiro seus sapatos e meias, o tempo todo olhando em seus olhos. Sua visão está completamente fixa em mim como a gazela olhando o leão que está pronto para dar o bote nela; fixa, hipnotizada, ansiosa, desejosa, e amando.

Eu roço suas pernas por cima do jeans com as minhas mãos deslizando até seus quadris, e de repente eu insiro os dedos em sua cintura, puxando-a para a frente e desabotoo o botão e puxo o zíper. Olhos no prêmio, Fabray, eu penso comigo mesma, e olho para ela sorrindo provocante. Devagar e sem pressa, demorando mais tempo do que o necessário, eu removo seu jeans, e ajudo-a a dar um passo fora deles. Ela fica de calcinha de renda, completamente de dar água na boca. Eu pego a parte de trás de suas pernas e, quando eu subo até seu ápice, eu sinto um arrepio percorrê-la me fazendo sorrir, e quando minhas mãos, finalmente, chegam até os quadris, eu passo meu nariz ao longo do ápice de suas coxas, fazendo-a quase convulsionar de desejo.

— Eu quero ser muito dura com você, Rach. Você vai ter que me dizer para parar se estiver ficando demais para você, — eu respiro. Sem esperar ela responder, eu mergulho a cabeça e beijo seu sexo sobre a renda enquanto eu a inalo profundo, cheirando sua excitação, fazendo-a gemer.

— Palavra segurança? — Pergunto num murmúrio. Mas, não, eu não quero fazer isso. É muito de dom/sub, o que ela não é. Eu não posso ir lá hoje. Mudando de idéia, eu emendo: — Não, nenhuma palavra segura, apenas me diga para parar, e eu vou parar. Você entendeu? — Oh, meu Deus! Eu posso ver seu sexo brilhando com excitação, e eu mergulho a cabeça de novo, e beijo seu sexo, longo, cheirando-o. Então eu me levanto, e pronto para seguir em frente com a minha missão. Ela não disse nada.

— Responda-me, — Rachel,- eu ordeno em um tom suave, acariciante. Eu realmente quero fazer isso, mas eu não — não quero que ela fuja. É o que me assusta. Eu sei que ela me deixou espancá-la depois de seu escandaloso lance na noite passada, mas eu só usei a minha mão, e ela estava bastante dominada pelo desejo, depois de ter as bolas prateadas nela. Apesar de uma régua não ser como um cinto, ela vai doer mais do que bater apenas com minha mão. Eu não quero que este seja um ponto de ruptura para nós. É importante para que ela se lembre de se comunicar, e diga-me quando for demais.

— Sim, sim, eu entendi, — ela responde, finalmente, parecendo intrigada.

— Você está dando dicas e me dando sinais confusos durante todo o dia, Rachel, — eu digo. Como uma mulher pode manter-se com isso? Ela é confusa. Ela fugiu de mim, porque eu bati nela, mas, em seguida, na noite passada, ela insistiu para que eu batesse nela. E durante todo o dia de hoje ela continuou insinuando que ela queria ser espancada. Mas aí está este medo constante de que ela vai fugir, se eu espancá-la. Eu preciso tê-la se comunicando comigo se eu quiser fazer isso direito.

— Você me disse que você estava preocupada que eu tivesse perdido a mão. Eu não tenho certeza do que você quis dizer com essa afirmação, e até mesmo se você estava falando sério com ela, mas agora é a hora de descobrir. Eu não quero voltar para a sala de jogos ainda, para que possamos tentar isso por enquanto. Mas se você não gostar, você deve prometer me dizer, — eu digo com toda a minha intensidade. Eu não posso ser mais explícita do que isso, mas ela precisa ser aberta e comunicar-se comigo para me dizer o que ela não gosta. Eu vou parar se é demais para ela.

— Eu aviso. Nada palavra segura, — ela acena com a cabeça, me tranquilizando.

Eu preciso que ela saiba que ela não é minha sub. Ela nunca foi, apesar do fato de que nós começamos nessa direção. Ela nunca tinha se submetido, e eu não penso nela dessa maneira.

— Somos amantes, Rachel,” eu digo disposto a que ela entenda o seu estado comigo. — E os amantes não precisam usar palavras seguras, — afirmo quando a compreensão chega para mim. Percebo que o que eu tive em meus relacionamentos dom/sub anteriores foram transações sexuais, como em uma empresa. Eu cuido de você, e você me fornece o que eu preciso, o que eu quero. Não há emoções envolvidas. No final da mútua conclusão do contrato de negócios, acabou, e cada um vai para seu caminho individual, nada devido, nada mais necessário. Mas, o que Rachel e eu temos nunca foi assim. Não da forma que eu me sinto por ela, e ela por mim.

— Precisam, Rachel? — Eu lhe pergunto buscando sua garantia. Eu nunca tinha precisado garantia de um parceiro sexual antes. Eu tomei todas as decisões. Eu não precisei, ou busquei a aprovação de um parceiro sexual. Eles só se submeteram para mim. Mas, Rachel é minha amante, minha namorada, minha mais... muito, muito mais. Eu preciso que ela entenda isso.

— Acho que não, — diz ela engolindo. — Eu prometo, — diz ela enquanto eu continuo a olhar para ela atentamente. Eu concordo com a cabeça, ainda procurando em seu rosto por qualquer sinal que mostre que ela está dizendo o que ela pensa que eu quero ouvir. Ela parece... feliz. Eu lentamente sorrio para ela sentindo-me relaxada, e nós estamos no nosso caminho para nos divertir. Minhas mãos vão até sua blusa que eu começo a desabotoar. Uma vez que todos os botões estão abertos, eu pego o taco. Ela é uma deusa sexy, parcialmente vestida, quente, pronta para ser fodida, irresistível. Uma gama de emoções corre através de seu rosto, não compreendendo minha intenção. É medo? Mas, eu vou fazer isso ser divertido.

— Você joga bem, Srta. Berry. Devo dizer que estou surpresa. Por que você não encaçapa a bola preta?

Ela olha para mim fazendo beicinho, e do jeito que ela está olhando para mim, eu sei que ela está tentando decifrar por que eu iria pedir-lhe para jogar enquanto ela está à espera de ser espancada e fodida. Ela finalmente sorri e pega o taco da minha mão. Enquanto ela posiciona a bola branca, eu casualmente caminho ao redor da mesa, e fico bem atrás dela. Ela se inclina para dar sua tacada, e a visão é celestial. Minha mão está em sua coxa direita e eu a passo casualmente para cima e para baixo em sua perna, até sua bunda, acariciando-a enquanto sua calcinha se estica para acomodar as orbes redondas de seu traseiro.

— Vou errar, se você continuar fazendo isso, — ela sussurra em uma queixa indiferente.

— Eu realmente não me importo se você acerta ou erra, baby. Tudo que eu quero é lhe ver assim; parcialmente vestida e estendida em minha mesa de bilhar. Tem alguma idéia de quão gostosa você está neste momento?

Ela não responde, mas o jeito que ela inala uma respiração profunda me diz que ela também está excitada. Ela tenta me ignorar, e alinha sua tacada. Eu acaricio e esfrego seu traseiro sem tirar minha mão.

— Esquerda em cima, — ela murmura em um tom quase inaudível, e quando ela bate na bola branca, minha mão deixa seu traseiro e eu bato na sua bunda com força. Isto não era o que ela estava esperando como distração, então sua primeira reação é gritar, e, claro, a bola preta perde a caçapa. Minha mão distraidamente acaricia seu traseiro novamente enquanto eu estou ficando mais e mais excitada.

— Oh, baby, você perdeu. Acho que você precisa tentar aquela tacada de novo, baby, — eu sussurro. — Você realmente deve se concentrar, Srta. Berry — eu incentivo. Rachel perde a concentração, é claro, porque ela está ofegante, completamente excitada com o jogo que eu estou oferecendo para ela. Eu ando ao redor da mesa, e posiciono a bola preta novamente, e rolo a bola branca de volta para ela. Ela está completamente excitada, lasciva e devassa. Seu olhar nunca deixa o meu quando ela pega a bola branca, alinha, pronta para dar sua tacada novamente. Mas, isso ela não vai fazer. Ela precisa de distração adequada ao jogo.

