My Crazy Life - Segunda Temporada
8 Apaixonado.
Notas iniciais
Havia se sujado toda, e que merda. Isso só acontece comigo. Pode dizer, só comigo. Que merda!
Imaginei naquele momento, várias carinhas da Corinne, em volta da minha cabeça, rindo de mim e dizendo “haha seu trouxa”.
- Lol! – ela dizia rindo, eu estava completamente sério. E sem ação.
- Me desculpe, eu já vou indo. – eu disse sério, me levantei, coloquei as mãos nos bolsos. E saí andando na rua, olhando para o chão. Pensativo, fui direto para casa.
(...)
- Cheguei! – eu disse, não muito animado.
- Oi filho! – escutei minha mãe falando. Andei até o quarto de minha irmã, e lá estava ela mexendo no computador. – Mana, eu...
- Oi Matt! – ela disse sorrindo, e já desfez o sorriso quando viu meu rosto sério. – O que... houve?
- É que... – eu comecei falando, eu estava confuso, e ela era a pessoa que eu mais confiava no mundo todo. Minha irmãzona. – Eu... não quero que tu ria, que tu chore, eu só quero que tu me escute, e diga pra mim. O que tu achou.
- Tá bom, claro. – ela disse e se virou para mim com a cadeira, e eu sentei na cama, olhando em seus olhos.
- Eu hoje, não consegui tirar os olhos da Corinne. – eu disse sério. – Eu, to sentindo uma coisa estranha dentro de mim quando ela me olha. – eu ia falando, e cada vez mais seus olhos ficavam fixados nos meus. – Eu to pensando que esse negócio todo, eu acho que eu to odiando ela, só pode!... – minha irmã arregalou os olhos, mas permaneceu calada. – mas... estranhamente, eu quero ela perto de mim.
- É isso? – ela disse de leve. Não como um deboche, mas sim me entendendo. Afirmei com a cabeça para que ela me dissesse o que estava achando. – Quer que eu seja direta? Ou quer que eu fale aos poucos?
- Fala direto. Sem encher linguiça. – eu estava confuso, eu queria saber o que estava acontecendo.
- Bom, tu tá se apaixonando por ela. Sem mais. – ela disse, arregalei os olhos, e me levantei assustado. – O que tem demais?!
- Eu... não posso, não ela! – eu disse apavorado.
- A gente não manda no coração Matt. – ela disse em consolo.
- Mas... eu quero mandar no meu! E eu digo que não! Eu não quero isso! – eu disse quase gritando.
- Matt calma!
- Eu não posso ter calma! – eu dizia nervoso. – Ela me bate, me irrita, me xinga, me trata feito lixo, praticamente! – minhas mãos estavam suando frio. – Ela não! Aquela menina tem raiva de mim! Eu não posso sentir isso por ela . Ela não pode ser a primeira moça que eu vou me apaixonar!
- Matt! – minha irmã falou alto, para que eu parasse de falar. – Isso acontece! Faz parte, é uma coisa linda se apaixonar por outra pessoa. Acalme-se, eu sei que é a primeira vez que você se apaixona dessa forma.
- Eu... nunca senti isso, eu ... não sei – eu disse querendo chorar. Que merda!
- Calma. – ela dizia, e repetia, na tentativa de me acalmar, mas não dava certo. – Só... seja você mesmo. – ela disse e sai de seu quarto, fui direto para o meu.
Deitei sobre a cama macia, e apertei as cobertas, tentando não chorar. Eu não sabia o por quê de querer chorar, eu só ... estava confuso o bastante para sentir isso. Por que justo ela?! Por quê? Minha irmã está errada, é apenas um grande engano, e só! Eu vou continuar gostando de outras garotas e deu.
(...)
Acordei de mau-humor, lavei meu rosto, me arrumei, e peguei uma fruta qualquer antes de sair. No caminho, lá estava ela, corri ao seu lado por impulso.
- Bom dia. – ela disse sem eu dizer sequer alguma palavra.
- Oi. – eu disse, sentindo minhas pernas perderem as forças. Continuei andando.
- O que aconteceu? – ela perguntou, sem nem me olhar.
- Não aconteceu nada. – eu disse com a voz de mau-humorado.
- Tá bom, não vai me dizer mesmo? – ela disse engrossando a voz e olhando para mim.
- Não! – eu disse brabo.
- Ótimo! – ela disse e pulou pra cima de mim, me jogando no chão, e caindo sobre mim calculadamente. – Diga! – ela disse, eu estava corando. Com certeza eu estava corando.
- Pra que?! – eu falei.
- Por que sim! – ela disse e virou o rosto. – Por que... se aquela vadia fez algo... eu quebro ela ao meio. – ela falou começando a corar. Aquilo já foi o bastante pra tirar meu mau-humor.
- Tá, não aconteceu nada disso, agora... sai de cima de mim. Porque vai que as pessoas da rua pensem que a gente tá fazendo sexo a essa hora, e ainda na rua? – eu disse e ri. Ela sorriu e se levantou.
Seu sorriso era... lindo, ela tinha lindas covinhas, os lábios ficavam em uma forma perfeita ao seu sorriso. Aquilo me deixou mais corado que a puta que pariu, Vish.
- Ah é... tá certo, a essa hora fazer sexo é complicado né “amor”. – ela disse e rimos. – ainda mais na rua. Ufa! Tá foda.
- O que tu fumou garota?! – eu perguntei alto.
- Sei lá. Só estou... feliz hoje. – ela disse e abriu um sorrisão pra mim. Ohh, eu acho... que se apaixonar por ela não seja algo de tão ruim assim.
(...)
Chegamos na escola, e logo Corinne correu para o banheiro. Achei estranho, mas continuei seguindo meu caminho. Encontrei Rachel no caminho, e apenas dei oi, passei também por Karine, e vi que seus olhos pegavam fogo de raiva. Logo fui para o meu lugar, e esperei o tão esperado recreio, lendo um livro. Não prestei a atenção na aula, nem nada.
Quando bateu para o recreio, fui para o jardim novamente, falar com os meninos. Logo avistei Corinne, sentada debaixo da sombra da arvore, fui até ela.
- Oi. – eu disse sorrindo.
- Oi... – ela disse fraco, quando me olhou. Ela estava pálida.
- O que aconteceu? – eu perguntei rápido.
- Nada... – ela disse.
- Sério! O que houve? – eu disse em um tom de voz alto, mas que ao mesmo tempo só ela escutasse.
- Nada, porra! – ela disse, e botou a mão na boca, e saiu correndo.
Ela vai vomitar.
Fale com o autor