My Crazy Life - Segunda Temporada
15 Na verdade, eu não posso prometer nada
Notas iniciais
“HAHAHA TOMA SEUS OTÁRIOS! TOMARAM NO CÚ! AGORA QUERO VER! AGORA TUDO COM CARA DE CÚ MAL LAVADO! TROUXAS!”
(...)
Ah! Nada como vários assuntos legais para pensar durante a tarde, não? Não! Porra! Eu não consigo pensar em mais nada a não ser... ela. O que há de errado comigo? Alguma abelha me picou e me deixou assim só pode.
- Mana! – eu gritei entrando no quarto da minha irmã, e tendo uma visão dos infernos. – MAS O QUE!? – gritei fino arregalando os olhos.
- MATT! – ela gritou, e veio pra cima de mim, tapando minha boca. – Cala a boca! Eu faço de tudo pra ti, desde que tu não diga isso pra mãe, nem pro pai!
- Hum... tudo? Tudinho? Everything? – eu disse rindo.
- Tudo, sim tudinho... Everything. – ela disse repetindo.
- Tu sabe o endereço da casa da Corinne? – eu disse sério.
- Sei. É isso que tu quer pra ficar calado? – ela disse, e eu afirmei com a cabeça. Ela foi até a escrivaninha e anotou algo em um papel, e depois me entregou.
- Valeu. – eu disse, e saí do quarto.
Sim, eu troquei o endereço da Shadows por um “babado” gigante da Julie se pegando com um cara no quarto dela. Muaha!
Sentei-me no sofá da sala, olhando para aquele papel, por alguma razão eu estava tremendo, mas não muito. Eu acho que queimei meus neurônios à toa olhando para aquele papel, e ainda queimei o castigo da Julie. Eu não vou ter coragem.
(...)
- Ôh Senhor Jones, acorda ae! – escutei meu pai falando da porta.
- Bom dia pai. – eu disse coçando os olhos e levantando.
Na ida pra escola, eu não vi Corinne. Que merda! Que sensação estranha é essa no estômago? Ai ai ai Matt! O que tá acontecendo?! É como se... algo estivesse em perigo, e eu não pudesse fazer nada.
Quando cheguei, fui direto para minha carteira, e me pus a dormir, eu queria que o recreio chegasse logo. E com a minha dormida realmente não demorou, quando bateu eu fui saindo da sala rápido.
- Heeey! Matt! – escutei Louis falando, eu tentei ignorá-lo, mas ele me puxou.
- Meu irmão, já falou contigo. – Eu disse sentindo aquele negócio mais forte ainda no estômago, e por alguma razão eu só pensava em ir para o jardim. Me soltei e sai correndo.
- Corinne! – eu disse me ajoelhando à sua frente, ela estava terrível. – Ai meu Deus!
- O que foi? – ela disse, colocando a mão sobre a barriga. – Eu estou tão ruim assim? – ela disse, e parecia que quanto mais ela falava, mais ela apertava a mão contra a barriga.
- Sim, você está péssima. – eu disse preocupado! Ah, agora eu entendo o que era aquele sentimento estranho...
- Ah! – ela murmurou, mostrando dor.
- O que houve com a sua barriga? – perguntei, chegando mais perto dela.
- Nada. – ela disse seca.
- Ótimo. – eu disse, e segurei seu braço, e o puxei para tirá-lo da frente da barriga, coloquei a mão em sua barriga, e ela gemeu de dor. Ela não lutava contra, ela apenas me olhava. Levantei devagar a sua blusa, e me assustei, havia um roxo enorme na região do umbigo, fiquei apavorado, estava muito roxo. – Corinne! – falei, e ela deixou uma lágrima correr seu rosto.
- Eu... – ela disse, e me olhou chorosa. – Meus pais estão brigando demais. – ela disse e escorriam lágrimas em seu rosto, sentei ao seu lado, e a envolvi. – Meu pai chegou bêbado ontem em casa, e minha mãe mais uma vez começou a brigar com ele. Quando eu tentei Pará-los, meu pai veio pra cima de mim, e me empurrou contra a parede, e quando eu caí... ele me chutou aqui. – ela disse, e colocou a mão sobre a barriga.
- EU VOU...! – eu disse sentindo uma raiva gigante dentro de mim. Corinne colocou sua mão, sobre meu rosto, e disse.
- Não, eu disse por que eu não tenho ninguém pra contar, você não vai fazer nada, promete? – ela disse me olhando nos olhos.
- Eu...
- É o melhor pra mim tu não fazer nada, tu promete fazer o que é certo? Que é ficar quieto sobre isso? – ela falou, não pensei em outra e disse.
- Prometo. – eu falei, dei um beijo em sua testa, e fui pra sala, claro... mais preocupado que a puta que pariu.
(...)
Na saída da escola, procurei por Corinne, e a vi andando de volta para casa, devagar e com a mão na barriga. Mordi os lábios com força, de raiva, eu não podia deixar isso desse jeito!
- Eu não posso prometer nada. – murmurei sozinho.
- Olha! Que garoto louco! – disse um estudante rindo da minha cara.
- Vai se fuder! – eu disse, e o garoto me olhou apavorado e saiu correndo.
Quando cheguei em casa, atirei minha mochila com força na parede.
- O que houve?! – vi minha mãe preocupada, vindo até mim. Meus punhos estavam fechados com força.
- É INCRÍVEL COMO A VIDA NOS MOSTRA COMO TEM COISA RUIM! – eu disse gritando, dando um chute na minha mochila.
- PETER! – minha mãe gritou. Logo escutei meu pai vindo correndo.
- O que foi? – ele disse, e os dois me olhavam.
- QUE MERDA! – eu gritava furioso, minha voz estava rouca e era grossa. – EU TAMBÉM SOU UM TROUXA! EU NÃO TENHO NEM CORAGEM PRA ISSO! POR QUE EU PROMETI?! CARALHO!
- O que aconteceu filho? – meu pai gritava, mas não mais do que eu, eu estava com uma raiva que eu nunca tinha sentido antes.
- NADA QUE INTERESSE! – eu gritei e subi correndo para o meu quarto, bati a porta com força, não me aguentei e soqueei a parede. – O QUE EU FAÇO?! – eu gritava, andando para um lado e para o outro.
Eu não posso deixar assim! Ai meu Deus, ela apanhou do pai! Como isso meu Deus?!
Eu tentava me acalmar de todas as formas, mas de nada consegui, abri a porta do meu quarto, e saí correndo. Quando cheguei na calçada, apenas corri o mais rápido que eu podia.
Quando cheguei, escutei gritaria e me enfureci mais ainda, bati na porta com socos, e a gritaria cessou.
- Você é o pai da Corinne?
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