— Hã — hã! — Eu a repreendo. — Você precisa esperar, baby, — eu digo sorrindo. Eu passeio para o lado dela e me posiciono atrás dela novamente. Desta vez eu acaricio sua coxa esquerda, e os meus dedos rolam em suas nádegas, ocasionalmente escapando para o seu sexo. Sua respiração aumenta.

— Faça sua mira, baby, — eu respiro, excitada. Um gemido escapa de seus lábios, sua mão treme. Ela alinha a bola, faz sua mira, enquanto ela se inclina sobre a mesa, e quando está prestes a bater a bola branca, minha mão deixa seu traseiro, e eu bato com força mais uma vez.

— Ah, não! — Ela geme errando.

— Mais uma, baby. E se errar essa, você vai ver só. — Eu ando para recolher a bola preta e arrumá-la uma vez mais calmamente, meticulosamente, prolongando sua ansiedade.

— Você pode fazer isso, — eu a tranquilizo enquanto eu coloco minha mão em seu traseiro, e ela empurra seu traseiro em minhas mãos em um gesto ansioso, brincando comigo. Eu espanco seu traseiro levemente sobre ambas as esferas, direto em seu sexo.

— Ansiosa Srta. Berry? — Pergunto encantada. Eu estou mais do que ansiosa para chegar ao meu prêmio. Para começar, eu preciso despojá-la de suas calcinhas sensuais. — Bem, vamos nos livrar disso, — eu digo descendo a calcinha para baixo de suas coxas. Uma vez que eu a tiro, eu beijo as esferas expostas de suas nádegas.

— Dê sua tacada, baby, — eu sussurro. Ela está tremendo de desejo. Completamente distraída, ela alinha a bola branca, e ela perde o seu alvo completamente. Oh vitória! Rachel ainda está inclinando-se sobre a mesa surpresa. Eu me inclino para baixo sobre ela enquanto minhas mãos encapsulam as dela.

— Você perdeu, — eu sussurro no seu ouvido. Seu rosto está pressionado no feltro. — Coloque suas mãos abertas sobre a mesa, baby — eu ordeno suavemente, e ela obedece imediatamente. — Ótimo. Vou espancá-la agora, e na próxima vez talvez você não... erre mais, — eu digo enquanto eu pressiono uma de minhas mãos em seu traseiro. Ela geme, e começa a ofegar forte, me excitando ainda mais. Eu acaricio suas nádegas suavemente enquanto minha outra mão viaja para seu cabelo empunhando-o, e segurando-o para baixo na nuca de forma eficaz. Oh, que visão gloriosa!

— Abra suas pernas, — Eu ordeno em um suave murmúrio, e ela se mexe, hesitando. Isso não vai funcionar, baby! Eu levanto a régua e pouso em suas nádegas dois duros golpes em sucessão, como sons de estampidos.

— Pernas, — repito minha ordem, e ela finalmente se rende, abrindo-as. Eu bato em suas nádegas novamente e ela geme de excitação e minha respiração torna-se mais forte em resposta. Eu bato nela de novo e de novo e de novo em um padrão, esquerda, direita, para cima e para baixo. Eu não sei quantas vezes eu bati com a régua em suas nádegas. Estou muito excitada, muito sobre o que eu estou fazendo, enquanto ela está ofegante abaixo de mim, seu sexo florescendo aberto para mim, brilhando, e seus gemidos e suspiros estão crescendo alimentando ainda mais minha excitação. Eu chovo golpes para baixo em suas nádegas de novo e de novo, mais forte dessa vez, e seu corpo finalmente se encolhe.

— Pare, — diz ela, imediatamente, e eu largo a régua deixando-a cair.

— Chega? — Eu mal posso sussurrar para ela também desejoso dela.

— Sim, — ela murmura.

— Quero comer você agora — eu digo com a voz tensa.

— Sim, — ela sussurra querendo que eu comece já. Ela está em cima da mesa de bilhar ofegante, me querendo, e abrindo seu sexo convidativa. Eu coloco meu indicador e o dedo médio em seu sexo, e esfrego em movimentos circulares sentindo sua umidade; muito pronta para mim. Eu afundo dois dedos em Rachel, ela completamente me embainha fazendo-me gemer em puro êxtase. Com a minha outra mão livre eu agarro seus quadris e seguro-a apertado, e lentamente tiro os dedos de dentro dela, só para entrar novamente com três, fazendo-a gritar. Eu fico parada por um momento, para deixá-la encontrar seu equilíbrio.

— Outra vez? — Eu pergunto-lhe em voz baixa.

— Sim, eu estou completamente bem... Pode se soltar... e me leve com você , — ela murmura completamente desejosa. Ela é a minha perdição, fazendo-me gemer e me perder dentro dela, com ela, e eu estou em um nível completamente diferente da mente, quando estou transando com ela assim. Com meus dedos saindo, e entrando de volta nela, para fora e para dentro, uma e outra vez em um ritmo brutal e punitivo. É carnal, puro prazer, e completamente imerso na zona de foda! Eu sinto o aperto de suas entranhas e seu orgasmo se aproximando. Seus músculos internos apertam, agarram, puxam, tentando me ordenhar, e eu empurro mais longe, mais forte, mais rápido e uma e outra vez até que ela alcança o clímax. Eu não conseguido me controlar, somente em vela assim eu me perco e um intenso orgasmo, ele explode, consumindo a nós duas, drenando e ordenhado, deixando-nos acabadas e completamente exaustas. Eu chamo o nome de Rachel enquanto meus dedos escavam profundamente em seus quadris; tremores percorrem meu corpo sacudindo a nós duas. Eu finalmente paro e desabo em cima de Rachel. Eu a puxo comigo enquanto afundamos no chão, embalando-a em meus braços.

— Obrigada, baby, — é tudo que eu posso respirar, e cubro seu rosto com beijos, completamente exaltada por ela me deixar acalmar a besta em mim, se juntando a mim no planalto escuro, e me puxando para a agonia do prazer intenso. Eu envolvo meus braços em torno dela ainda mais apertado, segurando-a bem próxima. Eu noto que seu rosto tem marcas deixadas pela feltro.

— Sua bochecha está vermelha por causa do feltro, — eu sussurro, enquanto eu a esfrego. — Como foi isso? — Pergunto tentando obter sua reação honesta. Espero que não vá afastá-la de mim. Sua resposta me surpreende e me alivia.

— Bom demais. Mas, de novo, eu gosto quando você é bruta , e eu gosto quando você é gentil, Quinn. Gosto que seja você. — Sua declaração me faz incrivelmente feliz. Eu amo essa mulher!

Eu fecho meus olhos com alívio, e dou graças a Deus que este anjo está na minha vida.

— Você nunca falha, Rach. Você é linda, inteligente, estimulante, divertida, sensual, e todos os dias eu agradeço à Divina Providência ter sido você a me entrevistar, e não a Santana Lopez. -Eu confesso beijando seu cabelo. Ela sorri feliz e boceja. — Eu estou cansando você, baby. Venha, vamos tomar banho, e então você vai para a cama.

Abro a torneira da banheira, e despejo um pouco de óleo de banho e sabonete líquido de banho de jasmim. Enquanto o sabonete libera bolhas e um aroma inebriante, eu a pego pela mão, e a afundo na banheira. Eu a faço sentar-se em frente a mim e eu pego seu pé e começo a massageá-lo. Ela se inclina para trás com prazer, gemendo.

— Posso perguntar uma coisa? — Diz ela.

— Claro. Qualquer coisa, você sabe disso, Rach. — Ela se senta e se encolhe.

— Amanhã... quando eu for para o trabalho, Ryder pode apenas me levar para o trabalho até a porta da frente do escritório e, em seguida, me pegar lá no final do dia? Por favor, Quinn. Por favor, — ela pergunta. Baby, vamos lá! Não faça isso comigo! Sua segurança é de extrema importância, será que ela não entende isso? Minha mão congela em seu pé, enquanto meus dentes apertam. Ela sabe que ela concordou com isso, em vez de não ir para o trabalho. Esse era o nosso compromisso. Por que ela está sempre tentando fazer à sua própria maneira 100% do tempo? É pedir demais para ela se comprometer um pouco?

— Achei que a gente tinha concordado, — eu digo nada satisfeita.

— Por favor, — ela implora novamente.

— E o almoço? — Eu sei que ela vai ter que ir almoçar fora.

