Notas iniciais
(O_O)/, Boa leitura!

Para de conversar sozinho! As pessoas vão achar que você é louco! – Não vão não, parei.

(...)

- MATTEW JONES BUTTON, EU VOU TE MATAR SE VOCÊ NÃO LEVANTAR DESSA CAMA! – levantei num pulo da cama. Olhei para os lados, e meu quarto estava totalmente bagunçado, e uma iluminação atravessava as cortinas, me levantei, e as abri. O sol era radiante, pareciam 10 da manhã, olhei para o relógio, e não se passava das 7. Arrumei-me no quarto, e desci.

- Bom dia mãe! – eu disse de bom-humor, dando-lhe um beijo na bochecha. – Por que me chamou tão cedo? E por que gritou? – perguntei todo fofo, pegando uma torrada, e colocando minha mochila nas costas.

- O que deu em você guri? – ela disse erguendo uma sobrancelha. – Parece que foi picado pelo mosquito da felicidade.

- Ah, é... – eu disse, e sorri para o nada. O que tava acontecendo comigo?

- Tá, vai pra escola, antes que tu me passe essa expressão maconhada. Vai, vai! – ela disse me dando tapas na bunda. Comecei a rir, e apressei o passo.

No caminho da escola, o sol estava realmente bom, estava quentinho, e a brisa estava fria, fazendo com que o clima ficasse perfeito. Avistei Corinne, e meu coração apertou, corri um pouco e a alcancei.

- Oie! – eu disse todo animado, me espreguiçando.

- Oi... – ela disse, e olhava para frente, eu sempre reparava no seu cabelo, e hoje ele estava solto, mas totalmente bagunçado, como se ela tivesse acordado e já estivesse vestida, por que seu uniforme também estava totalmente amassado.

- O que aconteceu? – perguntei.

- Nada, eu disse. – ela disse grossa, e me olhou. Tinha olhos exaustos, a pupila de seu olho estava minúscula, significando mal-humor, e seus lábios totalmente recegados e pálidos.

- Sério, eu to começando a me preocupar com você! Dá pra me dizer o que tá acontecendo? – engrossei a voz, ela parou, e me olhou furiosa.

- NÃO! – ela gritou. – EU JÁ DISSE QUE NÃO É DA SUA CONTA! – ela negou rápido com a cabeça, e saiu correndo em direção á escola. Tive vontade de correr atrás, mas algo me dizia que não.

(...)

— Oi Paul, e aí Louis. – eu disse cumprimentando os dois com um aperto de mãos. – Como foi o fim de semana?

- Foi muito pegado. – Louis respondeu com uma cara maliciosa, logo soltei uma risada estranha, eles me olharam tipo “what a fuck?! – wtf?!”, eu fiquei com uma expressão de “okay” imensa.

- Mas aconteceu uma coisa muito louca véi, foi da hora! – Paul disse com os olhinhos brilhando. Só faltava ter uma placa luminosa na sua testa assim “estou excitado galera!”.

- O que? – eu disse curioso. Eu de vez em quando olhava em volta, procurando por algo, mas nem eu sabia o que era.

- Eu invadi a cozinha de uma lanchonete, e em vez de brigarem comigo, me deram fritas! – ele disse animado, enquanto Louis ria, que chegava a chorar.

- Oh, onde é esse lugar? – eu disse sorrindo, mas não achando graça.

- Ah, sim. Importante: A batata estava totalmente mofada. – Arregalei os olhos enquanto os dois caiam na risada, fiquei com extremo “poker face” olhando aquilo, só comecei a sair de fininho e fui para a sala.

(...)

No recreio, eu estava caindo de sono, a voz do professor de física, é como uma canção de ninar, só que não.

Quando cheguei no jardim, não vi nem Louis nem Paul, apenas vi Corinne sentada na sombra da árvore, quieta.

- Oi. – eu disse de leve. Ela não respondeu, apenas tinha um livro sobre suas pernas, e a mão do braço direito, segurando o anti braço esquerdo. Parecia que queria esconder algo. – Corinne.

Ela me olhou, e foi a coisa mais linda, se não fosse pela sua expressão triste, eu diria que tinha sido perfeito.

- Me diz, por favor... o que tá acontecendo. – eu disse calmo, ela se levantou, pegou meu braço com força, e me levou para uma sala vazia, que parecia um depósito. Era pequeno e escuro. Ela fechou a porta, e a luz era bem fraca.

- Você me promete que não diz isso pra ninguém?! – ela disse, estava bem longe de mim.

- Prometo. – eu disse sério.

- Meus pais... eles, estão quase se separando. – ela estava de costas para mim, e dizia triste. – eles só sabem brigar quando estão perto um do outro. E... eles acham que tudo isso é minha culpa... – ela começou a ter voz de choro. – e eu... sempre acabo... – ela desabou a chorar, cheguei perto, mas não a abracei. Fiquei a sua frente.

- Calma. – eu disse, eu não queria abraçá-la, da ultima vez que fiz isso, eu me arrependi, por ela não ter retribuído. – Olha aqui pra mim. – ela tinha seu rosto entre suas mãos. – Eu vou sempre estar aqui... olha pra mim. – eu repetia, mas ela apenas chorava.

Quase levei um susto, quando ela veio para cima de mim, e me abraçou, ela começou a apertar a minha camiseta, abracei-a e pousei meu rosto no topo de sua cabeça.

- Cuida de mim. – ela sussurrou e a abracei mais forte.

- Vou cuidar de você, sim. – eu disse, e passava a mão em suas costas.

Depois de algum tempo, ela me largou, secou as lágrimas, no escuro. E simplesmente se retirou da sala. Fiquei ali parado com o coração a milhão.

Bateu o sinal e fui para a sala, eu não estava prestando atenção em porra nenhuma da aula, até por que eu não conseguia tirar a Corinne da minha cabeça, por mais estranho que seja. Aquele assunto me incomodava, eu não sabia o por quê. Que droga! Que menina difícil, puta que pariu!

Eu estava perdido em meus pensamentos, quando o professor do nada me chamou a atenção.

- Hein? Mattew Jones! – ele gritou e o olhei no fundo dos olhos. – Qual era mesmo o conteúdo da prova? – me desesperei, mas não demonstrei desespero. Apenas eu disse em um tom de voz calmo.

- Prova de que dia? – eu disse, e os meus colegas me olhavam já rindo.

- Do dia 21 – ele disse, já rindo da minha cara.

- Conteúdo dos trabalhos, Ásia. Senhor. – eu disse sério. Eu estava com expressão normal, mas por dentro eu estava... meio que assim: “HAHAHA TOMA SEUS OTÁRIOS! TOMARAM NO CÚ! AGORA QUERO VER! AGORA TUDO COM CARA DE CÚ MAL LAVADO! TROUXAS!”