Eu ganhei bons amigos, e estou começando a entender a matéria direito na aula... praticamente tudo indo em seus “conformes”

(...)

Depois de fazer toda a minha “rotina” da manhã, eu já estava a caminho da escola. E lá estava novamente Corinne caminhando.

– Bom dia! – eu disse alegre.

– Hum... oi – ela disse.

– Ah! Qual é! – eu disse andando de lado. – um dia sem um sorriso? Um dia sem um bom dia? Um dia sem uma pontinha de alegria nesse seu coração? – eu disse fofo.

– Sim. – ela respondeu seca.

– Ah! Vai, eu nunca te vi sorrir... eu acho. – eu disse e arregalei os olhos rindo. Ela continuava séria olhando em frente.

– Você não vai conseguir me fazer sorrir tão cedo. – ela disse e me olhou de relance.

– Ah! É o que veremos minha cara pessoa. – eu disse e comecei a andar normal.

– Tá bom. – ela disse como “tá se isso te faz feliz, então que seja!”.

(...)

– Bom di... – eu disse alegre, mas vi que foi pra pessoa errada.

– Tu tá pegando aquela vadia né? – Karine disse de braços cruzados. – Ontem mesmo, me deixou de lado. Pra ficar com ela! – Puta merda, que guria mais chata, meu Deus!

– Ah! Sim, claro. – eu disse irônico, mas não o bastante para não parecer mentira, ou seja, parecia que eu estava falando a verdade. – Eu peguei ela, ela é bem mais gostosa que você, e ainda eu já pedi ela em namoro. Então considere-se chifrada. – eu disse me achando o chefão do lugar.

– Desgraçado! – ela gritou e me deu um chute na canela, e saiu correndo chorando. Eu não estava me sentindo culpado. Até agora...

Virei para trás e lá estava Corinne me olhando braba, merda!

– Resolvido! – eu disse.

– Seu idiota. – ela disse e me deu um tapa forte no rosto. – Gostosa é aquelas garotas que tu pega na esquina. Trouxa! – ela disse e saiu andando levemente pelo corredor.

– Ai! – eu disse. Pegando o meu celular para ver o reflexo, havia ficado a marca da mão de Corinne, bem vermelho no lado direito. Coloco minha mão sobre o lugar que dói, tentando fazer parar de arder.

Olho para o lado, e vejo uma garota de cabelos negros, compridos e repicados, até mais ou menos a cintura. Ela era magra e esbelta, tinha olhos castanhos, e lábios rosados. Tinha a cor pouco mais escura que a minha, e era linda. Enquanto ela passava, eu não conseguia tirar os olhos dela, e nem ela tirar os olhos de mim.

(...)

– Bom, alunos temos uma aluna nova, o nome dela é Rachel, e bla bla bla – o professor disse irônico, achei muita falta de educação aquilo. Rachel é a menina que eu vi entrar.

– Eu acho que tem outra forma de apresentá-la. – eu disse tentando impressioná-la. – Digamos que essa é Rachel. – comecei com uma voz formal. – Uma menina esbelta, que demonstra ter bom humor, e ser gentil. – ela sorriu, e contribui o sorriso. – Porém, caráter forte, e guerreira. Agora a Senhorita pode sentar. – eu disse e sorri fofo. Enquanto ela sorria para mim, e sentava em uma cadeira atrás de mim.

– Oi – ela disse com uma voz calma, e fina. – Seu nome é?

– Meu nome é Mattew. – eu disse fofo. – Prazer Rachel. – falei e sorri.

– Então vamos ser parceiros? – ela perguntou distraída.

– Penso que sim, minha querida. – eu disse. Cada vez mais ela sorria, eu comecei a ter a impressão que a boca dela ia começar a rasgar de tanto sorrir. Pior que o Joker.

– Ótimo então, meu querido. – ela disse pegando uma mexa de cabelo meu, acariciando-a. Pensei em.. nós, na hora.

Sempre fiquei pensante, sobre tudo aquilo que dizem, sobre ficar nervoso, suas bochechas corarem, suas mãos suarem frio, suas pernas ficarem bambas, por mais que você seja um garoto, isso deveria acontecer. E... até hoje, isso nunca aconteceu comigo, então sempre tirei a conclusão que isso não existe, não há como existir isso, e... não há realmente nenhuma prova que isso aconteça.

(...)

Durante o recreio, não encontrei Louis e Paul em lugar algum. Então resolvi ficar em um canto escondido, apenas observando seres vagando. Meus olhos viajavam pelo ambiente, e nada de importante eu encontrava, até olhar Corinne. Fiquei observando-a um tempo. E vi que, me distraí olhando para ela, me desesperei e olhei rápido para outro lado, pensando em outras coisas.

Olhei para Rachel, e já me levantei, querendo tirar o que eu a pouco havia feito, da cabeça.

– Oi Rachel. – eu disse.

– Oi.

– Quem sabe um Milk Shake na saída? – perguntei normalmente.

– Claro, boa ideia. – ela disse e me deu um beijo na bochecha. – Depois eu falo contigo, preciso fazer uns negócios. Até mais!

– Até. – eu disse, ficando sozinho novamente. Me sentei na grama, e comecei a olhar para Corinne de novo. Eu não sei por que, mas eu sentia algo esquisito, olhando para ela. Tenso!

(...)

Estávamos eu e Rachel, no caminho para o lugar que tinha Milk shake. E ela começou a falar merda...

– Poxa! Aí tipo, como eu ia continuar com um garoto que tinha me chifrado? – ela disse, e ria ridiculamente.

– É... nossa. – eu disse.

– Sim! E ainda, teve que ele me traiu com um menino! – ela disse totalmente apavorada. E eu não prestava atenção em suas palavras, apenas uma coisa não saia da minha cabeça. E eu não ia parar de pensar naquilo até não ter uma conclusão concreta.

Sentamos em um lugar, e pedi dois Milk shakes. Não demorou muito para que o pedido chegasse, então começamos a tomar, eu estava bem faceiro na minha, com as minhas ideias na cabeça, já Rachel. Começava a rir dos próprios contos, e ... merda.

– Tipo... hahahaha – até que vi que ia dar em desastre. – TIPO! HAHAHAHA... – aí sim, ela fez besteira. Guspiu todo o Milk shake que tinha dentro de sua boca, rindo. Havia se sujado toda, e que merda. Isso só acontece comigo. Pode dizer, só comigo. Que merda!