— Eu vou fazer o meu próprio almoço e levar daqui, assim eu não tenho que sair, por favor, Quinn? — Ela implora novamente. Minha mente está trabalhando rapidamente. Se ela quer abandonar as regras e tentar me abater, tenho que encontrar outras maneiras de fazer do meu jeito. Ela não quer Ryder, tudo bem então. Vou ter que mandá-lo incógnito. Eu a beijo no peito do pé, enquanto eu respondo.

— Acho que é muito difícil dizer não para você. Você não vai sair?

— Não, — ela responde. Existe uma maneira de descobrir se ela vai seguir as regras.

— Certo, — eu digo. Se ela mantiver sua parte do acordo depois que eu validei sua promessa, então, eu posso, só posso consentir.

Ela me dá o seu 100 mil megawatts sorriso:

— Obrigada! — Ela exclama, e ela vem até a mim espirrando água em volta da banheira, e me beija.

— Não há de quê, Srta Berry. Como está o sua bunda? — Eu pergunto.

— Dolorida, mas não é nada de mais. A água alivia.

— Estou feliz que você tenha me pedido para parar, — confesso, sentindo alívio de que posso confiar nela um passo adiante.

— Minha bunda também, — diz ela, brincando, me fazendo sorrir.

*****

Nós vamos para a cama, e Rachel veste uma das minhas camisetas; eu franzo a testa. Ela merece muito melhor. Seda e cetim todo o tempo.

— A Srta. Jones não forneceu qualquer roupa de dormir? — Eu pergunto.

— Eu não tenho idéia. Eu apenas gosto de suas camisas, — ela murmura. Eu gosto dela nas minhas coisas.

— Eu preciso trabalhar, Rachel, — eu digo, mas ainda não estou disposta a deixá-la fora da minha vista sabendo que Ashley estava aqui quando ela estava dormindo. Eu preciso ficar de guarda aqui com ela. — Mas eu não quero deixá-la sozinha. Posso usar o seu laptop para fazer login no escritório? Vou incomodar se eu trabalhar aqui? — Pergunto preocupada.

— O laptop não é meu, — ela mal consegue sussurrar com seus olhos semicerrados.

Pov Rachel

O ALARME TOCA, acordando-me com as noticias do trânsito. Quinn ainda está dormindo ao meu lado. Esfregando os olhos, focalizo o relógio: seis e meia, cedo demais.

Está chovendo lá fora pela primeira vez em séculos, e a luz é suave e doce. Estou tão aquecida e confortável aqui neste enorme e moderno arranha-céu, com Quinn ao meu lado. Eu me espreguiço e viro o corpo para a mulher deliciosa junta a mim. Ela abre os olhos, piscando, sonolenta.

— Bom dia. – Sorrio e acaricio seu rosto, inclinando-me para beijá-la.

— Bom dia, baby. Normalmente acordo antes de o alarme tocar – murmura ela, impressionada.

— Está programada para muito cedo.

— É verdade, Srta. Berry. – Quinn sorri. – Tenho que me levantar. – Ela me beija, e então está de pé.

Eu me jogo de volta nos travesseiros. Uau, acordar em um dia de semana ao lado de Quinn Fabray. Como foi que isso aconteceu? Fecho os olhos e cochilo.

— Vamos, dorminhoca, acorde. – Quinn se inclina sobre mim... Hum, ela cheira tão bem. De camisa branca e um terninho preto, sem gravata; a CEO está de volta. – O que foi? – pergunta ela.

— Eu queria que você voltasse para cama.

Ela entreabre os lábios, surpresa com a provocação, e sorri quase sem graça.

— Você é insaciável, Srta. Berry. Por mais que a ideia seja tentadora, tenho uma reunião às oito e meia, então preciso sair daqui a pouco.

Ah, dormir por mais uma hora ou algo assim. Merda. Pulo da cama, e Quinn ri.

TOMO BANHO e me visto depressa, colocando as roupas que separei ontem: uma saia-lápis cinza, camisa de seda cinza-clara e sapatos de salto altos pretos, tudo do meu guarda-roupa novo. Escovo e prendo o cabelo, então caminho até a sala de estar, sem saber muito bem o que esperar. Como vou até o trabalho?

Quinn está tomando café no balcão. A Srta. Jones está na cozinha fazendo panquecas e bacon.

— Você está linda – murmura ela.

Passando os braços em volta de mim, ela me beija embaixo da orelha. Com o canto do olho, vejo a Srta. Jones sorrir. Fico vermelha.

— Bom dia, Srta. Berry – diz ela, servindo-me um prato de panquecas e bacon

— Ah, obrigada. Bom dia – murmuro. Eu bem que poderia me acostumar com isso.

— A Srta. Fabray me disse que a senhora vai levar algo para almoçar no trabalho. O que gostaria de comer?

Olho de relance para Quinn, que está fazendo muita força para não sorri. Estreito os olhos para ela.

— Um sanduiche... uma salada. Pode ser qualquer coisa. – Sorrio para Srta. Jones.

— Vou preparar um embrulho para senhora.

— Por favor, Srta. Jones, pode me chamar de Rachel ou Rach.

— Rach. – Ela sorri e se vira para fazer chá.

Nossa... que legal.

Viro-me e inclino a cebça para Quinn, desafiando-a: vá em frente, acuse-me de flertar com a Srta. Jones.

— Tenho que ir, Rach. Puck vai voltar e deixar você no trabalho com Ryder.

— Só até a porta.

— É. Só até a porta. – Quinn revira os olhos. – Mas tenha cuidado.

Dou uma olhada ao redor e vejo Puck de pé junto à cadeira. Quinn se levanta e me dá um beijo, segurando meu queixo.

— Até mais, baby.

— Tenha um bom dia no escritório, querida – exclamo. Ela se vira, abre seu belo sorriso para mim e vai embora.

A Srta. Jones me passa uma xícara de chá, e, de repente, eu me sinto desconfortável sozinha ali com ela.

— Há quanto tempo você trabalha para Quinn? – pergunto, sentindo-me na obrigação de puxar uma conversa.

— Há uns quatro anos, mais ou menos – responde ela com gentileza, enquanto prepara meu almoço.

— Sabe, eu mesma posso fazer isso – balbucio, envergonhada que ela esteja fazendo aquilo por mim.

— Tome seu café da manhã, Rach. Este é meu trabalho. E gosto dele. É bom cuidar de alguém que não seja o Sr. Puck e a Srta. Fabray. – Ela sorri com doçura.

Minhas bochechas ficam rosadas de prazer, e eu quero bombardear essa mulher de perguntas. Ela deve saber muito sobre Quinn, mas, embora seja acolhedora e simpática, é também muito profissional. Sei que só vou deixar nós duas envergonhadas se começar a interroga-la, então termino meu café da manhã num silêncio razoavelmente confortável, interrompido apenas por suas perguntas a respeito de minhas preferências gerais com relação a comida.

Vinte e cinco minutos depois Ryder aparece na entrada da sala de estar. Já escovei os dentes e estou pronta para sair. Segurando a sacola de papel pardo com meu almoço – acho que nem a minha mãe já fez isso por mim -, pego o elevador com Ryder, até o primeiro andar. Ele é muito calado, não revela nada. Puck está nós esperando no Audi, e eu me sento no banco de trás do carro assim que Ryder abre a porta para mim.

— Bom dia, Puck – cumprimento-o com vivacidade.

— Srta. Berry. – Ele sorri.

— Puck, sinto muito por meus comentários inapropriados ontem à noite. Espero que não ter criado problemas para você.

Pelo retrovisor, vejo Puck franzir a testa espantado enquanto conduz o carro pelo trânsito de Seattle.

— Não precisa se preocupar Srta. Beery – responde ela com ar tranquilizador.

Ah, quem bom. Talvez Quinn não tenha dado uma bronca nela. Foi só comigo então, penso um tanto amarga.

— Fico feliz em ouvir isso, Puck – sorrio.

BIFF ME OLHA, avaliando minha aparência enquanto caminho até minha mesa.

— Bom dia, Rach. Teve um bom fim de semana?

— Sim, obrigada. E você?

— Foi bom. Sente-se... Tenho trabalho para você.

Concordo com a cabeça e me sento diante do computador. Parece que passaram-se anos desde de a última vez que vim trabalhar. Ligo o computador e abro o e-mail e é claro que há uma mensagem de Quinn.

—___________________________________________

De: Quinn Fabray

Assunto: Chefe

13 junho 2011 08:24

Para: Rachel Berry

Bom dia, Srta. Berry,

Só queria agradecer pelo fim de semana maravilhoso, apesar de todo o drama.

Espero que você nunca mais vá embora, nunca.

E só para lembrar: a noticia da SIP permanece embargada por quatro semanas.

Apague este e-mail assim que ler.

Sua,

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc. e Chefa do chefe do seu chefe. ____________________________________________

Espera que eu nunca mais vá embora? Será que ela quer que eu me mude de vez para casa dela? Deus do céu... Mal a conheço. Deleto a mensagem.

De: Rachel Berry

Assunto: Chefona

13 junho 2011 09:03

Para: Quinn Fabray

Cara Srta. Fabray,

Você está me pedindo para morar com você? E, claro, sei que a maior prova de sua impressionante capacidade de persignação permanece embargada pelas próximas quatro semanas. Devo fazer cheque em nome da Superando Juntos e mandar para o seu pai? Por favor, não apague este e-mail. Por favor, responda a ela.

Amo Você

Bj,

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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— Rach! – Biff me faz pular da cadeira.

— Sim? – Fico vermelha, e Biff franze a testa para mim.

— Tudo certo?

— Claro. – Reviro minhas coisas e pego meu bloquinho antes de correr até a sala dele.

— Ótimo. Como você provavelmente se lembre, vou participar daquele Simpósio de Ficção em Nova York na quinta-feira. Já tenho as entradas e as reservas, mas gostaria que você fosse comigo.

— Para Nova York?

Sim. A gente vai ter que ir na quinta-feira e passar a noite lá. Acho que você vai aprender muito com a experiência. – Seus olhos escurecem ao dizer isso, mas seu sorriso é educado. – Você pode fazer os arranjos necessários para a viagem? E reservar mais um quarto no hotel em que vou ficar? Acho que a minha assistente anterior deixou os detalhes em algum lugar.

— Certo. – Lanço um sorriso lívido para Biff.

Merda. volto para minha mesa. Quinn não vai gostar muito disso... O problema é que quero ir. Parece uma oportunidade de verdade, e tenho certeza de que consigo manter Biff afastado, se é que ele tem mesmo alguma intenção nesse sentindo. De volta à minha mesa, vejo que há uma resposta de Quinn.

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De: Quinn Fabray

Assunto: Chefona, eu?

13 junho 2011 09:06

Para: Rachel Berry

Sim. Por favor.

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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Ela realmente quer que eu me mude para casa dela. Ah, Quinn... é cedo demais. Apoio a cabeça nas mãos, tentando recuperar o juízo. Isso é tudo de que eu precisava depois de um fim de semana extraordinário. Nem tive um momento de tranquilidade para refletir e entender tudo o que experimentei e descobrir neste dois últimos dias.

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De: Rachel Berry

Assunto: Flynnismo

Data: 13 junho 2011 09:19

Para: Quinn Fabray

Quinn,

O que aconteceu com aprender a caminhar antes de correr?

Podemos falar sobre isso hoje à noite, por favor?

Fui convidada a participar de uma conferência em Nova York, na quinta-feira.

Isso significa passar a noite de quarta lá.

Achei que você deveria saber.

Bj,

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: O QUE?

13 junho 2011 09:20

Para: Rachel Berry

Sim. Vamos conversar esta noite.

Você vai sozinha?

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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De: Rachel Berry

Assunto: Nada de maiúsculas gritantes numa segunda de manhã.

13 junho 2011 09:29

Para: Quinn Fabray

Podemos falar sobre isso hoje à noite?

Bj,

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: Você ainda não me ouvi gritar

13 Junho 2011 09:34

Para: Rachel Berry

Fale agora.

Se for com essa criatura desprezível com quem você trabalha, então a resposta é não. NEM POR CIMA DO MEU CADÁVER!

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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De: Rachel Berry

Assunto: Não, VOCÊ não viu grito ainda!

13 Junho 2011 09:45

Para: Quinn Fabray

Sim. É com Biff

.

Eu quero ir. É uma grande oportunidade para mim.

E eu nunca fui em Nova York.

Pare de se preocupar e de ficar arrancando os cabelos à toa.

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: Não, VOCÊ ainda não viu nada.

13 Junho 2011 09:34

Para: Rachel Berry

Rachel,

Não é com merda dos meus cabelos que estou preocupada.

A resposta é NÃO.

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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— Não! – grito para o monitor, fazendo com que o escritório inteiro interrompa o que está fazendo para olhar para mim.

Biff coloca a cabeça para fora de sua sala.

— Tudo bem, Rach?

— Sim. Desculpe – murmuro. – Eu... só esqueci de salvar um documento.

Estou rubra de vergonha. Ele sorri para mim, mas com uma expressão intrigada. Respiro fundo várias vezes e rapidamente digito uma resposta. Estou com tanta raiva.

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De: Rachel Berry

Assunto: Cinquenta Tons

13 junho 2011 09:54

Para: Quinn Fabray

Quinn,

Você precisa segurar a sua onda.

Eu NÃO vou dormir com Biff, nem que a vaca tussa.

AMO você. Isso é o que acontece quando as pessoas se amam.

Elas CONFIAM umas nas outras.

Não acho que você vá DORMIR COM, BATER, COMER ou AÇOITAR qualquer outra pessoa. Tenho FÉ e CONFIANÇA em você.

Por favor, tenha a COMPOSTURA de agir da mesma forma comigo.

Rach

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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Eu me sento, à espera de sua resposta. Nada chega. Ligo para a companhia aérea e marco minha passagem, com cuidado de escolher o mesmo voo que Biff. Ouço o bip indicando a chegada de mais um e-mail.

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De: Charlize theron

Assunto: Encontro para um almoço

Data: 13 Junho 2011 10:15

Para: Rachel Berry

Cara Rachel,

Eu realmente gostaria de almoçar com você. Acho que começamos com o pé esquerdo, e eu gostaria de consertar isso. Você está livre em algum momento esta semana?

Charlize theron

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Puta merda, Mrs. Robinson, não! Como ela descobriu meu e-mail? Levo as mãos à cabeça. Dá para este dia ficar pior?

O telefone toca e ergo a cabeça cansada para atende-lo, olhando para o relógio. São apenas dez e vinte, e eu já desejo não ter deixado a cama de Quinn

— Escritório de Biff McIntosh. Rachel Berry falando.

Uma voz dolorosamente familiar grita do outro lado:

— Você poderia apagar o último e-mail que me mandou e tentar ser um pouco mais cautelosa com as palavras que usa em seu e-mail de trabalho? Eu já falei, o sistema é monitorado. Vou tentar reduzir os dados do lado de cá. – E desliga.

Puta merda... Fico ali sentada, encarando o telefone. Quinn desligou na minha cara. Essa mulher está pisoteando a minha nova carreira e ainda desliga na minha cara? Fito o telefone e, se não fosse um objeto inanimado, sei que ela murcharia apavorada sob meu olhar fulminante.

Abro meus e-mails e apago o que mandei para ela. Não é tão ruim assim. Eu só falei em bater e, bem, açoitar. Se ela tem tanta vergonha disso, não deveria fazer o que faz. Pego meu BlackBerry e ligo para o celular dela.

— O quê? – Atende ela.

— Vou para Nova York quer você queria, quer não – respondo.

— Não vá contando...

Desligo, interrompendo-a no meio da frase. A adrenalina domina meu corpo. Pronto... Falei. Estou com muita raiva.

Respiro fundo, tentando me recompor. Fechando os olhos, imagino que estou em um lugar feliz. Hum... uma cabine de barco com Quinn. Afasto a imagem, já que estou com raiva de Quinn para deixá-la se aproximar de meu lugar feliz.

Abrindo os olhos, alcanço calmamente meu bloco de anotações, repassando com cuidado a lista de coisas a fazer. Respiro fundo, recobrando o equilíbrio.

— Rach! – grita Biff, assustando-me. – Não marque a passagem!

— Tarde de mais. Já marquei – respondo, enquanto ele caminha de sua sala em minha direção. Perece furioso.

— Olhe, aconteceu alguma coisa. Por alguma razão, de repente, todas as viagens e despesas de hotel para os funcionários têm que ser aprovados pela direção. A ordem veio de cima. Vou falar com a Aprill. Aparentemente, acabaram de aprovar uma proibição de todos os gastos. Não estou entendendo. – Biff aperta a ponta do nariz e fecha os olhos.

Todo o sangue me foge o rosto e meu estômago dá um nó. Quinn!!!

— Atenda as minhas chamadas. Vou ver o que Aprill tem a dizer – ele pisca para mim e segue para falar com sua chefe. Mas não a chefa da sua chefa.

Droga. Quinn Fabray... Meu sangue começa a ferver de novo.

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De: Rachel Berry

Assunto: O que você fez?

Data: 13 Junho 2011 10:43

Para: Quinn Fabray

Por favor, me diga que você não vai interferir em meu trabalho.

Realmente quero ir a esta conferência.

Eu não deveria ter lhe pedido isso.

Já apaguei o e-mail agressivo.

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: O que você fez?

13 Junho 2011 10:46

Para: Rachel Berry

Estou apenas protegendo o que é meu.

O e-mail que você tão imprudentemente me enviou já foi deletado do serviço da SIP, da mesma forma que os meus e-mails para você.

Aliás, confio em você implicitamente. É nele que não confio.

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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Verifico se ainda tenho os e-mails dela, e eles desapareceram. A influência dessa mulher não conhece limites. Com ela faz isso? Quem ela conhece que pode furtivamente mergulhar nas profundezas dos servidores da SIP para deletar e-mails? Estou tão por fora aqui.

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De: Rachel Berry

Assunto: Cresça

13 Junho 2011 10:48

Para: Quinn Fabray

Quin,

Não preciso de proteção contra meu próprio chefe.

Ele pode até dar em cima de mim, mas vou dizer não.

Você não pode interferir. Isso é errado e controlador em muitos níveis.

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: A resposta é NÃO

13 Junho 2011 10:50

Para: Rachel Berry

Rach,

Sei o quanto você é ‘’eficaz’’ em um lugar contra atenção em lutar contra atenção indesejada. Lembro-me de que foi assim que tive o prazer de passar minha primeira noite com você.

Pelo menos o fotógrafo tem sentimentos por você. Já esse cretino, não. Ele é um mulherengo e vai seduzi-la. Pergunte a ele o que aconteceu com a última assistente dele e com a outra antes dela.

Não quero brigar por isso.

Se você quer conhecer Nova York, eu a levo lá. Podemos ir neste fim de semana. Tenho um apartamento na cidade.

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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Ah, Quinn!! Não é essa a questão. Isso é tão frustrante. E é óbvio que ela tem um apartamento em Nova York. Onde mais ela tem propriedades? Claro que tinha de voltar a Finn. Será que algum dia ela vai esquecer isso? Eu estava bêbeda, pelo amor de Deus. Jamais ficaria bêbada com Biff.

Balanço a cabeça para o monitor, mas acho que não posso continuar a discutir com ela por e-mail. Terei de esperar até a noite.

Verifico a hora. Biff ainda não voltou da reunião com Aprill, e eu preciso lidar com Charlize. Leio seu e-mail de novo e decido que a melhor maneira de lidar com isso é enviá-lo para Quinn. Deixar que ela se concentre nela e não em mim.

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De: Rachel Berry

Assunto: FW: Encontro para almoço ou Bagagem Irritante

13 junho 2011 11:15

Para: Quinn Fabray

Quinn,

Enquanto você esteve ocupada interferindo na minha carreira e se livrando de minhas mensagens, recebi o seguinte e-mail da Sra. Theron. Eu realmente não gostaria de encontrá-la, e mesmo que quisesse, não estou autorizada a deixar o edifício. Como ela descobriu meu endereço, não sei. O que você sugere que eu faça? Aí vai o e-mail dela:

Cara Rachel,

Eu realmente gostaria de almoçar com você. Acho que começamos com o pé esquerdo, e eu gostaria de consertar isso. Você está livre em algum momento esta semana?

Charlize theron

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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De: Quinn Fabray

Assunto: Bagagem Irritante

13 Junho 2011 11:23

Para: Rachel Berry

Não fique brava comigo. Só estou pensando em você.

Se alguma coisa acontecesse com você, eu nunca iria me perdoar.

Vou lidar com a Sra. Theron.

Quinn Fabray,

CEO, Fabray Enterprises Holdings, Inc.

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De: Rachel Berry

Assunto: Laters

13 Junho de 2011 11:32

Para: Quinn Fabray

Será que podemos conversar sobre isso hoje à noite? Estou tentando trabalhar, e sua interferência continua está me distraindo.

Rachel Berry

Assistente de Biff McIntosh, Editor, SIP

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Biff retorna após o meio-dia e me diz que não passo participar da viagem para Nova York, embora ele ainda esteja indo, e que não há nada que ele possa fazer para mudar a politica da diretoria. Ele volta para sua sala, batendo a porta, visivelmente furioso. Por que está tão bravo?

No fundo, sei que suas intenções são menos do que honrosas, mas tenho certeza de que sou capaz de lidar com ele, e me pergunto o que Quinn sabe a respeito das assistentes anteriores de Biff. Afasto os pensamentos e continuo com meu trabalho, mas decido que vou tentar fazer Quinn mudar de ideia, embora as perspectivas sejam desoladoras.

À uma hora da tarde, Biff põe a cabeça para fora da sala:

— Rach, por favor, você poderia trazer algo para eu almoçar?

— Claro. O que você gostaria?

— Pastrami no pão de centeio, sem mostarda. Eu pago quando você voltar.

— Alguma coisa para beber?

— Uma Coca, por favor. Obrigada, Rach. – Ele volta para sua sala enquanto eu pego minha bolsa.

Merda. prometi a Quinn que não iria sair. Suspiro. Ela nunca vai saber, e vou ser rápida.

Na recepção, Tina me oferece um guarda-chuva, já que ainda está caindo um pé-d’água. Ao sair pela porta da frente, aperto o casaco em volta do corpo e dou uma olhada de relance em ambas as direções por debaixo do imenso guarda-chuva. Parece estar tudo bem. Nenhum sinal de Garota-Fantasma.

Caminho apressada e discretamente, espero, na direção da lanchonete. No entanto, quanto mais me aproximo, mais tenho um sentimento assustador de que estou sendo seguida, e não sei se é a minha paranoia exagerada ou se é realidade. Merda. espero que não seja Ashley com uma arma.

É só a sua imaginação, diz meu inconsciente. Quem iria querer atirar em você?

Em quinze minutos, estou de volta, sã e salva, mas aliviada.. acho que a paranoia extrema de Quinn e sua vigilância superprotetora estão começando a me afetar.

Enquanto entrego o almoço de Biff, ele me olha por trás do telefone.

— Obrigada, Rach. Já que você não vem comigo, vou precisar que trabalhe até mais tarde. Precisamos desses resumos prontos. Espero que você não tenha planos. – Ele sorri para mim calorosamente, e eu fico vermelha.

— Não, Tudo bem – digo com um sorriso e o coração apertado. Isto vai dar problema. Quinn vai pirar, tenho certeza.

Ao voltar para minha mesa, decido não lhe dizer imediatamente, caso contrario, ela pode ter tempo para interferir de alguma forma. Eu me sento e como o sanduiche de salada de frango que a Srta. Jones preparou para mim. Está uma delicia. Ela faz um sanduiche muito bom.

Na certa, se eu morasse com Quinn, a Srta. Jones prepararia meu almoço todos os dias da semana. A ideia é inquietante. Nunca sonhei com a riqueza obscena nem com todos os luxos que vêm com ela; só com amor. Encontrar alguém que me amasse e não tentasse controlar cada movimento meu. O telefone toca.

— Escritório de Biff M...

— Você prometeu que não sairia – Quinn me interrompe, a voz fria e dura.

Meu coração afunda pela milionésima vez. Merda. como ela sabe?

— Biff me pediu para comprar o almoço dele. Eu não tinha como dizer não. Você colocou alguém para me vigiar? – Meu coro cabeludo pinica com ideia. Não é de surpreender que eu tenha me sentido tão paranoica: havia alguém me observando. O pensamento me deixa com raiva.

— É por isso que eu não queria que você fosse trabalhar – revida ela.

— Quinn, por favor. Você está... – sendo tão Cinquenta Tons -... me sufocando.

— Sufocando? – sussurra ela, surpresa.

— É. Você tem que parar com isso. Falo com você hoje à noite. Infelizmente, tenho que trabalhar até mais tarde porque não posso ir a Nova York.

— Rachel, não quero sufocar você – diz ela em voz baixa, horrorizada.

— Bem, é o que está fazendo. Tenho que trabalhar. Falo com você depois – desligo, sentindo-me exausta e um tanto deprimida.

Depois de um fim de semana maravilhoso, a realidade está batendo à porta. Nunca senti tanta vontade de fugir. Fugir para um retiro tranquilo em que eu possa pensar nessa mulher, sobre como ela é e sobre como lidar com ela. Em um nível, sei que ela está machucada, entendo isso claramente agora. O que é tão desolador quanto desgastante. Pelos pequenos pedaços de informação preciosa que ela tem me dado sobre sua vida, eu entendo o porquê. Uma criança rejeitada, um ambiente medonho e abusivo, uma mãe que não podia protegê-la, a quem ela não podia proteger e que morreu na frente dela.

Tremo. Minha pobre Cinquenta Tons. Sou dela, mas não para ser mantida numa gaiola. Como é que vou fazê-la enxergar isso?

Com o coração pesado, arrasto para meu colo um dos manuscritos que Biff quer que eu avalie e começo a ler. Não consigo pensar numa solução fácil para o problema de Quinn com o controle. Vou ter que falar com ela mais tarde, cara a cara.

Meia hora depois, Biff me manda um e-mail um documento que preciso arrumar e preparar para impressão em tempo para conferência. Isso vai me ocupar não pelo resto do da tarde, mas uma boa parte da noite também. Começo a trabalhar.

Quando olho para cima, já são mais de sete da noite e o escritório está deserto, embora a luz na sala de Biff ainda esteja acesa. Não reparei nas outras pessoas saindo, mas já estou quase terminando. Mando o documento de volta para Biff por e-mail, para sua aprovação, e verifico a caixa de entrada. Nenhuma mensagem de Quinn, então dou uma olhada rápida no BlackBerry, e levo um susto quando ele começa a vibrar: Quinn.

— Oi – atendo.

— Oi, que horas você vai terminar?

— Lá pelas sete e meia, acho.

— Encontro você lá em baixo.

— Tudo bem.

Ela parece quieta, nervosa até. Por quê? Com medo da minha reação?

— Ainda estou brava com você, mas é só isso – sussurro. – Temos muito o que conversar.

— Eu sei. Vejo você às sete e meia.

Biff sai de sua sala.

— Tenho que desligar. Vejo você mais tarde – desligo.

Olho para Biff à medida que caminha despreocupado em minha direção.

— Só preciso de uns poucos de ajuste. Mandei um e-mail com as orientações para você.

Ele se inclina sobre mim enquanto busco o arquivo, bem perto... perto demais. Seu braço toca o meu. Por acaso? Recuo, mas ele finge não perceber. Seu outro braço repousa sobre o encosto de minha cadeira, tocando minhas costas. Empino o corpo para não encostar nele.

— Página dezesseis e vinte e três, e acho que é só – murmura ele, a boca a centímetros do meu ouvido.

Minha pele se eriça com sua proximidade, mas decido ignorar a sensação. Abro o documento e, trêmula, começo a efetuar as mudanças. Ele ainda está debruçado sobre mim, e todos os meus sentido estão atentos. É perturbador e estranho, e, por dentro, estou gritando: Chega para lá!

— Depois disso já pode imprimir. Pode ser amanhã. Obrigada por ficar até mais tarde e resolver isso, Rach. – Sua voz é suave e gentil, com se ele estivesse falando com um animal ferido. Meu estômago dá voltas. – Acho que o mínimo que eu poderia fazer é recompensá-la com um drinque. Você merece. – Ele coloca uma mecha solta do meu cabelo atrás da orelha e acaricia suavemente o lóbulo.

Tremo, rangendo os dentes, e afasto a cabeça. Merda! Quinn tinha razão. Não me toque.

— Na verdade, hoje eu não posso. – Nem dia nenhum, Biff.

— Nem um drinque? – insiste ele.

— Não, não posso. Mas obrigada.

Biff se senta na beira da minha mesa franze a testa. Em minha cabeça, um alarme alto dispara. Estou sozinha no escritório. Não posso sair. Olho nervosa para o relógio. Ainda faltam cinco minutos até que Quinn chegue.

— Rach, acho que formamos um belo time. Que pena que não consegui arrumar esta viagem para Nova York. Não será o mesmo sem você.

Tenho certeza que não. Sorrio de leve para ele, porque não consigo pensar no que dizer. E, pela primeira vez durante todo o dia, sinto uma pontadinha de alivio por não estar indo com ele.

— E então, como foi o fim de semana? – pergunta ele suavemente.

— Bem, obrigada. – Aonde ele quer chegar?

— Saiu com o namorado?

— Namorada. Sim, saí.

— Humm.. O que ela faz?

Manda em você...

— É empresária.

— Interessante. De que tipo de negócio?

— Ah, todo o tipo de coisa.

Biff deita a cabeça de lado e se inclina em minha direção, invadindo meu espaço pessoal de novo.

— Você está sendo muito reservada, Rach.

— Bem, ela trabalha com telecomunicações, manufatura e agricultura. – Biff ergue as sobrancelhas.

— Que tantas coisas. E ela trabalha para quem?

— Ela trabalha para ela mesma. Se tiver tudo certo com o documento, eu gostaria de ir, tudo bem?

Ela se inclina para trás. Meu espaço pessoal está seguro novamente.

— Claro. Desculpe, não queria prendê-la aqui – diz, dissimuladamente.

— A que horas o prédio fecha?

— A segurança fica aqui até as onze da noite.

— Bom. – Sorrio, e meu inconsciente relaxa em sua poltrona, aliviado de saber que não estamos sozinhos no prédio. Desligo o computador, pego minha bolsa e me levanto, pronta para sair.

— Você gosta dela, então? Do sua namorada?

— Amo a minha namorada – respondo, olhando Biff diretamente nos olhos.

— Entendi. – Biff franze a testa e se levanta da minha mesa. – Qual é o sobrenome dela?

Fico vermelha.

— Fabray. Quinn Fabray – murmuro.

— A solteira mais rica de Seattle? Essa Quinn Fabray?

— É. Ela mesmo. – Isso, essa Quinn Fabray, sua futura patroa, que vai acabar com sua raça se você invadir meu espaço pessoal de novo.

— Bem que eu achei que a conhecia de algum lugar – diz Biff de forma sombria, e sua testa se franze novamente. – Bem, ela é uma mulher de sorte.

Pisco para ele. O que posso responder a isso?

— tenha uma boa noite, Rach. – Biff sorri, mas o sorriso não transparece em seus olhos, e ele caminha com firmeza de volta para sua sala, sem olhar para trás.

Deixo escapar um longo suspiro de alivio. Bem, esse problema parece estar resolvido. A mágica Quinn funcionou mais uma vez. Só o seu nome já é um talismã, capaz de fazer este homem bater em retirada com o rabo entre as pernas. Permito-me um pequeno sorriso vitorioso. Está vendo, Quinn? Só o seu nome já me protege, você não precisa ter todo aquele trabalho de proibir gastos extras com funcionários. Arrumo minha mesa e verifico a hora. Quinn deve estar lá embaixo.

O Audi está parado junto à calçada, e Puck salta para abrir a porta traseira. Nunca fiquei tão feliz em vê-lo, e corro para dentro do carro, para fugir da chuva.

Quinn está no banco de trás, olhando para mim, os olhos arregalados e cautelosos. Ela se prepara para minha raiva, o maxilar tenso.

POV QUINN

No momento em que chegamos a SIP, são quase 07:30. Puck estaciona o Audi ao lado da calçada. Depois de esperar alguns minutos, Rachel emerge das portas de entrada da frente. Puck desce imediatamente do carro e abre a porta traseira do passageiro para ela. Estou apreensiva, preocupada em como ela vai reagir, com medo de que ela possa partir, e me diga que é isso. Todos os tipos de pensamentos assustadores estão cruzando pela minha mente e nada disso é agradável. No momento em que ela entra no carro, eu estou completamente tensa, meu coração está em minha boca, e eu estou amarrada mais apertado do que um arco.

— Oi, — ela murmura me cumprimentando.

— Oi, — eu respondo ainda cautelosamente otimista pelo seu tom. Eu não posso lidar com o fato de que ela poderia me deixar e ir embora. Eu imediatamente estendo a mão e agarro a mão dela, e seguro e aperto-a com força.

— Você ainda está brava? — Eu pergunto.

— Não sei, — ela responde. Eu seguro sua mão e beijo as juntas de seus dedos com o mais leve dos beijos.

— Foi um dia de merda, Rachel, — eu digo pedindo com o meu olhar para que ela me dê uma pausa.

— Sim, foi, — ela aquiesce. Mas agora que ela está aqui comigo, está tudo certo no universo, como deveria ser.

— Está melhor agora que você está aqui, — eu sussurro. Enquanto Puck nos leva ao Escala pelo trânsito de Seattle, eu finalmente tenho a chance de relaxar. Eu beijo suavemente a mão dela, e esfrego meu polegar sobre os nós dos dedos em um ritmo suave. Quando nos encaminhamos para o Escala, eu fico nervosa novamente. Apreensão sobe em mim. Eu estou cautelosa quando Puck nos deixa do lado de fora do prédio. Eu seguro a mão de Rachel, e mergulho no edifício saindo da chuva que cai. A previsão do tempo estava errada. A chuva persistiu através da tarde, e meu humor desagradável junto com ela. Eu continuo a olhar ao redor para ver se Ashley está em qualquer lugar nas proximidades. Rachel percebe minha cautela.

— Pelo visto você ainda não encontrou Ashley.

— Não. ainda estamos procurando por ela, — eu murmuro tristemente.

Quando o elevador chega, eu entro com ela, nossas mãos ainda entrelaçadas. Eu baixo o olhar para Rachel. Eu a amo, e odeio brigar com ela. Tenho medo de perdê-la! E agora, neste espaço fechado, eu tenho essa imensa saudade e desejo e essa atração inevitável em direção a ela, e eu posso ver que ela se sente da mesma forma que eu. O desejo que tenho por ela sobe para níveis insuportáveis.

— Você está sentindo? — Eu respiro enquanto meus lábios se abrem para acomodar a minha respiração.

— Sim, — ela responde o coração batendo tão forte, que eu posso senti-lo através de sua mão.

— Oh, Rach, — eu gemo e a agarro, meus braços envolvendo-a com a intensidade do meu desejo. Enquanto uma mão viaja até seu pescoço, eu levanto sua cabeça para trás, e selo seus lábios com os meus. Os dedos de Rachel encontram meu cabelo e ela começa a acariciar o meu rosto, e essa é a minha perdição. Eu a empurro contra a parede do elevador.

— Odeio discutir com você, — eu respiro desesperadamente. Com o desejo explodindo, nossos corpos estão tensos com toda a merda que tinha acontecido durante o dia, e buscando alívio. Minha língua entra na sua boca e acha a dela. Eu chupo sua língua, e essa doce sensação começa a se construir em mim, e eu percebo que eu tenho de tê-la aqui e agora. Eu tenho que saber que estamos bem. Minha mão vai até o quadril, e eu rapidamente puxo a saia até aparecerem suas coxas, e eu vejo que ela está vestindo meias com cinta-liga. Oh porra! Ela está me matando aqui!

— Deus do céu, você está de liga! — Eu gemo enquanto eu acaricio a perna acima da linha da cinta. — Eu quero ver isso, — eu digo e puxo sua saia para cima, o topo de suas coxas estão expostos aos meus olhos famintos. Dou um passo para trás, e alcanço o botão de parada do elevador, e o elevador para imediatamente de subir. Estamos presos entre os andares 22 e 23. Estou muito excitada. Meu corpo está queimando de desejo por ela, e aqui está ela, uma deusa do sexo de meias liga!

— Solte seu cabelo, — eu peço a ela com uma voz rouca, e ela imediatamente obedece. Por que ela não pode obedecer assim em qualquer outro momento? Seu cabelo cai até os ombros e peito. — Agora, desabotoe os dois primeiros botões de cima da camisa, — eu sussurro, meus olhos selvagens com desejo devasso.

Ela alcança e desabotoa os dois botões dolorosamente lenta, levando um tempo enorme, revelando os topos dos seios fartos, seu sutiã exibindo a quantidade certa de renda.

Eu engulo em seco.

— Você tem alguma idéia de como está sensual neste exato momento? — Eu pergunto.

Ela morde aquele lábio delicioso, e balança a cabeça inocentemente. Eu dou um passo à frente e coloco as duas mãos na parede do elevador ao lado de seu rosto, mas eu não a estou tocando. Eu me inclino e esfrego o meu nariz no dela. Este ponto único de contato incendeia meu sangue, a corrente corre através de nossos corpos a partir deste toque e eu estou pronto para entrar em combustão. Rachel se sente da mesma forma pois seu peito sobe e desce como se ela tivesse corrido uma maratona.

— Acho que você sabe, Srta. Berry," eu digo. — Acho que você adora me deixar louca, — eu digo.

— Eu deixo você louca? — Ela sussurra inocentemente.

— Em todos os aspectos, Rachel. Você é uma sereia, uma deusa! — Eu chego até ela, e agarro sua perna acima do joelho e engato-a em torno da minha cintura. Ela agora está em pé sobre uma perna e se apoiando em mim. Eu estou com tanta vontade dela. Eu corro meus lábios nos seus lábios e, em seguida, arrasto para baixo para sua garganta. Ela geme de prazer e envolve seus braços em volta do meu pescoço.

— Vou comer você aqui mesmo, Rachel, — eu respiro, e ela arqueia suas costas em resposta automática, pressionando-se contra mim, seu sexo ansioso. Eu gemo um som gutural profundo, e eu desço minha mão até seu centro.

— Segure em mim, baby, — murmuro. Eu afasto sua calcinha para o lado e começo a estimular ela. Tão molhada. Retiro meus dedos e levo até sua boca. Fazendo ela provar o seu próprio gosto.

— Boa menina, — eu digo ofegante quando retiro os dedos de sua boca. — Deus, eu mal posso esperar pelos próximos seis dias, — eu resmungo e olho para ela com olhos semicerrados. – Espero que você não ligue muito para esta calcinha, — eu digo, e arranco a calcinha, rasgando-a. Ela está ofegante com o desejo, como eu estou. Sem tirar os olhos dela, eu arrasto minha mão até seu centro lançando três dedos dentro dela lentamente. Seus corpo arqueia e ela inclina a cabeça para trás enquanto fecha os olhos. Eu puxo para trás e mergulho de novo, lentamente. Ela geme. Estou apostando minha reivindicação nela.

— Você é minha, Rachel! — Eu murmuro contra sua garganta.

— Sim. Sua. Quando você vai aceitar isso? — Ela ofega. Eu gemo e começo a ir mais forte e mais fundo nela querendo reivindicar cada maldito centímetro que falta para marcá-la. Eu empurro cada vez mais duro. Minha respiração fica irregular; eu me perco nela, reclamando-a de dentro para fora, tocando-a, abraçando-a, amando-a, fodendo-a.

— Oh, baby, — eu gemo, meus dentes roçando seu queixo, e ela goza forte, e eu seguindo-a, em êxtase.

Ambas estamos acabadas, mas agora estou calma e aliviada, e sinto que tudo está bem. Eu a mantenho de pé contra a parede do elevador, e pressiono a testa contra a dela.

— Oh, Rach, — murmuro contra seus lábios. — Eu preciso tanto de você, — eu beijo sua testa. Eu queria que ela soubesse o quanto ela significa para mim. Quanto eu preciso dela! Ela é o ar que eu respiro.

— E eu de você, Quinn, — ela responde.

Eu a solto, e endireito sua saia, e abotoo sua blusa, e quando eu finalmente a endireito, eu soco meu código e o elevador move-se novamente com uma sacudida. Rachel aproxima-se apertando meus braços.

— Taylor deve estar se perguntando onde estamos, — eu sorrio lascivamente para Rachel.

Ela fica mais vermelha do que a bandeira chinesa e começa a tentar consertar o cabelo.

— Vai ter que ser isso mesmo, — eu sorrio.

Uma vez que chegamos a minha cobertura, Puck está esperando no hall de entrada, quando as portas se abrem.

— Ocorreu um problema com o elevador, — murmuro, e Rachel completamente tímida apenas se apressa para fora como um cachorro apoiado em um porco-espinho.

— Algum problema no edifício?

— Nenhum sinal, senhora.

— Bom. — Eu digo, e viro para a cozinha. Eu tiro meu paletó, e sento-me à barra e começo uma conversa com a Srta. Jones.

— Como foi seu dia, Srta. Jones?

— Muito bom, senhora. Obrigado por perguntar. Espero que tenha tido um bom dia também.

— Está chegando lá, — eu respondo. Rachel aparece na porta de entrada, um colírio para os olhos. Ela se senta ao meu lado, e a Srta. Jones coloca dois pratos diante de nós. Coq au vin!

Ela é uma grande cozinheira, a Srta. Jones!

— Desfrutem, Srta. Fabray, Rach, — ela diz e deixa a cozinha.

Eu pego uma garrafa de vinho branco da geladeira e sirvo para nós duas uma taça. Enquanto comemos o jantar, eu me pego falando sobre o meu protótipo de telefone celular movido a energia solar, lembrando que Mike me deu a boa notícia de que ele está muito perto de ser concretizado. E o meu entusiasmo é contagiante.

— Quinn, posso perguntar uma coisa?

— Sim, claro, — eu respondo.

— Onde é que você tem propriedades?

— Eu só tenho um apartamento em Nova York, o Escala, e a propriedade em Aspen. Nada mais.

— Oh, — ela diz, enquanto ela recolhe os pratos da barra.

— Deixe isso. Mercedes vai fazê-lo, — eu digo, e ela se vira e depois de deixar os pratos na pia, encontra-me olhando-a fixamente.

— Bem, agora que você está mais dócil, Srta. Berry, vamos conversar sobre hoje?

— Acho que você é que está mais dócil. E acho que estou fazendo um bom trabalho em domesticar você , — diz ela me surpreendendo.

— Me domesticar? — Eu bufo, totalmente divertida. Ela não me viu hoje. Ela apenas balança a cabeça. Eu franzo a testa. Eu não iria concordar com suas exigências se fosse qualquer outra pessoa. Eu teria espancado a merda fora de qualquer outra sub que eu tive. No entanto, eu temia que Rachel iria me deixar, e eu percebo que eu estava morrendo de medo de que ela me deixaria.

— É. Talvez seja isso que você esteja fazendo, Rachel, — encontro-me dizendo.

— Você estava certa sobre Biff, — ela murmura, e meu sangue ferve sob a minha pele. Meu rosto cai, e os meus olhos endurecem. O que é que o filho da puta fez?

— Ele tentou alguma coisa? — Eu sussurro em voz mortal. E por que ela não me telefonou quando o que quer que o filho da puta tentou com ela?

Ela balança a cabeça.

— Não, nem vai tentar, Quinn. Eu disse a ele, hoje, que eu sou sua namorada, e ele recuou imediatamente.

— Tem certeza ? Eu poderia demitir esse filho da puta — Eu fecho a cara.

Rachel suspira:

— Quinn, você realmente tem que me deixar lutar minhas próprias batalhas. Não pode ficar constantemente tentando adivinhar tudo o que vai me acontecer e me proteger o tempo todo. É sufocante, Quinn. Nunca vou evoluir com essa interferência incessante. Preciso de um pouco de liberdade. Eu jamais sonharia em interferir nos seus assuntos, — diz ela.

Eu sei que eu não gosto de ninguém interferindo em meus assuntos. Mas, a necessidade de protegê-la substitui tudo.

— Só quero você fique segura, Rachel. Se alguma coisa acontecesse com você, eu.. — digo sem que eu possa exprimir o resto do pensamento. É o que rasga meu coração. É o meu maior medo, o meu pior pesadelo.

— Eu sei, e entendo por que você se sente tanta necessidade de me proteger. E parte de mim adora. Eu sei que, se eu precisar de você, você vai estar lá, como eu estou para você. Mas, se quisermos ter alguma esperança de um futuro juntos, você tem que confiar em mim e confiar no meu julgamento. Sim, eu vou entender errado, por vezes, e às vezes eu vou cometer erros, mas eu tenho que aprender por conta própria Quinn.

Isso é contra tudo o que eu sinto, e quero fazer. Eu não posso simplesmente não interferir quando ela é tão inocente e tão sedutora e todo mundo quer enfiar as mãos em sua calcinha. E ela é minha! Ela se move para diante de mim, de pé entre as minhas pernas, enquanto eu me sento na banqueta. Eu ainda estou completamente muda.

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— Você não pode interferir no meu trabalho. É errado. Não preciso de você invadindo o meu dia feito uma cavaleira numa armadura branca que vem para salvar o dia. Sei que você quer controlar tudo, e entendo o porquê, mas você não pode. é uma meta impossível... você tem que aprender a se desligar — Seus dedos chegam até o meu rosto e me acariciam com o mais leve dos toques. Meus olhos se arregalam. – Se você puder fazer isso... se puder me dar isso... eu venho morar com você, — diz ela em voz baixa. Eu sou pura atenção. Ela disse que viria morar comigo. Eu ouvi mal? Foi isso o que ela disse? Aspiro acentuadamente, completamente surpresa.

— Você faria isso? — Eu sussurro.

— Sim. — Ela responde.

— Mas você mal me conhece, Rachel, — eu digo franzindo a testa, completamente em pânico. É como quando ela me disse que me ama. Eu tento não surtar.

— Eu a conheço bem o suficiente, Quinn. Nada do que você me fale sobre você vai assustar-me, — ela corre seus dedos na minha bochecha. Eu não sei o que dizer, chocada, surpreendida, e relutante.

— Mas, se você pudesse me dar só um pouquinho de espaço, — ela pede.

— Eu estou tentando, Rachel. Eu não poderia ficar de braços cruzados e deixar você ir para Nova York com aquele... cretino. O homem tem uma reputação terrível. Nenhuma de suas assistentes durou mais de três meses, e elas nunca são transferidas para outro setor da empresa. Não quero que você passe por isso, baby, — eu digo com um suspiro. — Eu não quero que nada aconteça com você. O pensamento de você se machucar, me deixa louca. O pensamento é terrível. Eu não posso prometer não interferir, não se eu achar que você pode vir a se prejudicar, — eu digo com sinceridade. Será que ela percebe o quão apaixonada eu estou por ela? Ninguém pode amá-la tanto quanto eu a amo. Ela não sabe quão sinceramente eu a amo, que tenho esperanças e medos e ansiedades. Eu a amo com carinho e devoção. Como Shakespeare disse: "O amor é uma coisa suave? É muito áspero, muito rude, muito turbulento, e pinica como espinho" Eu estou tentando ser digna do seu amor. Lutando todos os dias. Tentando ser destemida, mas sou fraca, quando ela está envolvida.

— Eu amo você, Rachel. Vou fazer tudo que posso para protegê-la. Não consigo imaginar minha vida sem você.

A boca de Rachel cai aberta. Ela tem aquele olhar no rosto dela como se ela acabasse de sair de seu corpo.

— Huh? — Ela mal consegue sussurrar. Eu beijo sua mão.

— Eu também amo você, Quinn, — diz ela inclinando-se e beijando-me. A paixão entra em erupção e nós aprofundamos nosso beijo.

Eu ouço Puck limpando a garganta, e relutantemente eu recuo ainda olhando para a minha mulher. Eu paro e envolvo meu braço em torno da cintura dela.

— Sim, — eu exclamo para Puck por interromper.

— A Sra. Theron está subindo, senhora.

— O quê? — Eu atiro para Puck. Ele encolhe os ombros se desculpando. Eu suspiro, e balanço a cabeça. Eu tinha dito a ela para ficar longe, e ela está aparecendo aqui agora. Que porra ela quer?

— Bem, isso vai ser interessante, — eu digo, e sorrio com resignação. Eu tive o inferno de um dia hoje, e isso só vai acrescentar a ele, para dizer o mínimo. O rosto de Rachel fica inexpressivo, e seu corpo fica rígido em meus braços. Porra! Ela está louca de raiva.

Notas finais
Desculpem-me de tiver algum erro.. O que será a Mrs. Robinson está querendo? Será que a Fabray vai dar um pouco de liberdade para a Rachel? EM breve nos próximos capítulos!! hehe Então? Recomendação, comentários.. vocês podem tudo!! kkk bjus, Até breve kids!!